𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑢𝑙𝑜 18
Há um lugar onde a luz não encontrará você
Dando as mãos enquanto as paredes desmoronam
Quando isto acontecer, estarei bem atrás de você
…
Tão contente por termos quase conseguido
Tão triste, pois tivemos que abandonar
…
Todos querem governar o mundo
Everybody Wants To Rule The World - Lord
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[CONTEÚDO YAOI +18 🍷🔥]
☬
A chuva voltara com força total, Dante encarava a chuva com o semblante fechado, a taça de vinho em sua destra, intocada, o pequeno apartamento aconchegante do loiro trazia a sensação de lar, a melodia ecoava pelo espaço, uma sonata de Giuseppe Tartini "O trilo do Diabo", a sonata tão envolvente e deliciosa, viciante de tal modo que fazia-o crer que a história que o próprio violinista havia contado, realmente havia sido verdade, pois não havia palavras o suficiente para expressar corretamente sobre tais sensações que o som suave lhe causava . Pietro aproximou-se lentamente do moreno, havia coisas a serem ditas, porém, ambos apenas permaneciam lado a lado apreciando a melodia transbordar pelo pequeno espaço quase em sincronia com as gotas de chuva que se chocavam contra o vidro da janela.
—Está há um bom tempo aqui parado. O que foi Dan ? —pergunta o loiro preocupado.
—Nada. Só estou pensando. —diz o maior sem se mover, ao menos seu corpo pareceu relaxar ao ouvir a voz um pouco grave e suave de Pietro.
—Como foi com o Luca? Você não me contou desde que chegou.
Os olhos azuis de Dante se voltaram para os azuis do loiro, lembrou-se do modo como Luca havia mencionado seu parceiro e Millenna logo em seguida, depois ofendido a si sobre sexualidade, por mais que o moreno não havia afirmado sobre, não tornou tudo ainda mais revoltante.
—Luca é um filho da puta. E se continuar bancando o deus intocável, vou matá-lo. —dessa vez seu tom de voz não foi amigável, o ódio se fez presente em cada palavra dita.
Pietro esperou Dante terminar a bebida e pegou a taça colocando-a ao lado da sua na mesa de centro, com a destra o menor acariciou o braço do maior, trazendo a devida atenção para si, quanto mais o carinho era feito pelo menor, mais o moreno relaxava. Pietro aproveitou o momento suave e puxou Dante para um beijo calmo, lento e repleto de sentimentos; o gosto de vinho tinto deixou o beijo ainda mais sensual e saboroso, Pietro adorava o modo como as mãos enormes e tatuadas do moreno se encaixava perfeitamente em sua cintura, não tardou para que o maior o pegasse no colo, pressionando o corpo contra o vidro e intensificando o beijo, não tardou para que o loiro gemesse manhoso para o moreno, segurando-o com mais força, Dante deu alguns passos até o sofá e se sentou com Pietro ainda em seu colo, ao se afastar para encarar o homem que pela expressão já estava entregue a si, o momento não era tão propício para o que viria a seguir, mas Dante precisava trazer conforto e segurança a seu parceiro, havia prometido e o faria .
Pietro nada disse, notou o conflito interno que Dante estava, o compreendia perfeitamente, porém, por agora, que o mundo fosse para o inferno, era o momento deles e nada poderia tirar isso. Pietro tirou a camisa a jogando em qualquer lugar, não desviou o olhar do maior ao colocar as mãos por debaixo da camisa do moreno e levantar até retirar, os dedos pálidos deslizavam lentamente pelo peito musculoso e tatuado de Dante, descendo lentamente, sentindo a textura suave da pele quente marcava por tatuagens coloridas.
—Relaxa Dan. —pediu o loiro baixo e manhoso próximo do ouvido de seu homem.
