CAPÍTULO 12 | ALMOÇO EM FAMÍLIA
Isabela
Minha semana passou rápida e mais um final de semana chegou, com ele, um almoço na casa dos meus pais foi marcado, para poderem se redimir com o que aconteceu no inicio dessa semana. Eu conversei com meus pais no dia seguinte, ficou tudo esclarecido, porém, quiseram fazer esse almoço mesmo assim para pedirem desculpas a Lívia pela confusão criada.
Eu e Bernardo estamos vivendo um sonho, não teve mais brigas, estamos mais juntos que nunca, e o fogo que acende a cada beijo é quase um incêndio. Não sei até quando vou resistir, com ele é tudo tão natural que quando eu percebo, já estou fazendo coisas que nunca tive coragem de fazer com o Pedro.
Saio dos meus pensamentos assim que escuto a campainha do apartamento tocar e vou correndo atender, já sabendo quem está na porta esperando. Assim que eu abro a porta, o vejo ali, lindo como sempre, usando uma calça jeans, uma camisa branca e tênis.
– Ual, assim nem vou querer sair daqui com você – Ele é o primeiro a falar, olhando diretamente para o meu corpo.
– Para de me olhar assim, se não eu vou te puxar aqui para dentro e não vamos sair mesmo – Ele levanta as sobrancelhas surpreso com o meu atrevimento e da uns passos à frente.
– Você não deveria ter dito isso garota – Com isso, ele me empurra de volta para dentro do apartamento, fecha a porta e me vira bruscamente me prensando na porta, minha respiração acelera conforme ele se aproxima mais e logo ele me beija de forma violenta, suas mãos me puxam para mais perto do seu corpo ainda, e meus braços passeiam pelo seu corpo.
Assim que seus lábios abandonam os meus por falta de ar, ele desce beijos pelo meu pescoço e no colo dos meus seios, onde fica a mostra devido ao decote do vestido que estou usando, suas mãos sobem pelas minhas pernas e antes que eu consiga pensar em qualquer coisa, ele me impulsiona para cima e logo nossos sexos estão encaixados, passo minhas pernas pela sua cintura, me mantendo presa ali, sentindo toda sua excitação. Sua mão apalpa minha bunda com vontade, enquanto nos beijamos com desejo.
De repente seu telefone começa a tocar e eu solto um gemido frustrada por sermos interrompidos em um momento tão bom.
– Deixa tocar – Eu digo enquanto puxo sua nuca e o beijo com mais vontade ainda, ele começa a me levar em direção ao sofá e nesse momento eu só rezo para a Alana e o Eduardo não chegarem, porque eu não pretendo parar agora.
Ele se senta e eu fico no seu colo, com as pernas a cada lado do seu corpo, ele gruda as mãos na minha cintura e me ajuda a fazer movimentos de vai e vem que me deixam cada vez mais excitada. Passo minhas mãos por baixo da sua camisa, tocando seu abdômen definido, mas quando estou prestes a tirar aquele tecido que está me atrapalhando, seu celular volta a tocar.
– Que droga – Ele xinga baixinho e eu rio da sua frustração.
– Atende logo para podermos terminar o que começamos – Eu digo e ele rapidamente pega o celular do bolso da calça, mas ao olhar para a tela faz uma careta, e então eu escuto ele dizer:
– Oi mãe – Que banho de água fria, nem me lembrava mais dos nossos pais, o do porque o Bernardo veio até aqui hoje, que era para irmos no almoço na casa dos meus pais, onde a Lívia, mãe do Be, também já deve estar.
– Claro mãe, conhece sua nora né, demora um ano para se arrumar – Ele diz dando uma piscadinha para mim e a vontade que eu tenho é de gargalhar com sua mentira.
– Sim, vou apressa-la e logo estaremos ai – Faço carinha de triste assim que escuto isso e ele alisa minha mão enquanto ainda fala com a mãe.
– Sim, até daqui a pouco mãe, beijos.
– Eu também te amo mãe – Com isso ele desliga.
– Que lindo esse meu namorado, dizendo eu te amo para mãe.
– Perdi muitas oportunidades de dizer isso quando era mais novo, agora não posso desperdiça-las. Vamos pequena? Se não nossos pais vão surtar.
– Se já não surtaram... – Rimos e nos levantando para irmos para a casa dos meus pais.
***
– Achei que não iriam mais vir, porque demoraram tanto? – Meu pai diz assim que entramos na minha antiga casa.
– Sua filha que demora muito para se arrumar – Bernardo diz mantendo a mesma mentira que contou para sua mãe no telefone, e sinto vontade de rir, mas se eu contar a verdade é capaz de meu pai ser preso por matar meu namorado hoje mesmo. Meu pai faz uma careta estranha, parece não ter engolido muito bem essa história de atraso.
– Pai, deixa eles entrarem logo que estamos com fome e eu quero abraçar a minha irmã – A Nanda, minha irmã caçula aparece como um anjo da guarda, nos livrando temporariamente das perguntas do nosso pai.
– Oi Nanda, que saudades – Digo abraçando a minha irmã. Como eu estava com saudades dela, sempre fomos bem próximas, mas desde que sai de casa, não nos falamos com tanta frequência.
– Eu também senti muito a sua falta, deveria aparecer mais vezes sabia?
