O Fim - Parte II: Obrigado/ adeus

04 de agosto de 849 da 10° Era do mundo – Planícies de Karath


Alice, que havia acabado de derruba o último cruzador, após ver a explosão de fogo azul, descia rapidamente num rasante. Ela rapidamente percebeu quem lutava contra Lilith naquele momento. Ela apontou sua espada em direção a Lilith, preparando para usar a habilidade da espada. Lilith, porém, usando toda a força, lançou sua espada ao céu. Ela voou a uma velocidade absurda e chocou-se com força contra o corpo da águia. O animal mal pode gritar, morreu ali no ato. Lilith sorriu ao finalmente derrubar Alice dos céus. O impacto do corpo da águia contra o chão deixou uma enorme cratera, levantando a poeira.

Lilith virou seu olhar para Alros, que já havia removido seu corpo da estaca e seu ferimento estava quase fechado. Ao ver o olhar se Lilith, Alros conjugou várias lanças de gelo no ar e as lançou contra ela.

Lilith, por sua vez, usou sua mana para forjar uma espada. Era uma lâmina larga e grande com 30cm de largura e 80cm de altura. Lilith colocou a espada em frente de seu corpo, cravando a lâmina no chão segundos antes de ser atingida pelas lanças. Alros por sua vez, diminuiu o tamanho das lanças e aumentou a quantidade de disparos.

Lilith saltou para esquerda num rolamento e rapidamente se levantou. Alucard aumentou mais ainda os disparos de lanças de gelo contra Lilith, que se aproximava mais e mais escondida atrás de sua enorme espada. — Veja o grande rei do norte, que acumulou a paz e a tranquilidade em suas preciosas muralhas... Onde está sua tranquilidade agora, rei? Aqui está sua paz... pelo golpe certeiro... do aço! — ela então girou seu corpo para direita, escapando da trajetória das lanças de gelo, ela arremessou a enorme espada contra Alucard, que devido a seu ferimento não conseguiu escapar a tempo; assim sendo atingido em cheio no peito, caindo de joelhos. Lilith então correu enquanto forjava uma outra espada; em questão de segundos ela chegou em Alros, que tudo que pode fazer foi olhar para cima e suspirar enquanto a lâmina de Lilith o decapitava.

— NÃO! — a voz de Alice reverberou de longe. Alice apontou sua espada na direção de Lilith lançando contra ela um raio de luz amarela, jogando-a alguns metros para trás. Alice parou em frente ao corpo de Alros e o encarou com pesar por alguns segundos. De repente ouve uma explosão de fogo azul a alguns metros dali, que encarnou com ódio. As chamas diminuíram enquanto Lilith caminhava em direção a Alice com duas espadas nas mãos. — Para o que você reza? — Lilith questionou enquanto caminhava. — Você: escreva da sina e do destino? Abandone suas preces. Agora já não há esperança — Lilith disse parando a poucos metros de Alice.

— Tch! — Alice se levantou apertando com força o cabo da espada. — E tudo isso para quê?! Olhe o que sua maldita vingança causou!

— Sim. E ela está quase completada — disse Lilith orgulhosa. — Agora só falta matar você — ela disse apontando sua espada para Alice.

De repente uma explosão ecoou na cidade. — "A-Alguém aí?!" — era a voz de Annie pelo comunicador. — "Todos passaram pelo portal! Voltem!" — ao ouvir isso os olhos de Alice se voltaram para o campo de batalha. Ali só havia corpos mostos, naves destruídas e ela e Lilith.

— Não há mais ninguém. Vá. Feche o portal e não espere ninguém — Alice respondeu.

"Mas..."

"Aqui é o Nero! Estou indo. Alice, onde você está?!"

— Estou na frente de Lilith. Irei segura-la. Vá para o portal e feche-o. Não volte por mim — Alice disse enquanto encarava Lilith. — Isso é uma ordem.

"S-Sim..." — Nero relutantemente concordou.

— Alic-..." — Alice tirou o comunicador de sua orelha e o jogou longe.