Dante desceu as mãos até a bunda do menor, apertando a carne ainda coberta pelo tecido de algodão da calça de moletom, o loiro sorriu avançando para beijá-lo, dessa vez não foi um beijo lento e calmo e sim mais afoito, desesperado, enquanto o beijava o moreno, iniciou uma esfregada lenta pressionando sua bunda contra o membro recém desperto do maior.
—Porra! —sibilou Dante entre os lábios do loiro, invertendo a posição, deitando Pietro no sofá bruscamente.
Um sorriso malicioso do loiro surgiu, seu membro já duro pela excitação, Dante se aproximou do menor, passando a língua bifurcada pelo pescoço do mesmo, arrancando suspiros e gemidos sôfregos, a sonata estava em seu fim, o fogo crepitava na lareira aquecendo-os, a única luminosidade vinha dali e da luz da cozinha.
Dante se afastou alguns centímetros, encarou a silhueta magra e definida do loiro intensamente, retirou o cinto da calça e ordenou.
—Estenda os punhos.
Pietro obedeceu eufórico, era assim que sua relação com o parceiro, a dominação do moreno sobre si, a maneira como as ordens dadas eram deliciosas aos seus ouvidos, temia sim, perdê-lo, amava demais Dante para abrir mão, só o faria caso o maior realmente quisesse, do contrário, sempre estaria ao seu lado, não importando as circunstâncias. Com os punhos presos, Dante terminou de se despir, o pau duro marcando a boxer preta fez o loiro salivar, querendo implorar para que o fodasse de uma vez. Com toda calma do mundo, o próprio retirou a calça o loiro que se remexeu inquieto, um grunhido de alerta o fez ficar novamente imóvel. O espaço era pequeno, o que dificuldade a movimentação, o quarto estava longe, por enquanto o sofá iria servir, após se livrar da cueca branca do menor, Dante voltou a beijá-lo, a destra apertando a coxa, enquanto pressionava seu membro contra o de seu parceiro, os gemidos baixos ecoando como uma nova sonata.
Pietro ergueu o quadril desesperado para sentir seu parceiro, Dante mordeu o lábio inferior do menor e chupou em seguida antes de se afastar. — beijos foram espalhados pelo pescoço de Pietro, descendo até a clavícula marcada, cada movimento lendo era uma tortura para o menor que gritava internamente para que Dante chegasse logo em seu pau que já expelia pré-gozo.
—Tão impaciente. —ronronou o moreno com um sorriso ladino.
—Dan. Por favor. —implora o loiro.
Um tapa foi desferido na bunda do menor, a ardência o fez gemer mais alto, a respiração ofegante.
—Não é assim que se pede gatinho.
O tatuado desceu mais, até o abdômen de seu parceiro, lambendo, chupando e mordendo levemente.
—Senhor, por favor. —voltou a pedir manhoso.
—Gatinho obediente.
Cansado de torturar o loiro, o moreno o indicador pela cabecinha inchada e rosada do pau do próprio, levou o dedo até os lábios saboreando o gosto do menor, sem aviso prévio, segurou o membro duro e lambeu toda a extensão, chupando a cabeça, quanto mais Pietro gemia e suspirava mais Dante chupava e punhetava com força, a saliva escorria pelo cassete, o moreno massageava em um ritmo frenético enquanto a canhota fazia o mesmo nas bolas, o prazer de Pietro era surreal, um deleite para o maior que havia prometido muitas horas atrás de que compensaria pelo desconforto do pedido de noivado.
—Me faz gozar amor, por favor. —pediu entre gemidos e arfadas longas.
—Quer meu caralho dentro de você? Hum?—retruca o maior, a voz grossa e arrastada.
A resposta veio baixa quase inaudível, Dante levou os dedos até os lábios do loiro ordenando que os chupasse, a língua quente passeava pelos dedos do tatuado, sugando com vontade, fazendo-o gemer quase em um frenesi, só pela visão disso poderia gozar facilmente.
