Capítulo 33

Capítulo um pouco grande e tenso.

^•^

Entrei no lugar e um frio na barriga me fez tremer. Tinha placas de papelão em alguns lugares da janela tapando alguns buracos. Não tinha mais mesas ou cadeiras decorando o ambiente, as cadeiras de pandinhas eram o xodó dos clientes. Agora estava tudo vazio e cinza.

Procurei algum cantinho pra ficar, coloquei a garrafa de café que me matéria acordada a noite, no chão ao meu lado e abracei minhas pernas.

Comecei a chorar se perguntando se esse meu plano patético daria certo até que meu celular começou a tocar. Era MoonBin.

DaHye? Por favor me diz que você está bem. — A voz doce e preocupada  do outro lado da linha me fez por segundos se sentir lembrada.

— Não estou...

— Me desculpe, meu celular tinha quebrado eu acabei brigando com meu pai e ele cortou meu cartão de crédito. Foi difícil comprar um celular bom sem a ajuda dos meus pais. Queria muito falar com você!

— Pensei que estava me evitando.

— Nunca te evitaria. O Eunwoo Hyung me contou que você foi até minha casa ontem. Você por acaso, não falou com minha mãe falou?

— Falei sim, ela me contou o quanto você é perfeito.

— Me desculpe DaHye. Você não merecia conhecer uma pessoa como a Sra. Moon. Minha mãe é uma bruxa.

— Está tudo... Bem.

— Você parece cansada. Onde está?

— ....

— DaHye. Você está mentindo. Onde você está?

— Você não se importa.

— Vou ligar para o seu irmão e perguntar.

— Não, eu estou no Pand-ah Café. Não venha até aqui por favor, quero ficar sozinha... MoonBin? — A chamada havia sido encerrada.

Droga! Resmunguei e joguei o celular um pouco longe. Senti o sono chegar e peguei a tampa da garrafa que também era uma caneca, virei a garrafa e despejei café dentro.

[...]

— DaHye? O que... Aconteceu aqui? — Não respondi nada apenas me encolhi ainda mais.

Assim que MoonBin abriu a porta e entrou, seu cheirinho de amêndoas invadiu minhas narinas me fazendo suspirar. Era tão bom sentir seu cheiro, ouvir sua voz.

Tendo seu olhar pousado em mim alguns segundos antes dele entender o que estava acontecendo.

— Me diz DaHye, por que você está com tanto medo? — O garoto agaixou ao meu lado no chão e procurou meus olhos, levantou meu queixo com a mão direita e com a esquerda afagou os meus cabelos castanhos.

— Você não entenderia... — Suspirei e balancei a cabeça chorando.

— Então me explica para ver se eu entendo. — Sua voz soou calma.

Suas mãos quentes encontraram as minhas pequenas e gélidas então ele às segurou.

— O que fizeram com o Pand-ah Café, não foi um assalto, foi tudo armado. Sabotagem, alguém quer fechar o estabelecimento. Se... — Minha voz falhou. — Se fecharem esse lugar eu não, não me perdoaria, não podem fechar o Pand-ah Café, tem que ter um jeito, eu sei que tem.

— Você está me dizendo que eles vão fechar?

Então não foi ele...

— Nós perdemos muito dinheiro MoonBin, não tem mais como pagar o aluguel do estabelecimento, e nem como comprar novos ingredientes e nem como pagar a conta do lugar,  a gente vai ter que vender...

— Vocês podem reabrir em outro lugar.

— Não não podemos, você não entende MoonBin. — Disse entre soluços. — Os meus pais morreram construindo isso daqui. — Falei correndo os olhos pelo lugar. — Eu às vezes me vejo, pequenininha correndo por entre cadeiras de plástico brincando de pega pega com SanHa, meu pai segurando papéis de plantas e conversando com homens grandes enquanto minha mãe sorria com algumas amigas, as mães dos meus amigos, o sonho deles era construir essa cafeteria, o sonho deles era mostrar as pessoas o sabor do amor e da felicidade da forma mais simples e carinhosa que era através de bolos caseiros e cafés. O sonho deles era ver o sorriso das famílias que iam provar de seus confeitos enquanto tomavam café da manhã, o sonho deles era mostrar as pessoas a felicidade na coisa mais simples. E eles queriam repassar isso as pessoas, e aos seus filhos... Mas eles não sobreviveram a um acidente aéreo, os senhores Park pais do Jinwoo eram os mais próximos de meus pais, e, resolveram realizar o sonho deles mesmo que eles não pudessem ver, mas, eu sinto eles aqui comigo toda vez, vejo as expressões de felicidade e realização deles vendo o seu sonho realizado. A família Park fez isso de coração e sempre deixou claro as origens dessa Cafeteria e Confeitaria tão famosa, eles passariam as ordens e tudo o mais para mim e SanHa cuidarmos quando chegassemos a maioridade. E, eu não posso deixar que vendam o sonho da minha família, a família Park fez de tudo para ajudar e eles se sentem com o coração na mão, sei disso, não é culpa deles, mas eu tenho absoluta certeza que sabotaram o nosso dinheiro.

— Que estranho. — Pela primeira vez desde começamos a conversar, Bin desviou seus olhos dos meus, ele parecia pensar em algo, ligar pontos.

