O Nascimento De Um Novo Romance?

×Visão de Finn

– Você fez isso, Hans? – Elaine pergunta a Hans, que faz cara de pessoa inocente.

– Não foi por mal, mamãe. – ele responde, se aproximando dela.

– É mentira. A Lisa é uma senhora! Não se faz esse tipo de brincadeira. – Aaron fala em alto tom e eu coloco minha mão em seu ombro e aperto, tentando acalmá-lo.

– Calma, Aaron. Hans, você fez isso mesmo? – James pergunta em tom sério. Ele era um homem imponente e dava pra perceber que causava medo em Hans.

– Fiz, senhor governador.

– Você sabia que a Lisa não poderia passar por esse tipo de situação?

– É claro que não.

– Esse imbecil fez isso de propósito, ele queria que eu chamasse ele pra transar com o Finn. 

– Me poupe dos detalhes, Aaron. – James pede.

– Ele mesmo disse que queria o Finn pra ele. – Aaron fala e James me encara. Eu instantaneamente abaixo meu olhar, evitando que meus olhos cruzassem com os de James.

– Foi brincadeira, irmãozinho. Não pensei que você fosse levar isso tão a sério. – Hans fala em um tom diferente, que eu não sei explicar qual é.

– Conta outra. – Aaron rebate, impaciente.

– Finn... o que você acha sobre esse assunto? – James me pergunta e eu o olho, mas quando percebo que ele ainda me encarava firmemente, olho para seus ombros, desviando de seus olhos mais uma vez.

– Acho que é uma boa escolha que o Hans fique longe por um tempo. – respondo, de forma segura.

– Finn, você tava sofrendo com o ciúme do Aaron, não estava? – Hans me pergunta e eu o encaro, mas não deixo que ele ache meus olhos.

– Esse assunto não diz respeito a ninguém além de nós dois. O que vem sendo discutido é que você quase matou a Lisa do coração. E eu sei que fez, porque queria chamar nossa atenção. Não gosto desse tipo de postura dentro da minha casa.

– Já chega! Quero ir embora. – Hans fala em alto tom, chamando toda atenção pra ele. Ele sabia bem o rumo que aquela conversa levaria.

– Bom, desculpem-nos por isso... por favor. – James fala, dando as costas.

– Pai... – Aaron o chama.

– Oi? – James fala.

– O Hans tem 23 anos, não 10.

– É que a Elaine pensava que ele iria gostar de ter contato com uma pessoa que se provasse próxima... mas vimos que talvez seja um erro. – James tenta justificar.

– Finn, eu posso falar com você? – Elaine me chama.

– Claro, Elaine. – digo indo até ela, enquanto James e Aaron conversam.

– Você acha que é bom que o Hans não vá pra viagem de aniversário do Aaron?

– Falta bastante tempo ainda pra pensarmos nisso. No momento, preciso cuidar do Aaron pra quando ele for voltar a jogar. 

– Entendo... espero que me perdoem por trazê-lo pra cá. – Elaine fala. Ela não me parece ser uma má pessoa.

– Não precisa se desculpar. 

– Bom, vamos? – James chama.

– Vamos. – Elaine concorda.

– Até mais, meninos. – James fala.

– Até, pai. – Aaron diz.

– Até, James. – digo, vendo Hans tentando procurar meus olhos. Ele saiu do apartamento andando devagar e com um olhar furioso, eu tinha péssimas impressões vindas desse rapaz.

Quando eles saem Aaron me abraça com força e eu acaricio seu rosto com cuidado.

– Meninos... – Lisa aparece.

– O que houve, Lisa? 

– Não estou me sentindo muito... – ela fala e desmaia.

Antes que Lisa caia no chão, consigo segurá-la, evitando que ela bata com a cabeça no chão e se machuque. Consigo pegar Lisa nos braços e Aaron pega a chave do carro e do apartamento. Ele fecha tudo enquanto eu, com Lisa nos braços, chamo o elevador para irmos até o hospital. Tudo foi tão rápido que eu só consegui parar para pensar direito, quando estávamos no carro.

Lisa continuou desmaiada, por isso a levei nos braços para o carro e a coloquei no banco de trás. Fiquei impressionado com a rapidez em que Aaron, mesmo com a perna engessada, conseguiu fazer tudo. Ele e eu fomos com ela para o hospital mais próximo, temendo pelo o que poderia acontecer com Lisa e quando chegamos lá, pedimos ajuda na emergência.

