3| gardênias



#brutocomoumaflor

"Gardênia é uma flor muito apreciada, porém tem arbustos de caules espinhosos"

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  Os sábios dizem que quando o nosso coração não erra mais uma batida após ver a pessoa que tínhamos sentimentos, significa que você seguiu em frente. Mas isso não estava acontecendo comigo agora, as batidas do meu coração estavam rápidas, como se estivesse para ganhar uma corrida. Eu não sentia mais nada não é? Então por que ainda doía tanto e por que meu coração está assim?

Coisas mal resolvidas sempre voltam Park Jimin, e a minha coisa mal resolvida estava agora vindo em nossa direção.

Por que meu Deus?

Eu me recuso a olhar para ele, eu não consigo.

— Caramba, seu merdinha, não tem relógio onde você habita não? — Yoongi olha ele que para um pouco a minha frente.

— Você fala como se eu fosse um bicho Yoon. — Escuto Jungkook retrucar com Yoongi e virar para ele. Ok, ele estava de frente para nós agora.

— Nunca disse que você não era. — todos riem, menos eu, não tem um pingo de graça com Jungkook aqui.

— E você é? — Taehyung pergunta olhando para a garota que estava ao lado de Jungkook.

— Sou a Hyund, sou uma amiga de Jungkook, é um prazer conhecer todos vocês. — A garota fala fazendo aspas com as mãos no amiga olhando safada para Jungkook, Depois para todos nós dando um sorriso esquisito. Porra, que pesadelo, preciso disfarçar minha cara.

Amiga? Sério? Acreditamos né.

Sinto o olhar de Jungkook em mim e isso queima.

— Você é o Jimin não é? — Hyund pergunta apontando para mim sorrindo.

— Sou eu.

— Jungkook fala muito sobre você. — ela aproxima seu corpo no de Jungkook me olhando.

— Oh, fala é? — Falei sarcasticamente olhando para o casal. Inacreditável mesmo, Jungkook era um filho da puta. É claro, com todo respeito, tia Jany.

— É... Acho que você já pode ir Hyund. — Jungkook se pronuncia olhando para Hyund. Ele parecia incomodado, mas... com o quê?

— Te vejo mais tarde kook.

A garota se despede de todos e sai após selar a bochecha direita de Jungkook.


— Achei que ela não iria embora nunca, que climão. — Apenas escuto a voz de Tae entrar em meus ouvidos, porque meus olhos estavam em uma pessoa a minha frente.

Pela primeira vez em muito tempo nós nos olhamos. Meu sangue ferveu, minhas pernas bambearam e meu coração vacilou novamente. Jungkook estava completamente espetacular, seus cabelos pretos um pouco longos davam um carme ao seu rosto incrivelmente perfeito. Tinha tatuagem em todo o braço direito dele. Eu sempre disse que ele ficaria um gostoso com tatuagens, e eu estava certo. Roupas pretas sempre foram o uniforme de Jungkook, mas hoje essa camisa branca estava linda em seu corpo. Não posso não reparar em seus músculos, ele havia crescido muito.

Desvio meu olhar assim que sinto um puxão no meu braço.

— Vamos antes que vocês se comam aí. — Tae sussurrou em meu ouvido, já me levando para a passagem secreta.

— Babaca. — falei já irritado por vacilar olhando para ele. Não era isso que eu tinha combinado comigo mesmo.

— Um babaca gostoso Ji, você tá ferrado cara.

Sim, eu sei que estou. Mas não iria ceder só porque ele estava mais lindo do que era possível.

— Toma cuidado Ji, você sempre se machucava quando passava aqui. — Hobi disse rindo.

— Eu nunca entendi o porquê, o Ji é tão pequeno. — Seokjin fala olhando para mim sorrindo. Mereço mesmo viu. Fiquei mais irritado ainda quando percebo que Jungkook soltava um sorriso depois da fala de Seokjin. Idiota.

— Eu me machucava por que o folgado do Yoongi sempre me empurrava.

— Eu? Que absurdo Ji. — finalizou indignado rindo depois.

Todos passamos da nossa pequena entrada secreta, a escola era a mesma, que incrível, memórias me atingiam no momento, eu passei dias horrível aqui, mas eles, meus amigos,  traziam alívio para os meus dias turbulentos.