— Oh...! Por um momento achei que você fugiria com o rabo entre as patas — Lilith zombou. — Mas que bom que decidiu ficar — ela disse enquanto assumia uma posição ofensiva. Alice fez o mesmo. Os olhares afiados das duas se encontraram. O ar em volta de ambas ficou seco e quente. Uma explosão azul então iluminou a cidade, ao ver aquilo Lilith sorriu. — Eles fecharam o portal. Mesmo que você me vença, você morrerá.

— Matarei você antes.

Mas então, de repente um rugido ensurdecedor ecoou nos céus. Ambas olharam para cima. Ainda havia naves batalhando, mas então, de dentro das nuvens negras o rugido ecoou mais uma vez. E de dentro as nuvens um enorme dragão desceu num rasante. Ele possuía três vezes o tamanho do wyvern de Lilith. A boca enorme da criatura de abriu e uma baforada de fogo verde saiu de sua boca destruindo duas naves ali perto. Sem parar a baforada, o dragão desceu até Lilith, acertando-a. Ele pousou pesadamente fazendo o chão tremer. Alice olhou confusa para o enorme dragão negro, mas seus olhos se encheram de alegria ao ver Adam sobre as costas da fera.

A criatura finamente cessou as chamas. Havia uma pequena cratera ali, no centro dela Lilith estava de joelhos. Adam saltou das costas do dragão e foi de encontro a Alice. — Você... Está atrasado! — ela reclamou enxugando as lágrimas de felicidade.

— Desculpe por isso... — ele disse sorrindo enquanto a abraçava, surpreendendo-a. Alice o abraçou de volta.

— Adam... — disse Lilith caminhando para fora da cratera. Adam soltou Alice e encarou Lilith. — Está aqui para dizer que me perdoa? Para salvar minha alma?

— Não — ele disse desembainhando uma espada negra de sua cintura. Uma espada longa de uma mão e totalmente negra; lâmina, guarda mão e cabo; tão escuros quanto a mais profunda escuridão. Era uma espada longa de uma mão que ele havia pegado na caverna do dragão Claurum, nas montanhas da fronteira oeste de Karath com Maile.

— Entendo...

— Você abalou o equilíbrio deste mundo. Já passou da hora de você pagar! — o dragão disse encarando-a com ódio.

— Então venham! — ela disse avançando contra eles.

Claurum abriu a boca e soltou uma baforada de fogo, engolindo Lilith por completo. Mas de repente, chamas azuis se misturaram as chamas verdes do dragão. Lilith estava em chamas mais uma vez.

Alice então avançou. As chamas de Claurum cessaram no momento em que as lâminas de Alice e Lilith colidiram. Uma troca de golpes intensos se iniciou. — Aproveite este momento e saia daqui! — Adam gritou para o dragão.

— Você me trouxe aqui para lutar. E é o que farei — o dragão disse enquanto abria suas asas. — Darei suporte de cima! Agora vá lá e ajude a Alice! — o bater de asas da fera desequilibrou Adam por um breve momento. O pesado corpo da criatura então levantou voou.

Adam encarou a luta de Alice contra Lilith aguardando uma brecha. A troca de golpes era precisa e mortal, qualquer movimento errado seria o fim. Lilith desferiu um golpe vertical, mas Alice girou seu corpo para esquerda enquanto girava sua espada horizontalmente mirando nas cautelas de Lilith. Entretanto, usado a espada em sua mão esquerda parou o golpe de Alice. A deusa da Criação saltou para trás no instante que viu a espada da mão direita de Lilith vir em sua direção. — Tch! — Lilith clicou a Língua.

Claurum então lançou fogo contra Lilith enquanto sobrevoava a área em círculos. Lilith saltou para frente com um rolamento. Ao se levantar lançou uma de suas espadas contra o dragão, que inclinou para o lado por pouco não sendo atingido na asa.

Adam então, aproveitando a distração de Lilith avançou. Em uma questão de segundos os quarenta metros entre eles se tornou quase nada. Com um golpe vertical Adam saltou contra Lilith, que rapidamente o percebeu; ela conjurou outra espada, cruzando as duas em frente de seu corpo, assim parando o golpe.

Alice então atacou. Com uma velocidade assustadora ela cravou sua espada na barriga de Lilith, que urrou de dor. Uma explosão de chamas azuis jogaram Adam e Alice para longe.

