A Terrorista
Ela anda pela casa com seu colete de bombas,
Faz piadas e parece tão indiferente com a situação,
Mas capto seu medo perante seu fardo amigo,
Por que quer andar presa a essa bomba?
Quando a hora chegar e a bomba explodir,
Vai levar você, vai ferir todos que te amam,
Parece egoísmo dizer para arriscar-se a tirá-lo,
Mas ela junta o relógio da vida ao tic-tac da bomba;
As vezes tenho raiva e medo ao mesmo tempo,
Ver esse colete abraçado ao teu corpo,
Por que não pede ajuda? Por que se negligencia?
Sei que este é o maior dos fardos femininos,
Se esquecer e lembrar dos outros primeiro;
Ela tenta esconder aquilo que carrega,
Quando chega em casa, desiste de segurar isso,
Mostra-se tão vulnerável ao seu problema,
Envergonha-se do que a torna menos bela;
Quando esse colete explodir, vai nos levar todos,
Não fiz poesias sobre fins suficiente para aprender,
O fim, será um recomeço teu, aguardado por ti,
Não sei onde e um recomeço para mim, eu sei;
Ela sempre fala, que só darei valor no túmulo,
Oh eu já choro ao ver-te sofrer por este peso,
Ela anda por ai feito terrorista, ameaçando a si,
E nós ao vê-la passar por isso e sofrer velada;
Ponha o vestido que mostra que significa demais,
Eu levaria o colete por você mas no fundo sei,
Que ela entraria em uma guerra por mim,
Só espero que a sua guerra lhe seja gentil;
(Data: 10 de Janeiro de 2020)
Poema do meu livro - Canteiro de Poemas
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