Aceita Ser Feliz Comigo Pra Sempre?

×Visão de Aaron

– O que eu dou pra ele? – pergunto para Alec, enquanto andamos pelo shopping.

– Vocês já estão juntos faz tempo. – Alec fala. Estávamos andando, desde quando saímos da escola e ele já estava cansado.

– Mas é o nosso primeiro dia dos namorados juntos. – Alec revira os olhos, claramente deprimido, se sentando em um dos bancos do shopping, fazendo careta como se estivesse morto.

– E o que o Finn gosta?

– Carros? – pergunto de volta e ele me olha.

– Então dá um macaco elétrico pra ele. – Alec fala e eu lhe monstro o dedo do meio.

– Você não tá ajudando. O que vai dar pro Evan? – pergunto e Alec dá de ombros.

– Além do meu corpo? Um perfume.

– Que sem criatividade. – falo.

– E você que nem sabe o que vai dar? –ele rebate e eu o encaro.

– Acho que o Finn vai gostar de ganhar um óculos de sol. – ele começa a rir.

– Que coisa mais ridícula. 

– Um óculos? Você vai dar um perfume... – ele revira os olhos.

– Que merda... – Alec diz a si mesmo.

– Oi pessoal, estão procurando presentes para o Dia de São Valentim? – Amber fala surgindo ao meu lado.

– Sim, e você? – pergunto, beijando o rosto dela.

– Eu também, o Martin adora Harry Potter aí vou procurar algo pra ele.

– O Finn ama a Mercedes... – Reflito em voz baixa.

– Dá um relógio pra ele. – Amber fala e eu aponto pra ela, como se agradecesse a boa ideia.

– O Finn usa relógio? – Alec pergunta.

– Usa, bastante. – falo. Ultimamente ele não ficava sem um relógio no pulso, por não conseguir olhar o celular com praticidade na hora que quer.

– Então pronto. – Alec conclui, ficando de pé.

– Amber, você é um gênio... ao contrário de certas pessoas. – encaro Alec, que me mostra o dedo do meio com um sorriso irônico na cara.

Passei o dia com Amber e Alec no shopping. Acabei comprando um relógio bem bonito com um símbolo pequeno, oficial da Mercedes e Amber comprou toda a coleção de livros do Harry Potter pro Martin. Segundo ela, ele tinha que pegar os livros dos amigos emprestados, porque não tinha dinheiro pra comprar.

Eu não esperava nada de Finn, afinal ele não conseguia sair de casa até aquele presente momento e isso não mudaria até a quarta feira, dia 14 de fevereiro e Valentine's Day. Era segunda feira e eu tinha tirado aquele dia para sair com meus amigos depois da escola, enquanto ele continuava em casa, treinando para poder voltar a andar... Pelo menos era o que eu achava.

O que aconteceu, foi que eu acabei levando um susto, quando estava no centro de Denver, porque acabei vendo Finn tentando fazer caminhada com Hellen, como se tentasse praticar.

– Merda. – falo, me escondendo quando vejo que ele estava ali.

– O que ele tá fazendo aqui? – Amber pergunta.

– Deve ter enjoado de ficar em casa. – falo.

– É sua oportunidade... – Alec reflete em baixo tom.

– O que? – pergunto.

– Como você ia entrar em casa com essa embalagem? Aproveita que ele tá aqui e vai pra casa, deixa isso lá e liga como se nada tivesse acontecendo pra ele. – ele explica, me dando essa brilhante ideia.

– É verdade... – digo. – Tchau, galera e valeu, dessa você foi útil, Alec. 

– Aproveita, depois desse exemplo de arrogância, foi a primeira e última vez. – ele brinca e eu sorrio. 

– Tchau, boa sorte... – Amber diz e eu saio andando, tentando não chamar atenção das pessoas que observavam Finn.

Entro no meu carro e saio dali sem chamar atenção de ninguém. Quando chego em casa, escondo o presente dele e ligo em seguida. Finn acaba me explicando que estava no centro e eu prometo ir buscá-lo, como se não soubesse de nada.