Consumida de ódio Lilith atacou Alice com as mãos nuas, desferindo um soco contra o peito da deusa, quebrando sua armadura e jogando-a para longe. Lilith então saltou em direção a Alice, mas segundos depois estava no chão novamente devido a um golpe da calda de Claurum. O impacto do corpo de Lilith resultou em outra das várias crateras.

Claurum então pousou e lançou mais um jato de fogo. Lilith por estar atordoada foi atingida em cheio, urrando de dor. O calor das chamas era tão grande que derretia o chão resultando numa cratera de lava.

Adam, que não estava caído muito longe dali, se levantou cambaleante. Sua primeira visão foi Lilith lutando para sair daquela situação enquanto gritava de dor. O cheiro de carne queimada subia enquanto os gritos dela aumentavam. Claurum então parou por um breve momento, aproveitando isso, Lilith ascendeu seu corpo em outra explosão de chamas azuis, mas Claurum voltou a lançar seu jato de fogo, fazendo os gritos dela voltarem.

Adam correu até Alice. Ela estava caída um pouco longe de tudo. Adam se ajoelhou ao lado dela; ele logo percebeu que ela não estava bem. Alice tossia sempre que tentava se levantar.

— Pare! — ele gritou segurando-a pelos ombros contra o chão. — Seus ossos irão se quebrar se você forçar mais!

— Tch! Claurum logo vai perder o fôlego e ela irá sair de lá... — os olhos dela então se voltaram para o céu. — Não temos muito tempo... você precisa retirar o Graal dela antes que seja tarde demais! Ainda há uma pequena chance.

— Como?! Nem você... nem os outros deuses... nem mesmo um dragão podem contra ela! Como eu poderia-...

— Você pode! Libere toda mana da Calamidade dentro de você. Use seu poder de desacelerar o tempo e vença-a! Eu sei que você pode.

— Alice...

Com um sorriso ela segurou a mão dele. De repente Adam sentiu uma eletricidade correndo por seu corpo. Não doía. Muito pelo contrário, era uma sensação de que ele poderia fazer qualquer coisa.

— O-O que foi isso?!

— Implantei em você um pouco da mana Celestial. Talvez com isso você possa controlar melhor suas habilidades — ela soltou a mão dele. — Vai. Vou tentar me curar neste meio tempo.

Adam acenou com a cabeça e se levantou enquanto pegava sua espada negra do chão. Ele encarou a visão terrível de Lilith gritando em agonia; encarou o céu e por um momento ele ouviu uma voz familiar. "Levante-se, Adam. Levante-se... e lute!". Ele então avançou.

Claurum mais uma vez perdeu o fôlego e parou por um momento. Mais uma vez Lilith explodiu em chamas, entretanto, desta vez antes que Claurum pudesse voltar a lançar seu jato de fogo, ela o fez primeiro. Com um grito de ódio ela lançou contra um jato de chamas azuis, que acertaram em cheio os olhos da fera; que gritou de dor. Aproveitando a situação, Lilith enfim conseguiu escapar do posso de lava e se lançou contra o dragão, que não pôde reagir a tempo.

Conjurando uma espada, Lilith a cravou no pescoço da fera num golpe horizontal, cortando fora a cabeça de Claurum. O sangue do dragão jorrou por todos os lados, cobrindo Lilith de sangue e impedindo-a de ver Adam saltando em sua direção. Com um golpe vertical, Adam arrancou o braço direito de Lilith, que urrou de dor enquanto caia no chão.

Adam caiu de pé poucos metros na frente dela, que se levantou rindo. — Isso é tão... Bobo...

— Qual a graça? — Adam questionou.

— A ironia... depois de tudo que passei, não acredito no que vou terminar assim...

— Tal destino é culpa sua.

— Ah, mas é aí que você se engana — ela disse enquanto se levantava. — Não acredito que tudo que fiz foi para chegar nisso... Que loucura. Ela... Ela é mesmo uma-...

— Hã? Mas de que porra você está falando? — Adam interrompeu.

— Hm... quem sabe... "Ela"...— Lilith parou de falar de repente enquanto fazia uma expressão tensa. — Merda... Do... Do que eu... Estava falando? — Adam ficou confuso com tal cena. "O que há com ela?", ele pensou. — Tch! Não tenho escolha — ela voltou a falar depois de alguns segundos em um estranho silêncio — Adam, vamos acabar com isso...

