𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑢𝑙𝑜 22
Eu superei isso, eu sobrevivi
É mais do que apenas respirar e permanecer vivo
Tudo o que eu sinto é um fogo por dentro, eu o ultrapassei
I'm Back - Royal Deluxe
━━━━▣━━◤◢━━▣━━━━━
🚨Por Favor leiam as notas finais. Obrigada. 🚨
☬
—Dove sei stato? ( Por onde esteve ? ) —questionou Joseph com o semblante nada amigável, o cenho franzido, o maxilar travado e um olhar que fazia Dante querer se encolher como uma criança assustada .
—Millenna si annoiava così ho deciso di portarla fuori per divertirmi. ( Millenna estava entediada então decidi levá-la para se divertir. ) —responde baixo, quase como um sussurro.
Não havia pregado os olhos durante o restante da noite, após chegar, certificou-se de que sua noiva estivesse acomodada em seu quarto para então ir para o seu. O que havia acontecido naquele banheiro da boate, desencadeou sensações diferentes; algo que jamais havia experimentado, não em dose dupla. —ter Millenna ofegante, gemendo manhoso enquanto Pietro a saboreava, não se dissiparia de sua mente tão rápido, também não desejava que acontecesse. Seu corpo a queria, sua mente criava situações diversas onde trazia o céu até Millenna, a fazendo sentir todos os prazeres possíveis.
—Hmm, devi essere responsabile nei confronti del tuo fidanzato Dante. Devi comportarti così ... Il tuo matrimonio avrà luogo la prossima settimana, non è il momento di essere irrilevanti. Inteso?. ( Hum. Precisa ser responsável com sua noiva Dante. Tem que se portar como tal.Seu casamento acontecerá na próxima semana, não é tempo de ser inconsequente. Entendeu? ) —seu timbre mesmo ameno continha autoridade, sua voz não trazia espaço para más interpretações.
—Si. ( Sim ). —concorda o tatuado.
O café da manhã diante de si mal foi tocado, a falta de descanso pesava sobre seus ombros, ainda sim, sentiu-se totalmente revigorado, uma energia que o mantinha desperto e atento a tudo . Joseph encerrou seu desjejum avisando que tinha assuntos pendentes a serem resolvidos. Dante ficou sozinho, o silêncio se estendia, quase esmagadora, sua mente frisava os momentos quentes da madrugada, mesmo tentando pensar em outra coisa, não obtinha êxito, era tão difícil quando uma maldita droga, como se só se ter experimentado uma vez, tornou-se viciado, desejando, ansiando por mais. Porra. Como queria, pensou o moreno.
A relutância de Millenna o manteve cauteloso, não sabia detalhadamente o que havia sofrido nas mãos do ex, e com certeza não precisava saber, pois era perceptível o modo como a mulher era reclusa, como seu olhar era vago, o jeito como se portava diante de si, era exatamente como alguém machucado se portava. Com medo constante, ódio era pouco para descrever Dante, seu peito infla só de pensar na mesma ferida, desesperada e implorando pela vida; era cedo para dizer que havia se apaixonado pela morena de feições marcantes e sorriso encantador, entretanto, não negava o fato de que era protetor, seria dessa maneira quanto fosse necessário.
Empregados surgiam para retirar os itens sob a mesa enorme de vidro, murmurando desculpas, Dante pensou em tranquilizá-los, mas estava cansado demais para isso, apenas se retirou para deixá-los em paz com seus deveres diários.
Subindo as escadas preguiçosamente, Dante pressionou seus dedos na nuca, a fim de trazer menos tensão e mais alívio, no corredor para seu quarto, parou diante do da morena, pensou em entrar, acordá-la com um prazeroso oral, todavia, não o fez, tal vontade poderia ser demais para mulher, precisava agir com calma, e fazer apenas o que ela permitia, nada além. Um mínimo ato poderia cair por Terra quaisquer chance que futuramente pudesse ter com a própria. —sem rodeios, o moreno prosseguiu, passando pela porta da garota e adentrando no seu próprio cômodo, retirou a camisa escura antes de se deitar na cama, respirava profundamente enquanto seus olhos azuis opacos fitava o teto de cor pálida, pensamentos se amontoavam um sob os outros, impossível de se fixar em um só. Pietro ainda não chegara, Dante presumiu que o loiro pudesse estar dormindo, apesar de ser um pouco impossível, cogitou a hipótese de mandar uma mensagem e ir até o apartamento, e isso também só passou de pensamentos que não colocaria em prática. O moreno se cobrava demais, suas ambições perderam a devida importância, não era hipócrita, tudo aquilo estava acontecendo do jeito que deveria acontecer, apenas deve se focar, não deixar-se ser engolido pelo orgulho ou até mesmo pelo poder. —seus propósitos são maiores do que qualquer coisa. Precisavam ser.
