26 - Possibilidades Parte III (Final)

"Então só por um minuto
Eu quero mudar de ideia
Porque isso não parece certo para mim
Eu quero te animar
Eu quero te ver sorrir
Mas saiba que isso significa que eu terei que partir
Saiba que isso significa que eu terei que partir" 
Happier do Marshmello

Assim que cheguei na sala mamãe e a minha tinha estavam com o semblante triste, já sabia o que ela veio dizer a nós e Deus! Espero que meu cariño não surte muito, mas claro que ele vai surta e a mãe dele que está doente. Meu coração fica pequenininho só de imagina a dor quando eles forem informados. Hoje era para ser uma tarde de comemoração pelas minhas meninas, mas vai acabar virando um velório.

— Você deveria contar para eles. –Mamãe diz.

— Não sei como irei contar. –Tia Nora fica encarando as mãos no colo.

— E melhor eles ficarem sabendo por você, do que por outras bocas. –Digo apreensiva.

— Como eu vou dizer para eles, que em breve não terão mais uma mãe? –Diz triste e sinto meus olhos marejarem.

— Dizendo Nora! Não deixe para fala depois, por que pode ser tarde. –Mamãe fala.

— Estou com medo das reações deles, sabe que já passei por isso duas vezes e essa terceira não terei mais volta, vocês sabem disso. –Diz com voz chorosa.

— Nós estaremos aqui com você, além que o Ônyx nunca sairia de seu lado! –Diz mamãe.

— Bom, vamos deixa por enquanto esse assunto de lado e depois a senhora fala com eles, agora vamos ajeitar algo para comermos um pouco. –Digo me levantando. — Vou chamar o cariño, as duas poderia fazer um lanche leve, já que o almoço vai sair um pouco tarde. –Digo.

Mas a todo momento me lembro da sensação de ser observada, espero que meu cariño não tenha ouvido nada e apesar de ter uma audição muito boa. Só rogo a Deus que ele não tenha escutado nada, saio da sala em direção ao escritório dele e entro sem bater.

— Cariño? –Chamo o mesmo que não se vira, parece aéreo com algo.

Somente isso já me deixa em alerta, ele ouviu a nossa conversa na sala e deve estar me odiando ou sofrendo com a possível perda dela.

— Cariño? –Falo novamente e ele rosna se virando para me, seus olhos estão lagrimejando. — O que aconteceu com você? –Pergunto aflita e vou para perto dele.

— Quando pretendia me cotar Ârtemys? –Rosna e isso me deixa sem reação.

— Do que você está falando, cariño? –Deus, ele ouviu!?

— Não se faça de sonsa, Ârtemys! –Rosna vindo em minha direção.

— Ok, mas quem tem que falar alguma coisa e sua mãe, e não eu cariño. –Falo.

— Então e assim. –Diz magoado. — Não saberia que minha mãe está morrendo, só saberia quando estivesse enterrando ela Ârtemys? –Grita no meu rosto e dou um tapa nele.

— Não grita comigo, porra! –Digo zangada. — Ela também e minha tia e nem por isso estou surtando! - Eu não surtei, mais fiquei sem chão com a notícia. — E se o bonito for grita de novo comigo, irei arranca as tuas bolas, me entendeu? –Estou quase o socando e ele ainda mantem aquela expressão de raiva.

O mesmo sem para cima de mim e me encara, sinto um pouco de medo quando ele me olha assim, Snearky nunca surta dessa forma comigo e se fizer de novo e um N.E morto.

— Tente fazer isso, Ârtemys. –Rosna bem perto do meu rosto. — Se estou surtando agora e por que não suposta saber que vou perde minha mãe, e que minha fêmea sabia e não queria me contar. –Mas é uma animal cabeça dura mesmo.

— Olha aqui sua marmota. –Falo ponto o dedo no peito dele e o mesmo arquear a sobrancelha debochando de me. — Eu já falei que esse assunto referisse somente a você, seu irmão e mãe! –Estou quase furando o peito dele na dedada.

— Mesmo assim Ârtemys, deveria me contar e não fez isso. –Merda! Ele simplesmente me presa na parede do escritório.

— Ah vai a merda. –Digo acertando a mão no rosto dele e em resposta tenho o cabelo puxado par cima.

Ele me imobiliza na parede e deixa meu rosto próximo do dele, os olhos tão sérios e ao mesmo tempo tristes que meu cariño expressa.

— Você sabe muito bem como eu odeio quando me bate. –Diz nariz com nariz comigo.

— Eu sei e seria muito bom se você não me irritar se! –Digo antes dele me beijar com força.

Meu cariño me beija e sinto suas lagrimas durante o mesmo, meu coração dói e só quero abraça lo. Cuidar do seu coração e não o deixar cair, por que Tia Nora já está esperando pelo pior e quando ele para o beijo, já estou sentando em seu colo, e o mesmo me segura firme em seus braços onde esconde seu rosto no meu pescoço.

— Eu não quero perde-la, não agora que tenho uma mãe e ela está sendo tirada de me. –Diz choroso me apertando.

