PRÓLOGO

O cutelo enorme e a jovem de vinte e dois anos se encaravam como se estivessem esperando quem iria dar o primeiro passo. Claro que tal função nunca seria feita pelo objeto inanimado, por isso, foi ela quem fez o movimento, parando frente ao espelho com ele em mãos e observando o que classificava ser a sua pior versão.

"Você não serve para nada." Dizia seu marido.

"Você é uma nora ingrata que só culpa meu filho." Dizia sua sogra.

"Seu pai deve estar se revirando no túmulo sabendo que você não pode cumprir com a sua função." Dizia sua mãe.

Cada pessoa que havia passado por sua vidinha medíocre tinha comentários terríveis a fazer sobre ela. Como não era bom para ninguém que ela estivesse viva, era melhor acabar com aquilo.

Seu cérebro entrou em modo de emergência, se desligando assim que ela levantou o cutelo e de uma só vez cortou o próprio pescoço. Naquele momento, ela acreditou que aquela escuridão seria eterna.

No entanto, o destino guardou sua maior pegadinha para que sua visão de futuro fosse um vermelho brilhante. 

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