Os dedos úmidos de saliva foi em direção a entrada do loiro, penetrando um dedo e depois o outro, iniciando um movimento lento, enquanto voltava a masturbar o pau já sensível, os gemidos antes suave, agora mais alto, levando a crer que Pietro já estava perto de seu prazer, Dante continuou até atingir a próstata do menor, metendo os dedos com mais força e rigidez, o tremor veio de imediato, o moreno parou retirando os dedos de dentro do menor, posicionou seu membro na entrada do loiro, olhando-o fixamente esperando o sinal para que o invadisse. —Pietro entrelaçou as pernas em volta da cintura do maior, implorando para ser fodido, com um sorriso malicioso, Dante o penetrou devagar, a entrada esmagando seu pau causando uma pressão deliciosa que percorreu por todo seu corpo.
—Me fode amor. —pediu o loiro com os olhos fechados, os lábios entreabertos.
—Goza bem gostoso para mim gatinho.
Dante umedeceu os lábios, com a destra segurou o pescoço do menor, retirou seu pau e o penetrou de novo, e de novo, as investidas bruscas levavam o menor a um ápice incompreensível, o moreno o masturbava enquanto metia com força, sussurrando palavras vulgares que traziam efeitos rápidos e precisos no menor. Não tardou para que Pietro gozasse forte, o pau expelindo porra, sujando seu abdômen, a cabeça avermelhada escorrendo o líquido, mesmo assim o moreno continuou, dessa vez puxando Pietro e se sentando no sofá, os punhos do menos ainda unidos pelo cinto de couro preto
—Cavalga bem gostoso no meu pau. —ordena o maior com as mãos na bunda do loiro, apertando a carne pálida, com certeza a marca de seus dedos ficariam ali por alguns dias.
O som sexual, as respirações sincronizadas, Pietro beijava e chupava o pescoço do moreno, enquanto sentava e rebolava no cassete de seu parceiro. O prazer foi atingido em alguns minutos, Dante retirou o membro de dentro do loiro, e o beijou.
—Gostei da recompensa. —brinca o loiro.
—Eu sei.Jamais quero vê-lo chateado outra vez bebê. Sei que toda essa situação é uma merda, mas nunca duvide dos meus sentimentos por você. Por favor.
—Tudo bem.Eu te amo.
—Também te amo.Vamos tomar um banho.
Dante assentiu, retirando o cinto dos punhos do loiro, o pegou no colo e foi em direção ao banheiro.
[...]
Dante voltara para casa no início do amanhecer, deixou Pietro dormindo, se vestiu e saiu, precisava tomar cuidado para não ser visto, era uma merda ter que manter tudo encoberto, por enquanto, não havia maneira de burlar o que a anos se tornou rotina. O carro foi deixado por seu motorista muitas horas atrás, enquanto dirigia de volta a mansão, recapitulou cada momento que teve com Pietro durante a madrugada, fizeram amor novamente, atingiram o prazer juntos e se amaram por metade da noite. Porra, porque tudo tinha que ser tão complicado? Pensou o moreno. Durante anos imaginou o futuro que poderia ter com o loiro, queria sair com ele como um casal normal, viver sem medo de julgamentos ou perseguição, quando mais o tempo passa, mais o tatuado pensa que isso parece mais distante do que o previsto.
O tempo ainda estava fechado, para seu alívio a chuva ainda não deu as caras, chegando na propriedade, deixou o carro na garagem, não esperou ser visto por seu pai, que a julgar pelo horário, com certeza já estava acordado tomando café em algum lugar da mansão. —subiu as escadas indo em direção ao seu quarto, parou de andar ao ouvir um choro vindo do quarto de Milllenna, um ruído baixo, se não fosse pelo silêncio esmagador, não ouviria, cogitou a hipótese de entrar e perguntar se estava tudo bem, infelizmente não o fez, não saberia o que dizer então seguiu até seu quarto, tomou outro banho, fazendo sua higiene matinal, as roupas da noite anterior foi posto no cesto de roupas sujas e trocou por limpas, estava cansado, queria dormir, entretanto tinha coisas a fazer dali algumas horas, optou por se exercitar enquanto o horário não chegava, falaria com Millenna em outro momento, algo diz que tem a ver com o parasita chamado Vincent.
