Foco Para Alcançar Os Sonhos
×Visão de Finn
Segunda-feira, quando acordei, Aaron estava na minha cama, dormindo. Eram mais de 10h da manhã e era a minha folga. Nossos celulares tinham despertado diversas vezes e na tela eles mostravam os esforços que tinham feito para nos acordar. Eu não entendi como não acordamos, mas não tinha mais nada para ser feito.
Me levantei, aproveitando que ele estava um pouco distante e fui ver se Emma tinha deixado café mais cedo. Felizmente ela tinha sim e com isso tomei meu café da manhã, fiz sanduíche para Aaron e coloquei algumas frutas em uma bandeja, para levar pra ele, para quando ele acordasse. Me sentei na cama e fiquei observando ele ali, dormindo um sono pesado de cansaço pelo jogo do dia anterior – estava feliz de vê-lo dormir bem, meu menino tinha passado por muitas coisas nos últimos dias, merecia descanso.
Aaron acordou alguns minutos depois, aparentemente confuso, com olhos inchados e cabelo bagunçado.
– Como não amar você? – Aaron pergunta e me deixa confuso.
– Por que quer saber? Eu fiz café... – ele sorri.
– É brincadeira, meu amor. Eu não quero deixar de te amar, nunca. – ele diz, começando a comer.
Tomamos banho depois do café e realizamos nossa higiene pessoal. Era incrível o carinho e cuidado de Aaron comigo e ele me fazia muito bem sempre, todas as vezes que me olhava ou me tocava. Enquanto organizava a cozinha com ele, meu celular começou a tocar. Na tela, o número do Michael Sam apareceu junto com sua foto.
– Quem é? – Aaron pergunta, quando me vê indo pegar o celular. Eu ainda secava minhas mãos na calça e quando peguei e olhei para a tela, o encarei completamente confuso.
– É o Michael. – falo e Aaron para de secar a louça, vindo até mim.
– Atende, amor... – ele pede e eu faço.
– Oi Michael... como vai? – falo, colocando no viva-voz.
– Bom dia, Finn. – Michael responde, animado. – Eu estou ótimo e você?
– Eu vou bem, com algumas dores por causa dos treinos intensos com Aaron, mas bem.
– Ótimo! – ele diz, depois de alguns segundos. – Então, lembra que eu te falei que podia te apresentar pra umas pessoas que trabalham com a F1? – olho para Aaron, que faz um movimento engraçado com as mãos, pedindo que eu continue falando com Michael.
– Lembro, lembro sim...
– Bom, um amigo meu, que fez testes para a equipe da Mercedes disse que ficou sabendo que você tem um e400 e ficou bem interessado em saber se você tá a fim de testar um dos carros da F1 deles. – Michael fala e Aaron sai pulando pela casa, animadíssimo. – Claro que vai ser difícil entrar pra F1, mas se você se sair bem no teste, já é o primeiro passo.
– É claro que eu quero... – tento controlar minha voz e minhas mãos, que tinham começado a tremer.
– Então tudo bem. – Michael fala. – Olha, ele vai abrir uma categoria para descobrir novos pilotos de teste e você pode tentar uma vaga. É o primeiro passo pra conseguir chegar perto do evento.
– Muito obrigado! – falo, não contendo a minha felicidade em receber aquele convite.
– De nada, é um prazer ajudar. Eu vou te passar o número dele e você marca seu horário, ele vai te dar uma atenção especial. Se você não se identificar com os carros de fórmula 1, eu tenho contatos na NASCAR também que já me falaram que viram sua entrevista e tem bastante interesse em você.
– Tá, eu prometo que entro em contato, caso prefira NASCAR. – digo. Eu já sabia que entre os carros da NASCAR e os de F1 eu preferiria a Fórmula 1. É coisa de garoto que cresceu assistindo as corridas, torcendo e gritando a cada vitória, mas claro que se não fosse pra mim, eu iria para a NASCAR sem problema algum.