Aaron me disse que Lisa tinha um filho, por isso, quando os enfermeiros lhe entregaram o celular de Lisa que estava no bolso de sua calça, ele ligou para o rapaz, avisando o que tinha acontecido e esperando mais novidades. Ficamos no hospital o tempo inteiro, esperando notícias dela, mas o tempo ia passando e nada parecia mudar.

Ele também ligou para seu pai, falando o que tinha acontecido e dizendo que queria distância de Hans, porque se o visse não saberia como se controlar. Eu sabia que ele estava irritado e por isso, enquanto estávamos sentados, enchi Aaron de carinho e atenção, tentando acalmá-lo. Depois de horas um rapaz de estatura média apareceu no hospital.

Ele era loiro, tinha cabelo cacheado médio, olhos claros e era bem desengonçado. Foi no balcão e se identificou. Quando fez, acordei Aaron, que estava dormindo no meu colo, para observarmos ele. O rapaz pegou uma identificação e então veio em nossa direção.

– Ah, oi... você é o Aaron McDevitt, certo? – ele pergunta, ficando diante de nós. Nós nos levantamos para falar com ele.

– Sim... – Aaron responde.

– Você me ligou, onde tá a minha mãe?

– Você é o Wes? 

– Eu mesmo. – ele fala, limpando o suor das mãos nas calças.

– Ela tá ali, ninguém pode entrar se não for da família... como você é... – Aaron fala e Wes para de olhá-lo, olhando para o quarto.

– Tudo bem, já volto pra me apresentar melhor, só quero saber como minha mãe está. – Wes fala, saindo dali às pressas.

– Pode ir, fica tranquilo. – Aaron fala, enquanto vê o rapaz andar e entrar no quarto. Quando entrou, ele foi até Lisa, que estava deitada na cama.

Quando se aproxima, o rapaz acaricia o rosto de Lisa e lhe dá um beijo na testa com cuidado. Só depois disso ele olha para trás e percebe a presença do médico no quarto. Eles conversaram por longos minutos, até Wes sair novamente do quarto, ao lado do médico.

– Sim, obrigado doutor. – ele fala e o médico passa por nós, nos cumprimentando rapidamente.

– E então? Ela vai ficar bem? – Aaron pergunta e Wes se aproxima de forma séria.

– O que aconteceu com ela? – pergunta, totalmente impaciente.

– Ela levou um susto. – Aaron fala e Wes sorri, colocando a mão na cabeça.

– Minha mãe não pode levar sustos. O que você fez com ela?

– Calma aí, eu não fiz nada. Eu jamais faria algo pra machucar a sua mãe.

– Ótimo, então me conta o que aconteceu. – Wes pede de forma agressiva. Ele estava impaciente e era de se entender o motivo.

– Um cara dormiu na minha casa ontem e deu um susto nela de manhã. – Aaron fala, mas eu percebo a forma vaga como fez. É isso que me irrita em pessoas que não são diretas em seus discursos: dar margem para erro de interpretação.

– Quero nome e endereço desse desgraçado, ele quase matou a minha mãe.

– Wes... – Aaron tenta tocá-lo, mas Wes tira sua mão com raiva.

– Não me importa se ele era seu namorado ou qualquer coisa do tipo. Quero o nome dele.

– Ele é meu "meio irmão", eu jamais namoraria com aquilo. Eu não sou seu inimigo, Wes. – Aaron fala.

– Prova.

– Considero a sua mãe minha mãe. – Wes sorri.

– Conta outra. – ele passa por nós.

– Wes... – Aaron o chama e ele para de andar, apontando o dedo indicador para Aaron.

– Olha aqui... – ele começa a falar, nervoso. – Quase perdi a minha mãe por causa de uma brincadeira de mauricinhos idiotas, acho melhor você preservar as suas palavras na sua boca. 

– Wes! – Aaron o chama, mas ele não para de andar.

– Deixa, eu falo com ele. – falo e Aaron me encara.

– O que você vai dizer? – respiro fundo. Toda aquela situação me deixou agoniado.

– A verdade de forma rápida e sincera. É isso que tá faltando. – saio andando.

Wes estava sentado em um dos bancos da praça de alimentação do hospital, olhando pra frente. Ele era menor que eu, mas parecia ser bem mais irritado com situações corriqueiras. Eu sabia que Hans tinha conseguido um problema ao tocar em Lisa.

– O que você quer? – Wes pergunta, quando me sento ao lado dele.

– Falar que eu entendo você.

– O que? 

– Também fico totalmente exaltado quando tocam em quem eu amo. – falo e Wes sorri, se apoiando no banco.

– Pelo visto você não tem nada a ver com o que aconteceu. 