— Lilith...?

— Mate-me... Mate-me Adam — o corpo dela parecia tenso enquanto tremia. — MATE-ME! — ela gritou enquanto avançava loucamente.

A troca de golpes então começou. Lilith desferia golpes loucamente enquanto suas expressões ficavam mais e mais tensas. Seus golpes eram mais lentos, porem muito mais fortes que antes. Entretanto, sua defesa ainda permanecia impecável.

Adam se movia girando em volta dela enquanto desferia golpes cada vez mais rápidos. Porém ainda eram inúteis contra a defesa de Lilith.

Adam então desferiu um golpe vertical, que Lilith não defendeu, mas sim, esquivou saltando para trás; ao fazer isso uma brecha se abriu em sua defesa. Adam então, sem pensar duas vezes avançou com tudo. Sua espada brilhou em azul enquanto ele se lançava para frente. Entretanto, Lilith esquivou girando seu corpo para o lado e desferindo um golpe horizontal em direção ao pescoço de Adam.

O aço quente da lâmina encostou no pescoço de Adam. — "Merda!" — uma estranha sensação de tontura e vertigem tomou seu corpo e mente. Era como se o peso do céu caísse sobre sua cabeça, esmagando-o. A estranha sensação de cair num buraco negro era intensa enquanto Adam lutava para respirar. Mas então...

— Hahaha... — Lilith sorriu. — Isso é tão... Bobo...

— Qual a graça? — Adam questionou.

— A ironia... depois de tudo que passei, não acredito no que vou terminar assim...

"O que... O que é isso?!" — ele pensou sentindo uma sensação de deja vù

— Tal destino é culpa sua.

"Isso... isso é...".

— Ah, mas é aí que você se engana — ela disse enquanto se levantava.

"Não me diga que... eu voltei no tempo? Isso... Isso significa que morri naquele momento?"

— Não acredito que tudo que fiz foi para chegar nisso... Que loucura. Ela... Ela é mesmo uma-...

— Mas de que porra você está falando?! — Adam interrompeu.

— Hm... quem sabe... "Ela"-... — Lilith parou de falar de repente enquanto fazia uma expressão tensa. — Merda... Do que eu... Estava falando? — Adam ficou confuso com tal cena. "O que há com el-... espere. Está tudo se repetido. Se eu me deixar levar eu... eu vou morrer!", ele pensou. — Tch! Não tenho escolha — ela voltou a falar depois de alguns segundos em um estranho silêncio — Adam, você precisa... Pre-... Precisa me matar.

"Então é isso. Eu realmente voltei no tempo. Minha consciência voltou para meu 'eu' mais jovem. No momento de minha morte eu instintivamente ativei este poder. E naquele momento que lutei contra Nero na arena de Murien, eu desacelerei o tempo... Neste caso... Eu sei que movimentos ela fará! Não sei se conseguirei fazer isso novamente, então eu... Eu não posso morrer!"

— Mate-me... Mate-me Adam... — o corpo dela parecia tenso enquanto tremia. — MATE-ME! — ela gritou enquanto avançava loucamente.

"Um golpe vertical!"

Adam esquivou saltando para trás enquanto desferia um golpe diagonal de baixo para cima, defendendo o golpe de Lilith. Porém no instante em que as lâminas se tocaram, Adam girou seu corpo para direita enquanto desferia um chute contra o ferimento de Lilith, que urrou de dor.

"Se eu posso desacelerar o tempo e enviar minha consciência para o passado... Então talvez eu possa ver alguns segundos do futuro!" — ele pensou enquanto avançava.

"Um golpe vertical!" — ele previu esquivando-se e girando seu corpo para direita mais uma vez. – "Ah, merda!" — Lilith deslizou sua espada para cima enquanto girava seu corpo, assim desferindo um golpe diagonal.

