capítulo três.
─── COMO ASSIM EU NÃO TÔ NA MINHA CAMA? ─ Sunoo se revoltou assim que abriu os olhos, dando um susto em Sunghoon. ─── Eu quero ir pra casa.
Aish, como isso atingiu o coração de Sunghoon. O Sunoo sempre dizia que depois da morte de sua mãe, ele havia se tornado a casa do menor, e agora ele queria sua casa, sua antiga casa, aquela onde estava sua mãe e seu gato, não Sunghoon.
Então Sunghoon ainda não era sua casa. Com o coração dolorido, o Park puxou Kim para seus braços e o apertou alí, dividindo o calor dos corpos.
─── Me desculpa por não poder te ajudar, amor ─ o mais alto aproximou o rosto das madeixas escuras de Sunoo e inspirou o aroma que emanava daqueles fios.
─── A culpa não é sua, foi eu que quis vir e olha onde estou, cinco anos a frente, imagina se fosse os dez? Estaríamos em 2025. Isso é loucura ─ o moreno fitou o teto. ─── Como vou continuar as coisas do Sunoo se eu não voltar? Eu não lembro das pessoas e nem do que já deveria ter vivido, de quem vi e quem odiei, nada.
─── Vamos fazer algo que eu gostava de fazer. Vem! ─ Sunghoon levantou da cama e deixou o celular encima do sofá. ─── Se lave, seu banheiro é alí, aqui estão suas roupas, eu vou estar no quarto ao lado. Sunoo esperou que o mais velho saísse e olhou para suas mãos, havia mesmo um anel alí.
Sunoo precisava manter as esperanças, ele queria voltar pra casa, sentir o abraço de sua mãe, não queria reviver aquele um ano em que estiveram distantes, chamadas de voz e vídeo chamada, nada se comparava ao calor dos braços dela.
─── Ei, Sunnie ─ Sunghoon bateu na porta e sem resposta a abriu, enfiando a cabeça na pequena fresta e procurando os olhos perdidos de Sunoo. ─── Se conseguir voltar, não seja orgulhoso, pode parecer escroto, mas abraça o Sunghoon, briga com ele, chuta a bunda dele. Perdemos muito tempo por causa do meu orgulho. Eu te amo, Sunoo.
Se ele ele ousasse falar que amava, estaria mentindo? Esse Sunoo amava Sunghoon, mas aquele Sunoo já amava Sunghoon?
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