10. FIQUE COMIGO

Quando acordei minha mente já estava cheia de teorias e prováveis perguntas. Eu teria todas as respostas, eu só precisava esperar, mas havia um problema, eu era impaciente. Na porta da geladeira estava um bilhete corriqueiro, eu nem precisava lê–lo, já sabia que eles haviam viajado, muitos pensam que é ruim ficar sozinha em casa, mas particularmente eu gostava de ficar sozinha, claro que isso foi antes de conhecer... De conhecê-lo.

Eu ignorei a principio o bilhete, mas duas palavras escritas com maior força e bem mais escurecidas me chamaram a atenção.

Dona Amber

Com dezessete anos eu ainda tinha uma espécie de babá. Dona Amber era como uma avó para mim, ela só exagerava em algumas coisas, só o fato dela estar cuidando de mim significava que a viagem duraria mais do que era de costume.

Apesar de tudo eu havia dormido bem, mas alguns acontecimentos eu preferia apagar ou pelo menos escondê–los no lugar mais profundo e inabitável da minha mente.

Abri a geladeira, peguei uma jarra de suco de laranja e uma fatia de bolo de chocolate, fechei a geladeira, fui ate o armário peguei um copo de vidro americano e o enchi com suco, aquilo serviria como meu café da manhã. Voltei para o quarto com o copo de suco e o bolo na mão e coloquei–os ao lado do CPU, peguei as duas paginas que eu havia imprimido e voltei a lê-los.

Eu já estava com a parte inicial da minha redação em mente então iniciei o computador e abri o editor de textos. Decidi reler tudo assim talvez alguma nova idéia surgisse. Li calmamente o texto ate que uma palavra me chamou a atenção e era bem familiar:

Halfwolf

Levantei-me e peguei o meu caderno e lá estava a pergunta de numero nove, quem são os Halfwolf? Parecia algo inacreditável, não era a primeira vez que eu ouvia tal palavra.

Algo não fazia sentido, quando eu ouvia essa palavra pela primeira vez, pensei que fosse uma família que morava próximo a cachoeira, mas de acordo com a minha pesquisa os Halfwolf seriam uma espécie de lobo.

Lobo. – os meus sonhos podiam ser transcritos em palavras. Eu estava muito pirada ao pensar que lobisomens existissem. Eu precisava ir a um analista, provavelmente ele iria rir de tal maluquice. Acabei rindo de mim mesma, era gozado.

Eu só podia estar obcecada com aquele assunto para fazer analogias tão esquisitas – imagine só um lobisomem existir, só eu mesma para pensar em tal tolice. Peguei o copo e tomei o suco com o bolo. Na verdade meus pensamentos pertenciam a Aphonso – eu ainda o amava, mas do que tudo – Athael não me interessava apesar dele possuir uma beleza comparável a um Deus grego e Felipe, não teria uma nova chance enquanto eu vivesse.

Eu estava sendo forte, mas meu coração sofria, sentia falta dele. O corpo alvo e atlético, os olhos azuis e os cabelos claros. Eu queria ouvir os batimentos lentos do seu coração e sentir os seus lábios tocarem os meus.

No final das contas eu estava perdidamente, loucamente, necessariamente, absolutamente apaixonada por ele. Eu não me importava com mais nada, a minha vida não significava nada se ele não existisse, sem que ele me amasse, na verdade minha vida pertencia a ele. Eu já estava cansada de ficar sozinha.

Não havia passado muito tempo desde que eu tinha feito a maior besteira da minha vida e ainda havia tempo para salvar tudo, havia a chance de voltar e me tornar viva. Fui ate o guarda roupa e peguei um vestido branco não me importava como, mas eu desejava ver Aphonso naquele momento, peguei o celular e liguei para Rose.

– Rose.

– Pode falar Eduarda. – a voz suave de Rose era única.

– Será que você pode vir me pegar? – eu estava nervosa.

– Claro. Você quer ver Aphonso? – ela me indagou curiosa.

– É... Eu preciso velo... – falei timidamente.

