Capítulo 26
- Jonas me leva para casa por favor.
- O que aconteceu Linda? - Pergunta preocupado.
- Não quero falar sobre isso. - Suspiro cansada. - Apenas me leva embora daqui.
Tom havia insistido para Jonas ir embora, mas ainda bem que ele não foi, ou eu teria que pegar um táxi.
- Tudo bem. - Diz. - Não vamos esperar Tom?
- Não. - Digo irritada. - Não sei o que sou capaz de fazer com ele se aparecer em minha frente agora.
Jonas acena com a cabeça, dá a partida no carro e começa a acelerar lentamente.
Me assusto com Tom batendo no vidro do carro, nos mandando parar.
- Acelera Jonas! - Grito.
Ele me obedece e acelera o carro, deixando Tom para trás.
- Ele vai ficar furioso. - Diz Sorrindo.
- Pouco me importo. - Dou de ombros.
- Quer conversar? - Pergunta. - Me contar o que te deixou tão brava?
- Agora não. - Encosto minha cabeça no vidro do carro e suspiro alto. - Agora quero pensar qual será meu próximo passo.
Jonas não pergunta mais nada, o que me deixa aliviada.
Meu celular começa a tocar. Abro minha bolsa e o pego. Quando vejo de quem se trata a ligação, desligo o celular e o jogo dentro da bolsa de novo.
Passo a mão pelo colar que Tom me deu, e suspiro frustrada.
Como ele pode ser tão incrível em um momento, e logo em seguida acabar com tudo com algumas palavras idiotas?
Tom sabe o tipo de mulher que sou, e mesmo assim foi infeliz em seu comentário. Mais uma vez ele me magoou com suas atitudes estúpidas.
A viagem de volta para casa foi feita toda em silêncio. Jonas não perguntou o que aconteceu, mas ele sabe que o que aconteceu foi culpa de Tom.
Jonas para o carro no estacionamento do prédio e o desliga.
- Obrigada Jonas. - Sorrio fraco.
- Não precisa agradecer Linda. - Diz.
- Boa noite. - Digo abrindo a porta do carro. - Se você puder esperar aqui uns minutinhos para levar Helena para casa, eu agradeço.
- Claro que sim. - Sorri abertamente. - Boa noite.
Lhe dou um último sorriso e fecho a porta do carro.
Ao adentrar o apartamento, escuto Helena e Jhef rindo alto.
Caminho até meu quarto, pois parece que as gargalhadas vem de lá.
Abro a porta de meu quarto e me deparo com Helena e Jhef pulando em minha cama.
- Que bagunça é essa aqui? - Pergunto fingindo irritação.
Os dois param no mesmo instante ao ouvir minha voz.
- Mamãe! - Grita Jhef feliz.
- Linda? - Helena desce da cama, pega Jhef e vem até mim. - Por que chegou tão cedo?
- Acabei brigando com Tom. - Digo.
- Desculpe pela cama. - Diz ainda ofegante.
- Não tem problemas. - Sorrio abertamente e pego Jhef. - Eu também faço isso de vez em quando.
Helena gargalha alto e passa a mão pelos cabelos bagunçados.
- Nosso segredo. - Pisca para mim. - O que aconteceu com você e Tom?
- Não quero falar sobre isso agora. - Suspiro frustrada.
Só quero deitar e esquecer do que aconteceu hoje.
- Tudo bem. - Diz. - Então já que você chegou já vou para casa.
- Jonas irá te levar se quiser. - Digo. - Está te esperando no estacionamento.
- Não precisava se preocupar comigo. - Diz.
- É claro que preciso. - Sorrio. - Já é muito tarde para sair sozinha, e obrigada por ficar aqui com Jhef.
- Por nada querida. - Beija o rosto de Jhef, depois o meu. - Boa noite.
- Boa noite. - Lhe desejo. - Amanhã tira o dia de folga.
Helena me encara com um sorriso feliz nos lábios.
- Obrigada Linda. - Agradece. - Amanhã é aniversário de Joseph. Que bom que poderei passar o dia com ele.
- Dê os parabéns a ele por mim. - Digo. - Boa noite Helena.
Helena se despede de mim e Jhef e vai embora.
