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Boa leitura 📖
A foto mostrava eu e Su-hyeok em frente a escada, quando o mesmo me impediu de acabar rolando vários degraus. Na posição em que a foto estava, parecia que estávamos nos...Beijando, havia inúmeras mensagens, várias.
Só queria que isso fosse um sonho, mas pelo visto não é.
Sempre suspeitei.
Eles formam um casal tão lindo.
Bando de viado.
Eram algumas da várias mensagens que estavam no grupo e o pior é que com certeza essa foto já devia estar correndo por toda a escola. Sinceramente tenho até medo de entrar nas minhas outras redes sociais, não tô afim de ficar lendo comentários sobre mim e Su-hyeok.
— Caralho — Gyeong murmura. — Estou sem reação, você e o Su-hyeok...— O fuzilo com o olhar e o mesmo não termina a frase.
— Agora as coisas fazem sentido — I-sak diz.
— Não, não fazem! — resmungo.
Pronto, agora tá todo mundo achando que eu e o Su-hyeok temos alguma coisa, meu Deus, acham que a gente namora.
— Isso não pode estar acontecendo, não pode — resmungo. — Merda! — Minhas mãos estavam suando, minha respiração começa a ficar um pouco acelerada.
— Hey Cheong — On-jo me chama. — Tudo bem?
— Não — respondo. — Não tem nada bem nesse momento! — digo.
Tudo começou a dar errado.
— Ok, inspira e expira — Gyeong coloca a mão em meu ombro.
— Melhor a gente ir embora, vamos pra sua On-jo — I-sak fala. — Assim Cheong pode se acalmar um pouco.
— Melhor mesmo — Gyeong fala. — Minha nossa que confusão — resmunga.
— Será que o Su-hyeok já viu a foto? — pergunto em voz baixa.
Meu Deus, se ele tiver visto com certeza vai surtar, mas não tenho culpa de nada, tenho certeza que tem dedo do Gwi-nam nisso, aquele desgraçado, cuzão, arrombado do caralho.
Tô tão puto que nem consigo pensar em outros xingamentos.
— O quê? — On-jo indaga.
— Merda, merda — digo. — Eu tô fudido, muito fudido, minha nossa! — O desespero estava tomando conta de mim.
Na verdade já tomou.
Não tem como ficar calmo em uma situação dessas, não tem mesmo.
— Calma, ficar em desespero agora não vai ajudar — I-sak fala.
— Vamos embora, você precisa se acalmar um pouco — Gyeong fala.
Apenas concordei com a cabeça e não digo mais nada, descemos as escadas e ainda sentia o olhar de várias pessoas encima de mim, isso é desconfortável em um nível que nem consigo explicar. Suspiro assim que saímos em direção a saída do colégio, foi que tudo começou a piorar, e muito. Tinha muita gente com o celular na mão, rindo e ficando completamente surpresos, tenho procurar Su-hyeok com os olhos, talvez ele não tenha ido embora ainda, mas acho que é inútil tentar acha-lo no meio desse monte de gente.
Odeio esse lugar, com todas as forças do meu ser, odeio esse maldito colégio.
Andamos o mais rápido que conseguíamos para conseguir sair desse lugar o bem depressa, antes que eu acabe surtando e xingando alguém daqui. Não encontramos Su-hyeok na saída, acho que ele realmente deve ter ido embora, por quê a minha vida tem que ser tão complicada? Meu Deus, nem paz eu consigo ter.
No fim acabamos indo para o apartamento da minha amiga, On-jo nos levou até o quarto dela, cheio de pôsters de idols, encima da escrivaninha tinha um porta retratos com uma foto dela com o pai, e um outro porta retratos de quando ela era pequena, nessa a sua mãe ainda estava viva.
I-sak, eu e Gyeong nos sentamos na cama dela enquanto a mesma andava de um lado para o outro, tentando entender o que estava acontecendo, era pra ser só mais uma semana normal. Ninguém falou nada por alguns minutos, só se ouvia os passos de On-jo, é uma situação um tanto que complicada, estava tentando me acalmar aos poucos.
— Ok, ainda estou tentando entender o que tá acontecendo aqui — On-jo me olha. — A quanto tempo, você e o Su-hyeok estão tendo um caso? — Arregalo olhos com a sua pergunta repentina.
Do nada, ela me solta uma bomba dessas.
— Nós não estamos tendo um caso Jo, por favor! — respondo.
— Cheong não precisa mentir pra gente — I-sak põe a mão em meu ombro, a olho com a maior cara de cu.