Quando chego no centro, passo por entre as pessoas e vou andando até ele, que sorri quando me vê. Ele se esforçava para conseguir andar, parecia sentir dor, mas não reclamou, enquanto eu estava próximo.

– E então, como vem se saindo? – pergunto.

– Eu tô melhor, eu acho. – Finn fala.

– Ele conseguiu dar seus primeiros passos sem a muleta, mas quase caiu depois disso. – Hellen fala e eu começo a rir.

Fiquei com Finn por mais algum tempo ali, até irmos para o carro e eu dispensar Hellen, dizendo que eu o levaria para casa sem problema algum. Foi bem fácil lidar com o fato de ajudá-lo a entrar no carro apenas com as próteses.

Antes disso, ele tinha que levar a cadeira de rodas e ela era mais pesada e mais difícil de realizar a locomoção, mas agora as próteses pareciam me ajudar muito com isso e eu agradecia silenciosamente. Já no carro, comecei a dirigir, mas não em direção ao nosso prédio.

– Aonde vamos? – Finn pergunta.

– Aproveita, meu amor. – ele sorri, surpreso.

Fui dirigindo até Boulder e chegando lá o levei para tomar um café, já que ele tinha me dito que sentia falta do lugar. A felicidade de Finn de estar ali novamente era aparente, afinal ele sempre ia naquele lugar para fazer isso e voltava para casa em seguida.

– Às vezes acho que você não tem como mais me impressionar, mas você sempre prova que sim. – Finn fala e sorri.

– E isso é bom? – pergunto, depois de tomar um pouco de café.

– É ótimo. – sorrio. – Uma parcela grande das pessoas não são como você, Aaron.

– E como eu sou?

– Não parece ter limites. – estranho.

– Como assim? – pergunto.

– Tudo o que você já fez, falou... você é realmente uma pessoa especial e diferente de todas as outras que eu já conheci. – Finn fala. Eu sabia a dificuldade que ele tinha de elogiar as pessoas, mas mesmo assim o fez, o que me deixou muito feliz.

×°×

Nossa terça-feira foi totalmente calma, eu saí para a escola e tive meu treino para o futuro jogo. Estávamos indo muito bem, mas meu treinador ainda tinha medo. Mitchell, Alec, Evan e eu treinávamos depois da escola por algumas horas, para tentar melhorar o desempenho em campo, já que estava ficando cada vez mais difícil a cada fase.

Carregávamos peso, pulávamos, corríamos e realizávamos todo o tipo de atividade física que provocasse o nosso desenvolvimento muscular. Na nossa academia, os paparazzi não chegavam a entrar, mas alguns conseguiam tirar fotos dos nossos treinos, mesmo permanecendo fora do lugar, o que muitas vezes incomodava alguns dos rapazes.

Na quarta feira, dia 14 de fevereiro e Valentine's Day, me levantei com cuidado para não acordar Finn e fui pegar seu presente para entregar, mas decidi levar pra escola e só entregar quando chegasse. Antes de sair, dei um beijo nele, que acabou acordando sonolento, mas saí antes que ele me chamasse ou raciocinasse que era dia dos namorados.

Queria poder comemorar quando voltar, pois assim ficaríamos juntos pelo resto do dia. Fui pra escola e nela a decoração de dia dos namorados estava bem chamativa, com faixa e balões.

– Esse lugar é bem estranho. – Alec reclama.

– Estranho nada, é normal ter faixas assim nesse dia. – Mitchell fala.

– É, mas... – antes que Alec termine de falar Evan cutuca ele e quando Alec se vira vê que Evan segura um buquê.

– Feliz dia dos namorados, amor. – Evan fala e Alec fica envergonhado por alguns segundos, abraçando-o em seguida.

As pessoas do corredor logo olham aquilo e ficam comentando o quão fofo Evan é. Meus amigos e eu nos olhamos, tirando onda sobre o Alec só ser um cara totalmente frio quando Evan estava longe, porque bastava que ele se aproximasse para que toda essa pose acabasse.

– Agora ele melhora o mal humor. – Mitchell fala e eu começo a rir, concordando com ele.

– Espero.