Sentamos em baixo da grande árvore do pátio do colégio, mais conhecida como cantinho da fofoca para o nosso grupo, era lá que vivíamos falando da vida das pessoas. Confortável eu diria. Agora era a parte em que contamos sobre nossa vida uns para os outros.

— Ji me fala, como é morar em New York. — Namjoon pergunta se ajeitando ao lado de Seokjin. Infelizmente tive que sentar bem na frente de Jungkook.

— Você é o que mais mora longe, aposto que sente mais saudade. — Taehyung brinca me abraçando de lado.

— Olha, morar em New York tem suas vantagens como, lá é incrivelmente lindo, você nunca vai ver aquele lugar vazio. Adoro que temos tudo em um só lugar, mas New York é extremamente populosa, e é realmente a cidade que nunca dorme. Então tem barulho, não dá para evitar. São buzinas, motores, vizinhos barulhentos, trens e em todos os lugares que você for, tem muita gente. — Falei olhando para eles, menos para Jungkook, é lógico.

— Muito barulhento e muita gente? Que pavor. — Yoongi como um apreciador de lugares vazios e silenciosos, diz.

— Uau que chique, acho um lugar tão bonito Ji. — Namjoon diz.

— Bonito é os homens de lá né? — Tae sempre sendo Tae.

— Sim, lá tem para todos os gostos, inclusive encontrei um para você Yoongi. — Falei sorrindo safado para Yoongi.

— Pode me passando o número, quem sabe volto com você. — Yoongi ri.

— E o pavor de lugares barulhentos e com muita gente? — perguntei sorrindo.

— Isso a gente dá um jeito Ji. — Falou Yoongi convencido. Até parece que dá para dar jeito em New York.

— E você já pegou alguém de lá? Dizem que os caras de lá não tem pegada. — Hobi pergunta curioso.

— Já, todos que fiquei tem uma pegada do caralho. Meu colega de trabalho sempre me fala sobre ficadas ruins que teve lá, então depende muito. Quero levar vocês nas baladas de New York, são maravilhosas. — Todos prestavam muita atenção em cada fala dita por mim.

— Quero muito! — Taehyung se pronuncia animado.

— Mora em New York, pega estrangeiros e é chefe de marketing da Adidas de New York? Sim, você venceu na vida. — Seokjin fala orgulhoso.

— Agora quero saber de uma pessoa que sumiu, que não sabemos nada sobre a nova vida dela. — Taehyung fala e percebi todos olhando para Jungkook.

— Que foi? — Pergunta desinteressado.

— Vamos Jk, fale sobre sua vida agora. — Seokjin curioso obriga Jungkook a falar. Não tô a fim de saber da vida ele. Será que posso sair?

Tentei me levantar, mas Taehyung me impede com seu braço direito em minha perna. Olho para ele que pode me matar só com aquele olhar. Que porra!

— Minha vida não é tão interessante assim. — Jungkook fala sarcástico olhando para a minha direção. Ele tá de brincadeira? Que otário.

— Tenho certeza que não é mesmo. — sussurrei olhando para as minhas pernas. Não consegui me segurar. Acho que todos escutaram, porque me olharam chocados.

— Você está trabalhando com o quê? — Taehyung pergunta

— Sou professor, dou aula para crianças do fundamental.

Paraí... ele conseguiu o que tanto queria ser. Jungkook sempre amou crianças, o sonho de dar aulas para o fundamental veio de seu avô que ajudava a educar e ensinar crianças de uma ONG. Jungkook sempre estava o ajudando nas atividades com as crianças, muitas órfãs. Posso ceder. Estava orgulhoso. Jungkook tinha muito medo de não conseguir o que queria, ele dizia que ser professor era um ato de orgulho e resistência.

— Meu Deus, Jk que lindo! — Seokjin exclama.

— Você sempre gostou de ensinar, e sempre gostou de crianças, tô feliz por você. — Hobi abraça Jungkook de lado o olhando.

— É naquela escolinha fundamental perto da praça? — Namjoon pergunta.

— Lá mesmo, moro por lá também, no meu prédio, tenho dois alunos meus.

Queria perguntar uma coisa, mas não vou.

— Como é trabalhar com crianças? Sei que você gosta, mas não é mil maravilhas né? — Agradeço Tae silenciosamente por elaborar a pergunta que estava em minha mente. Olho para Jungkook, ele já estava me olhando. Meu coração novamente.