Adam bloqueou o golpe cruzando sua espada com a dela. Lilith o empurrou para trás e avançou. Seus golpes ficaram mais rápidos e preciosos, deixando cada vez mais difícil para Adam esquivar e bloquear. Com um golpe horizontal em formato de arco, a lâmina de Lilith cortou a bochecha de Adam, fazendo-o tropeçar alguns passos para trás. — "Não sei quanto tempo vou aguentar... Alice ainda está se recuperando, Claurum morreu... Para vencer... Eu preciso... Explodir!" — Adam caiu com as costas contra o chão. Lilith então saltou enquanto desferia um golpe vertical, porém o corpo de Adam explodiu em chamas lançando Lilith alguns metros para trás.

Ao levantar o olhar, Lilith presenciou mais uma vez a forma destorcida de Adam. Uma silhueta demoníaca se formou em frente às chamas. Tudo que se podia ver eram de seus grandes chifres retorcidos para cima e seus grandes seus olhos brancos brilhantes. Atrás dele duas grandes asas semelhantes às de morcegos emergiam de suas costas enquanto uma calda dançava atrás dele.



— Ah, puta merda... — Lilith suspirou.

Adam então voou em direção a Lilith a uma velocidade assustadora. Ela mal teve tempo de reagir. Ele a carregou para os céus quebrados acima enquanto desferia vários e vários socos contra o rosto dela. Lilith se debatia loucamente tentando se soltar, mas em vão. Diferente de antes, Adam agora está com poder total, enquanto ela está fraca por causa dos vários combates.

Lilith abriu sua boca soltando um jato de chamas azuis contra rosto de Adam, que virou o rosto e a soltou no reflexo. Ele balançou a cabeça algumas vezes para tirar as cinzas; percebendo que Lilith havia caído, ele então, desceu tão rápido que um forte som agudo ecoava pelos céus. Lilith ao ver aquela criatura vindo em sua direção, apontou a mão para frente lançando vários raios vermelhos. Adam esquivou com um pouco de dificuldade enquanto usava suas asas para impulsionar-se para baixo mais rápido. Ele esticou sua mão para pega-la. E ao alcançar a perna esquerda de Lilith, Adam a segurou com força, porém Lilith o puxou para o alcance de sua mão, que ela esticou o máximo possível até finalmente alcançar a asa esquerda de Adam, puxando com força, arrancando-a. Adam urrou de dor e num surto de raiva enfiou sua mão no peito de Lilith. Ambos então caíram violentamente contra o chão fazendo a poeira subir.

A poeira rapidamente baixou. Adam com seu corpo de volta ao normal e se arrastava até Lilith, que para proteger do impacto, usou seu próprio corpo. — Hahahaha.... Isso... Isso foi divertido... — ela riu enquanto cuspia sangue. Adam se levantou com dificuldade e caminhou cambaleante até ela. Ele caiu de joelhos ao lado do corpo dela. — Por que? Por que me salvou? — ela questionou encarando-o.

— Você... Precisa estar viva para eu remover o Graal... — ele respondeu com dificuldade.

— Entendo... Você... Ainda tem esperança — Adam esticou sua mão posicionando-a sobre o ferimento no peito dela enquanto entoava o cântico em élfico. — Adam... Eu já vivi muito. E sem dúvida posso dizer que... A paz não existe — ele a ignorou e continuou a entoar o cântico. — Eu, você... a Alice... todos estamos sendo manipulados por "Ela" e "Ela" ainda é leal a "Ele" — Adam a encarou com dúvida. — Somente agora... Perto do fim eu voltei a ser eu... as coisas que fiz... eu mal posso acreditar no que me tornei — uma luz branca saltou para fora do ferimento de Lilith enquanto ela chorava.

— O-O que você quer dizer? Estava sendo manipulada todo esse tempo?! Não vem com essa!

— Nem eu posso acreditar... — ela moveu seus olhos pra cima enquanto suspirava — Olha só... o Fim. Esta palavra não é o bastante para descrever isso.

— Lilith...

— Eu sinto muito Adam — ela disse enquanto segurava o pulso dele com o resto de força que lhe restava. — Você ainda é uma marionete. Você precisa cortar seus cordões antes que seja tarde... — a luz que escapava da ferida de Lilith começou a ganhar a forma de um cristal na mão se Adam. — Aquela maldita manipulou tudo para chegar a este resultado...

