Capítulo 17
Já faz uma semana que comecei a trabalhar, por incrível que pareça, estou me saindo muito bem. Por mais que o meu trabalho não seja nada difícil. Mas para quem nunca fez nada na vida, estou indo bem.
Karem, e Dr. Smith foram muito pacientes comigo, me ensinaram tudo que eu precisava saber. Estão sendo sempre muito gentis. Karem é um amor de pessoa. Acho que seremos grandes amigas um dia.
Já até fui visitar sua casa, fui muito bem recebida pelos seus pais. Pessoas simples, mas que são extremamente felizes. São todos membros da Igreja que Fred dirige.
Dominic continua a me tratar bem, não foi grosso comigo novamente. Está sempre me observando de longe.
Vou a Igreja sempre que consigo, não abandonei minha fé. Mas tem dias que chego tão cansada em casa, que a única coisa que quero fazer é dormir.
Hoje saí um pouco mais cedo da clínica. Decidi ir andando mesmo, não quis ligar para Camy para ela me buscar.
Ela sempre me leva, ou pede a que Dominic o faça. Não gosto de incomodar mais que o necessário, mas ela sempre ganha.
Visto meu casaco simples por cima de um vestido que Camy me deu. Coloco minha bolsa no ombro e vou embora andando devagar.
Fico pensando em tudo que já aconteceu em tão pouco tempo. Encontrei Deus novamente, e estou feliz, como eu nunca estive antes em toda minha vida. Mesmo não tendo quem eu mais amo ao meu lado.
- Olha quem eu encontro sozinha. - Diz uma voz, que eu não queria escutar nunca mais.
Levanto minha cabeça, e lá está Mark, com um sorriso nojento nos lábios.
Sinto um calafrio percorrer meu corpo, minhas pernas começam a fraquejar.
Me obrigo a começar a andar rápido. Ele gargalha atrás de mim.
Sou interrompida de continuar a andar, pelas suas mãos nojentas em meu braço.
- Me solta. - Digo baixinho.
Seu sorriso se alarga, e aperta meu braço ainda mais.
- Fiquei sabendo que foi expulsa de casa. - Diz sorrindo.
- Não é de sua conta o que acontece em minha vida. - Digo ríspida.
Ele joga a cabeça para trás gargalhando alto.
- A gatinha está arisca. Temos assuntos inacabados. - Diz, se aproxima de meu corpo tenso.
Tento me soltar, mas é em vão. Começa a me puxar para perto de seu carro parado na rua. Começo a me desesperar.
Mark me empurra no carro, e beija meu rosto. Luto com todas minhas forças para fugir de seu aperto. Mas quando mais me esforço, mais ele me aperta.
As ruas estão desertas. Não passa ninguém para me ajudar nesse momento.
Finjo ceder ao seu toque, para conseguir uma brecha para fugir.
- Desculpe interromper o casal. - Diz uma voz conhecida.
Mark se distância um pouco de mim, o empurro para longe. Corro para perto de Dominic.
- Graças a Deus você apareceu. - Digo passando as mãos pelos meus braços doloridos, pelo aperto de Mark.
Dominic me olha de cima em baixo com desdém. Sorri com malícia.
- Quem é você? - Pergunta Mark a Dominic.
- Ninguém. - Diz Dominic irritado.
Seu sorriso perverso não sai dos lábios. Seu olhar frio está novamente no lugar.
- Pode continuar o que estavam fazendo. Não vou atrapalhar mais. - Diz, dando as costas.
- Dominic. - O chamo. - Não é o que você está pensando. - Digo pegando em seu braço para ele parar.
- Não é o que eu estou pensando? - Pergunta. - Estava igual uma vadia, se agarrando com um homem no meio da rua, e não é o que eu estou pensando?
De repente sinto minha mão arder, pelo tapa que acabei de desferir em seu rosto.
- Nunca mais, na sua vida me chame de vadia. - Digo furiosa. - Me ouviu bem?
Lágrimas quentes começam a rolar pelo meu rosto.
Mark está rindo sinico. Pego minha bolsa que caiu no chão. Vou até ele. E desfiro um chute no meio da suas pernas.
Ele cai no chão pragejando algumas coisas que não entendo.
- A próxima vez que você colocar essas suas mãos imundas em cima de mim, eu vou a polícia, me ouviu bem? - Digo ameaçadoramente baixo.
Dou as costas para Mark o deixando no chão.
Dominic está de olhos arregalados pela minha atitude. Está a marca de minha mão em sua face.
- Eu achei que nos poderíamos ser amigos um dia. - Sorrio triste. - Mas eu estava enganada. Você só pensa em você mesmo, julga a todos como se você tivesse direito para tal coisa. Olhe mais para sua vida vazia sem Deus Dominic. Você é feliz fazendo os outros infelizes? - Pergunto.
- Celeste...
Lhe dou as costas e começo a correr. Escuto ele gritar meu nome de longe, mas não olho para trás. Algum dia serei feliz? Com essa pergunta sinto um baque em meu corpo, e tudo escurece.
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Bom dia amores.
Espero que gostem do capítulo novo.
Até a próxima. ❤🌹
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