- Já está na hora de você dormir meu amor. - Passo a por por seu rostinho corado.
- Mamãe blinca. - Diz animado.
- Brincar agora só amanhã. - O coloco em minha cama e me deito ao seu lado.
Jhef fica quietinho, enquanto passo a mão por seu cabelo.
Logo após Jhef dormir, me levanto tranco a porta do meu quarto, e a porta que liga o quarto de Tom ao meu.
Vou para o banheiro e faço minha higiene noturna. Logo em seguida tiro meu vestido e coloco meu pijama.
Pego Jhef adormecido e o coloco em seu berço.
Me assusto quando alguém bate na porta de meu quarto. Apago a luz do abajur e me jogo em minha cama.
- Linda eu sei que está acordada! - Tom diz alto. - Por favor abra a porta.
Não digo nada, apenas fico escutando ele mexer na porta do meu quarto.
Algum tempo depois ele desiste.
Eu sei que estou fugindo, mas nesse exato momento não quero vê-lo em minha frente.
🌹
Acordo com a sensação gostosa de alguém tocando em minha pele.
Abro os olhos devagar e me deparo com Tom me encarando com um sorriso nós lábios.
- Bom dia.
- Como você entrou aqui? - Pergunto.
- Tenho chave extra. - Sorri convencido.
Olho o berço de Jhef, ele ainda continua adormecido.
Me levanto da cama e caminho até o banheiro com Tom me seguindo.
- Posso usar o banheiro? - Pergunto irritada.
- Claro. - Sorri fraco.
Fecho a porta em sua cara, e suspiro baixinho.
Não sei por quanto tempo fiquei trancada dentro do banheiro, mas tenho certeza que Tom já deve estar irritado.
Ao abrir a porta dou de cara com Tom. Ele sorri para mim, mas não vejo irritação em seu semblante.
Passo por ele e começo a caminhar até meu closet.
- Podemos conversar? - Segura meu braço, me impedindo de continuar a caminhada.
- O que você quer? - Pergunto ríspida.
- Me perdoe pelo que disse ontem. - Tom passa a mão pelos cabelos, em sinal de nervosismo. - Só fiquei louco ao ver aquele idiota colocar aos mãos em você.
- Isso não lhe dá o direito de me ofender. - Digo.
- Eu sei. - Suspira alto. - Fui um completo idiota.
- Nisso você tem razão.
Tom me envolve em seus braços e me aperta de leve.
- Me perdoa por favor. - Pede. - Não quero ficar brigado com você.
- A culpa é sua. - Digo.
- Eu sei. - Sorri fraco. - Fiquei com tanto ciúmes que acabei descontando minha raiva em você.
Tom com ciúmes de mim? Estou realmente acordada?
- Você estava com ciúmes de mim? - Pergunto incrédula.
- Sim. - Diz. - Morro de ciúmes ao ver outros homens te olhando. Quero arrancar os olhos deles.
- Bom saber. - Sorrio abertamente.
- Estou perdoado? - Faz cara de cachorro sem dono. - Minha noite foi horrível sem você ao meu lado.
A minha também não foi das melhores, pois me acostumei a dormir abraçado com Tom ultimamente.
- Pois você tem que aprender a se controlar. - Digo. - Não desconte suas frustrações. Sou sua esposa e você deve me respeitar.
- Eu sei. - Beija meu rosto. - Me arrependo amargamente pelo que disse.
O encaro tentando ver fingimento em sua feição, mas a única coisa que vejo realmente é arrependimento.
- Eu te perdoo. - Digo. - Mas não pense que irei tolerar isso novamente.
Tom me encara por um tempo.
- Tudo bem. - Diz por fim. - Prometo não mágoa-la novamente.
- Pois acho bom cumprir sua promessa.
Tom me beija com carinho, selando nosso acordo.
Só peço a Deus que ele cumpra sua promessa, e não me faça me arrepender da minha escolha de lhe dar mais uma chance.
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Bom dia pessoas.
Tudo bem com vocês?
Tenho a impressão que Tom ainda fará algo desagradável. 😂😂😂😂😂😂
Até o próximo capítulo. 🌹😍❤
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