— De quem está falando? De quem Lilith?!

— Sabe de quem estou falando. Ela não... é o que parece... — Lilith tossiu mais sangue enquanto a o cristal na mão de Adam ficava cada vez maior. — Corte os cordões, Adam. Corte-os, e... se possível... Perdoe-me.. — o cristal enfim estava completo e a luz que escapava da ferida se apagou. O cristal branco emitia uma pálida luz e era do tamanho da mão de Adam. — Não permita... que "Ele"... Retorne... — de repente um trovão ecoou nos céus. Ao olhar para cima, Adam e Lilith viram o Fim. Os pedaços do céu caiam como vidro enquanto no leste, uma luz branca começava a brilhar. — Começou... e pensar que eu causei isto — ela murmurou. — Mas não é como se eu não tivesse gostado de fazê-lo...

— Lilith, você precisa me contar mais! Quem é "Ela"?! e esse tal de "Ele"?!

— Você já sabe, só que ainda não percebeu — ela disse enquanto tentava sorrir após ver o rosto frustrado de Adam. — Vá, Adam. Encontre a Alice.

— Mas e você?

— Morrerei aqui. Sozinha. Assim com a Minerva disse... — ela colocou a mão sobre o ante braço dele e sorriu. — Vai... deixe-me aqui — relutantemente Adam se levantou. Ele deu alguns passos e olhou para trás. Lilith sorria gentilmente enquanto uma lágrima solitária escorria de seu olho esquerdo. Ele então começou a correr para onde Alice estava. — Sinto muito Victorya... — ela murmurou enquanto chorava. — No fim... até demônios podem chorar... — E então um dos pedaços do céu caiu sobre ela, terminando com sua vida.

(...)

— Alice! — Adam gritou enquanto se aproximava. Alice estava sentada no chão encarando a luz branca tomar o leste. Ela estava sem sua armadura e seu ferimento estava quase fechado. — Aqui! Eu trouxe o Graal!

— É tarde demais — ela disse fazendo-o parar na hora. Ela o encarou e sorriu. — Aqui, dê-me ele — ela disse estendendo a mão. Adam a entregou o Graal. Alice se concentrou enquanto absorvia o Graal; em instantes, fundindo-se ao corpo dela. — Pronto — ela disse enquanto respirava fundo.

— E agora?

— Plano B. Vou fazer um portal e lhe mandar para o passado. Lá você deverá me encontrar e me impedir de separar os Reinos, assim talvez, evitando isso de acontecer.

— Mas...

— Escute! — ela o interrompeu puxando-o para perto. — Este é o único jeito! Vai dar tudo certo... eu lhe contei tudo sobre meu passado, você saberá o que fazer — Adam olhou para baixo. Alice suspirou e apontou sua mão para frente enquanto fechava os olhos. De repente uma fissura se formou no espaço em frente a eles, e segundos depois um portal se abriu.

Normalmente quando se cria um portal, você consegue enxergar o que há do outro lado. Porém este é diferente. Era escuro lá dentro. A única luz que havia nele era aquela que limitava sua borda.

Adam respirou fundo e se levantou. — Adam, ajude-me a levantar — Alice pediu. Adam se abaixou passou o braço esquerdo dela por cima de seu pescoço, assim levantando-a. — É aqui que nos separamos — ela disse forçando um sorriso.

— Me perdoe... — Adam disse enquanto começava a chorar. — Se eu... Se eu tivesse sido mais forte-... — Alice o abraçou forte, surpreendendo-o — A-Alice?

— Você é forte Adam. Você me deu esperança. Mesmo agora, eu ainda tenho esperança — a luz que antes estava a vários quilómetros, agora estava próxima às montanhas de Karath. — Se não fosse por você, tudo acabaria aqui. Mas por sua causa, teremos outra chance. Então obrigada — ela disse enquanto sorria. Ela então ficou pensativa por um momento e depois suas bochechas coraram. Alice então segurou Adam pelas bochechas puxando seu o rosto dele para perto do seu e beijando-o enquanto fechava os olhos.

Adam apenas a beijou de volta, e por poucos segundos o mundo pareceu parar. Uma sensação de alívio e paz tomou o coração de Adam enquanto lágrimas rolavam pelo seu rosto. Os lábios deles então se separaram e eles abriram os olhos.