– Então tá. Até mais Finn, até mais Aaron. – Michael fala, ele deve ter escutado os pulos de animação de Aaron ao fundo da ligação.
– Até mais. – Aaron responde ainda com a mão no rosto e Michael desliga o telefone. – Isso! – nos abraçamos, comemorando aquilo.
Aaron me encheu de beijos. Ele parecia ter ficado eufórico com a notícia, mas eu sabia que teria que treinar como nunca tinha treinado antes na minha vida. Eu sempre olhei os pilotos de Fórmula 1 na televisão e nunca consegui me imaginar chegando naquele patamar. Quando comecei a correr os rachas, eu fingia mentalmente estar em um dos carros de Fórmula 1, para tentar aumentar a minha adrenalina e o meu desempenho, o que sempre me dava resultados.
Ao receber essa proposta, o meu sonho que parecia completamente impossível pareceu se aproximar e meu coração ficou disparado o resto do dia inteiro de ansiedade e felicidade. Felicidade pelo convite e ansiedade por ser meu sonho de infância.
Michael me mandou o número do homem para que eu tentasse concorrer a uma vaga na fase de pilotos de teste da Mercedes para F1. Na semana seguinte, fui treinar pilotagem de carros com os que faria o teste e me apaixonei: os carros eram rápidos e me deixavam sentir uma adrenalina sem igual. Ele pareciam se tornar uma extensão minha quando estava dentro e mesmo tendo meu primeiro contato com os carros de corrida naquele momento, eu já conseguia me entender muito bem com eles.
Após a primeira parte de treinamento com um dos homens que treinavam os pilotos que estavam saindo do kart para os carros normais, eu finalmente viajei para Austin, no Texas para conhecer o representante da equipe de treino da Mercedes. Esse homem treinava as pessoas que queriam concorrer a uma vaga nos pilotos de teste, para depois concorrer a uma vaga na F1 pelo ótimo desempenho.
Quando cheguei naquela pista enorme, vi uma quantidade imensa de pessoas treinando e de carros na pista. Aquele lugar não parava pelo movimento intenso de carros, equipes de montagem de carros e outras pessoas trabalhando com preparação pessoal para os concorrentes.
– Finn! – um homem fala, vindo em minha direção. – Bem-vindo aos treinos da Mercedes!
– E você, quem é? – pergunto.
– Eu sou o Dolan. Falei com você por telefone algumas vezes. – me recordo. Ele era o dono do contato que Michael me passou. – Fico feliz que tenha aceitado o convite de treinar conosco, afinal você tem uma Mercedes e deve conhecer o nosso desempenho básico. Eu e a minha equipe vemos quem tem futuro pra trabalhar conosco esse anos, felizmente nossos pilotos com contrato atual se mostraram ótimos pilotos, mas esperamos formar novos, afinal os atuais não vão ficar pra sempre. Claro que o primeiro passo é entrar na linha dos pilotos de testes, mas se você for tão bom quanto ouvi, você vai derrubar cada um deles.
– E como estão meus concorrentes? – pergunto, enquanto olho aqueles homens saindo com seus carros para as voltas.
– Você tá há algumas semanas treinando, né?
– Todos os dias.
– Eles treinam desde criança. – Dolan fala e eu o encaro.
– É sério? – pergunto a Dolan, que sorri com a minha expressão. Eu estava assustado e impressionado.
– Bom, é claro... mas se você tem fé em si mesmo, consegue. – ele conclui, colocando a mão no meu ombro.
– E como vai funcionar isso? – pergunto e ele me chama com o braço, para andarmos até a equipe que estava próxima de nós.
– Não vai ser fácil Finn, se você quer ser piloto de F1, vai ter que passar exaustivos meses aqui, se passar no teste daqui 3 meses, vai passar ainda mais tempo no time de pilotos de teste e torcer pra se destacar mais que os outros. Deixo claro que existem pilotos excelentes aqui que a Mercedes já está esperando o teste de alguns meses para fechar o primeiro contrato, então você vai ter que lutar pra passar por cima deles como um tanque de guerra. – Dolan fala. Ele mal sabia que eu era uma pessoa que dava valor extremo aos meus objetivos.
