Sexta Carta
Minha Melinda,
Por Deus, estou desesperado com a tua ausência. Não faço ideia do que houve e se faço bem em escrever-lhe. Talvez esteja fazendo tudo errado. Se estiver, perdoe-me, mas estou transtornado. Talvez seja um atraso dos correios, no início do ano há sempre muita procrastinação, não há? Talvez tua resposta já esteja viajando até mim. Oh, perdoe-me por isso, peço-lhe. Mas já completou uma dezena de dias que lhe mandei uma carta que até agora não teve resposta. Estou triste, Mel. Se a leu e esqueceu-se da existência dela, relembre-se e me envie algo como resposta. Não estou lhe obrigando, mas estranho esse comportamento e sobretudo essa demora. Lamento se está acontecendo algo e perdoe-me por esse meu alvoroço.
Se faço isso é porque sinto demais tua falta e estou preocupado.
Do teu Gregório.
Vila Doracy, 18 de Janeiro, 1951.
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