– Não, não tenho. – falo. – Nem o Aaron. Quer que eu te conte a história inteira? – ele me olha, confirmando com a cabeça.

×°×

– Oi, Wes... – James fala, cumprimentando o rapaz.

– Oi, senhor. Quanto tempo, é um prazer revê-lo. – Wes responde a James, apertando sua mão em forma de cumprimento.

– Esse aqui é o Hans. – James fala dando espaço para que Hans se aproxime. Estávamos no hospital, Wes já tinha se resolvido com Aaron e a nossa parte já estava totalmente explicada.

– É?

– Sim... – James responde e Hans dá alguns passos para a frente, estendendo a mão para Wes que por sua vez olha para a mão de Hans com um sorriso no rosto e o encara novamente.

– E aí cara, é um pr... – antes que Hans termine a frase, Wes dá um soco com força em seu rosto, fazendo com que Hans dê alguns passos para trás.

– Você quase matou minha mãe, seu verme. – algumas pessoas que estavam ali observam a situação.

– Calma, Wes... – James pede.

– Meu nariz tá sangrando! – Hans fala e Wes sorri ainda mais.

– Eu devia arrebentar sua cara inteira, ao invés de reclamar, me agradeça por não te esfolar aqui mesmo. – rebate.

– Tudo bem, vamos acalmar os ânimos aqui... – James pede mais uma vez, dessa vez com uma voz mais imponente e Wes logo tenta se acalmar. – O que aconteceu com a sua mãe?

– Ela tem problemas no coração, você sabe.

– Sei sim. – James concorda. Enquanto eles conversam, Hans ainda tenta estancar o sangue do nariz com a mão, sem sucesso. O sangue acabou por começar a pingar no chão, por isso uma enfermeira lhe trouxe um curativo.

– O susto foi um gatilho pra um ataque... – Wes explica olhando para sua mão em seguida. Ele apertava ela às vezes, eu conhecia bem a dor de dar um soco em alguém e entendia aquela ação de tentar acabar com ela.

– Ela tá bem agora... 

– É, vai ficar em recuperação. – Wes completa.

– Você pode ficar quanto tempo precisar. 

– Só não quero ficar perto desse verme. – Wes fala, olhando para Hans, que o encara de volta de forma séria. Eu podia ver que os dois ainda teriam muitos problemas entre si.

Aaron ofereceu nosso apartamento para que Wes ficasse e ele aceitou. Tínhamos um quarto de hóspedes que não estava sendo usado e por isso não me incomodei. Wes era um cara simpático e eu acabei passando bastante tempo com ele, principalmente porque ele adorava cozinhar. O resultado: ele fazia nossos cafés da manhã e me ensinava a cozinhar no almoço e lanches.

Lisa teve que ficar hospitalizada e nesse tempo de recuperação Wes se mostrava realmente como uma ótima companhia, mas ele pareceu se perder em um dia de semana qualquer, quando Mitchell e Alec trouxeram Aaron para casa.

Estávamos na cozinha, ele me ensinava a fazer cookies quando Aaron entrou na cozinha e me deu um beijo.

– Olá... – falo e ele sorri. Em seguida entram Alec e Mitchell na cozinha, mas Wes continuou cozinhando, enquanto os meninos faziam graça, sem dar atenção a eles.

– Nem preciso dizer que o Mitchell é um safado. – Alec fala e leva um tapa na testa, vindo de Mitchell. Eles então começam a brincar de lutinha entre si.

– Qual é a nova? – pergunto e Alec me olha, enquanto segura os braços de Mitchell. Eles dois tentavam se imobilizar, sem sucesso.

– Tava pegando a Rachel no banheiro. – Alec fala e Mitchell tenta tapar sua boca, mas Alec morde sua mão. Aquela cena acabou me fazendo rir, por mais que essa coisa de "pegar" alguém não tenha problema, afinal você só está tocando ela, certo?

– Primeiramente, em minha defesa quero dizer que ela que pediu. – Mitchell fala e eu fico ainda mais confuso, por qual motivo tocar em alguém precisaria de explicação? Acabei desistindo de entender depois de alguns minutos.

– E olha que éramos unidos no começo do ano. – Aaron fala enchendo um copo com água e tomando um pouco. – Oi, Wes... 

– Oi, Aaron... tava ensinando o Finn a fazer cookies. – Wes fala e Aaron brinca, passando a mão na barriga.

– Que ótimo, é disso que eu preciso pra me sustentar... – Aaron fala e eu sorrio. – Wes, esses aqui são meus amigos, Mitchell e Alec. – Aaron fala e Wes se vira sorrindo, colocando o pano de prato no balcão e olhando para os dois.

