16|Uma rainha
Losing all my sleep on you.
Sina Deinert
Então, tipo, meu signo é virgem. Eu gosto de mandar, gosto de sexo, gosto de vencer. Sou ciumenta e vingativa. E meu amigo Noah começava a perceber a profundidade disso.
Ontem a noite ele me deixou puta da vida. Juro, eu fiquei com um desejo sexual afogado e uma raiva presa, e tudo o que eu queria fazer era...
Sorrio.
Eu queria fazer muitas coisas. Mas isso não vem ao caso.
Noah vai sofrer com as consequências dos próprios atos até o fim da noite, e eu vou ter certeza disso.
Checo meu reflexo no espelho.
Meu cabelo loiro claro esta preso em um coque complicado, com algumas mechas soltas roçando de leve a pele do meu pescoço.
O vestido, de um azul royal e com um decote comprido e uma fenda do lado esquerdo. Saltos pretos de quinze centímetros completam meu visual, e uma calcinha particularmente bonita me deixa mais confiante.
O Noah nem vai ver o que o atingiu, o coitado.
Quando saio do banheiro, a primeira pessoa que me vê é um garoto de uns dezessete anos, usando o uniforme do local. Ele arregala os olhos e abre a boca, parecendo prestes a dizer alguma coisa, mas então meu noivo se vira.
Ele pisca, perplexo, e eu abro um sorriso gigante.
-O que achou do vestido?
Foi o garoto quem respondeu.
-A senhora parece...
-Uma rainha.
O ar do quarto fica pesado, e o garoto não parece estar ciente de toda a tensão sexual criptando. Meu noivo solta um longo suspiro, indo até mim lentamente.
Ele para bem próximo, tão próximo que nossas respirações se misturam e eu consigo sentir seu calor, mesmo através das roupas.
Noah leva a mão até o meu queixo e o ergue um pouquinho, a sensação de seu dedo em minha pele quase demais para suportar.
-Você é a mulher mais magnífica que eu já conheci.
Eu engulo em seco, sentindo minhas bochechas queimarem.
Magnífico é um adjetivo intenso demais.
-
E mesmo assim não é o suficiente para explicar você.
Minha respiração para, e ele percebe, mas não diz nada.
Baixo o olhar para sua roupa. O terno é tão bem cortado e abraça cada parte do corpo de Noah tão bem que deveria ser proibido, e os três primeiros botões de sua camisa estão abertos, revelando um nasgo de pele bronzeada e deliciosa.
Suspiro, resignada.
Pele que eu nunca vou provar.
Atrás de nós, o garoto que eu momentaneamente esqueci que existia tosse fraquinho.
-A festa ja começou, senhores. Estou aqui para leva-los até o salão.
Os olhos de Noah brilham quando ele encara meu pescoço, e eu sei o porquê.
Ontem, o desgraçado deixou uma marca ali, e mesmo passando maquiagem, o leve vermelhidão ainda era visível.
Eu lhe lancei um olhar feio, o que o fez soltar uma risada rouca.
Nós sabemos o caminho para o salão,
-Marco. pode descer, em alguns minutos encontramos você la.
O adolescente me encara, admirado, e eu dou uma risadinha para ele. Noah, por sua vez, faz sua melhor expressão chefe-da- máfia-cruel e o pobre garoto arregala os olhos, corando e saindo do quarto a passos largos.
Eu reviro os olhos.
-Você é horrível...
Eu pretendia continuar a falar, juro que pretendia. Mas o olhar que Noah me lançou...
Era de fome. Ele me olhava como se quisesse me colocar contra a parede e fazer tudo o que concordamos em não fazer.
Sexo complicaria as coisas.
Sexo mudaria as coisas.
Sexo não é uma boa idéia.
Mas eu não acho que vou conseguir sobreviver até o final desses três meses só com beijos rápidos e provocações fúteis.
Noah parece perceber a linha que meus pensamentos seguem, e ele fecha os olhos, encostando a testa na minha.
-Se você soubesse...- Ele sussurra, mas se interrompe e abre os olhos.
Nos encaramos por alguns segundos antes de seu olhar focar em minha boca.
-Se você soubessem o tanto de coisas que eu quero fazer com você agora...- Sua voz sai rouca, e ele não faz esforço para se afastar ou olhar para qualquer lugar além de minha boca.