Sua maior força era descobrir quem havia dizimado sua família, quem era o autor de todo o inferno que passou, toda a dor e sofrimento que sentiu na pele, em seus ossos. —queria encontrar e causar o triplo da dor, o torturar até que não restasse mais nada, o destruir de dentro pra fora. Irá vingar sua família, as mortes não serão em vão, não permitirá isso . —Dante acabou adormecendo sem ao menos perceber, foi levado para sonhos tortuosos, lembranças dolorosas onde só ele podia ter acesso, pois ninguém é capaz de denominar uma dor, exceto quem as sente. Não havia palavras cabíveis para expressar o quanto Dante sofreu, o mesmo tentava ser um bom homem, um ser humano justo, infelizmente, ou felizmente seu antro familiar não era dos melhores, sua vida não foi predestinada a ser alguém normal. Seu destino foi traçado da pior maneira possível, como se o próprio Diabo tivesse tomado as rédeas sobre o que aconteceria ou deixaria de acontecer consigo. Se houvesse um Deus, com certeza o odiava, assim pensava o homem.
[...]
Barulhos ecoavam no andar debaixo, Dante abrirá os olhos, fitando as estrelinhas junto aos planetas grudados no teto, brilhantes como se fossem o próprio espaço. —a criança paralisou debaixo das cobertas de desenhos diversos, os olhinhos azuis arregalados devido ao susto. Um grito agudo ecoou, tão alto que uma nova onda de pavor percorreu pelo corpo miúdo e indefeso da criança.
Vozes estridentes reverberam pela casa humilde e velha, palavrões se destacavam durante a suposta discussão , Dante começou a tremer, sua família não ditava palavras de baixo calão em sua presença, a fim de lhe dar uma boa educação e uma infância sem muita violência e palavras desagradáveis. —levado pela curiosidade, Dante jogou os edredons quase derrubando no chão, pisou firme no assoalho de madeira, tão frio que trouxe arrepios a si, com os pés miúdos e descalços, caminhou até a porta de seu quarto, os dedinhos trêmulos, a garganta seca e uma vontade súbita de chorar e chamar por seus pais. Murmúrios sôfregos surgiram, Dante não ousou abrir a porta, apenas encostou o rosto para conseguir ouvir melhor, muito do que era dito, não era possível ouvir com clareza ou distinguir de quem a voz pertencia. Barulhos de itens sendo quebrados, móveis pesados caindo bruscamente no chão, com isso, o pequeno quase urinou nas calças, correu até o guarda -roupa e ali se escondeu.
O horário era desconhecido, sons agudos e gritos seguidos de clemência chegaram aos ouvidos do pequeno, pois nada poderia abafar todo aquele inferno. —o silêncio por fim se estabeleceu, passos pesados que pareciam estar no andar superior, desceu, Dante não ouvira mais nada; esperou mais um tempo para sair de fininho de seu esconderijo, abriu a porta e saiu, os passos vacilantes diante a madeira gasta, o pijama fino não o aquecia, e não havia nada que pudesse aquecê-lo diante do que estava prestes a ver .
A cena não podia ser descrita por uma criança, o sangue manchava as paredes, ao lado dos corpos o sangue formou uma poça escura com cheiro horrível de sal e ferrugem, causando enjôo e ânsia de vômito.
Se tivesse um pouco mais de idade, distinguiria tudo aquilo como "macabro" , ainda sim, compreendeu que não havia mais o que ser feito. Não era possível trazer sua família de volta a vida como nos filmes que assistia com seu pai todo final de semana.
Seu coraçãozinho doía, o choro veio sem avisos, mesmo consciente, tentou chamar por seus pais em uma esperança falsa de que tudo não passava de pesadelos. Demorou para que sua mente o ajudasse a agir e chamar a polícia.
E quando o fez. Quando viu as luzes azuis e vermelhas iluminando o gramado na escuridão, a realidade lhe atingiu tão forte que tal coisa jamais se extinguirá de sua mente que antes era inocente, pura e infantil
Tão rápido quando havia adormecido, despertou, os olhos abertos fitando algo que ainda não havia se focado, seu coração estava completamente disparado, o suor cobriu-lhe por inteiro, e antes de poder finalmente procurar entender e se acalmar, notou uma figura o encarando, Millenna parecia assustada, receosa.—Dante se sentou na cama, as mãos de encontro a seu rosto, pressionando os olhos e mentalizando que era um pesadelo. Um maldito pesadelo.
—Dante? Está tudo bem? —pergunta com cuidado.
—O que faz aqui? —não queria ter soado grosseiro, apenas estava tomando pelas sensações ruins do passado, o tornando alguém um pouco mais bruto e ignorante do que de costume.
