Prólogo
Saí mais cedo de casa. Ir de metrô para o trabalho e ver o movimento das pessoas caminhando apressadas por todos os lados talvez me fizesse esquecer… Mas não funcionou.
Apenas conseguia pensar no que eu faria quando a visse indo embora humilhada, carregando seus pertences numa caixa junto com os olhares e cochichos injustos dos "colegas" de trabalho.
— Com licença… Já se decidiu?
Voltei minha atenção ao senhor enrugado que vendia as passagens.
— Você está atrasando a fila… — ele continuou dizendo, tentando me fazer retornar à realidade.
Mais uma vez eu desviava da direção que deveria percorrer. Ao invés de seguir para a empresa em que trabalhava, eu acabei ali, parada, em frente à bilheteria de uma rodoviária, olhando com desilusão aos inúmeros destinos e aonde cada um deles poderia me levar.
— Daqui a quantos minutos sai o próximo ônibus?
O homem, estranhando minha pergunta, respondeu:
— Daqui a cinco minutos, sai um ônibus para Daegu, mas…
Estendi o cartão para pagamento:
— Uma poltrona para Daegu. Janela, por favor.
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