Capítulo 13
Tom
- Como está seu casamento querido? - Pergunta Joanah.
- Não é de sua conta Ana. - Retruco com irritação.
- Tenho pena da garota. - Diz enquanto começa a vestir suas roupas.
- Nossa vida não lhe diz respeito. - Digo. - Então não se intrometa.
Ana sorri fraco enquanto arruma seus cabelos em um coque.
- Quando eu penso que você tem um coração Tom. - Diz. - Você faz de tudo para provar que isso nunca irá acontecer.
- Não sei porque você perde seu tempo achando que algum dia irei mudar por você Ana. - Beijo seu rosto. - Você sabe que a única coisa que me interessa vindo de você, e seu corpo, então tão pense que irei mudar algum dia.
- Pois hoje foi a última vez que você coloca suas mãos em mim. - Diz ríspida.
- Querida, você sabe que mulher nunca me faltou... - Digo. - E não irá faltar até quando eu quiser.
- Não sei de quem eu tenho mais pena. - Diz Ana. - De você ou de sua esposa.
- Eu já disse para deixar Linda fora disso. - Digo com irritação.
- Posso dizer por mim que tenho vergonha das coisas que fiz e faço. - Balbucia. - E você Tom? Não tem vergonha de trair sua esposa com uma qualquer? - Pergunta. - Não sente culpa em deixar sua mulher e seu filho em casa, e ir atrás de sua amante?
Visto minhas roupas tranquilamente, enquanto Ana espera minha reposta.
- Se você acha que com essas perguntas me faz sentir culpado está enganada querida. - Sorrio sombriamente.
- Pois você deveria Tom. - Diz. - Você tem tudo e mesmo assim não dá valor. - Sorri triste. - Tenho certeza que você se casou por causa de seu filho, mas já que você tem a chance de fazer tudo certo, porque estragar tudo?
- Não é de sua conta minha vida Ana. - Digo com a voz ameaçadoramente baixa.
- Você sempre tem que afastar todos de você. - Diz. - Acabando com a chance de ser feliz e amar novamente algum dia.
- Amar? - Gargalho alto. - Isso não acontecerá.
- Será? - Pergunta. - Não sente nada por Melinda? O que sentiria se soubesse que Melinda ama outro homem?
- Mataria ele com minhas próprias mãos. - Digo.
- Isso é o que? - Pergunta sorrindo fraco. - Não será o início de algo maior? Amor por exemplo?
- Não tente fazer de mim um homem melhor Ana. - Digo. - Não perca seu tempo.
Pego meu terno e o visto.
- Eu sei que aí dentro tem uma boa pessoa. - Balbucia.
Caminho até ela e beijo seus lábios de leve.
- Até a próxima querida. - Digo.
- Não haverá próxima Tom. - Retruca. - Já tenho culpa demais sobre minhas costas, e ser á causa da separação de uma família não irá aliviar meus pecados.
- Adeus então querida. - Me despeço.
Conheci Ana na faculdade, e nos tornamos grandes amigos. Naquela época eu era um ser humano decente, mas os acontecimentos do passado fizeram de mim o que sou hoje.
Nos reencontramos anos depois, quando já havia me tornado um homem sem escrúpulos. Começamos a nos encontrar casualmente já tem uns dois anos.
Agora começou a querer ser uma boa moça, e ainda por cima quer tentar me mudar. Isso não irá acontecer.
Não darei chance para mais ninguém pisotear meu coração e brincar com ele novamente. Serei um homem frio até minha morte, nem mesmo minha doce esposa será capaz de mudar isso.
Jhef será a única pessoa que terá meu amor, será o único que protegerei com unhas e dentes. O ensinarei a ser como eu, para não crescer um homem fraco.
Jonas abre a porta de meu carro, me sento no banco traseiro e coloco o sinto de segurança.
Me vem a mente o dia em que Jhef estava doente, nunca passei tanto medo em minha vida.
Quando cheguei ao hospital meu coração saltava em meu peito, ve-lo bem me trouxe um grande alívio.
Linda estava abatida e preocupada. Tenho que admitir que ela é uma boa mãe, que se importa com o filho. Vi em seu olhar alívio ao me ver invadir a sala médica.
Na minha infância meu sonho era ter pais amorosos, idiotice a minha. Acabei em um lar adotivo, onde os pais amorosos me agrediam por prazer.
Suspiro irritado, pois meu passado insiste em me atormentar.
Fecho meus olhos e Melinda me vem a mente. Mesmo não assumindo sei que Linda sente algo por mim.
Melinda me afeta de uma forma estranha que não sei explicar, seu sorriso trás paz a minha alma.
Nunca tive alguém que se importasse comigo, construí tudo o que tenho hoje por esforço. Ninguém me estendeu a mão para me ajudar. Mas sei que se eu desse lugar Linda iria me ajudar, ela está sempre querendo salvar tudo e todos.
Depois de tudo que a fiz passar, me pergunto como é possível ela não me odiar. Ninguém fingiria tão bem se importar comigo, mesmo que não mereça. Seu Deus deve ser a causa de Melinda haver me perdoado.
- Para onde chefe? - Pergunta Jonas.
- Para casa. - Digo.
Encosto minha cabeça no vidro do carro, e fecho meus olhos, mas o sono não vem, apenas a imagem de Linda brincando com Jhef.
Quando enfim adentro meu apartamento, está tudo silencioso.
- Melinda? - A chamo.
Algum segundo depois ela aparece, descalça e com os cabelos bagunçados.
Ela percebe que estou encarando e cora envergonhada.
- Desculpe. - Pede. - Jhef me deixou morta de cansaço.
- Como ele está? - Pergunto.
- Ótimo graças a Deus. - Suspira aliviada. - Não teve febre novamente.
Coloco minha maleta sobre o sofá.
- Que bom. - Digo apenas.
Vou tirar meu terno, Linda corre até mim e diz:
- Deixa eu te ajudar.
- Não precisa. - Digo.
Mas ela não me escuta e me ajuda a tirar o terno amarrotado.
Percebo suas feições mudarem de alegria para tristeza e desprezo, abaixo meu olhar para onde ela está encarando, e tem uma mancha de batom vermelho em minha camiseta branca.
- Melin... - Tento dizer algo, mas ela me corta.
- Vou olhar meu filho. - Diz, colocando o terno sobre o sofá. - Com licença.
Dito isso me dá as costas, e me deixa parado no meio da sala, sem saber o que dizer ou pensar.
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Bom dia.
Tudo bem com vocês?
Quando penso que Tom está mudando, ele estraga tudo como sempre. 😡
Espero que gostem do capítulo novo, até o próximo. 🌹😍❤
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