– Então... tenho que começar, né? – ele sorri.
– Claro. Daqui três meses é o último teste para entrar na equipe para pilotos teste. Até lá você pode treinar, como todos eles estão fazendo. – ele olha ao redor.
– Ótimo. – digo, dando as costas e indo até a equipe, pegar meu uniforme para treino.
– Finn... – Dolan me chama e eu o olho. – Eu espero que não desista por ser difícil.
– Não faz parte da minha personalidade desistir do que eu quero. – ele confirma com a cabeça.
– Ótimo.
×°×
Dormir no hotel que eu pagava com o dinheiro que juntei do meu salário, acordar, correr o dia inteiro e ir dormir. Depois de semanas com esses horários marcados, minha vida se modificou, indo para a rotina de acordar, ir pra academia que tinha voltado a fazer, fazer vídeo-chamadas com Emma e Aaron, correr o dia inteiro e ir dormir. Muitas vezes esse ato de ir dormir vinha acompanhado de muita dor muscular e choro. Era como se eu estivesse vivendo todos os dias no meu limite e muitas vezes fosse necessário chorar horas para conseguir ter uma noite de sono decente – muitas vezes me peguei, até mesmo, repensando esse sonho, mas sempre me reconstruía para o dia que viria.
Eu assistia os jogos de Aaron pelo celular, sempre desejando boa sorte. Ele também sempre estava comigo e às vezes fazíamos live compartilhada, comigo de um lado, nos treinos, para entrar no time de pilotos de teste da Mercedes e Aaron no campo, mostrando sua rotina nos treinos do time. Não preciso comentar que essas lives faziam sucesso e os desejos que conseguíssemos voltar a ficar juntos diariamente cresciam – fora que do lado de lá os amigos dele sempre tinham centenas de perguntas para fazer e eu tinha que sair mostrando os detalhes de tudo pra eles.
É claro, no entanto, que nós também tirávamos dias para acabar com a saudade. Não ficou nada difícil ver um viajando para visitar e passar dias com o outro, afinal éramos um casal comum que sentia saudades. Já no meu Instagram ,eu postava vídeos dos treinos e tirava foto com alguns pilotos que eu já conhecia. Acabei fazendo amizade com muitos deles, mas inimizades também e a maioria delas causadas pelo meu desempenho dentro de pista, que já tinha se destacado da maioria.
– Você vai sofrer tanto. – um dos pilotos fala, passando por mim e eu o sigo.
– Por quê? – pergunto.
– Ele é o namorado do menino, filho do James. – um outro piloto fala.
– Você é o Finn que foi noticiado no mundo inteiro? – outro piloto pergunta. Eu nunca tinha falado com aqueles pilotos antes.
– Sim, eu... – vou tentar falar, mas um deles me interrompe.
– Que droga. A Mercedes vai aceitar fechar contrato com você? Você pode sofrer boicote por causa disso.
– Como assim?
– Patrocinadores. Aqui a homofobia toma conta de todos os lugares, então antes de continuar você tem que saber disso. Tem muitos pilotos que são homossexuais, mas só assumem depois de sair. Existem casos como o do Danny, que se assumiu quando saiu, pra você ter uma ideia ele foi o primeiro com um nível alto a assumir ser gay, mesmo já estando aposentado quando fez. – olho pro chão, pensando naquilo.
– Ele nem era da Fórmula 1, era da 3. – o outro fala.
– A gente te deseja sorte, mas infelizmente o automobilismo é bem preconceituoso. – outro diz, apoiando sua mão no meu ombro e passando por mim em seguida.
– Você podia tentar a fórmula Indy.
– É uma boa ideia. – o que me explicou tudo anteriormente concorda.
– Porque a formula Indy? – pergunto.