– Já estou a caminho. – ela falou animada e desligou o celular.

Não demorou muito e ouvi a buzina do Crossfox – era ela – atravessei toda a casa às pressas. Abri a porta e a fechei sem ao menos trancá-la.

Não conversei com Rose durante o trajeto – meu coração estava acelerado. Rose parou em frete a cabana, sai do carro correndo, subi os degraus enquanto a porta se abria lentamente – fiquei eufórica – pude ver seu rosto triste, seus olhos carregavam um imenso vazio, ele estava morto como eu.

A calça, a camisa e o tênis eram preto o que deixava em evidência o seu rosto, agora sem vida, ele me olhou lentamente enquanto me olhava na soleira da cabana.

– Eduarda? – a voz áspera estava fraca. Definhando. Eu havia feito a maior besteira da minha vida. O abracei. Ele aspirou todo o ar que me rodeava como se ele pudesse inalar vitalidade do meu cheiro.

– O que houve com você? – o fitei, Rose se aproximou.

– Ele não anda se alimentando. Ele só continua de pé porque Liam e eu o alimentamos. Eu não poderia deixar você velo naquele estado. – ela olhou para o segundo andar da cabana e entrou.

– Eu precisava te dizer uma coisa.

– O que? – ele me fitou.

– Eu não quero que você vá. – meus olhos se encheram de lagrimas e estas escorriam devagar enquanto eu o fitava. – Eu quero que você fique comigo. Eu sei que você quer o meu em acima de tudo.

– Você tem certeza disso ou quer arriscar tudo?

– Eu vou arriscar tudo pra ficar com você.

Desta vez meus lábios tocaram os seus suavemente, naquele instante pude–me sentir viva, minha vida teria voltado para mim, mas do que nunca eu tinha certeza de que ele é a pessoa mais importante para mim e mais ainda eu o amo cima de tudo, ate mesmo mais do que a minha própria vida.

– Você quer voltar comigo? – foi a primeira vez que ouvi a sua voz impaciente.

– Eu não preciso dizer que quero ou preciso? – o fitei.

Ele se aproximou de mim e me beijou. Eu estava feliz, meu coração tentava aos poucos voltar ao ritmo normal. Mas só o fato de conseguir sentir o seu cheiro já trazia um alivio ao meu peito.

Eu iria rasgar todos os meus pensamentos, jogá–los no lixo, esquecer todas as possibilidades, teorias e perguntas, eu queria naquele momento estar com ele e de lá eu não sairia sem ele ao meu lado. Entrei na cabana com ele ao meu lado, Rose estava com um livro nas mãos enquanto Liam descia as escadas e ficou surpreso a me ver, mas sua face inerte não demonstrava isso, somente os seus olhos.

– Finalmente Eduarda. – ele zombou.

– Antes tarde do que nunca. – retruquei.

– Quando vamos voltar para casa? – ele olhou para Rose.

– E quem disse que vamos voltar? – Aphonso o fitou.

– E porque não? – o indaguei curiosa.

– Eu não posso voltar.

– Por causa da casa de Desmodus?

Todos me olharam com medo – o que haveria de mais na casa de Desmodus, para mim era um ótimo nome para uma seita. – Aphonso se colocou na minha frente e me olhou os olhos.

– O que você sabe sobre à casa de Desmodus?

– Tudo. Mas eu quero ouvir de você. – sem pensar falei como Lauren queria, mas havia um furo no plano dela – ele sabia obviamente – que sou uma péssima mentirosa.

– Você sabe que eu... – ele hesitou.

– E então Aphonso? – perguntou Liam calmamente.

– É só isso o que a Duda sabe.

Rose suspirou de alivio, mas Aphonso sabia que eu não desistiria fácil enquanto ele não me contasse algo plausível. Quando abri a boca para pronunciar a primeira palavra ele já havia começado a se explicar.

– A casa de Desmodus é uma espécie de família tradicional, apenas não partilhamos das mesmas opiniões.

– E como eles vivem? – indaguei curiosa.

– São extravagantes e mesquinhos.

