Capítulo 3

Quando Hanna, Emile e eu, chegamos a mansão de Mark, a festa já estava a todo vapor, música alta e pessoas com copos de bebidas alcoólicas por todos os lados.

- Essa festa está um arraso! - Emile fala, e pega um copo de bebida de um rapaz, que está passando com uma bandeja, com vários tipos de bebidas e cores.

Quando Mark nos vê, vem em nossa direção, com um sorriso malicioso nos lábios. Ele está com uma camiseta pólo preta, calça jeans e o cabelo bagunçado.

- Até que enfim minhas garotas chegaram.

Me abraça e me beija no rosto, seu hálito está quente e cheirando a bebida, meu estômago embrulha, tento sair do seu aperto, mas ele não me libera.

- Sua festa está ótima Mark. - Hanna diz tímida.

- Eu sei!

Ele responde arrogante. Ele me encara de um jeito que me dá calafrios.

- Bem... Vou atender os outros convidados que chegaram, até daqui a pouco gatinha.

Beija meu rosto novamente, sinto nojo e passo a mão com força, onde ele acabou de beijar.

- Ele está muito afim de você amiga.

Emile fala, e ignoro seu comentário.

- Vamos dançar.

Digo, já puxando elas pela mão. A música está alta, e tem várias pessoas que já estão na pista de dança.

Começamos a dançar. Fecho os olhos, e começo a me mover conforme o ritmo da música. Quando abro meus olhos, Mark está me encarando de um jeito que me dá medo.

Me sinto desconfortável, com o seu olhar intenso. Paro de dançar, e vou procurar algo para beber. Ele aparece atrás de mim, e cochicha no meu ouvido.

- Você está linda está noite.

Beija meu pescoço lentamente, me dá repulsa seu toque. Dessa vez consigo me afastar dele.

- Adoro gatinhas difíceis. Vale mas a pena a caçada.

Dá uma gargalhada sombria, passa a mão pelo meus braços nus, pega um copo de bebida e me dá as costas.

Fico ali parada, olhando para o nada, com o coração acelerado.

- Até que enfim te achamos -Resmunga Hanna. Elas estão suadas da dança intensa.

- Estávamos dançando e do nada você sumiu. - Reclama Emile, já me deixando  irritada.

- Me deu cede, vim pegar algo para beber. - Respondo de mal gosto. Não quero assumir que, estou ficando com medo, das investidas do Mark.

- O Mark não tira os olhos de você.

Emile diz, e sorri com malícia.

- Pois pode desistir, não estou interessada.

Digo irritada. Emile levanta as mãos em sinal de rendição.

- Ei, que isso? Só falei o que vi.

Não que eu também não tenha percebido, só que aquilo estava me dando uma sensação horrível. Estava louca para ir embora daquela casa, mas não queria acabar com a festa, para as meninas.

- Desculpe, é que essa festa está meio chata.

Digo me defendendo.

- Para, você que está chata, estou achando um arraso.

Hanna diz animada.

- Viu o tanto de gatinhos que tem aqui?

Ela aponta para alguns rapazes conversando alegremente. Já devem estar todos bêbados a essa hora.

- Vou dar uma circulada por aí, quem sabe não encontro algo interessante.

Emile diz sorrindo com malícia, e Hanna a segue.

Vejo a porta que dá para o jardim, e decido tomar ar fresco, aquela festa está me sufocando.

Abro a porta de vidro, e saio para fora, depois a fecho atrás de mim. Quero ficar sozinha um minuto.

Me sento em um banco de pedra, e olho para o céu, fecho os olhos e respiro fundo. Tenho a impressão que tem alguém atrás de mim, meu corpo se arrepia todo, e não é com um sensação boa.

- Até que enfim te encontrei sozinha.

Estou morrendo de medo, mas tento soar mas firme possível.

- O que você quer Mark?

Seu sorriso se alarga, e não é um sorriso agradável. Minhas mãos estão suando no colo, e meus dedos já estão brancos de tanto apertar.

Ele se aproxima, e senta ao meu lado. Chega para perto do meu ouvido e diz:

- Você sabe o que eu quero Celeste.

- N... Não sei do q... que você está falando.

Minha voz falha e eu gaguejo.

- Não se faça de inocente Celeste.

Começa a passar as mãos pelo meu braço, e o meu pescoço. Perco minhas forças, e não consigo me mover.

Tento me levantar e ele me segura, e me beija a força. Me debato, mas ele é mais forte que eu.

- Me solta Mark.

Grito com ele mas não adinta. Ele não desiste, ele tenta arrancar o meu vestido, mas não consegue, e começa a passar suas mãos nojentas pelo meu corpo.

- Socorro! socorro! Alguém me ajuda por favor!

Ele dá um tapa no meu rosto. Caio no chão, pois não consigo me equilibrar.

- Cala boca sua vadia! - Ele grita.

- Por favor Mark, não!

Tento me levantar, mas ele me derruba no chão novamente, a música está alta, ninguém escuta meu pedido de socorro. Lágrimas correm pelo meu rosto. Ele se joga em cima de mim, e começa me beijar.
Estou desesperada e sem saída.

- Me ajuda meu Deus.

Ele tampa minha boca, e aproveito e o mordo com toda minha força, até sentir gosto de sangue na boca.

- Ai! Eu vou te matar!

Consigo empurrar ele, com uma força que não sei de onde veio. E saio correndo sem olhar para trás. 

Saio da casa, e fujo o mas rápido que consigo, não sei quanto tempo corri sem olhar para trás.

Minhas pernas já não me obedeçam mas, caio na calçada da rua e choro compulsivamente. Foi nesse momento que escuto bem baixinho, uma música.

"Pai eu quero te amar, tocar o teu coração, e me derramar aos teus pés, mas perto eu quero estar Senhor, e te adorar com tudo que eu sou, e te render, Glória e Aleluia"

Começo a andar, devagar para descobrir de onde vem essa música tão linda. Foi quando me deparei com uma Igreja.

E é aí, que a minha redenção começa.

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