confusão

Sempre deixei claro para Austin que não pode se apaixonar por mim, porém é um tanto engraçado, me confundo com todas essas personalidades que possui,  e para ser sincera me agrada essas reações que tem quando me vê.  Porém é impossível, Austin ficaria em perigo e a culpa seria minha, não posso permitir!
   Apesar de gostar do jeito de Austin, se permanecer assim, ele não vai sobreviver aqui, preciso mudar isso.
    Amanheceu , Austin certamente está pensando que aqui não terá trabalho.... Está atrasado novamente, chega a ser fofo vê - lo dormir assim, despreocupado como não estivesse em meio a uma guerra. Porém ele deve acordar. Dou choque de leve nele.  Ele " pula da cama" aos gritos
- está louca?!- grita
- e você atrasado. De novo.- rebato
- já chega Sophie, estou cansado de ser tratado assim!- grita me segurando pelos braços, jamais alguém havia me desafiado assim! E nunca tinha visto Austin assim. É estranho, me sinto indefesa, é com se Austin houvesse amadurecido da noite para o dia.
- primeiramente solte meu braço...- Austin solta devagar- deve saber, aprendiz, que se não consegue lidar com um pequeno choque, não irá sobreviver aqui!- digo severamenreseveramente.  mas na verdade sinto-me me arrepiada e tremula com os olhos fixos dele e seu tom grosseiro, as vezes sinto falta de ser frágil  e indefesa, pela primeira vez... Em anos  alguém fez eu me sentir assim, e esse alguém... foi Austin!
  Como um humano indefeso pode ter feito isso comigo? Estou ficando louca. Com o passar dos dias não precisei acordar Austin, ele estava se esforçando de verdade, todos os dias tinha acordado bem cedo para ir treinar. Ele também mudou de comportamento comigo, se distanciou.  Fez novos amigos e fica andando com as minha pior inimiga, eu não a suporto, o nome dela é Vitória.  Não gosto de vê - la com Austin, e para ser sincera, não sei por quê isso me incomoda tanto. Parece que o desejo que Austin tinha  de ser meu amigo acabou completamente. Hoje falamos apenas o que temos de falar, e isso me abala, meus sentimentos estão começado a me assustar. Eu estou vendo ambos passeando, felizes e sorridentes, que nojo!
- Sophie, David quer ver você. - Carol vem até mim e vai andando. Olho para os pombos mais uma vez, melhor assim! E vou à David

- você me chamou? - pergunto a David na sala de observações
- sim, tenho observado seu aprendiz, ele evoluiu bastante, mas preciso ter certeza de que ele está pronto.
- está bem.
- por que está tão emburrada?- David se intriga
- estou cansada apenas.
- Algo te incomoda...
- não.
- você gosta do aprendiz?
- mas é claro que não!
- pois melhor que não, você sabe das consequências Sophia .
- é eu sei perfeitamente. Era só isso?- pergunto friamente
- não precisa falar assim
- precisa, pelo menos isso ainda posso fazer, porque até nos meus sentimentos você quer mandar.
- não bem assim..
- eu não  vou ser sua marionete para sempre David, é bom que saiba disso. Quando essa maldita guerra terminar, eu irei viver minha vida com quem eu quiser, e se tentar me impedir outra vez, eu mato você!- me altero e saio
   O sol está se pondo, Austin finalmente se tornou o homem que estava predestinado a ser. Eu o observo treinando, seu orgulho o deixou mais forte, mas ágil, mais homem., desço das arquibancadas e vou até ele, aplaudo
- estou impressionada. Você evoluiu assim em apenas sete dias... se continuar assim, sua transmutação será marcada logo!
- por que está sendo gentil comigo?
- nossa também está mudado.
- devo isso a você..
- não vai esquecer aquilo nunca?
- você me humilhou.
- nossa então você se recuperou bem rápido,  dizia me amar e já está abraçando por aí com a Vitória
- espera, eu nunca disse que te amava. Você disse isso, e sim estou andando com a Vitória, ela é muito legal, e... muito bonita também. - esse idiota me diz com um sorrisinho atrevido, ele certamente está fazendo de propósito!
- hum, que bom para você, mas chega de papo. Está na hora de ver se você realmente está pronto. - ao terminar entramos em posição.
   Austin inicia a luta, ele está mais rápido, mas cauteloso, ele realmente está aprendendo a técnica,  eu desvio de todos os golpes, quero que ele se canse primeiro, para depois eu revidar, agora sim começamos a lutar. Lutamos como cão e gato, ambos estão descontando sua raiva
- por que tinha que fazer aquilo?!- Austin pergunta  esforçando a voz
- por que tinha que sair com a Vitória?!- escapulhiu. Austin  me joga no chão prendendo minhas pernas e mãos.  Eu tenho força para sair a qualquer momento, mas não consigo, não quero, de novo aquela sensação de arrepios eu posso, mas não quero sair. Nossas respirações ofegantes se encontram,  o olhar fixo de Austin penetra o meu. Seus músculos suados me seduzem me fazendo derreter. Essa atração que sinto por Austin é quente e sufocante, faz estremecer cada nervo em meu corpo, tenho vontade de esquecer tudo e ceder ao desejo que possuo, a vontade de rasgar as roupas dele, de sentir os lábios dele estão me matando.  Ele move a cabeça para mais perto de mim em direção de meu pescoço, ele move lentamente a cabeça, soltando uma das minhas mãos para deslizar a sua sobre meu corpo o que me faz revirar os olhos e morder o lábio de tanto desejo. Ele beija suavemente o meu pescoço descendo para os ombros, beijando toda a região acima de minha blusa.  Quando chega perto de meus lábios e  seu olhar se direciona aos meu novamente, meu corpo se incendeia, porém... me levanto antes que ele pudesse me beijar
- eu.. eu tenho que ir!- nunca me sentir tão nervosa em toda a vida
- o que foi? Sophie...
- eu vou marcar a sua transmutação... - digo saindo rapidamente
- Sophie..- Ele me segura
- será que eu sou tão legal e bonita quanto a Vitória?- Austin muda a expressão.  Saio dali voando.
Por mais que tudo em mim grite por Austin,  não posso deixar ele em perigo.  Ele tem que me esquecer!

Sem sombra de dúvidas agora sei que Sophie me ama e sei que tenho que ficar com ela. 

O que eu fiz? Me pergunto em meu quarto. Até receber um telefonema saindo sem ninguém ver ...

















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