Stranger Masked IV

— Aconteceu alguma coisa?  — perguntei para Ho Seok e Nam Joon, que se entreolharam preocupados.

— Ah, não, não... Não aconteceu nada, está tudo bem, é só...

— É… — Jung Ho Seok emendou a afirmação mal-feita do outro. — Tudo vai ficar numa boa.

— Então… alguém vai ter que ir atrás do Jung Kook.

— Eu vou... — Kim Nam Joon se prontificou, apagando a tela do celular.

— Vou com você — disse o outro.

— Acho melhor eu ir sozinho...

— Ele tem razão, mais discrição — argumentei.

Quando o mais velho pôs o chapéu de volta na cabeça e saiu, fui para o carro e me sentei no banco ao lado de Min Yoon Gi sem nada dizer, deixando a porta aberta. 

Sua mão pálida pesou na minha perna. Olhei fundo em seu rosto, buscando alguma vergonha...

— Fica tranquila, menina, essas coisas sempre acontecem. É normal.

Direcionei meus olhos para frente e não disse nada em resposta.

— Conseguiram falar com o Kook?

Balancei a cabeça, negando.

Forcei a garganta e, num impulso, o garoto guardou a mão exploradora no bolso do moletom, procurando uma posição confortável no banco.

Do lado de fora, Jung Ho Seok começava uma gritaria:
— KIM NAM JOON!! ELE CHEGOOU! VOOLTAA! NAM JO...

Ele só calou a boca porque a tapei numa medida desesperada.

— Eu vou tirar a mão, mas você vai continuar de boca fechada — negociei, falando devagar.

Rápidos passos pesados se aproximaram.

— Mas olha, funcionou! Ele ouviu! - exclamou, apontando para Nam Joon que retornava correndo.

— O que foi aquilo?!

Enquanto Jung Ho Seok se justificava com uma risada constrangida, duas mãos tamparam meus olhos.

— Sentiu minha falta? — Jeon Jung Kook soltou meu rosto e desferi um empurrão em seu ombro.

— AI! Deveria me receber com um abraço!

— Como pode sumir desse jeito? Estou bem curiosa para saber o que aconteceu para tanta demora.

— Fiz o que você pediu! — Massageava o braço, só para dramatizar. — Fui acompanhando aqueles caras...

— O que será que é isso?

— Será que tem algum famoso por aqui?

— Então, essas meninas são fãs do Bangtan Sonyeondan... Será que eles tão aqui?

Jeon Jung Kook sorriu anasalado por ainda não perceberem sua presença.

— Ya! Quem é você? Por que está nos seguindo?

— Por favor, fale baixo! — implorou.

— Falar baixo o caramba! Quem é você?

— Olha... — Suspirou. — Se me ajudarem a sair daqui, conto quem sou.

— Ya, por que estou achando que essa bagunça toda tem a ver com você?

— Por favor, se não me ajudarem vou ter muitos problemas...

— Não vai ficar barato, moleque!

— Confesso que eles pareciam bem mal-encarados… — Jeon Jung Kook contava.

— E aí, o que aconteceu? — Min Yoon Gi pôs a cabeça para fora do vidro do carro para perguntar. 

— Eles pediram grana? — Kim Nam Joon arriscou o palpite.

— Te chantagearam?

— Pediram nudes?

Encaramos Park Ji Min na mesma hora.

— Vai saber... — Ergueu os ombros. — Tem de tudo hoje em dia... O quê...?? O meu palpite é tão válido quanto o de todo mundo aqui!  Aish...

— Jung Kook, diz logo o que aconteceu — Seok Jin pediu.

O mais novo reteve sua risada:
— Ah... Aí eles me ajudaram, ora.

— Tá, mas à troco de quê? — Kim Nam Joon estava tão curioso quanto todos nós.

Jeon Jung Kook começou a rir novamente.

— RÁ! — Park Ji Min comemorou. — EU SABIA!

— Ah, jinjja, não é nada disso, hyung — o mais novo voltou a explicar. — Bem, um pediu foto, o metido a bravo pediu que eu escrevesse uma dedicatória para a irmãzinha dele de cinco anos... O outro pediu para mandar recado pra namorada... Ah, e teve o outro que pediu que eu bancasse o lanche no Burger King, esse era o mais folgado.

— Certo, eu vou chamar um táxi — avisei, tirando o celular da bolsa.

Ani! — Kim Nam Joon se exaltou de repente. — A-a gente te deixa em casa.

— Não precisa.

— Concordo com o Nam Joon — disse Ho Seok. — Alguém ainda pode te reconhecer...

— Pensei que não fosse problema, vocês mesmos disseram que eu não passo de uma staff.

Aqueles dois ficaram olhando os próprios pés enquanto coçavam a cabeça.

— Mesmo assim é bom evitar...

— É... É bom...

Okay, mas só tem sete lugares no carro,  Bangtan gênios.

— Vai no colo de alguém — Min Yoon Gi provocou.

— Gostei... — veio Park Ji Min.

— Tô chamando o táxi.

— NÃO! Espera! — Kim Nam Joon escandalizou novamente, todo desconfiado. — Deixa eu ver... Ji Min vai no colo do... Jin?

— A Mi Cha vai ficar com ciúmes... — Kim Tae Hyung caçoou.

Todos se entraram no carro em meio às zoadas.

Annyeong… — me despedi, descendo do veículo. — Vocês dois, juízo.

Mais zoadas caíram em cima de Seok Jin e Ji Min. Quando olhei para fora, o vizinho estava em pé, parado com seu labrador cor-de-leite preso pela coleira latindo.

A-annyeonghaseyo… — Me curvei, o cumprimentando, torcendo para os sete irem embora antes que a situação pudesse ficar pior.

Olhei para dentro do carro com uma expressão de pânico, enquanto o ahjussi tentava entender o que acontecia ali. Bati a porta do automóvel e acenei; entendendo o que quis dizer, eles partiram.

— São seus amigos? — o ahjussi me encurralou com aquela pergunta, curioso.




— Ji Min-ah, já pode sair de cima do hyung! — Jung Kook reclamou.

— Ah, é mesmo... — concordou, rindo em meio à bagunça de todos.

Todos com exceção de Kim Nam Joon e Jung Ho Seok.

— Galera — o líder pediu atenção, porém ninguém deu ouvidos. — PESSOAL!

Quando se calaram assustados, ele voltou a falar:
— Aconteceu uma coisa.

— O quê, hyung? — Jung Kook se preocupou.

— Estamos encrencados.

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