15- Bônus: Posso Ajudar ou Não?

"Então você é um cara durão
Um cara que gosta de pegada bruta
Um cara que nunca tá satisfeito
Um cara que tá sempre com o peito estufado
Eu sou do tipo ruim
Do tipo que deixa sua mãe triste
Do tipo que deixa sua namorada brava
Do tipo que talvez seduza seu pai
Eu sou a vilã, dã..." Bad Guy da Billie Eilish

Oito meses nesse pequeno inferno, na verdade eu mereço isso em partes ou será que não? Sempre tive um QI muito acima da média e lá no começo quando fui chamada pela clínica, eu queria ajudar na melhoria do projeto. Sabia muito bem onde estava me metendo, não iria dar para trás naquele momento e fiz tudo pelo projeto Novas Espécies.

Até mesmo colocar aquela sonsa da minha irmãzinha aqui, o doutor usou do próprio DNA para criar as novas cobaias. Essas que poderiam engravidar, ou seja, óvulos férteis e prontos para a fecundação. Mas tudo veio por água abaixou, quando os malditos N.E se intrometerão no processo.

Porém meus sobrinhos foram um sucesso, menos o bebê número X17 não apresentou DNA N.E e essa eu deixei ir embora com essa sonsa. Porém a bastarda tinha leves características, que só vinheram a aparecer mais tarde e quando isso veio acontecer. Eu já estava precisa nessa merda, estou muito chateada que é rebelião foi em vão.

Ninguém conseguiu escapar e o que conseguiram foi a morte, trágico não? Mas eles mereceram isso, foram dar um de burros e deu nisso. Se não me engano teve um único doutor que conseguiu sumir, bem antes dos N.E chegarem ao laboratório e o maldito deve estar mexendo os palitinhos agora.

Aproveitando o momento de tranquilidade deles, quero ver quem ele pegara e fara de seu mais novo bichinho de estimação. Eu odeio tanto ele que quase sair do corpo hospitalar, mas me mante ali para comtemplar o sucesso da genética.

Me mudaram para uma cela tão linda, claro essa e uma padrão igual à que os malditos eram obrigados a usar. Admiro que eles tenham tanta vontade de viver assim, acabei descobrindo que os N.E envelhecem menos que um humano normal. Isso foi uma boa base para meus estudos, fiz de tudo um pouco para que as fêmeas não nascessem estéreis e foi um grande sucesso.

Fico pensando como a Ârtemys reagiria, ao descobrir sobre o pai dela? Queria e muito ser uma mosquinha para ver, até eu não acreditei quando esse infeliz fez aquele teatro todo com minha irmã caçula. Devo dizer que ele fez muito bem o que planejou, a única maldita falha foi as crias que ele gerou nela. Um macho e duas fêmeas. Uma com defeito que foi descartada e a outra era exatamente o que queríamos, o pequeno macho parecia frágil de iniciou e foi aí que nos enganamos em colocá-lo com outros machos.

Ele simplesmente matou os outros, típico de um animal. Matando a concorrência em sua volta, foi difícil controla-lo no começo. O mesmo não aceitava ordens nem de mim ou de outros, então acabava apanhando mais que os outros. Meu soro da fertilidade deu certo na fêmea que cruzou com o 1005, pena que ela queria lutar pelo bebê. No final ela acabou como as outras, mortas e foi um completo desperdício. Caio Drazth o homem que usou e abusou da sonsinha, o homem tem uma pontaria boa e acertou três de uma vez.

Mas esse desgraçado acabou tinha a uma coisa que me importava, daquele dia em diante sai daquele centro e levei minhas cobaias para o outro. Bem longe dele e mesmo assim ele foi atrás, minha Arabela era tudo para mim e nem minha família sabia dela. Não iria deixar ela se misturar com eles, não mesmo! Mas fiz tudo que pode para foder com a vida do bastado dele, foi divertido ver o sofrimento e a agonia dele.

Já o tinha colocado em uma situação onde estava dopado e o pus como consolo dos guardas, qual não foi minha surpresa ao entrar e entrar todos mortos ele brincando com as vísceras de um deles. A filha de Agnys que tinha DNA N.E, morreu no parto e sua cria foi um dos fortes. Me arrependo de não a ter colocado dom o 1005. Iria dar cada filhote forte e agora tudo não passa de um punhado de merda!

— Doutora Moon? –Me chama um dos guardas.

— Sim. –Digo de má vontade.

— Levante-se, irei leva-la a sala do encarregado. –Diz abrindo a porta.

Me prende com as algemas e saiu arrastada, nada com o que não estou acostumada e quando chegamos sou jogada na cadeira de qualquer jeito.

— Espero que o Driel, tenha a trazido com carinho. –Diz o bastardo do Caim.

— Oh, me tratou como uma lady! –Digo transbordado sarcasmo.