– E o que isso tem a ver com sua volta para casa?

Liam riu e o olhou e sibilou.

– Quero ver como vai se sair dessa agora...

– Nada. – ele retrucou.

– Então vamos logo que você tem muito dever para entregar.

Ele riu enquanto o seu braço se enroscava em meu corpo e com um leve movimento ele me levou ate seu corpo, o abracei e pude ouvir novamente os batimentos lentos do seu coração.

– Se você quiser Aphonso, Liam e eu podemos levar as suas coisas. – Rose nos fitou.

– Eu agradeceria.

– Nos levamos. – Liam riu brevemente ao me olhar.

– Obrigado. – Aphonso me disse.

– Pelo que?

– Por me trazer de volta a vida. – ele pegou uma mecha o meu cabelo que estava solta e a colocou no lugar.

– Eu é que deveria falar isso.

– Felizmente sou eu que estou dizendo. – ele deu um leve sorriso.

Caminhamos abraçados ate o Logan que estava estacionado no mesmo lugar da primeira vez que fui à cabana, entramos no carro e seguimos ate chegar à frente da minha casa. Fiquei em silencio enquanto eu o fitava.

– O que houve? – ele me perguntou preocupado.

– Eu queria te pedir desculpas.

– Pelo...?

– Fui muito egoísta. Acho que fiquei com ciúmes.

– Você não deveria se preocupar – ele tocou o meu rosto – Eu amo você.

– E porque você não me disse nada? Porque não me disse que eu corria perigo? Que poderia morrer?

– Eu nunca permitiria que você fosse por isso não falei nada. Antes mesmo que algo acontecesse, eu interviria. Eu daria a minha vida para manter a sua.

– E o que vai fazer?

– Vou ficar com você, mesmo que isso seja a ultima coisa que eu faça, eu vou protegê–la.

– E do que você me protegeria?

– Será que podemos deixar esse assunto para outra ocasião?

– E você vai me responder?

– Vou. Não agora, quando estiver pronta.

– Fiquei com medo... De te perder.

– Eu já estava perdido sem você Eduarda Longdon. Você é a única garota em toda a face da terra que eu poderia amar. Só você.

– Eu não quero que vá.

– Mas amanhã eu volto.

– Porque você não fica aqui?

– É melhor eu ir e depois quando nos casarmos vamos passar muito tempo juntos.

– E quem disse que eu quero me casar com você? Isso pode ser o uma paixonite sabia? – brinquei.

– Você não casaria comigo? – ele me olhou confuso.

– Bem... Esse não é o momento para pensar nisso. – fiquei vermelha.

– Concordo. – ele se aproximou e me beijou – Agora você tem que ir, você tem muito dever para entregar.

– Mas eu não vou ao colégio hoje.

– Não?! – ele me olhou confuso.

Nós vamos ao lago hoje.

– E quando marcamos isso? – ele parecia indiferente com certo humor na voz.

– Se você não quer ir... Tudo bem, não há problema... Posso ir sozinha.

– Nem pensar. Não vou deixar você ir sozinha ate lá.

– E que oras você vem me pegar?

Ele me fitou e riu.

– Em duas horas.

– Deve ser tempo suficiente para eu terminar a minha redação.

– E qual é o tema?

– Vampiros e Lobisomens.

Ele fitou o nada por alguns instantes.

– Não é um bom tema. – ele dava de ombros.

– Concordo. Mas foi a única coisa que achei interessante. Bem agora eu preciso entrar.

Beijei–o e sai do Logan. Abri a porta e entrei, agora eu estava aliviada, mas eu levei um pequeno susto ao ver Dona Amber uma senhora de poucas rugas faciais, olhos castanhos, cabelos negros e curtos, ela estava em um vestido branco e a armação negra dos seus óculos davam um lindo contaste com sua pele parda. Ela estava sentada na sala com um olhar interrogador.

– Onde você estava? – a voz calma de Dona Amber entrou em meus ouvidos.

– Na casa dos Huberman.

– O que foi fazer naquela casa?