—Seu pai pediu para lhe acordar, percebi que se mexia muito e murmurava algo que não entendi muito bem...Me desculpe. Tentei te acordar mas não consegui, você pareceu mais assustado, fiquei preocupada. —explicou envergonhada. Ao menos foi o que Dante conseguiu constatar.
—Que horas são ?
—15:30.
—Porra! —xingou ficando de pé rápido demais, sua visão ficou um pouco turva, porém se normalizou rapidamente.
—Calma. Dante. Se acalma.Ei, olha pra mim.—pediu a morena já de frente para si.
Dante não havia notado, mas estava confuso, assustado, as mãos um pouco trêmulas.
—Respire. Calma. —volta a dizer .
—Millenna. —sua voz soou como se pedisse ajuda para garota.
O mesmo odiava demonstrar fraqueza, detestava que terceiros pudessem ver e o taxar de fraco. — Agora, encarando os mirantes castanhos escuros da mulher, pareceu que nada disso era errado. Era como se Millenna fosse um anjo capaz de fazê-lo enxergar o quão humano ainda era.
—Estou aqui. Ficará tudo bem. —ditou pensando que o maior ainda pudesse estar nervoso.
Ambos se entreolharam por longos minutos, a tensão ainda pairava pelo espaço, Dante sentia o calor surgir em seu corpo mas a pele parecia fria como gelo, então não pensou quando puxou Millenna contra si, para enfim beijá-la. —o cheiro doce que se assemelham a frutas vermelhas deixou o tatuado quase embriagado, o calor da mulher o deixava aflito, quase em pânico para senti-la cada vez mais .
—Dan..—tentou dizer, mas foi calada de vez.
Foi pega no colo com urgência, as línguas em sincronia quase similar.
Por mero segundo, se afastou dos lábios de sua noiva, a deitou gentilmente sob os lençóis negros, queria admira-la por mais algum tempo, tirar suas roupas e ordenar que gemesse seu nome, ao se conscientizar do que estava prestes a fazer parou. Não queria fazer nada motivo ao medo, ao pânico que as lembranças lhe trouxeram, então pediu desculpas e se afastou pegando sua camisa e saindo do quarto antes mesmo de vesti-la, deixando para trás a mulher que tomou-lhe os sentidos de todas as maneiras possíveis.
Joseph estava de costas para si, olhando o fogo crepitar na lareira, o copo de bebida em mãos, Dante ajeitou a camisa e pigarreou para que o velho notasse sua presença.
—Ancora incubi? ( Pesadelos outra vez ?) —pergunta Joseph ao perceber a palidez do próprio.
—Non importa ... è successo qualcosa? ( Não importa... Aconteceu algo ? )
—Non proprio ... Ho solo bisogno che tu risolva un problema con Carlo. Quel figlio di puttana scopa con il nostro figlio d'affari. ( Na verdade não...Apenas preciso que resolva um problema com Carlo . Aquele filho de uma puta só fode com nossos negócios filho. )
Bile subiu a garganta do moreno, sabia muito bem a maneira que Joseph quer que seja feito, por não ter meios de não acatar a ordem apenas aceitou.
— Okay.
— Fallo soffrire . ( Faça-o sofrer ). —voltou a ordenar, a voz rouca e grossa devido a idade avançada.
— Si signore. ( Sim senhor )
De volta ao quarto, não viu sinal de sua noiva, não tinha tempo para falar com ela agora, apenas se prontificou a se preparar. Ligou para Pietro, pedindo que viesse o mais rápido possível, tomou um banho e se vestiu de maneira apropriada, seus medos deverá ser mantidos trancado no fundo de sua mente.
Agora. Dante não deve se mostrar fraco. Deverá mostrar que não seria apenas chefe. Mas sim o próprio rei.
.....
Boa noite . Trouxe mais um capitulo pra vocês.
Vamos ver um lado perverso de Dante e Pietro que até então mantive oculto kkkk. 👹
Bom gente. Vim avisar algo rapidinho.
Apenas uma coisa irei afirmar. Não haverá filhos. Quem me acompanha sabe que minhas obras as personagens não possuem filhos. Apenas *O Gangster " possui, porque só o fiz devido a muitos pedidos.
Porém não será mais assim. Acatei o pedido mesmo sendo algo que me é desconfortável por razões pessoais que não entrarei em detalhes.
É isso. Não esperem gravidez, filhos nem nada do tipo, pois não terá.
Nem nessa obra e muito menos nas futuras tá bom?
Por favor não entendam errado. Não repúdio gravidez, crianças e etc... Apenas é algo que desencadeia certos momentos de minha vida que me é dolorosa.
E isso
Espero que tenham gostado desse cap também.
Até a próxima att .
Obs : Caso tenha algum erro ortográfico peço perdão , pois não foi revisado. ❤️🥀🌹
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top