...Um Ruivo Misterioso...

    Ao chegar na sala dos professores avistamos Cézar, professor de matemática.

— Oi professor. Podemos falar com você um minuto? — pergunto.

— Tudo bem. Podem entrar, não tem nenhum outro professor aqui.

— É que a gente gostaria de perguntar uma coisa. — Lucy adianta o processo, enquanto Cézar olha pra gente como se pedisse pra perguntarmos.

— Recentemente o senhor faltou uma aula. Sabemos que é falta de ética, mas pode nos dizer o motivo da falta? — Lucy pergunta.

    Cézar olha pra gente sem entender o porquê de querermos saber o motivo da ausência dele. Até entendemos, pois não é nada comum esse tipo de pergunta. Contudo, estamos a procura de qualquer tipo de informação contra Scott.

— Por que essa pergunta? Os pais de vocês reclamaram por causa da falta? — ele aparenta certa preocupação.

— Não, professor. Não tem nada a ver com nossos pais. — Jhonny tenta tranquilizá-lo.

— Então?...— Cézar continua a questionar.

— É que recentemente alguns professores, assim como você, têm faltado. Queremos saber se tem alguma coisa acontecendo com vocês, não sei. As vezes vocês estão passando por algum problema trabalhista —Jennifer fala com uma voz suave.

— Vocês estão sempre preocupados conosco — Cézar diz.

    Ele sempre foi o professor mais emotivo. É fácil fazer um jogo de palavras para convencê-lo!

— Não foi por nenhum motivo em especial. Apenas me senti mal — ele complementa.

— As vezes você comeu alguma coisa ruim que não o fez bem — Lucy diz tentando pescar qualquer tipo de informação.

— Não. Estava muito bem o dia todo e antes de vir pro colégio um vendedor tocou a campainha lá de casa. Falei com ele normalmente, porém, depois que entrei, parecia que eu tinha comido algo podre — ele conclui.

    A frase martela em minha cabeça: "Me senti mal após ter falado com um vendedor". Isso parece suspeito. Olho pra Lucy e parece que ela também percebeu, por outro lado nosso casal de amigos não parece ter notado nada de estranho.

— Professor? — Chamo a atenção dele e ele olha pra mim. — Você lembra como era esse vendedor? — Ele faz um pequeno esforço para se lembrar.
—  Pra eu saber se foi o mesmo chato que apareceu lá em casa na semana passada. — Disfarço.

— Não lembro direito, mas acho que era da minha altura mais ou menos e parecia ser novo. Provavelmente tinha uns vinte anos. — Ele faz uma pausa. — E era ruivo.

    Em minha mente logo surge as palavras da diretora sobre a pessoa que veio indicar Scott: "Alto, uns vinte anos e ruivo" e sequencialmente as palavras de Cézar: "Da minha altura, novo, provavelmente uns vinte anos e ruivo". Pode ser total coincidência, ou não!

    Nos despedimos de Scott. Digo aos meus amigos o que me intrigou e eles não acham que seja coincidência. O melhor que temos a fazer é conversar com outro professor e ver se esse tal ruivo apareceu novamente, ou foi somente um vendedor mesmo que estava a porta de Cézar.

    Depois de conversar com Brendah, professora de português e Valther, professor de Literatura, tiramos nossas conclusões sem precisar confirmar com outro professor. Não era coincidência.
Brendah em certo momento disse que um rapaz pediu uma informação a ela na garagem em frente de casa, um tal cara com as mesmas características e, após ter falado com ele, se sentiu mal. Valther após falar sobre alguns exercícios, em determinada parte da história disse ter passado mal também depois de ter atendido um homem que estava perdido na porta de sua casa. Um homem com as mesmas características dos relatos dos professores anteriores.

    Esse tal ruivo fez alguma coisa que causou mal aos professores e a pergunta é: O que? E além disso, qual a associação dele com Scott? 

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