𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑢𝑙𝑜 60 𝑃𝑎𝑟𝑡 𝐼

Me ame como uma rosa do deserto
Me segure como se você não pudesse soltar
Mantenha-me segura quando voltar para casa
Me ame como uma rosa do deserto

Lolo Zouaï

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HOT + 18 🔥

LEIAM AS NOTAS FINAIS, PER FAVORE.

A noite foi regada de boas lembranças e álcool. O plano havia sido montado muito antes da bebida consumir a sobriedade, portanto permaneceram na sala principal até que o cansaço surgisse, forçando os cinco se recolherem em seus respectivos quartos. Pietro apagou depois de tomar os medicamentos, Dante tomou um banho rápido e se acomodou próximo a janela do quarto, observando a escuridão e deixando a mente livre para ir onde quisesse; já Millenna, depois de se banhar e vestir um pijama confortável, se sentou de frente para o moreno, os cabelos ainda úmidos pelo recém banho, e devido a luz amena, a pele levemente bronzeada brilhava devido ao óleo corporal de cacau e avelã. Ambos não estavam prontos para o que viria em breve, um mais do que outro, pois sentiam nos ossos que havia muito a ser descoberto.

— Como se sente? — a pergunta quebrou o silêncio. 

— Diferente. — respondeu a morena num sorriso um tanto contido. 

— Um diferente bom?

— Sim. Não consigo acreditar que minha vida mudou tanto nos últimos meses. — as unhas pintadas de preto raspavam contra o tecido leve do short de algodão. — Tantas coisas que não dão espaço para outras interpretações que não sejam óbvias. 

— Compreendo. Pode não acreditar mas me sinto aliado. — constata com um respirar longo. — É bom a sensação de finalmente estar livre. De se sentir livre. 

— Sim. — concorda. — Engraçado que nós percebemos o real valor de algo, quando ele chega. Ou quando se vai. 

— Sou muito grato a você Millenna. — desta vez as orbes azuis fitaram-na. — Se não fosse por você ter adentrado nossas vidas, acredito que tudo estaria exatamente igual, ou pior.

Millenna sorriu, e este foi sincero.

— Também sou grata a você Dan. Grata a Pietro. Sem vocês, imagino que eu estaria do mesmo jeito que me encontraram, ou morta, por conta da obsessão doentia do meu ex. — conclui um pouco nervosa. 

— Está noite. Tudo irá ter um fim. 

— Uhum. 

O silêncio voltou a percorrer pelo cômodo, Dante se levantou apenas para servir dois copos de bebida, não estavam bêbados só relaxados, e por isso, optaram por beber mais um pouco para que o conforto prevaleça. — Millenna percebeu que desde que conheceu o mafioso, nunca teve uma conversa profunda, e significativa. 

— Está feliz por descobrir que é mãe? — pela primeira vez, ouviu tal pergunta. O corpo pareceu ficar arrepiado e gélido por uma fração de segundo. 

— Sim e não. — frisou pensativa. — Sim. Porque pensei que jamais teria oportunidade. E não, por Vincent ter me tirado toda a experiência de ser uma. 

— Terá anos à frente para isso amore mio. — o mais velho comenta, a fim de fazer sua esposa não se sentir culpada por algo que não teve poder de impedir. 

— Ela é linda. — comentou com a voz já embargada, olhando para o copo em sua mão, a mesma sentiu lágrimas escorrerem por seu rosto, que logo tratou de secá-las.

— Meu coração dói por culpa, ainda sim, sinto-me orgulhosa e aliviada por ela não ter sofrido as perversidades do pai. Ao menos Vincent não fez nada de mau com ela. — comentou um pouco incerta. — A julgar pela foto que me mandou, meu bebê parece bem, parece saudável e tão bela quanto. 

Dante sorriu, analisava a postura e as ações de sua esposa, concluindo ali, que ela sentia a maternidade porém não tinha muito acesso a ela, era nítido o carinho e ansiedade que sentia para ter logo a criança consigo. Para protegê-la e amá-la como já devia estar fazendo.  — o copo que jazia em sua mão já estava vazio, o relógio digital marcava quase quatro da manhã, portanto, optou por não beber mais, deixou o copo no aparador e pegou o da morena para deixar junto ao seu.

— Você será uma mãe incrível amor. 