– Sei sim, pode deixar que não vou te abandonar não minha menina – Dou mais um abraço apertado na minha irmã e logo em seguida me viro para o Bernardo e digo:
– Be, se lembra da minha irmã Fernanda?
– Claro que sim, como vai Nanda? – Ele cumprimenta minha irmã com um beijo no rosto e ela sussurra para mim:
– Diz que ele tem um amigo assim gato para me apresentar também – Infelizmente o jeito dela sussurrar não foi tão baixo e disfarçado como deveria ser, e logo meu pai se pronuncia:
– Modos Fernanda, você não tem idade para isso ainda – Eu comecei a rir e a Fernanda também, com certeza meu pai era muito inocente.
– Relaxa pai. Oi cunhado, posso te chamar assim né? Então gente, vamos entrar, estão todos a mesa só nos esperando.
Meu pai foi na frente com cara de poucos amigos e assim que entramos na sala onde almoçaríamos todos juntos, a Lívia veio nos cumprimentar, percebi de canto de olho que meu pai falou algo no ouvido da minha mãe e ela começou a rir e ele parecia ter ficado mais bravo ainda. Eu soltei um sorrisinho de cumplicidade com a minha irmã, porque sabia que meu pai estava falando do que a Nanda havia falado na sala.
– Oh minha querida, você está linda – Abracei a Lívia agradecendo o elogio e retribuindo o mesmo. Logo em seguida fui abraçar minha mãe e ela cochichou no meu ouvido:
– Seu pai acha que a Nanda é inocente, nem sabe ele que ela já tem até uns namoradinhos no colégio – Eu e minha mãe rimos e segui para cumprimentar meu gêmeo.
– Quem é vivo sempre aparece – Ele diz me abraçando.
– Eu que ando sumida né? Que ando faltando o trabalho e indo viajar com algumas garotas.
– Anda me vigiando nas redes sociais, maninha?
– Fazer o que, tenho que me manter informada, vai que uma dessas vire minha cunhada, pelo menos tenho que aprovar.
– Você com esse papo de novo não né? Não terei um relacionamento serio Bela, coloca isso na sua cabeça.
– É o que veremos.
– Vamos almoçar pessoal – Minha mãe diz e todos tomam seus lugares à mesa.
***
Passamos praticamente o dia todo na casa dos meus pais, que fizeram questão de nos encher de perguntas, e meu pai sempre deixando claro ao Bernardo que se me magoasse o mínimo que fosse, ele ia atrás dele.
Os meus irmãos como sempre faziam de tudo para me zoar e eu fazia o mesmo com eles, afinal era meu papel de irmã também. Porém, acho que quem não gostou muito foi o meu pai, quando comecei a pegar no pé da Nanda sobre namoradinhos no colégio, ele ficou puto da vida e eu tive que dizer que era brincadeira.
A Lívia e a minha mãe pareciam as melhores amigas do mundo, e eu via o Bernardo às vezes perdido em pensamentos olhando para sua mãe. Sei o quanto ele sofreu por se afastar dela no passado, e agora poder ter ela presente na vida dele foi a melhor coisa que poderia acontecer, ele merece isso, ele merece toda a felicidade que está vivendo.
Quando a noite caiu, a mãe do Bernardo se despediu de todos e seguiu rumo a sua casa, e nós também decidimos ir embora, afinal já estava ficando tarde.
– Me promete que vai voltar mais vezes?
– Claro que sim Nanda, e quando eu não aparecer, você pode me ligar, mandar mensagem, aparecer lá na empresa ou até no meu apartamento, sabe disso né?
– Claro, eu vou aparecer – Ela me puxou para um abraço e sussurrou: – Só não quero encontrar vocês pelados no apartamento – Soltei minha irmã do abraço e senti meu rosto pegar fogo da vergonha. A minha irmãzinha falando de sexo comigo, como se fosse a coisa mais natural do mundo para ela. Ela começa a rir de mim e logo vai se despedir do Bernardo.
– Volte mais vezes querida, gostamos de ter vocês aqui, isso serve para você também Lorenzo, as vezes até esquece que tem pais – Minha mãe diz.
– Vish, chamou de Lorenzo é porque a coisa está tensa.
– Relaxa mãe, eu volto.
Despedimos-nos do meu pais também e eu e o Bernardo seguimos para o carro dele e o meu irmão seguiu para o seu. Não vejo a hora de ele conhecer alguém que mude esse jeito, que o faça sentir o amor de verdade e não ficar cada dia com uma mulher diferente.
– O que tanto essa cabecinha está pensando? – Bernardo diz assim que começa a dirigir.
– O quanto eu ficaria feliz se meu irmão conhecesse alguém que valesse a pena e largasse essa vida de playboy.
– É difícil, mas não impossível. Tudo tem seu tempo pequena, um dia ele vai achar alguém especial, que vale a pena lutar para ficar junto para sempre – Ele entrelaça nossos dedos e eu o olho e digo:
– Eu sou essa pessoa para você?
– Você é tudo isso e muito mais – Eu solto uma risada e ele beija a minha mão que continua entrelaçada com a sua – Então Bela, te deixo no seu apartamento?
– Onde mais você me deixaria? – Pergunto tentando entender onde ele quer chegar com isso.
– Não sei, talvez no meu apartamento...
***
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