– Fui ver meu namorado.

– Você namora um Huberman? – ela estava surpresa.

– Sim, ha algum problema? – indaguei curiosa.

– Não há. – sua voz escondia algo.

– Deve haver para a Senhora ficar tão surpresa.

– Não há nenhum problema, só fiquei surpresa já que os Huberman são uma família tradicional e muito rica.

– Disso eu já sabia.

– E eles possuem habilidades notáveis.

– Verdade, mas como à senhora sabe?

– Adolescentes passam o dia todo idolatrando o modo como eles se vestem como vivem e essas tolices todas que vocês pensam.

– Eu não faço isso. – objetei.

– Você é uma exceção. – ela riu levemente.

– Bem agora eu preciso terminar a minha redação.

– E o que se trata sua redação?

– Vampiros e Lobisomens.

– Interessante.

– Principalmente quando se pode viver eternamente. – debocho.

– Não deboche desses assuntos.

– Não debocho mais. – então corri para o meu quarto.

Ao entrar, meu computador estava ligado e editor de texto aberto. Não vinha nada sobre a redação na minha mente – na verdade meus pensamentos pertenciam a Aphonso – fiquei parada sem digitar ao menos uma frase.

Lauren veio a minha mente como um raio e agora me perguntava por que ela queria que eu voltasse com Aphonso se ela gostava dele, há não ser que tenha desistido de tudo, mas isso era impossível ela nunca desistiria dele tão fácil.

Com um pouco de pressa digitei minha redação, o titulo não era nada original – comparado com minhas redações anteriores – e muito menos o conteúdo, ate eu mesma via que tinha ficado horrível, e uma nota seis não me mataria contanto que eu ganha-se mais tempo ao lado dele. No meu fracasso de tentar melhorar a redação ela ficou assim:

Aberrações

Ainda hoje a imaginação humana é capaz de nos transportar há outros mundos, há eras ate inimagináveis, muitos personagens que fizeram grande sucesso nas telonas de cinema de alguns anos atrás são lembrados ate hoje e são retransmitidos a nova geração que se segue.

Há alguns anos os filmes de terror tinham vampiros, lobisomens, zumbis como monstros sem sentimentos, mas com os tempos atuais estes foram transformados; se tornaram mais humanos fisicamente e mentalmente, passaram a amar e a ser amados, a ter medo e proteger que se ama ate o fim da sua existência.

Estes monstros se tornaram mocinhos, mas que ainda possuem um lado mal e obscuro o que se pode comparar com qualquer ser humano comum que tem seu yin e yang.

A indústria dos sonhos varia com sua época, onde há algum tempo monstros eram temidos hoje são idolatrados já que se pode conhecer seu lado humano.

Não seria possível todos esses serem viverem entre nos e muitos menos imaginar coisas impossíveis como um romance entre um lobisomem e um vampiro inimigos naturais.

No final das contas tudo não passa de uma grande fantasia e que tudo seja visto como uma obra de arte para que possamos fugir da realidade, já que parar de sonhar é parar de viver.

Imprime a minha redação e a coloquei no meu caderno. Quando me virei ao computador novamente me lembre da minha lista de perguntas, peguei o meu caderno e arranquei a ultima folha onde estava a lista, amassei a folha, peguei o isqueiro eu estava na gaveta da escrivaninha e coloquei fogo no papel e joguei-o na lixeira de metal. Definitivamente aquele era o fim para todas aquelas perguntas.

Eu estava viva novamente, finalmente eu podia me sentir dessa forma só por estar com ele. Peguei minha toalha e fui para o banheiro tomar um banho. A água quente do chuveiro deslizava pelo meu corpo, eu estava relaxa. Acho que viajei em meus pensamentos para esquecer que estava debaixo do chuveiro há quase vinte minutos.

– Eduarda. – dona Amber bateu na porta. – Você ainda esta viva?

– Estou. – ri da situação.

– Pensei que não estivesse... Já faz uns vinte minutos que esse chuveiro ta ligado, a essa altura o banheiro já deveria estar inundado.