— Obrigada. 

Millenna caminhou até o lado esquerdo da cama enorme, deitou-se ali, e não tardou para que seu marido a puxasse para mais perto, os braços fortes e quentes envolvendo sua cintura, de costas para Dante, a mesma sentia o mais velho inspirando seu cheiro, beijando sua nuca e murmurando o quanto a amava. E assim ficaram até o sono vir. 

Durante a manhã, Natasha e seu parceiro saíram para iniciarem o plano, que constituía em saber sobre o paradeiro de Vincent e lhe dar uma possível pista de onde Millenna estaria ao anoitecer. Pietro já estava acordado e contra as ordens médicas, foi pego se exercitando no quarto, usando apenas uma calça de algodão preta, o tronco despido relevada as feridas ainda cobertas por bandagens, e também o suor escorrendo por seu peito, traçando um caminho rumo ao abdômen trincado, alguns fios escuros grudavam em sua testa e ao notar que estava sendo observado por seu parceiro, sorriu de modo zombeteiro e desceu da base que usava para erguer o corpo. 

— Amore mio. Não devia estar fazendo isso. — repreendeu.

— Sim. Deveria. Já melhorei meu bem. Pare de ser assim comigo, per favore. 

— Só não quero que sinta dor. 

— Não sinto. — mentiu, as dores o incomodavam para um santo caralho, porém não queria ficar prostrado. — Vou tomar um banho. — avisou pegando uma toalha cinza. —Natasha já chegou? 

— Não, mas mandou uma mensagem, avisando que demoraria um pouco porque segundo ela. O corno está mais longe do que pensou. 

Pietro gargalhou indo em direção ao banho, Dante ficou parado no mesmo lugar. 

— Vem. — o mais novo o chama. 

A porta foi fechada, Pietro retirou as únicas peças que cobriam sua nudez e ligou o registro, já o tatuado, demorou certos segundos para entender que já deveria estar nu e junto com seu parceiro a tempos. 

— Ainda me tratando assim Dan? — questionou colando seu corpo ao do maior. 

— Desculpe. Eu fiquei assustado em vê-lo daquele jeito Pi, não me repreenda por estar acanhado. 

— Não vou. Só tente um pouquinho tudo bem? Veja. Estou bem melhor. Estou vivo. — a voz soou um pouco baixa, os lábios alheios beijava o pescoço coberto por tatuagens, traçando uma linha imaginária até o ombro, uma mordida fez o mais velho gemer rouco. 

— Bevanda. ( Bebê ) — murmurou num tom grave, apertando a cintura fina do menor, a mínima pressão ali o fez grungir e prosseguir com as provocações. 

A água quente cobria-os como uma cortina, o cheiro gostoso de hortelã vinda do sabonete líquido os envolvia perfeitamente; Pietro massageava o peito largo e duro de seu homem, o ósculo era lento, delicioso e ainda que fosse erótico, havia sentimentos, sensações e saudade avassaladora. Bianchi mordeu o lábio inferior do mais velho, sugando a carne macia, os lumes encaravam os de Dante, implorando silenciosamente que permitisse o que desejava. — Grecco tomou os lábios do ex loiro, desta vez um pouco mais bruto, a língua bifurcada envolvia a língua alheia, alisando a carne molhada e quente, chupando-a e gemendo. Pietro já estava mole de tesão, passando o indicador na cabecinha vermelha e inchada do pau, o ruído manhoso do próprio era melodia aos ouvidos de Grecco que num ímpeto, o empurrou contra a parede. 

— Te machuquei? — perguntou ao ouvir um gemido semelhante a dor. 

— Não. Só continua. — pediu envolvendo os braços ao redor do pescoço do mais velho. 

Enquanto o beijo prosseguia, Dante desceu a canhota, segurando o caralho duro, punhetando devagar, enquanto deliciava-se com os gemidos manhosos e a forma como as unhas gravavam em sua nuca, pedindo silenciosamente que fosse mais rápido.  

— 'Tao gostoso. — grunhiu apertando os olhos. — Dan. Eu quero você dentro de mim. Por favor. 

Grecco rosnou contra o pescoço de Pietro e o virou, deixando-o de costas para si. — a palma deslizava pelas costas, descendo até a bunda, na qual apertou com força e desferiu um tapa. 