Logo ele e eu saímos andando pelos corredores, encontrando Amber. Martin tinha faltado, porque estava doente e Amber não comentou nada sobre ele, enquanto andávamos pelos corredores. Tive minhas aulas e no horário do almoço me sentei com meus amigos na minha mesa. Mitchell já estava nela com Amber e Alec. Eu tinha me atrasado na hora de pegar os meus materiais na aula de química e por isso tinha sido o último a chegar. Me sentei, coloquei minha bandeja na mesa e meus amigos me olharam, mas logo continuaram sua conversa.

– Pelo o que eu sei, a Rachel tinha brigado com o namorado dela, mas tava todo mundo falando que foi uma briga feia. – Amber fala e eu já percebo que eles estão fofocando.

– Logo no dia dos namorados? – Alec pergunta. Esses dois combinavam na hora de falar dos outros.

– É a Rachel, não é de se estranhar que ela tenha feito algo assim.

– Mas as pessoas sabem o motivo disso? – Mitchell pergunta, depois de comer um pouco de sua comida.

– Deve ser bobagem, ela sempre briga por bobagem... – Amber para de falar, quando olha pra mim. Eu estava sentado de costas para todos do refeitório e não entendi o que estava acontecendo, por isso apenas a encarei. – Ai meu Deus... – é tudo que ela diz, enquanto permanece em choque.

Me viro devagar, acompanhando todos que também estavam paralisados assistindo alguém se aproximar e quando encontro o foco dos olhares, vejo que Finn está vindo me minha direção com uma caixa pequena e vermelha na mão.

Ele ainda estava com muleta, mas dessa vez apenas uma. Quando se aproximou de mim, sorriu, me fazendo sorrir também. Finn se sentou ao meu lado na mesa e me olhou nos olhos, segurando minhas mãos.

– É o nosso primeiro dia dos namorados. – ele começa. Eu estava sem palavras naquele momento, parado ali olhando ele. – Sei que essa data é só uma desculpa pra fazer com que as pessoas gastem mais, mas mesmo assim eu precisava te dizer mais uma vez com urgência que eu te amo. – todo o refeitório estava em silêncio para ouvir o que ele estava me dizendo. – Eu amo como você fala, como você me olha, amo o seu cheiro e as suas atitudes. Aaron, nem sei destacar uma parte que eu ame mais em você, mas sei que a parte de você que mais admiro é o seu caráter e a sua boca incrivelmente gostosa de beijar. Eu te amo... – Finn fala e eu o beijo, escutando todo o refeitório bater palmas.

Finn me entregou a caixa e quando abri tive uma surpresa incrível. Dentro dela, tinha uma corrente fina e dourada com um pingente de bola de futebol americano. Eu adorei tanto esse presente, que quando peguei na minha mão meus olhos expulsaram ainda mais lágrimas e meu rosto não conseguia parar de sorrir. Ele colocou o colar em mim com todo o carinho, me dando um beijo na nuca em seguida e eu, claro, peguei minha mochila e entreguei o dele.

– Espero que goste. – ele sorri, abrindo a caixa e me mostrando uma cara linda de surpresa.

– Que coisa linda! – ele fala e me beija ainda mais. – Obrigado, meu amor... – acabo sorrindo, eu conhecia bem esse amor dele pela Mercedes.

Finn ficou ali por mais um tempo comigo, até ter que ir embora. Ele conseguia, agora, andar com apenas uma muleta e se saia bem, embora ainda tropeçasse um pouco. Alguns de meus colegas da escola ainda tiraram fotos com ele, porque alguns gostavam bastante de como ele pilotava.

Acabei passando o resto da aula inteira com um sorriso no rosto, não acreditando no que Finn fez por mim. Me sentia a cada momento mais apaixonado por ele e mesmo com algum tempo de namoro o sentimento não chegava perto de diminuir ou virar rotina.

– E vocês vão fazer o que semana que vem? – Alec pergunta, enquanto ele, Amber, Mitchell e eu andávamos pelo corredor em direção a saída.

– Nada, por quê? – pergunto.

– Aniversário do Evan e ele quer dar uma festa, porque os pais dele vão estar viajando. 

