Capítulo 38
Eu tô bem louca e vou acabar postando todos os capítulos finais hoje hahaha.
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Meus olhos estavam vacilando e meu corpo todo tremia. Era mesmo um sanatório, de longe vimos nossa avó sorrir fraco para a recepcionista e lhe entregar uma sacola depois de assinar um papel, provavelmente com os remédios que ela comprava. A recepcionista agradeceu e lhe deixou a vontade no lugar.
Elas pareciam se conhecer e ter uma certa intimidade. O que me fez chegar a conclusão de que não era a primeira vez que minha vó visitara aquele lugar, e nem a segunda ou terceira. Ela conhecia o lugar tão bem que não precisou de acompanhante ou de alguém para lhe levar a ver a pessoa que ela procurava.
— SanHa eu não sei se...
— Hye. Noona. Vamos, chegamos até aqui. Nós vivemos anos pensando que não tinhamos parentes vivos e agora estamos prestes a ver nosso tio. — Ele disse confiante.
— Como você tem tanta certeza que ele está vivo?
— Eu não tenho. Mas é melhor ser otimista quê pessimista.
Continuei parada o encarando, o loiro suspirou e segurou minha mão me empurrando e me fazendo andar. Minha garganta estava seca e eu questionava todos os meus pensamentos.
— Vou destrair a recepcionista e você vê se encontra nossa avó. — Disse por fim.
— Okay...
Engoli em seco sentindo minhas mãos suarem, SanHa piscou dizendo que estava tudo bem e quando me dei conta eu já estava sozinha naquela recepção de cor branca e fria. Meu irmão conversava com uma mulher de óculos, meus olhos corriam por toda a extensão daquele lugar. Aquele cheiro me dava arrepios, os barulhos e vozes eram sinistros. O que faria meu tio parar em um lugar como este?
Caminhei sem ver nitidamente onde meus pés pisavam, abraçada a mim mesma tentando fazer minha cabeça parar de pensar tanto e doer.
— Mocinha você não pode entrar aqui. Está visitando algum parente? — Ouvi uma voz ecoando em minha cabeça, porém só era mais um barulho martelando e me fazendo contorcer. — Oh, menina você não pode...
A voz estava ficando mais alta, gritei algo e corri tentando afastar aquela voz. Senti meu corpo ser pressionado em algo duro e oco, o mesmo se moveu e eu caí.
— Oh meu Deus. Você está bem menina?... — Ouvi a mesma voz de antes desta vez mais suave. A mulher me estendeu a mão para levantar, ergui a minha um pouco tonta. — Me desculpe Sra. Yoon. — Falou para a mulher de dentro da sala.
— Sra. Yoon? — Repeti após me levantar ainda tonta. Tinha batido o cotovelo e o mesmo doía um pouco. Vó? — Me virei observando uma mulher sentada em uma cadeira em um quarto, ela estava de costas. Seu cabelo era preto e curto. Reconheci sua bolsa bege e delicada que levava consigo pra onde ia.
A postura da mulher se tornou tensa, seus ombros se contraíram e sua cabeça congelou reta. Ela não respondeu, a enfermeira segurou meu braço e me apertou de leve para me tirar da sala e me levar de volta onde vim.
Empurrei seu braço bruscamente e desviei o caminho correndo até a sala onde vi a mulher de cabelos pretos. Quando abri a porta ela não estava mais lá.
— Vó! Eu vi você! Eu sei de tudo! Tudo o que aconteceu entre meu tio e a Moonbyun. Sei que está aqui e que ele está vivo! — Gritei.
— Srta. Se não colaborar e ir embora vou ser obrigada a chamar a polícia. — A enfermeira disse segurando meu braço de leve.
— Eu sou Yoon DaHye. Neta da Yoon Jiwoo. Sobrinha do Yoon SooHyun. Vim para vê-lo. — Expliquei tentando parecer natural.
— Me desculpe mas aqui não tem nenhum paciente com este nome.
— Então quem é o paciente que ela veio visitar?!
— Não podemos dar informações sobre os pacientes e nem seus visitantes. Agora vamos Yoon DaHye.
[...]
— Conseguiu achar nossa avó? — Meu irmão perguntou depois de me ver se aproximar, já do lado de fora do sanatório já que me expulsaram.
— Achei ter visto ela mas, ela sumiu. — Falei baixinho, com tom de desanimo e frustração.
— Aish.
— Nosso tio está morto, aqui não tem nenhum Yoon SooHyun. Foi tudo em vão. — Cruzei os braços pronta para me conformar.
— Você já parou pra pensar que estamos em um sanatório? Além disso, o Hyung falou que encontraram os documentos do nosso tio no carro. Ou seja, ele está sem documentos agora. — Olhei para ele raciocinando e de fato fazia sentido, o loiro estava com um sorriso diabólico nos lábios.
— O que quer dizer? — Perguntei só para ter certeza.
— Que ele pode ter um nome falso. — Concluiu.
— Sua inteligência me assusta às vezes. A gêmea inteligente sou eu tá? — Brinquei dando um soquinho leve em seu ombro.
— Os Hyungs e as meninas podem ajudar a gente. É só montar um plano perfeito.
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Annyeong sweeties ❤
Sinto lhes informar mas este é o penúltimo capítulo da primeira temporada de Cappuccino.
Estou chorando T-T
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