— Para ser sincero é uma delícia, as crianças são curiosas e sempre querem algo novo, e eu amo isso. Claro que são bem arteiras. No meu aniversário passado elas fizeram uma festa surpresa e eu não desconfiei de nada. Foi incrível. — Jungkook fala sorrindo logo depois.

Era bonito ver seus olhos brilharem enquanto fala sobre isso. Sei disso por que em nenhum momento ele desgrudou seus olhos dos meus. Brilhava a cada elogio as crianças.

— E a Hyund... é o que sua? — eu mataria Taehyung por isso. Desvio rapidamente meu olhar do de Jungkook quando o nome é citado.

— Como ela disse, amigos.

— Entendi. Você só se esqueceu das aspas no amigo. — Taehyung imita Hyund fazendo aspas com as mãos, quando a mesma disse serem amigos assim que chegaram.

— Não ferra Tae, somos apenas amigos para mim, se ela tem outras intenções eu já não posso fazer nada. — Olho para Taehyung em choque, como sempre tratando pessoas como brinquedos. Que ridículo...

— É claro, porque ele não se importa com os sentimentos dos outros. — Falei olhando para ele, já afetado demais.

— Ji... — Tae murmura chamando minha atenção.

— É o quê? Vai me dizer que ele não trata as pessoas que se envolve com desprezo, como se fossem seus brinquedos. — Falei me levantando.

— Fala olhando para mim Jimin. — Jungkook pediu me olhando. Se eu o olha-se, me lembraria de tudo novamente.

— Eu não tenho que olhar nada.

— Gente... — Namjoon tenta chamar a nossa atenção. Tentativa falha.

— Eu não desprezo e nem faço ninguém de brinquedo. — Ignorando Namjoon, ele continua olhando fixamente para mim.

Ótimo, não era para acontecer isso. Estava um puta climão agora. Mas minha raiva falou mais alto do que qualquer chamado de Taehyung e Namjoon.

— Ah, não? Dar indícios de sentimentos para alguém e depois rejeitá-los é o que então? — O confronto mirando meus olhos nos seus.

— Você está levando isso pro lado pessoal Park.

Sim, eu estava por que ainda me machuca pensar nisso, me arrependo de tudo que senti e fiz.

Isso era apenas a verdade.

— Acho que podemos falar sobre o Yoongi não é? — Seokjin querendo trocar de assunto, diz.

— Sobre mim? Ah, não.

— Cala boca e fala logo. — Jin sorri falso apertando o braço de Yoongi que geme na hora.

Eu não acredito que ele disse isso. Mais uma vez o universo me mostrando que Jeon Jungkook não passava de um puta babaca.

— Quer saber? Vai se foder Jeon Jungkook. — finalizei a discussão saindo dali, já entrando na escola. Não sabia para onde iria, só queria ficar longe desse babaca aproveitador. Escuto os meninos me chamando, mas no momento não queria ninguém ali. Só eu e meus sentimentos gritantes estavam bons.

Subi as escadas indo para o quarto andar, onde ficava a sala de dança, eu adorava aquele lugar. A paz reinava ali. Passei a maioria do meu tempo de ensino médio aqui. Dançar me fazia esquecer de tudo, me trazia calma e conforto a cada movimento do meu corpo. Com os meus pensamentos mais calmos, fechei a porta me sentando do lado de um puff, me permitindo relaxar e fechar os meus olhos por alguns minutos.

Fui cortado do meu momento de paz quando escuto uma movimentação estranha nos andares de baixo, portas sendo abertas e fechadas com força. E se eu não estivesse louco, escutei o meu nome ser chamado com urgência. Sai da sala de dança já correndo para descer as escadas indo até o segundo andar, passei pelas salas de química e a biblioteca, não encontrei nada. Andando mais um pouco para o meio do corredor, escuto algo estranho.

— Quem está aí? — eu quase morri de susto quando escuto a voz do senhor Floyr, o selador do colégio. O que ele estava fazendo aqui em período de férias escolares? Que merda, e agora?

Tudo aconteceu em segundos, senti meu braço ser puxado com força para direita, me fazendo entrar em uma das salinhas de limpeza do andar. Me assusto com Jungkook me olhando assim que fecha a porta e acaba ficando tudo escuro, havia um fecho de luz no teto, que não ajudava em nada. Não sei da de onde vinha essa pequena iluminação. Isso não me preocupava agora. Afinal era Jungkook ali na minha frente.