– Só vou se o Finn já estiver melhor e quiser ir. Deixo claro desde já. 

– Mas por quê? – Alec pergunta.

– Porque festas são chatas, eu sempre me sinto deslocado nelas. 

– Tá, perdoado. E você, Amber? – Alec pergunta.

– Vou.

– Isso aí, essa é minha garota. E você, Mitchell? – Mitchell confirma com a cabeça.

– Eu não sou um cachorro, Alec. – Amber fala e todos olhamos pra ela por alguns segundos.

– Eu que estava de mal humor, mas agora esse papel é seu. 

– Engraçadinho... – Amber diz.

– Bom, vou indo pra minha casa. – falo.

– Tchau... – Alec responde e eu aceno pra ele, para Amber e Mitchell, saindo dali em seguida.

Entro no meu carro e vou pra minha casa. O trânsito aquele dia estava horrível em Denver a julgar pelo 'feriado' e tudo mais, mas nada que me atrapalhou completamente. Quando cheguei em casa, percebi que todas as luzes do apartamento estavam apagadas.

Ao acender as luzes, vi que a mesa estava bem arrumada e toda a decoração do apartamento estava diferente. Na parede, um varal com luzes douradas pequenas ligadas e nossas fotos. No chão, diversas pétalas de rosa e no balcão uma espécie de livro, embalado em uma embalagem dourada com uma fitinha preta.

Quando peguei o livro nas mãos e abri, vi que se tratava de mais fotos, incluindo as fotos de recuperação de Finn e as fotos que ele tirou, quando eu estava jogando em um dos primeiros jogos da temporada no colégio. Ao me aproximar mais da mesa de jantar, percebi que não se tratava de um jantar comum, a mesa tinha um bolo, daqueles com Kit Kat e vários corações dentro dele. Até entendi que não fosse um jantar, afinal ainda era a tarde.

Na mesa, espetinhos de doces e outras guloseimas também e faziam presentes. A casa estava aparentemente vazia, por isso tive que sair desbravando ela e quando cheguei na cozinha, a surpresa: na parede de quadro para giz tinha um desenho enorme meu com o Finn. Eu conhecia a foto que foi usada como base para aquele desenho, ela tinha sido tirada, quando estávamos no café em um dia qualquer.

Continuei andando pela casa e quando cheguei no nosso quarto a surpresa: diversos balões de coração dourados estavam soltos pelo chão, na cama, velinhas formavam a frase "casa comigo?" e acima dela, vários pacotes de presentes, todos eles em embalagens douradas. Ver aquilo me fez começar a chorar e só nesse momento Finn apareceu atrás de mim e eu o abracei com força.

– Caso. – falo e ele me beija, sem dizer nada.

Ele estava com a sua muleta, usando-a de apoio e sorriu, quando me olhou nos olhos e acariciou meu rosto. Ele estava tão emocionado quanto eu e mesmo me vendo chorar ele pareceu entender que eu estava completamente emocionado e feliz por tudo o que ele tinha feito.

Nós lanchamos aquele bolo delicioso, e ele me entregou nossas alianças de noivado. Conversei com ele aquele dia sobre tudo, tudo o que eu queria ter conversado quando ele estava em coma e depois disso fomos para o quarto.

Nele, abri meus outros presentes e entre eles tinham roupas, pulseiras, "vale beijo" que me fizeram rir todas às vezes que apareceram e presentes relacionados ao futebol americano. Um dos presentes me chamou atenção, ele aparentava ser uma carta e quando abri tive a surpresa:

"Olá, Aaron McDevitt. Meu nome é Susan e eu sou uma das coordenadoras que regula a formação do time Washington Redskins, time profissional de futebol americano. Tenho o prazer de dizer que você é um dos jogadores em idade escolar que queremos ver em nosso time na próxima temporada. Aguardamos seu contato para resolver quaisquer dúvidas e esperamos você conosco no segundo semestre deste mesmo ano.Susan F."

Olhei para Finn ainda mais emocionado e ele sorriu, me abraçando em seguida.

– Você merece. – ele fala e eu o beijo, como forma de agradecimento. Ficamos abraçados por mais alguns minutos, até conseguir soltar Finn e respirar fundo para falar.