Eu solto uma risadinha nervosa, tentando não agarra-lo e beija-lo com todas as minhas forças.
-Achei que tínhamos combinado seríamos amigos. Naquele dia que estávamos no meu quarto, lembra?
Noah agarra minha cintura e a aperta com uma necessidade quase inacreditável.
-Amigos não pensam em você do jeito que eu penso,querida. Amigos não...- Ele traz minha cintura de encontro a dele, e eu arfo com o movimento. -Se eu fosse só seu amigo, não ia estar pensando em que som você faria quando eu te fizesse gozar só com a língua e o dentes. Eu consigo, sabia? Te fazer gozar só com a boca.
Meu cérebro não funciona mais, meus nervos estão gritando e meu Corpo não tem mais controle sobre si.
Eu solto uma respiração difícil e fraca, mas levo as mãos até o peito musculoso do homem em minha frente.
-Precisamos descer, tudo bem?
Meu olhar esta fixo em sua boca.
Noah assente, mas não parece que vai me soltar até o próximo milênio.
Eu solto outra risadinha nervosa, ele suspira,inclinando a cabeça na curva suave entre meu pescoço e ombro.
-Está noite vai ser um inferno para mim. A noite passada também foi. E a retrasada. Desde que te conheci, não tenho mais noites pacíficas.
Eu me afasto dele devagar, a pressão de suas mãos em minha cintura ficando cada vez mais leve.
-Engraçado, porque Sabina me disse que o máximo que você dormia eram três horas por dia, e desde que eu te conheci, você tem dormido muito mais que isso.
Meu noivo ergue as sobrancelhas, o desejo indo embora por um momento e a diversão tomando espaço em seus olhos.
-Anda fazendo perguntas sobre mim, querida?
Eu reviro os olhos.
-Você não me conta nada, existe alguma outra forma de eu descobrir?
Noah me encara surpreso.
-Você acha que eu não te conto nada?
Eu dou de ombros.
-Eu sei que não conta.
Ele nega com a cabeça, me lançando um de seus olhares penetrantes.
-Você descobriu mais sobre mim nos últimos cinco dias do que a maioria das pessoas em dez anos.
Eu pisco, surpresa, e meu noivo sorri de forma encantadora.
-Vamos descer, Clara já deve estar borbulhando de ansiedade lá embaixo.
Lhe lanço um olhar condescendente.
-E desde quando nos importamos com a situação atual dos sentimentos de Clara?
Noah da um sorriso enviesado.
-Não nos preocupamos. Mas somos os hóspedes aqui, e descer até lá é o mínimo que podemos fazer. - Ele ergue o braço, esperando que eu o aceite.
Eu abaixo o olhar para o braço musculoso preso em um tecido preto, caro e lindo. E, pela primeira vez, aceito, descansando minha mão na curva de seu cotovelo.
Antes de sairmos do quarto, Noah se inclina e sussurra em meu ouvido.
-Além do mais, eu quero ver a cara de todos os homens ao perceberem que a minha parceira é a mulher mais linda no salão.
Eu coro, mas respondo no mesmo tom de flerte que ele.
-Apenas do salão?
Noah aperta os olhos em minha direção, descendo o olhar cuidadosamente por meu corpo, sem pressa.
-Não preciso conhecer todas as mulheres do mundo para saber que nenhuma delas estaria em seu patamar.
Eu reviro os olhos.
-Você esta exagerando e...
Ele aperta meu braço.
-Ninguém pode estar em seu patamar porque você tem o próprio, completamente diferente de qualquer outra pessoa.
Eu suspiro, dando tapinhas em seu braço.
- Tão galanteador... Desse jeito vou achar que esta querendo me levar para cama, senhor Urrea.
Meu noivo solta um grunhido.
-Estou fazendo de tudo para não voltar no nosso quarto agora mesmo e te mostrar o que eu quero.
Eu suspiro, resignada.
-Você, não tem nenhum autocontrole, tem?
Noah me lança um olhar gélido.
-Eu diria que nossa espécie, mais especificamente este macho em particular, tem o maior autocontrole que já existiu na face da Terra.
Sorrio, me sentindo a mulher mais especial do mundo.
-Touché, querido, Touché.
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Esse foi o capítulo e espero que tenham gostado!
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Até o próximo capítulo!
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