—Signore. È arrivato un pacco a tuo nome. ( Senhor. Chegou um pacote em seu nome. ) —anuncia um dos seguranças.
Dante parou os exercícios, pegando uma toalha branca para secar o suor e pegou o envelope pardo, dispensou o homem com um aceno, sentou-se na cadeira e abriu com cuidado. Um frio o fez paralisar por completo, o susto causou em si um pavor descomunal, as fotos mostravam sua ida até o apartamento de Pietro, a seguinte era de ambos próximo a janela e a última era íntima o suficiente para lhe comprometer o suficiente para causar a morte do loiro e a exilação da sua. Seus dedos trêmulos apertaram as fotos com força, não tinha itinerário, nenhum vestígio de quem as mandou, só que o moreno sabia quem havia sido. Burro para caralho pensou o moreno.
Saiu da academia com o envelope, em seu quarto rasgou tudo e ateou fogo, deixou uma mensagem breve a Pietro para que tomasse cuidado. Resolveria isso ainda hoje. Luca assinou sua sentença de morte, e Dante fará com todo prazer maldito que sentia no momento.
Durante a tarde, deu atenção a seu pai mesmo que sua mente estivesse distante, concordou com alguns planos para o casamento e prometeu conversar com Millenna sobre cada um. No início da noite, por volta das seis e meia, Dante já estava vestido, as luvas de couro nas mãos, as roupas escuras, iria sozinho, sem fazer alarde algum, a arma estava escondida no cós do jeans junto a um silenciador posto no cano, saindo do quarto ignorou as perguntas da morena dizendo que conversaram depois, sua raiva o tornava agressivo, mortal, e impiedoso como um verdadeiro chefe. Diante a tantos veículos na garagem, o moreno optou por uma Kawasaki ninja 300, colocou o capacete e saiu em alta velocidade, havia descoberto onde Luca estaria então era para lá que seguiria como um sopro na escuridão o mataria sem dó nem piedade.
Luca encarava os papéis a sua frente, o copo de bebida próximo de si, os seguranças ali postos não lhe trazia sensação de proteção, mandou seguirem Dante, ordenou que tirasse as fotos a fim de provocar o homem que todos idolatram, o ruivo o odiava amargamente, desejava que a noite se fosse para ir até Joseph mostrar o que seu adorável filho aprontava quando estava fora da propriedade. Um barulho de algo pesado soou do lado de fora do escritório do ruivo, seguido por outro estrondo e dessa vez se chocou contra as portas que se abriu quase caindo devido a força, Dante sorriu encarando seu alvo, os Guarda Costas tentaram proteger Luca, não obtiveram êxito, pois já estavam mortos antes mesmo de pegarem as armas no coldre .
— Ho sempre pensato che fosse stupido. Ma non avrei mai pensato che sarebbe stato così tanto da commettere una tale incoscienza. ( Sempre o achei burro. Mas nunca pensei que seria tanto ao ponto de cometer tal imprudência. )
Luca levantou-se da cadeira, recuando o máximo que o espaço permitia, não tinha palavras para se defender do homem que nesse momento apontava a arma para sua cabeça.
— Dante. Parliamo. ( Dante. Vamos conversar ). —diz o ruivo apavorado.
—Ti ho avvertito. Te l'avevo detto che ti avrei ucciso, bastardo. Andiamo a ciò che conta. ( Eu avisei a você. Avisei que te mataria, seu desgraçado. Vamos ao que interessa. ) —anuncia Dante dando passos largos até o ruivo.
Caso o hot tenha ficado estranho peço perdão, porq e a primeira vez que faço um livro onde os personagens são bi.
Cap sem revisão . Caso aja algum erro ortográfico peço desculpas.
Até a próxima att. Espero que tenham gostado.
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