— Que maravilha. –Diz mexendo em alguns papéis. — Tem alguma noção do por que está aqui, Ellen? -Pergunta.

— Não faço a mínima ideia. –Que porra esses malditos querem comigo agora?

— Ouve um sequestro na reserva e adivinha. –Joga alguns papeis na minha frente. — Você mentiu para nós, tanto que Justice está tentado em lhe matar. –Como se me importasse.

— Eu passei a porra que sabia, não tenho culpa se seus agentes são uns merdas! –Falei mesmo e foda-se.

— Olha a boca, porra! –Rosna. — Ou você diz o que sabe de verdade ou terei que deixar algo lhe acontecer. –E o que seu resto de aborto?

— Uma ameaças dessas, vinda de você? –Debocho dele. — Deveria ser mais cauteloso, não sou de levar ameaças na brincadeira moleque.

— Ah, tia que isso. –Diz e quero quebrar o pescoço dele. — De todos os nomes que passou, um só não achamos. –Coça a barba bem aparada.

— E qual seria esse nome? –Pergunto para confirmar minhas suspeitas.

— Heleno Morgan, não achamos ele e consta que está morto. –Diz e como se tudo fizesse sentido agora.

— Me enganei no nome, essa era do irmão gêmeo dele. –Digo. — O nome do bastado e Caio Drazth. –A expressão dele continuou neutra.

— Ótimo, acho que com esse nome acharemos algumas pistas. –Diz centrado no computador. — Se não me engano ele foi que fugiu de um dos laboratórios, levando junto dele dois N.Es que não temos registro. –Isso está estranho, todos têm registro.

— Impossível ele ter esses N.Es em segredo, eu saia de tudo dentro da instituição. –Ele ri e fala.

— Não sabia de tudo. –Diz caçoando de mim. — Mas agora ele terá alguém bem capaz de acha-lo.

— 1005. –Digo.

— Snearky e o nome dele, não a porra desse número! –Rosna irritado.

— Driel! –Grita pelo guarda.

— Estou aqui. –Diz entrando na sala.

— Pode leva-la para o quarto cinco estrelas dela! –O homem me arrasta para fora.

Fiz o maldito percurso arrastada e não vejo a hora do Caio está aqui, vai ser uma convivência interessante. Ao chegar em meu destino ele retira as algemas, me jogando dentro da cela e me deito na cama penando no que me foi dito.

— Se ele ainda continua o mesmo rastreador, vai ser fichinha para o mesmo capturar aquele rato. –Talvez não sobre pedaços dele.

Imaginei o motivo dele ir atrás do Caio, provavelmente pegou a pequena cria que falei para o 100... quer dizer Snearky e até que combina com ele o nome. Tenho a impressão que é outra coisa, Caio não se arriscaria por pouco ou ele tem algum comprador.

Que queira ter certeza do que estou penando, com um comprador ele teria dinheiro para continuar a pesquisa e uma fêmea presente seria perfeita. Mas não tínhamos esse tipo por lá, só se ele manteve o sótão como local do esconderijo.

Então foi lá esse tempo todo, será que minha menina ainda está viva? Não posso alimentar falsas esperanças, já fiz isso uma vez e me ferrei bonito. Mas se ela estiver viva, posso muito bem ajudar esses merdas a entrar e sem ser vistos pela segurança.

— Hum, será que devo? –Falo para o nada. — Ainda não, posso esperar mais um pouco e ver no que vai dar. –Pode dar uma merda grande ou não.

Andei um pouco pelo cubículo pensando, vendo as possibilidades de a ajuda ser benéfica para mim e claro. Não iriei ajudar e permanecer aqui presa para sempre, fazer o que e sou dessas! O dia deve já está clareando lá fora, nunca gostei de sai por aí e eu sempre fui muito na minha.

Adorava ficar em casa e ler, ler sempre será minha segunda maior paixão e se pensa que minha finada filha era meu primeiro maior amor, está muito engano! A ciência e meu maior amor, minha menina e a terceira maior amor da minha vida. Hum, será que ele ainda estava vigiando a Agnys? Se sim, talvez ele tenha acompanhado o crescimento da garota e se...

Oh, merda! Ele vai fazer isso coma própria cria, que malvado da parte dele e será tão massacrado que na hora sentarei para assistir de camarote se fosse possível. Pega logo a fêmea de um macho dominante e quase um suicídio, mas daria uma linda cena. Das vísceras dele por todos os lados, posso até ver o Snearky o estripando ainda vivo.

— Como eu quero está lá. –Falo e desanimo. — Mas não posso, nem ver esse espetáculo!

Isso não é justo! Ele matando o pai da própria fêmea, uma verdadeira obra de arte e eu irei perde por estar presa nessa merda!

— Mas se eu podeajudar? –Pergunto. — Aí, sim eu poderei ver essa cena!

Capítulo 2 da Maratona

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