— Que palhaçada é ess... — Não consigo terminar o meu raciocínio quando Jungkook tapa minha boca com sua mão esquerda, colocando o dedo indicador da mão livre na sua boca, me dizendo em gestos para ficar calado.

Olha me mandando calar a boca. Que idiota.

— Eu chamo à polícia hein! — Senhor Floyr fala gritando. Não posso deixar de perceber a aproximação que eu estava de Jungkook, não tínhamos espaço para nada, tudo parecia apertado demais com Jungkook ali. A única coisa que impedia a aproximação das nossas bocas era a sua mão esquerda, porque o resto estava tudo colado.

Passaram por volta de dez minutos e tudo estava um completo silêncio. Acho que era hora de ir. Os meninos estavam onde? Será que foram pegos?

— Acho que ele já foi. — Jungkook tira sua mão da minha boca, e eu percebo ser bom não ter tirado, estava cara a cara agora, centímetros nos separavam um do outro.

Não pude deixar de olhar para sua boca vermelhinha, e nem para a suas pintinhas no rosto. Percebi que ele faz o mesmo e me sinto queimar. Agora tínhamos o silêncio e meus pensamentos trabalhando em memórias e sensações.

— Me desculpa por mais cedo. — Ele fala olhando nos meus olhos agora. Abaixei meus olhos para o seu braço tatuado e tento achar algo naquela bagunça de traços pretos.

— Tanto faz Jungkook. — falo já saindo daquele aperto, abrindo a porta respirando fundo e Jungkook faz o mesmo, quando que eu havia sentido tanto calor assim?

— Jimin... — Tenta novamente, mas acabo escutando passos atrás da gente.

— Acho que podemos colocar isso na nossa lista de coisas loucas que já fizemos. Nós quase fomos pegos, quando vimos estávamos todos juntos na sala de treinos. — Taehyung fala se aproximando da gente. Eles pareciam ofegantes.

— O senhor Floyr nunca aparece nas férias escolas, não sei por que hoje foi diferente. — Hobi se aproximou de Taehyung o complementando.

— Mudando de assunto. Queria que vocês fossem almoçar no meu restaurante. — Seokjin faz uma cara de pidão e não tínhamos como recusar esse convite maravilhoso.

— Topo com certeza. — Falei animado.

— Então vamos! — Todos andamos juntos até a saída para a nossa passagem secreta. Sinto o braço de Taehyung se apoiar em meu ombro, olho para o mesmo que sorria.

— Você é bravo hein. — Falou sussurrando para mim.

— Bravo é pouco quando se trata de Jungkook babaca.

— Vocês se esconderam juntos?

— Infelizmente ele me puxou e fomos à salinha de limpeza do segundo andar. Estava no corredor procurando vocês e ele acabou me puxando quando o Senhor Floyr apareceu.

— Que clichê. — Dou risada depois do que Taehyung disse.

— Eu quase morri isso sim. — Falei olhando para ele.

— É muita tensão entre vocês dois. — Taehyung finalizou e revirei meus olhos. Não era tensão, era raiva e arrependimentos mesmo.

Estar perto de Jungkook estava me deixando louco, era como se tudo viesse simultaneamente quando nos olhávamos, mas a raiva e a dor sempre predominavam e acabavam com tudo. Pensar em Jungkook era trazer machucados e arrependimentos para o presente e isso com certeza não seria nada bom. Era melhor que ele não tivesse vindo mesmo. Uma coisa eu não podia negar, o sumiço de Jungkook depois que tudo aconteceu era estranho. Talvez era cena? Ele havia esquecido rápido? Talvez nada tivesse sido importante?

Eu odiava não ter resposta para nenhuma dessas perguntas. Eu definitivamente não tinha resposta para nada que envolvia Jeon Jungkook.


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Oiii como vocês estão?

Queria falar nada não, mas esse jk vai deixar o jimin louco...

Park está confuso com seus sentimentos em relação a Jungkook ou está totalmente resolvido com isso?

E como vocês acham que Jungkook lida com seus sentimentos?

Me contem o que estão achando!
Comenta e vota por favorzinho 🥹
E me desculpem por QUALQUER erro!!

Meu user no TIKOTEKO: @kkimkaroll7
☝🏻Posto vídeos sobre a fanfic lá.

Os personagens têm um perfil no Twitter:

@pjmbrutaflor
@jkbrutaflor

                 Beijos e até o próximo capítulo minhas gardênias 🫶🏻.

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