– Porque lá eles não ligam tanto pra isso e os carros são parecidos. Fora que você pode se formar um ótimo piloto e se destacar com mais facilidade lá. Eu só não vou, porque não conheço ninguém lá dentro que vá me ajudar, você pode usar toda essa fama pra conseguir.
– Estão conversando sobre o que? – Dolan fala, chegando próximo de nós.
– Sobre o Finn ser o namorado de Aaron McDevitt e a F1 ser bem preconceituosa. – um deles responde e eu encaro Dolan.
– Eu esqueci disso... – ele fala, em baixo tom e me olha. – Vem comigo, Finn.
– Então eu não vou poder tentar? – pergunto, enquanto andamos pela parte de preparação dos pilotos para os treinos.
– Vai, se quiser, mas tem que saber que a Mercedes prefere pilotos que não chamam atenção para suas vidas pessoais.
– Então eu tenho chance mínima de conseguir?
– Claro que tem. Eles preferem, mas nunca vi a Mercedes negar um ótimo piloto por causa da vida pessoal dele. Eu vi você nas últimas semanas, Finn...
– Eles disseram que... – tento justificar meu medo.
– Eles são outros pilotos que também querem a vaga que você está lutando. Não vai no que eles te dizem, vai no seu próprio potencial. Se a Mercedes te escolher, ela sabe o que vem com o contrato. Perder patrocínio ou não já vai ter sido pesado antes deles te oferecerem o emprego e se te escolherem, é porque é pra ser você. – Dolan fala e eu penso mais um pouco.
Decidi, depois de conversar com Aaron e Emma, que não ia desistir. Eu iria me tornar um piloto da Mercedes sim e talvez entrar para a Fórmula 1, porque ser gay não me faz menos competente e capaz que ninguém – fora que se fosse pra achar alguma área na vida que não fosse homofóbica para atuar profissionalmente ou sonhar, eu sequer poderia fazer qualquer um dos dois. Assim como Aaron estava enfrentando todos para se tornar um grande jogador, eu teria que fazer o mesmo nesse momento.
Minha rotina mudou drasticamente depois dessa decisão, pois eu treinava ainda mais que qualquer piloto que estava ali. Acordava às 5h da manhã, mandava mensagem para Aaron de bom dia, saia do meu hotel e ia treinar até às 11h. Às 11h e 30min eu voltava às pistas e só parava de correr de 3 em 3h para comer alguma fruta e jantar de noite. Depois do jantar, eu voltava para as pistas e só saia de madrugada.
Minha alimentação acabou ficando regrada e meus horários de descanso mínimos. Me tornei um dos melhores que estavam ali em menos de 3 meses de treino. Um dia antes do teste, acabei saindo mais cedo da pista, o que acabou chamando atenção de todos, já que em meses eu não fazia isso, a menos que tivesse que receber Aaron e passar algumas horas com ele, para compensar minha ausência e suprir a falta que vinha fazendo.
O motivo daquela saída mais cedo naquele momento, era que Aaron estava com saudade e pediu que eu chegasse mais cedo, pois queria conversar e passar o tempo comigo. Eu estava há 3 meses fora, treinando todos os dias de forma constante, sem poder passar muito tempo com ele – até porque quando estava livre Aaron estava na escola ou treinando.
Esse esforço era para tentar adquirir em pouco tempo a prática e a dominância que alguns dos outros pilotos tinham pelos anos de corrida. Me orgulho de dizer que comparado a alguns deles eu já tinha me destacado pela determinação. Quase não descansava ou dormia, eu corria e treinava o dia inteiro, enquanto eles me olhavam descansando do almoço – considero que minha hora de descansar de verdade eram os minutos que passava chorando sem parar antes de apagar de exaustão. Eu acordava 3 horas antes de todos e saia 3 horas depois de todos, o que me transformou no piloto mais dedicado da equipe e o mais cansado também – mas eu sabia que valeria a pena.
– Eu tô com saudade. – Aaron fala e pela tela do meu notebook posso ver que ele está triste.