— Porra! — exclamou, o pau duro batendo contra a carne farta e molhada. — Vou te comer bem gostoso mio angelo. ( Meu anjo )

Contendo um gemido ainda mais alto, Pietro mordeu o lábio, o caralho o invadia devagar, o corpo queimava reconhecendo o gemido grave do tatuado que o penetrou até o talo. 

— Dan. — Pietro gemeu querendo se mover, as mãos fortes o mantinham imóvel, outro tapa foi desferido no mesmo lugar. 

— Se me desobedecer não te faço gozar gatinho. — sussurrou rente ao ouvido do ex loiro, que tremeu, pois era notável que não era seu parceiro e sim seu dominador. — Senti tanta saudade de você bebê. — continuava, e a cada sussurro, o mesmo se movimentava, estocando tão devagar, torturando Pietro dolorosamente. 

— Me engole tão bem. Caralho! Não me aperta assim. — rosnou, a palma de encontro aos cabelos úmidos, segurando e puxando para que Pietro arqueasse um pouco mais. —Se fode no meu pau minha putinha. Quer gozar não quer? — o menor assentiu gemido sôfrego. — Então se mova, se empale bem gostoso no meu cacete. 

O prazer era quase sincronizado, Dante segurava a cintura de seu parceiro, enquanto fodia-o bruto, arrepiado com cada gemido, cada pedido quase mudo, e principalmente a forma como combinavam tão bem. Pietro gozou forte, quase chorando pelo orgasmo que não sentia a semanas, Dante retirou seu pau de dentro do mais novo e gozou em sua bunda, o gozo logo fora levado junto com a água quente que ainda estava sobre eles. 

— Eu te amo muito gatinho. — Dante diz com a voz descompensada, selando seus lábios nos do menor. 

— Também te amo Dom. — devolveu, chamando-o como se estivessem numa seção.

Após banharem-se, Grecco saiu primeiro, Bianchi se secou e se vestiu a tempo de ver o tatuado voltando, os lumes azuis encarando-o tão intensamente que chegava a ser intimidador. 

— O que foi? — Pietro pergunta preocupado.

— Sempre quis que meu pedido a você fosse mais romântico, porém diante as circunstâncias eu não consigo mais adiar. — Dante se ajoelhou diante ao ex loiro. — Pietro Bianchi. Você aceita se casar comigo? 

O pedido veio junto a uma aliança linda de ouro branco adornada por uma linha de ouro dourado, fininha do jeito que Pietro sempre quis que fosse. 

— Está falando sério? — perguntou já chorando. 

— Sim. Esperamos tempo demais mio angelo. Per favore. Aceite se casar comigo. 

— Claro que aceito Dan. 

Grecco colocou a aliança no anelar direito do mais novo, que ainda chorando o puxou para que ficasse de pé, o beijando desesperado.

— E quanto ao seu casamento? 

— O que que tem? Um casamento poliamoroso é possível, sabia? — brincou dando mordidas no pescoço.  — Já pensei em tudo neném. 

— Ah é? E como faremos isso?

— Surpresa. Ainda quero que meu pedido a vocês dois seja mais bonito. Então considere esse pedido só um teste drive. 

Bianchi gargalhou sem se soltar de seu noivo.

— Bobo. Sabe que o que importa é nosso sentimento certo?

— Sim. Mas quero pedir direito. Sou um romântico incurável, não se espera menos do que planejo.

— Concordo. 

Grecco o beijou rápido, acariciando o rosto que tanto conhece e admira. O amor é um sentimento estranho, que ao menos tempo que lhe dar poder do impossível, também lhe enfraquece, lhe destrói dependendo das circunstâncias, e Dante provou ambos lados o suficiente para prometer a si, que jamais deixará que aconteça de novo. 

— il mio fidanzato. ( Meu noivo ) — ditou orgulhoso. — Soa tão lindo, não acha?

— Fica ainda mais quando é você que o diz, meu amor. — Dante depositou um selar antes de se afastar. 

— Tão romântico. 

— Grazie. — agradeceu sorridente. 

Os dois olharam para porta após ouvir uns ruídos. Sem cerimônia abriu, revelando Millenna e Natasha engolindo o riso e fazendo uma feição de deboche. 

— A quanto tempo estão aí?