— Meu Deus, nós não temos nada! — Me levanto da cama. — Eu tropecei e quase caí escada abaixo, mas Su-hyeok segurou o meu braço e me puxou para perto, a foto foi tirada em um ângulo, onde parece que eu e ele estamos nos beijando, mas não estamos — explico.
— Será que foi isso mesmo que aconteceu? — On-jo pergunta cruzando os braços.
Oh menina chata!
— Por quê, acha que eu inventaria isso? — indago.
— Porque tem medo, de como as pessoas vão reagir — fala. — Todo mundo sabe, que você é bissexual, não é nenhuma surpresa isso, e você e o Su-hyeok formam um casal lindo.
— Nós não somos um casal — Ponho as mãos na cintura. — E agora? A escola inteira deve ter visto a porra dessa foto, como é que vou pra aula amanhã? — indago.
Como iria encarar o Su-hyeok, Meu Deus, as coisas sempre dão errado, puta que pariu, calma Cheong, calma, respira, não precisa se desesperar tanto, em breve eles vão esquecer de tudo isso.
— Normalmente, por quê quer se esconder? — I-sak indaga. — Isso não vai fazer o problema desaparecer, conversa com os seus pais sobre isso.
— O problema é que o diretor é um pau no cu que não está nem ai pra gente — Gyeong finalmente se pronuncia. — E tenho certeza que o Gwi-nam está por trás de tudo isso, e com certeza vai fazer algo bem pior se tu tentar alguma coisa — Ele estava preocupado.
Realmente, Gwi-nam não é o tipo de cara que você deve irritar ou cruzar o caminho, o garoto é o demônio em pessoa, não duvido nada que ele faça algo bem pior caso eu abra o bico.
Melhor não arriscar e muito menos tentar a sorte.
— Gyeong tem razão, Gwi-nam com certeza não iria deixar barato — I-sak diz. — Talvez, você devesse conversar com o Su-hyeok.
— Não! — digo.
— Por quê não? — On-jo indaga.
— Não vou conseguir encara-lo agora — resmungo. — Que merda em, minha vida é só confusão, mas que porra! — On-jo anda até mim e coloca a mão em meu ombro.
— Olha, também não sei como te ajudar agora — diz. — Mas vamos pensar em algum plano, não precisa se desesperar — diz.
Mas, eu já estou desesperado.
— Ok, vou tentar não me desesperar — digo.
Embora, saiba que isso é praticamente impossível.
— Ótimo, e não acho que Su-hyeok vai ficar furioso — Gyeong fala. — Vocês formam um casal tão lindo.
— Não somos um casal! — Su-hyeok e eu não temos nada haver um com o outro, não faz o menor sentido as pessoas acharem que seríamos um lindo casal.
Não temos nada haver, não somos um casal. Mas, com a porra dessa foto circulando pelas redes sociais, acho bem difícil acreditarem em mim.
— Acho que vou pra casa, tomar um banho — digo andando até a cama de On-jo e pegando a minha mochila.
— Um banho vai ajudar você a relaxar — I-sak fala. — Bom, acho que também vou indo, antes que minha mãe comece a ficar preocupada — Ela se levanta e pega sua mochila.
— Também tenho que ir — Gyeong fala. — Bom, vejo vocês amanhã na escola — diz.
On-jo nos acompanha até a porta, I-sak e Gyeong se despediram de nós e então foram embora.
— Bom, até amanhã — On-jo fala.
— Até — me despeço e vou em direção a minha casa.
Pego a chave no meu bolso e destranco a porta, a deixo onde sempre costumo deixar e fecho a porta. Ando até o meu quarto, e jogo a mochila encima da cama, agora preciso pensar em como conseguir encarar a escola inteira amanhã.
Principalmente, o Su-hyeok.
— Calma Cheong, podia ser pior não é mesmo — murmuro para mim mesmo me sentando na cama e tirando os meus tênis.
Me pergunto, como é que esses caras conseguiram ficar com o celular dentro da escola, geralmente a gente sempre tem que entregar os celulares antes do início da aula. Bom, o jeito é pensar no que fazer agora, ok, calma Cheong, pensa, pensa.
— Bom, talvez se eu inventar um mentira para não ir a escola amanhã — digo.
Bom, é isso, não vou pra escola amanhã, e eu vou dar um jeito nisso.
Preciso dar um jeito, não vou conseguir encarar Su-hyeok amanhã.
Céus, minha vida tá virando uma confusão sem fim.
Continua...
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