– Qual filme nós vamos ver? – pergunto, enquanto me posiciono para assistirmos algo.

– Tava pensando em Love, Simon.

– Boa ideia... – digo e Finn liga a televisão, começamos a ver o filme nos minutos seguintes.

×°×

– Você arrumou isso tudo sozinho? – pergunto, enquanto ele me faz cafuné.

– Não, Lisa e Hellen me ajudaram.

– E você já estava pensando nessa surpresa há muito tempo? – pergunto e ele sorri, olhando ao redor.

– Sim, desde que vim morar aqui com você. – sorrio. – Amor, quantas horas são?

– Tá cedo, são 20h...

– A gente tem que arrumar tudo pro jantar. – fico sem entender.

– Jantar? – pergunto.

– É, seu pai vai vir jantar aqui hoje. – Finn fala colocando as próteses.

– É sério? Pensei que passaríamos o dia juntos, é dia dos namorados. 

– Ele tava com saudade de você e queria te contar uma novidade, eu não podia negar. – Finn explica e mesmo assim fico um tanto quando triste, mas prefiro aceitar. Ele sabia o que fazia.

– Ah... então tudo bem.

– Vem, vamos tomar banho de banheira juntos hoje... – Finn fala e eu logo abro um sorriso.

Finn só usou as próteses até chegar no banheiro e as tirou em seguida. Tomamos banho de banheira, que também tinha pétalas de rosa e foi delicioso tomar banho com ele. Nos arrumamos para receber meu pai e para a minha surpresa ele arrumou 4 lugares, como se meu pai fosse vir acompanhado, mas não quis me dizer por quem. Eu só torcia que não fosse pela minha mãe.

Quando meu pai chegou, a surpresa: ele estava namorando. A moça estava bem vestida e era bem simpática, ela sorriu e me cumprimentou, cumprimentando Finn em seguida.

– Conheci seu pai, enquanto ele ainda estava casado, mas nunca tinha tido coragem nem de falar com ele. – começo a rir. Já estávamos conversando há alguns minutos.

– É normal, a minha beleza é de deixar as mulheres afetadas. – meu pai fala e ela o encara.

– E a modéstia também é encantadora... – começamos a rir ainda mais.

Elaine era negra, tinha cabelo cacheado bem volumoso e vestia um vestido prata, que mostrava bem suas curvas. Ela usava óculos de grau e era bem elegante. Conseguimos desenvolver conversas complexas com ela, discutir sofre feminismo e até assunto nem tão legais, como o racismo.

– O que aconteceu, foi que quando fui eleito aqui, nem acreditei. Tudo bem que o Obama tinha entrado como presidente, mas isso não apagava o fato de que o Colorado era conservador e um tanto quanto racista. – meu pai explica.

– Vocês já foram desmerecidos pela cor? Mesmo sendo quem são? – Finn pergunta.

– Ah sim, claro... muitas vezes. Cresci na periferia de Denver e sempre sonhei em mudar o mundo por meio da política, claro que foi frustrante ver que eu não iria conseguir sozinho e ter que buscar apoio de alguns colegas deprimentes foi péssimo. – meu pai explica.

– Acha que ganha esse ano? – pergunto.

– Depende, com as coisas que o Trump anda fazendo não tá fácil ser negro na política.

– Pelo menos você é totalmente americano. – Finn diz.

– Você não é?

– Meu pai era imigrante latino. Um latino que gostava bastante de jogar...

– Entendi... 

– O que importa é que todo mundo aqui tem amor pra dar e receber de sobra... – Elaine fala e todos sorrimos.

– Viva ao amor... – meu pai fala e brindamos.

Durante toda a noite sorrisos foram arrancados e quando meu pai foi embora, Finn e eu sequer arrumamos as coisas, decidimos ir direto pro quarto. Na verdade ele decidiu me chamar pro quarto e quando cheguei lá ele me olhou.

– O que foi, amor? – pergunto e ele sorri.

– Tô louco pra transar com você. – ele fala, me beijando e eu sorrio, tirando minha blusa.

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