— Ah, cariño. –Falo fazendo carinho em seus cabelos. — Todos vamos sentir a falta dela, até por que ela mesmo sendo a ranzinza as vezes e uma amor de pessoa. –Digo e ele funga.

— Não sei como vou me porta perto dela. –Diz. — Minha vontade e de ficar abraçado a ela toda hora, depois que soube da sua doença. –Fala enquanto faço carinho em seu cabelo.

— Hum, você quer que eu chame ela aqui? –Pergunto.

— Não, tentarei não demonstrar que sei e vou espera ela vir conversa comigo e o Justice. –Digo.

— Ok, meu cariño. –Digo. — Ficaremos aqui até você se sentir melhor e depois iremos comer algo. –Ele suspira triste e beija meu pescoço.

— Só espero que ela não demore em falar, se eu estou me sentir sem chão imagina o Justice quando souber. –Até tenho a leve impressão que o macho ira pôr tudo a baixo.

— Quero nem ver a merda que vai dar. –Meu cariño rir.

Passamos quase uma hora ali dentro do escritório, mamãe e a minha tia já haviam comido, e alimentado os pequenos que já estavam dormindo. Meus olhos foram para os de tia Nora que estava apreensivos e sei que ela e mamãe ouviram os gritos que demos durante a discussão.

Centro De Pesquisas Avançadas Novas Espécies, Colorado.

Sangue, o cheiro está em toda parte! Era isso que eu me lembrava das instalações, onde fui criado e tortura durante quase toda minha vida. Os malditos eram muitos naqueles tempos, enquanto eu não me adaptava aos testes. Fui passado por algumas instalações da Merceli e em uma dessas conhecido o 099, ele era como eu. Criamos um laço forte no tempo que ficamos juntos, os malditos sabiam dessa nossa ligação e quando eu não queria ou quase matava um do técnico, eu era chantageado com a vida de meu irmão mais velho.

Pena que um dia ele foi levado para outro local e até hoje eu não sei onde fica a pocilga que o mesmo foi jogado, me lembro que a vadia da Ellen tinha aceso a informações das outras instalações e poderia saber o paradeiro dele. Os desgraçados continuaram a usar o meu irmão para me obrigar a fazer os testes, e certo dia descobri, através de uma das enfermeiras que meu irmão tinha uma companheira.

Como ele conseguia viver naquela merda, sabendo que sua companheira estaria ali? Tem que ter alguma lógica nessa porra, mas até o momento como se fosse um estralo em minha mente. Ela poderia ser um deles? Porra, só isso para explica sua permanência nesse inferno!

— Senhor Nobless? –Me chamam e me viro para uma das cientistas, uma que ultimamente me irrita.

— O que quer senhorita Wells? –Falo de má vontade.

— Estamos precisando do senhor, a vacina que estamos preparando entrou em reta final nos procedimentos–Diz.

— Ótimo, pode ir e logo estarei la! –Digo e a mesma sai do meu escritório.

— Humanos pés no rabo! –Resmungo ajeitando a porcaria do jaleco no meu corpo.

Saio em direção onde as vacinas são criadas, a pelo menos cinco ou sete meses estou nessa empreitada. Em achar um meio de nossas fêmeas engravidarem, mas Ellen tem uma toxina que pode nos ajudar no processo. Porém ela não está muito afim de colaborar, sem contar que sabotou alguns soros que estamos testando. Ela criou um soro de reprodução forte, mas ele em nossas fêmeas agiu muito agressivo e não quero isso para elas. Já havia pedido ao Justice que falasse com algumas de nossas mulheres, precisaria de pelo menos cinco voluntarias para fazer os testes.

Meu medo e de algo der errado no processo, não preciso que uma delas morra nesse experimento e minha função criar um soro com a mesma eficácia, porém com as menores reações ao corpo delas. Ao entrar no laboratório Henry vem na minha direção, sorrindo pela vacina está quase pronta e é meio caminho andado.

— Ainda bem que o senhor veio. –Diz animado. — A vacina está como o senhor desenvolveu, a parte difícil agora e convencer algumas fêmeas N.E a participar. –Falou.

— Deixe isso comigo e agora me mostre como estão os resultados. –Pedi.

— Sim, senhor. –Diz

Os outros ainda estava concentrado em suas tarefas, segui para meu segundo escritório, ou seja, o que fica aqui no laboratório. Poucos minutos depois Henry entra com alguns papeis nas mãos, me entrega e logo sai. Olho para cada página vendo o meu sonho e de muitos ali se realizando, agora não só os machos poderão ter filhos, nossas fêmeas também poderão.

— Eu consegui, irmão. –Múrmuro lembrando do que havia prometido a ele. — Agora só falta te achar e tudo está perfeito! –Digo.

Assim que Henry volta encaro os papeis em minhas mãos, um sonho para nossa espécie que se realiza e devo agradecer ao Justice por acreditar que daria certo.

— Menos um problema em nossas mãos! 

Capítulo 3 da maratona

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