Meu dia feliz!

Abri os olhos me sentindo a mulher mais feliz do mundo, o dia tão esperado chegou. Meu casamento enfim chegou, demorei tanto tempo para conseguir me relacionar com alguém que encontrar Heitor foi a minha salvação. Meu dia será uma correria, mas estou muito feliz.

Levantei-me sentindo uma euforia por dentro, fiz minhas higienes com um pouco de entusiasmo. Entrei em meu closet e dei de cara com meu vestido de casamento todo branco com um aberto nas costas e trançado com pedras na cintura, sua calda gigante cobria metade do chão, o véu todo cheio de pedras brilhantes o deixa chique mas simples. Foi tão difícil chegar nesta escolha, eu queria que tudo fosse perfeito, não seria completamente perfeito, mas de onde meus pais estivessem eles olhariam por mim.

Corri para o salão para levar as minhas duas madrinhas de casamento para arrumar, eu não as conhecia muito bem, foi escolha de Heitor, mas como elas eram amigas dele longa data e eu não tinha tantas amigas, deixei ele escolher. Elas entraram em meu carro uma Dodge Ram 2500, elas sorriam e me olhavam com deboche, anotem em suas agendas, a coisa que eu mais odeio na vida e pessoas que acham que são mais que as outras, sempre pude ter tudo, mas eu nunca fiz junção desse fato, elas riam cada vez mais me observando. Será que se fizer esse carro capotar para sumir com elas alguém sentiria falta?!. Não me achava feia, morena com cabelos lisos até a cintura, nem muito magra mas também não gorda, peitos médios, bunda media e redondas e cochas grossas e meia musculosa por ter ajudado muito meu pai em nossas fazendas. Sentia tanto a falta dele.

Não cheguei a me apresentar a vocês, sou Melinda Benfatcher, quando eu tinha doze anos meus pais morreram de acidente de carro, passei a ser cuidada por uma tia, meus pais me deixaram 4 fazendas, todas exportadoras de carnes, e uma empresa gigante para gerenciar, me formei em veterinária, amava ficar longe da cidade, minha tia gerenciava a empresa enquanto eu estava em algumas das fazendas, ela era de total confiança, minha tia Melissa odiava Heitor, mas nunca o destratou. Ela não aceitou bem nosso noivado, ela disse que um dia eu enxergaria o traste que eu estava amarrando meu "burro".

Conheci Heitor em uma viagem para a Índia, me hospedei em um de seus 20 hotéis de luxo, vê-lo foi como um raio de luz, moreno, alto com 1,92 de altura, corpo tonificado, aqueles olhos castanhos claro me fascinaram. Ele veio e me conquistou, foi paixão a primeira vista.

Deixei as minhas madrinhas no salão e voltei para casa para poder me arrumar, escolhi me casar no final da tarde, Heitor também queria esse mesmo horário, era uma hora muito boa. O cabelereiro e a maquiadora chegaram depois do almoço, faltando 15 para as 16:00 da tarde eles terminaram de me arrumar, o vestido estava perfeito em meu corpo, fiquei linda, nunca me senti tão bela.

A limusine chegou na hora marcada, fui saltitando para o local marcado, a casa era gigante e em seu jardim estava tudo magnifico, o altar, as flores, tudo ate o lugar para os convidados, as mesas para a festa depois. Entrei para o quarto, esperar até o meu horário de entrar, enfim ver meu amado, entrei no quarto que me disseram para esperar, a cena que vi assim que entrei me dilacerou a alma, Heitor estava nu tranzando com uma das madrinhas que ele escolheu, ela me olhou com um olhar de ironia.

_Amor não é o que parece! Ele me disse cinicamente, idiota, será que ele me acha tão burra.

_Não precisa se levantar já vi o suficiente, e você sua vadia faça bom proveito deste traste imundo, me fez um favor, obrigado.

Peguei o jarro de flores e taquei nos dois pelados e corri para longe de todos, rasguei o vestido e corri pelas ruas chorando, corri para o primeiro hotel que vi, entrei na banheira cheia d'agua e chorei por horas, me passou tantos pensamentos de morte pela cabeça, mas me lembrei de meus pais,minha mãe o que diria de me ver querer morrer por um cara que não valia nem o que o gato enterra,sai da banheira e me olhei no espelho, meu rosto com a maquiagem toda borrocada mostrava alguém fraca e frágil, eu nunca fui assim, eu nunca chorei por nada, nem quando meu pai me fez enfrentar uma vaca parida e eu levar um esfrega dela , eu não deixei uma lágrima cair, somente chorei no enterro de meus pais, a dor era dilacerante, essa dor que eu sentia agora era nada perto da dor que senti ao me despedir deles daquela forma.

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