"Dois corações opostos batendo juntos. Lentamente, falamos juntos e abrimos nossos corações. O céu e a terra separam-se, mas os seguraremos em nossos corações. Os passos da esperança nos levarão ao futuro. Seremos... felizes...".

— Queria tê-lo conhecido melhor... ter tido um pouco mais de tempo... — ela disse enquanto chorava.

— Alice...

— Hm... — ela sorriu. — Adeus, Adam.

— E-Espera... Alice! Eu... Eu-...

Ela então o empurrou para o portal. Adam caiu de costas para o portal. E enquanto seu corpo caia ele viu a última expressão de Alice. Mesmo depois de tudo aquilo ela parecia feliz e em paz, sorrindo gentilmente.

"Dois mundos opostos um ao outro, nós dois procuramos nosso próprio mundo e nos seguramos perto do fim. O céu e a terra separam-se, mas entre nossas mãos, serão um só. A luz da esperança fará nossos corações serem reais. Seremos felizes...".

A luz branca a engoliu tomando-a da exigência enquanto o portal se fechava em sua frente. Adam então começou a cair. A gravidade era extremamente forte. Ela o puxava mais e mais para a escuridão do abismo. Mas de repente uma luz brilhou. Adam se virou em direção a luz na qual ele era atraído pela força surreal da gravidade. Ele sentiu como se seu corpo estivesse sendo esticado e espremido, destruído e reconstruído. Essa sensação se abateu sobre ele infinitas vezes como se o tempo não existisse. E então seus olhos se abriram. Ele estava deitado sobre uma grama macia enquanto a luz do sol tocava seu rosto suavemente, e uma brisa calma balançava a grama alta.

Ele levantou e deu alguns passos em falso, mas apenas para cair de joelhos sobre a grama. Adam estava num campo verde até onde os olhos alcançavam. Um céu azul e com nuvens brancas e macias como algodão estavam acima dele. Nenhum sinal da destruição de momentos atrás estava ali. — Eu... eu voltei... — ele murmurou enquanto começava a chorar novamente. — Alice... Clarys... pessoal... perdoem-me...

— Ei, garoto!

— Hm...? — alguém o chamou alguns metros atrás. Adam virou seu rosto para ver quem era. Era um senhor de pouco mais de 60 anos. Ele usava roupas típicas de um fazendeiro e estava sobre uma carroça. — Está tudo bem?

— O-Onde eu estou? — Adam perguntou temendo a resposta. Ele se levantou enquanto enxugava as lágrimas.

— Você está perto de Camelot, mais precisamente no norte de Dearum — o senhor respondeu.

— E... qual a data de hoje?

— 07 de fevereiro do ano 980 da 6º Era...

— Entendo...

— Garoto, você por acaso está fugindo? — Adam o encarou confuso. — Suas roupas estão rasgadas e está coberto de sangue.

— Ah... meio que-... — Adam suspirou. — Sim. Eu estava fugindo de um grupo de demônios. — "Não posso contar a ninguém de onde vim..."

— Eles nunca vieram Assim tão longe! — o senhor falou surpreso. — Provavelmente deviam ser batedores... — ele murmurou colocando a mão no queixo. — Bem, não posso deixar você aqui. Venha, pode subir.

— Tudo bem mesmo? Você nem sabe quem sou...

— Ora, vamos. Nenhum espião dos demônios estaria com uma expressão como a sua. — Venha, suba — ele bateu no banco da carroça enquanto mostrava um sorriso. Adam então sem nenhuma outra escolha caminhou até a carroça.

— Obrigado pela ajuda — Adam disse ao sentar-se ao lado do senhor.

— Aproposito, qual seu nome? — o senhor perguntou.

— Ah, perdão — Adam disse sem jeito. — Sou Adam.

— Meu nome é Cadin, prazer em conhece-lo Adam — ele sorriu enquanto estendia a mão para Adam, que relutantemente a apertou. Cadin então bateu as cordas enquanto fazia um ruído com a boca, para assim o cavalo andar.

"Clarys... Alice... eu vou salva-las. Eu juro que mudarei o futuro!"



Continua...

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