Quando Wes olha para Alec, um sorriso ainda maior se forma em seu rosto, deixando Alec totalmente envergonhado.

– Oi, cara... – Mitchell fala, cumprimentando o rapaz e lembrando-o que ele estava em público.

– Oh, olá... – Wes fala cumprimentando Mitchell que sorri, em seguida ele estende sua mão para Alec. – Oi. – cumprimenta Alec, que sorri.

– Oi. – Alec diz, apertando sua mão.

– E então, vocês querem cookies? Daqui a pouco estarão prontos... – Falo e Alec me olha.

– E foi você que fez? – ele pergunta e eu sorrio de lado.

– Não exatamente, o Wes me ajudou com tudo. – digo, sentindo Aaron me abraçar por trás e me dar um beijo no pescoço.

– É sério? Sabe cozinhar, Wes? – Mitchell pergunta a ele.

– Sei sim, faço faculdade de gastronomia. – Wes fala e Alec parece bem interessado na conversa.

– Sorte da mulher que casar com você, vai comer muito bem... – Mitchell fala e Wes sorri.

– Ela também faz faculdade de gastronomia, na cozinha nós nos ajudamos. – Wes fala e encara Alec em seguida, que abaixa seu olhar, totalmente envergonhado novamente.

– Você tem especialidade? – Alec pergunta, se aproximando do balcão onde Wes estava apoiado e se sentando em um dos bancos.

– Doces. Qualquer coisa doce sei fazer muito bem. – Wes fala, mas Aaron e eu sabíamos que ele também cozinhava coisas de salgadas muito bem.

– Eu queria só aprender a fazer sorvete. – Alec fala, colocando suas mãos sobre o balcão e fazendo cara de triste. Wes, então, se aproxima e o olha totalmente concentrado.

– Posso te ensinar a fazer petit gâteau com sorvete, quer dizer... se você quiser. – fala, aproximando ainda mais suas mãos das mãos de Alec, que sorri.

– Vai ser legal.

– E como sua mãe está? – Mitchell pergunta, se sentando em um dos bancos também, mas sem perceber o que estava acontecendo entre Wes e Alec. Aaron me puxou para trás e fez com que eu me encostasse no balcão da pia, encostando nele, enquanto ele me abraçava.

– Ela tá melhor, só faltam alguns exames pra ela ser liberada. 

– Que coisa boa, saudade da Lisa. – Mitchell fala.

– O Wes bateu no Hans. – Aaron comenta.

– É sério? Caralho! Já é meu herói... – Mitchell fala, levantando a mão para um cumprimento com Wes que acaba sorrindo com aquilo.

– Foi na hora da raiva, não sei o que me deu. – olha para Alec novamente.

– Então quer dizer que pra um baixinho você é bem agressivo? – Alec pergunta e Wes sorri.

– Só quando precisa. 

– É esse tipo de homem que eu gosto. – Alec fala e eu olho para Aaron, que sorri e olha para Alec.

– Olha que eu conto pro Evan, Alec. – Aaron fala e Wes o olha, se distanciando de Alec.

– Quem disse que eu namoro com o Evan ainda? – Alec fala e Aaron parece estranhar aquilo.

– Como é? – Aaron pergunta e Mitchell também encara Alec, esperando o desenrolar dessa história.

– A gente terminou ontem... – Aaron o olha com os olhos semicerrados.

– Por quê? 

– Porque ele tava insuportável.

– Como assim? – Mitchell pergunta.

– Pressão. Depois explico. – Mitchell da de ombros.

– Bom, enquanto isso termina de assar, vou fazer um suco. – Wes fala, se virando para o armário para pegar as frutas.

– Te ajudo. – falo, me desencostando de Aaron.

– Vou pegar uma das minhas meias pro Alec, ele perdeu a dele no treino de hoje. – Aaron fala passando por mim.

– Tudo bem, amor. – respondo e ele sai com os outros dois. – Olha, se eu fosse você, tentaria melhorar isso aí. 

– O que? – Wes pergunta, enquanto descasca algumas frutas.

– Sua atração pelo Alec.

– O que? É bobagem, eu namoro. – Wes fala e eu sorrio.

– Sei. Sei que o Alec é bonito e sei que você reparou nisso. 

– É só carência. – Wes repete.

– Tanto faz, mas acredite quando eu te digo que é mais fácil se entregar do que procurar desculpa pras coisas. E se for apenas carência, é melhor você aprender a disfarçá-la. – falo e Wes me encara por alguns segundos, voltando sua atenção para as frutas em seguida.

– Valeu. – continuamos fazendo o suco.