– Credo vovó. – retruquei.

– Mas eu pensei... Ah... Eu ia me esquecendo há um rapaz lá fora te esperando em um carro.

– Aphonso?! – falei surpresa.

Sai do chuveiro e o desliguei, enrolei a toalha no meu corpo e sai do banheiro. Vesti um vestido preto, amarrei o meu cabelo fazendo um rabo de cavalo e calcei minha rasteira preta. Eu estava tão apresada que não vi dona Amber me observava na porta do quarto.

– Você gosta muito dele não é?

– Sem ele eu não viveria. – respondi enquanto passava o perfume no meu corpo.

– Você não deveria dizer isso Eduarda.

– Por quê? – fiquei curiosa.

– Isso pode ser apenas uma paixão de adolescente, um dia ele ira embora e você o esquecerá.

– Enquanto esse tempo não chega, eu vou ficar com ele. E eu farei de tudo para mantê-lo ao meu lado. Eu nunca me senti tão viva antes, e isso só acontece quando estou com ele.

– Então vá com Deus e que ele a proteja.

– Amém. Agora eu preciso ir.

Aproximei-me dela e a abracei, ela me retribuiu o abraço e sai correndo logo em seguida pela casa ate o Logan onde ele me esperava com um sorriso angelical na sua face, ele vestia uma bermuda bege, uma camisa branca por baixo da camisa de mangas compridas xadrez azul dobrada ate os cotovelos que não estava abotoada e o tênis. Eu o abracei com força, ele aproximou seu rosto do meu e me beijou.

Tudo estava voltando ao normal. Diferente de muitos eu o amava mais do que a minha própria vida e ele me amava da mesma forma. Ele daria sua vida para manter a minha, mas eu nãos saberia lidar com a morte ainda mais se ele morre-se por minha causa. Se esse dia chegasse, ele me fez prometer que eu seguiria em frente, mas eu não o faria, afastei então esses pensamentos e preferi viver o agora e não fazer suposições futuras que talvez nunca aconteceriam – era o que eu esperava.

Atravessamos toda a cidade em poucos minutos, eu havia ligado o radio do Logan, sintonizei na minha radio preferida e esta tocava a musica Skate Boy da Avril Lavigne e por impulso – eu não sabia de onde tinha vindo aquilo – comecei a cantar. Aphonso deu leve sorriso. Eu parecia uma pirada balançando a minha cabeça de um lado para outro ate que ele parou o carro e desligou o aparelho de som.

– Você esta muito animada. – ele me olhava nos olhos enquanto ria levemente.

Naquela tarde tudo havia sido perfeito que cheguei a ter a impressão que tudo aquilo poderia ser um sonho, fiquei deitada co minha cabeça deitada em seu peito. Não pronunciamos nenhuma palavra naquele momento, mas como cética que sou meu peito me informou que tudo estava exageradamente perfeito para durar por muito tempo, eu tentava dissipar tal pensamento afinal eu estava com ele e era isso o que me importava.

Aphonso me fitou, ele sabia analisar cada movimento da minha face e conseqüentemente ele saberia quando algo me incomodava.

– No que esta pensando? – ele me olhou curioso.

– Em tudo.

– E no que isso te incomoda?

– Sou muito desconfiada Aphonso e se o milagre é muito bom é melhor verificar o santo.

– E o que você quer dizer com isso?

– Só não estou com um bom pressentimento. – me aninhei junto ao seu corpo.

Esse foi o único dialogo que tivemos durante aquela tarde. Esperamos o por do sol e a chegada da lua ao céu. De mãos dadas voltamos ao carro. Cheguei em casa por volta das oito da noite e dona Amber já me esperava na porta. Não tive tempo de me despedir do jeito certo de Aphonso. Acho que dona foi à única que fez Aphonso ir embora tão rápido – quanto ele dirige – ainda mais se ele fizesse algo errado nossas saídas seriam prejudicadas. Deite-me na cama como um anjinho e dormi tranquilamente naquela noite.

?^^

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