— O que é estranho Binnie? — Perguntei fungando e secando algumas lágrimas.

— Meu pai, — Ele disse frio. — ele comentou que compraria uma confeitaria. Ele quer construir uma rede de fastfood.

— Você tem certeza do que está me dizendo?

— Sim, ele até... — MoonBin congelou por alguns minutos cortando sua frase ao meio.

— Ele até o quê, MoonBin? — Minha voz soou fria e séria.

— Eu vou te dizer, mas quero que saiba que eu não sabia de nada. Eu fui enganado e usado, me sinto horrível agora.

— Aish! Diz logo! — Bufei.

— A alguns meses atrás o meu pai andava estressado demais, não parava de atender ligações e sempre quebrava algo no término dela. Então, ele conversou comigo e disse que eu seria seu sucessor na empresa, eu já sabia disso, como seu único filho é previsível que eu o substitua, mas ele disse que eu ainda não estava preparado para isso e tivemos uma conversa entediante sobre estratégias, liderança, marketing etc. Então ele me disse para começar a treinar minha estratégia com pequenos negócios, e me mandou para o Pand-ah Café.

— Você quem sabotou o Pand-ah Café. — Me levantei incrédula e me virei de costas para ele.

Não podia ser...

— Não, DaHye! Eu nunca faria isso, não sou o meu pai. — Ele se levantou também, mesmo de costas sabia que ele estava me fitando.

— O seu pai sabotaria então? — Me virei e ri ligando os pontos. — Você sabe que o Pand-ah Café não é mais um pequeno negócio não sabe?— Dei uma passo para frente, estava a metros de distância dele. — Ele vem crescendo e sendo bastante conhecido pelas pessoas, até por turistas...

— O meu pai é capaz de tudo para conseguir o que quer, e o que ele quer é dinheiro. — Ele disse em tom enojado, fechei os olhos respirando fundo. Era muita coisa para digerir de uma vez só.

— MoonBin, o que você fez? — Suspirei.

— Pode ser que eu tenha falado de você pra ele. — Arregalei os olhos. — DaHye não é de hoje que eu gosto de você, você sabe! — Desviei seu olhar e encarei meus pés com as bochechas vermelhas. — Lembra quando conversamos no parque que você me disse que era amiga dos donos do Café? — Mas é claro que lembro, foi o dia em que nos conhecemos, melhor, e viramos amigos... — Por estranho que pareça meu pai gostou de saber disso e me transferiu para a sua escola.

Arquiei as sobrancelhas e abri a boca incrédula, agora tudo faz sentido.

MoonBin você só se aproximou de mim para ajudar o seu pai a conseguir o que quer. Você me usou! — Arfei sentindo as lágrimas quentes descerem e molharem meu rosto, me aproximei dele ficando em uma distância segura. — Eu nunca vou te perdoar se demolirem esse lugar, ou se a gente perder o controle dele. MoonBin, eu confiei em você, eu... Te amei. Ainda te amo.

Antes de deixar as lágrimas cair sem controle, encarei os olhos do garoto que tanto mexe comigo, eles estavam dilatados e marejados, vermelhos e molhados, ele também queria chorar mas não na minha frente. Seu corpo estava imóvel e seus olhos congelaram encarando os meus, sua boca estava entre aberta e suas mãos estavam se aproximando do meu rosto.

Até que entraram em choque com meu rosto frio, seu rosto se aproximou do meu e eu pude sentir seu hálito, um frescor de cereja, MoonBin tinha mania de chupar muitas balinhas de cerejas. Sua respiração estava irregular e eu pude ouvir seu coração bater acelerado, não sabia ao certo se era o meu ou o dele pois também sentia meu coração bater fora de controle.

Seus olhos se fecharam antes dos meus e eu pude ter a visão dos risquinhos perfeitos que se formam quando ele sorri. Naquele momento eu não tinha mais noção de nada e só queria poder ter aquela visão perfeita mais vezes.

Meus olhos se fecharam rapidamente e senti a ponta do nariz do garoto encostar em minha bochecha, fazendo um carinho antes de encostar seus lábios quentes e macios nos meus selando um beijo calmo e ao mesmo tempo desesperado.

Ele agora mais do que nunca se sentia culpado pelo o que eu disse, eu sentia isso, e eu mais do que nunca me sentia perdida. Perdida entre escolher acreditar que MoonBin é inocente e foi usado pelo pai para conseguir o que ele quer, ou aceitar que a pessoa idiota e burra que foi usada foi eu.

Perdida entre empurrar o garoto e me trancar em casa, chorar até desidratar e depois fazer um escândalo na empresa MOON.

Ou aprofundar mais aquele beijo e me aconchegar naqueles braços largos e quentes.

Sem saber o que fazer, me deixei levar pela enorme vontade que estava de apertar aquele garoto e nunca mais soltar.

^•^

Annyeong sweeties ❤

FINALMENTE ROLOU MOONHYE❤❤❤❤❤❤.

Acho eles tão bonitinhos juntos aaaaa. Vocês também acham?

Eai? O que acham que vai acontecer, hum?

Só digo uma coisa: não digo nada e digo mais, só digo isso. Hehehe.

Bye bye xuxus.

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