Naquele dia, comemos todos juntos e fizemos muitas piadas. Digamos que vários jovens juntos no mesmo espaço e com o humor parecido, fez com que tudo desse certo. No início da noite, começamos a jogar vídeo game na sala, eu estava sentado no braço do sofá e Aaron estava apoiado no meio das minhas pernas, na parte de sentar do sofá. Mitchell estava no mesmo sofá que nós, sentado normal com os cotovelos apoiados nos joelhos e com os olhos na tela da televisão, jogando.

Alec estava sentado em outro sofá, ao lado de Wes que jogava também. Alec, em certo momento, colocou os pés em cima do colo de Wes para se esticar no sofá e Wes o encarou por alguns segundos, levando gol de Mitchell.

– Volta a atenção pro jogo, MasterChef. – Mitchell fala brincando com Wes, que ri e volta a jogar.

Continuamos jogando até tarde, quando Mitchell e Alec foram embora. Eles ainda jantaram conosco, o que foi divertido, já que estávamos precisando de uma distração nesses dias. Quando foram embora, fiquei com Aaron ajudando Wes a limpar a cozinha e foi aí que finalmente pudemos conversar direito com ele.

– Amor, é impressão minha ou o nosso queridíssimo Wes aqui ficou encantado pelo menino Alec? – falo em tom de brincadeira e Aaron me olha, entendendo tudo.

– Oh, ficou sim... tudo que o Alec fazia parecia conquistar o coração do nosso pequeno rapaz de 1,60 de altura. – Wes começa a rir, enquanto lava as louças.

– Dá pra vocês pararem?

– Que isso, menino Wes, o menino Alec é sim um partido e tanto. – Aaron fala colocando uma das mãos no ombro de Wes e brincando com ele.

– Oh, ele é. – falo, mesmo sem entender o que o Aaron quis dizer com "partido e tanto", afinal o Alec não estava partido.

– Vocês dois tem problemas... – Wes fala e Aaron me encara, fazendo uma careta engraçada que me faz rir.

– Ainda bem que você consegue conversar com a sua excitação e não deixou que ela transparecesse, quando ele colocou suas másculas pernas sobre seu corpo. – provoco Wes, que ri ainda mais. Ele, então, para de lavar a louça e nos olha.

– Vocês realmente se merecem. – ele fala e Aaron me encara, se aproximando de mim.

– A gente sabe, seu bobo. 

– Olha, brincadeiras a parte, saiba que dentro desse apartamento toda forma de amor é valida, sem qualquer problema ou exposição. Nada que você faça aqui será comentado fora daqui. –falo e Wes respira fundo.

– Eu tenho uma namorada. – Wes fala, dessa vez mais sério que das últimas vezes que disse isso.

– É difícil né? – pergunto. Eu sabia que a posição que ele já se via encaixado era delicada.

– É. – ele respira fundo mais uma vez. – Vocês venceram, eu realmente fiquei atento com relação a esse garoto, mas não vai rolar nada. Não enquanto eu estiver namorando. – concordo com a cabeça, traição não é a saída de nada.

– Pensei que estivesse brincando quando falou que estava mais cedo. – Aaron fala.

– Não, não estava. Tô com ela faz 1 ano e meio, mas nada que eu realmente visse um futuro.

– Tô torcendo por você, seja qual escolha faça. – digo e Wes sorri, como se me agradecesse.

– Agora vou tomar banho. – Aaron fala, colocando os últimos pratos no lugar.

– Vou com você... – falo para Aaron e saímos andando.

– O Wes tá apaixonadinho... – Aaron fala, brincando mais uma vez com ele. – Louco pra conseguir um beijinho de Alec. – Wes acaba caindo na gargalhada, tacando um pano de prato em nós.

Tomei banho com Aaron aquele dia e pudemos dormir juntos, abraçados, mas enquanto eu fazia cafuné na cabeça dele, ele parecia estar incomodado com algo.

– O que foi? – pergunto.

– Você acha que o Hans vai perturbar a gente? 

– Acho que enquanto o Wes estiver aqui não. Depois daquele soco, se for um cara minimamente inteligente não vai querer chegar aqui perto.

– Você viu a cara de medo que ele quando o Wes falou que não queria ficar perto dele aquele dia? – Aaron pergunta e eu beijo seu ombro.

– Vi, foi merecido. – falo. – Eu faria a mesma coisa, talvez pior. 

– Amor... 

– Oi? – respondo.

– Eu amo você... – Aaron fala e me faz sorrir.

– Eu também te amo. – Aaron faz com que eu o abrace com mais força.

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