— O suficiente para ouvir o pedido. Ai que lindo. Demorou bem seu pamonha. — Natasha o alfineta rindo. — Mas estou orgulhosa por vocês. Meus parabéns. 

— Obrigado palito de fósforo. — Grecco devolve .

— Me respeite. 

— Não. 

— Parem com isso. — Millenna se pronúncia. — Parabéns amor. — beijou Dante. — Parabéns amor. — beijou Pietro. 

— Poliamor é tão bonito. Será que o Dylan aceita ? — Natasha resmunga pensativa. 

— Duvido. Você é ciumenta pra caralho Natty. — Bianchi a lembra. 

— Verdade. Não divido meu neném.

— Boiola. — Dante debocha. 

— Falou o que não é, né?  Seu viadinho romântico. 

Os quatro pararam quando viram Dylan surgir quase das cinzas. 

— Achei. Vincent estará na boate às oito. 

— Okay. Vamos nos aprontar então. — Dante diz soando como ordem. 

Natasha os parabenizou de novo e saiu puxando o parceiro consigo. 

Durante as horas seguintes, o trisal deixou as armas carregadas em cima da mesa de vidro, Pietro sentia dor mas fingia que não, iria participar do plano, não era hora de deixá-lo de fora, eram apenas eles, Natasha e seu parceiro, então tinham que se ajudar. 

Ao decair da noite, estavam prontos, Dante e Pietro usavam belos ternos, já Millenna optou por uma calça de couro, regata, coturno e jaqueta, não podia escolher nada mais elegante porque mataria Vincent esta noite, então teria que estar confortável para tal. — Natasha usava quase as mesmas roupas que a morena, e Dylan usava também um terno três peças. 

— Vamos? 

Millenna ainda que nervosa, concordou em silêncio, Pietro segurou sua mão para mantê-la um pouco centrada, Grecco guardou a arma no cós e ajeitou o paletó. 

— Hoje, mataremos Vincent e qualquer um que ele trouxer para defendê-lo.  — Grecco dita como uma frase de guerra. 

— Temos que saber onde está minha filha. — senhora Grecco lembra, pois esta é sua prioridade maior. 

— Com isso, não se preocupe, Dylan está tentando rastrear, ao que parece Vincent deu entrada sozinho no hotel Palace. — a ruiva avisa, guardando uma faca pequena dentro do coturno de cano médio. 

— Tá. Vamos então. 

Os cinco saíram da mansão, o veículo já estava à espera, Dante, Pietro e Dylan adentraram o maserati preto de interior de couro vermelho, iriam na frente. Já Millenna e Natasha, adentraram o suv , esperaram os homens irem primeiro para seguirem atrás.

Não houve despedida, mas os olhares denunciavam as promessas silenciosas e os "eu te amo"  que não eram necessárias palavras.

A boate já pode ser vista depois de alguns longos minutos, o nome chamativo em neon jazia acima da porta de entrada, numa distância considerável, as mulheres viram seus homens saírem do carro e entrarem sem cerimônia. O sinal para que fossem foi dado com uma leve mensagem de Dylan; isto foi o combinado, pois a mensagem só viria se Vincent realmente aparecesse. 

E ele apareceu. 

Quando Millenna adentrou a boate junto a Natasha, o corpo esfriou, congelando e petrificado no mesmo lugar, pois a uns passos a frente estava Vincent, trajado num terno Armani e um sorriso presunçoso nos lábios.

E ele não estava só. 

E constatando quem era, Millenna não sabia que reação ter, além do ódio por seu ex, a traição vinha logo em seguida. 

— Anna? — sussurrou surpresa e magoada. 

— Olá Mi. 

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Enfim ... Amaram?

Desculpe a demora. Escrevi três vezes e só na quarta o cap me pareceu condizer com a situação.

E para deixarem vocês animadas, decidi dividir o cap em duas partes e trazer um possível duo epílogo. Pois até eu não queria encerrar a obra. KKK

Já adianto que : Caso aja erros ortográficos e pontuação peço perdão.

E digo mais : Per favore minhas bambinas, dêem uma chance a FRESH BLOOD que está disponível na plataforma... Per favore mio angelo kkk

#dramaqueen

É isso.

Até a próxima atualização piccolas.

FUIIII...

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