– Amanhã é o teste, se eu passar, vou ser todo seu de volta. – ele põe a mão na tela do computador, tirando em seguida e olhando para outra direção que não fosse a dela.
– Não, não vai. Você vai morar aí pra continuar treinando. – ele responde. Eu, no fundo, tinha medo do que poderia acontecer se eu passasse. Não queria dar tchau para Aaron por tudo isso.
– Olha pra mim... – peço e ele faz. – Nenhuma distância vai me tirar de você.
Conversamos até às 22h, mas logo eu tive que desligar para dormir, afinal meu teste seria no dia seguinte e eu precisava estar disposto como não vinha estando há dias – felizmente, mesmo nervoso consegui dormir a noite toda. No dia do teste, que seria às 8h da manhã, acordei às 3h. Levantei, tomei meu banho gelado, coloquei meu macacão, peguei meu capacete e fui tomar café. Eu mesmo fiz meu café, já que o hotel ainda não tinha despertado.
Após tomar um café leve para evitar qualquer enjoo pelos 300 km que eu faria com um carro nos minutos seguintes, fui até a pista e para a minha sorte ainda tinham alguns guardas. Mostrei as minhas credenciais, que muitos já conheciam e comecei meu treino intenso. Quando meus colegas começaram a chegar a partir das 7h da manhã, eu já tinha dado diversas voltas e alguns deles até ficaram me observando, a maioria deles impressionados pela minha determinação.
Mas eu, com toda certeza, tinha me focado naquilo e não ia desistir agora. Tinha determinado no meu pensamento que eu ia me tornar um piloto de testes da Mercedes e eu ia realizar o meu objetivo, não importava o custo. Com isso, às 7h 30min começaram os testes e eu tive que parar de correr, mas quando desci do carro, percebi que todos ficaram me olhando.
– O que foi? –pergunto, tirando meu capacete e andando até eles.
– Você só pode ser maluco. – Hugo, um dos pilotos que eu tinha feito amizade fala.
– Por quê?
– Desde que chegou você não parou de treinar...
– Nem sair com a gente pra beber e relaxar um pouco você não quis. – Sun, outro piloto fala.
– Eu só tenho um objetivo aqui.
– Bom, você quem sabe. – Sun fala.
– É, eu que sei.
– Vamos começar? – um dos avaliadores fala, se posicionando e todos nós concordamos.
O dia foi intenso e os testes seriam por ordem alfabética. Eles queriam um tempo de no máximo 2 min para começar a fazer à seletiva. Com o passar de cada colega eu ia me acalmando, vendo tempos de 2min e 30seg, 2min e 20seg, 3min e por ai vai. Poucos foram aqueles, antes de mim que conseguiram fazer menos que 2min em sua corrida.
– Finn Longford? –o avaliador fala, me chamando. Ele era um cara diferente de todos da equipe que eu já tinha conhecido. Foi explicado que ele e todos os avaliadores viriam apenas para essa seletiva, para não ter contato empático com ninguém e o teste ser o mais justo possível com todos.
– Eu mesmo. – dou alguns passos para frente.
– Vai funcionar assim: você vai entrar no carro e quando sair, vou marcar seu tempo. – ele começa a me explicar como seria a prova. – Assim que você passar pela linha de chegada, nós vamos marcar novamente e esse vai ser seu tempo. Se você tiver um tempo médio, entra na lista de avaliação e seleção por eliminatória, mas se o seu tempo for bom, já vai ser avisado que vai entrar na lista de possíveis pilotos-teste da temporada futura, tudo bem?
– Tudo. – falo, tentando não demonstrar nervosismo e não tremer.
– Então quando estiver pronto, pode entrar no carro que costuma treinar e assim que você sair, dou início a sua contagem. – ele se distancia de mim. Eu dou uma última olhada para Hugo, que confirma com a cabeça e olho para meu carro.
– Tudo bem. – falo pra mim mesmo e coloco meu capacete, entrando no meu carro e saindo com tudo em seguida.
~Agora que vai começar a diversão de verdade. ~Penso.
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