18
O quarto de Su-hyeok é realmente um caos, roupas jogadas no chão, a cama totalmente bagunçada, a escrivaninha é um dos poucos lugares livre de toda essa sujeira, tem pacotes de salgado aqui também. Havia uma mesinha, nela havia uma tv e próximo a ela o videogame dele, havia dois controles.
O quarto dele consegue ser pior que o meu, e olha que pensei que isso era impossível, ou pelo menos era o que eu achava.
— Meu quarto é bagunçado, mas o seu consegue ser muito pior — digo colocando as mãos na cintura e dando uma olhada ao redor.
— Não tá tão ruim assim — ele diz deixando a mochila no chão próximo a cama e depois se joga encima das cobertas.
— Hm deixa eu ver — faço uma expressão pensativa — , está sim Su-hyeok, isso aqui tá pior que o meu, parece até que passou um terremoto por aqui — Ele ergue um pouco a cabeça e me olha com um olhar de puro tédio.
Mas não posso falar nada né, o meu também é bagunçado.
— Para de ser chato, vamos começar a estudar logo! — diz se sentando na cama e pegando a mochila.
— Tem razão, não podemos ficar perdendo tempo — digo andando até a cama dele e me sentando nela.
É bem macia e aconchegante, parece ser bem confortável para se dormir, tirando a bagunça aqui e ali, até que o quarto de Su-hyeok é bem legal, mas seria bom ele arrumar.
Embora nem arrume o meu, meu Deus.
Para de julgar ele Cheong!
— Vamos começar logo então, porque assim acabamos o mais rápido possível e ficamos livre o resto da tarde — Su-hyeok fala me olhando.
— Não sei se posso ficar aqui por muito tempo, tenho que voltar antes do jantar — digo.
— Bom bebê, depois posso pedir para o meu pai te levar até sua casa — ele diz abrindo um sorriso encantador no rosto.
— Vou pensar, não prometo nada — respondo.
— Que bom bebê, agora vamos começar a estudar logo! — Chega a ser estranho ver Su-hyeok empolgado para estudar.
Bem estranho, isso me assusta.
No início foi difícil sim a explicar as coisas para Su-hyeok, mas aos poucos ele foi começando a entender e compreender a matéria e isso me deixou bastante feliz e aliviado, Su havia feito várias anotações para conseguir ler e entender a matéria de um jeito bem melhor, gosto desse Su estudioso.
Mas devo admitir que também gosto do Su palhaço que fica me irritando, estou começando a me acostumar com a presença dele no meu dia a dia, Meu Deus calma Cheong, não podemos ficar pensando nisso agora.
Apenas, se recomponha homem, pare de ficar pensando nesse tipo de coisa.
— Você explica muito bem Cheong — Olho para Su-hyeok. — Consegui entender a matéria, pela primeira vez em muito tempo — fala dando um pequeno sorriso sem graça.
— Obrigado Su, fico feliz que esteja te ajudando — digo sendo sincero. — Amanhã revisamos tudo, e ai vou passar algumas atividades para você, quero ver se conseguiu entender mesmo — Ele faz um biquinho nos lábios.
Me deu uma vontade de dar um beijinho ali.
— Poxa bebê, vai mesmo me fazer responder atividades amanhã? — indaga.
— Não tente usar seu charme em mim, isso não funciona — Cruzo os braços. — E sim, você vai fazer essas questões sim — Su-hyeok bufa.
— Poxa, você é cruel — diz fazendo drama e se jogando na cama.
— Achou mesmo que eu ia pegar leve com você? — indago.
— Achei ué, cê é meu namorado, devia ser mais legal comigo — diz levantando o rosto um pouco e me encarando.
— Pois achou errado meu bem, não vou pegar pesado com você só porquê é meu namorado — digo.
— Pelo menos agora ainda temos algum tempo livre — diz. — Que tal jogarmos videogame? — indaga.
— Bom, acho que jogar um pouco não vai fazer mal — Su-hyeok se levanta e abre um grande sorriso.
— Óbvio que não, vai ser legal jogar videogame hoje, faz um tempinho que não ando jogando — diz.
Então ele vai até a teve e a liga, depois ligou o jogo e pegou os os dois controles, fazia um tempo que não jogava também então estava um pouco enferrujado, Su-hyeok havia colocado um joguinho de luta.
Foi extremamente difícil ganhar dele no início? Foi, mas o meu instinto competitivo é bem maior, então a partir do momento em que fico determinado a vencer ninguém me segura, depois que pego o jeito começo a derrotar Su-hyeok, ele não é pário para mim.
No videogame eu sou maravilhoso.
— Ganhei de novo! — digo e olho para Su-hyeok. — Seu perdedor!
— Foi apenas sorte, não fica se achando não! — diz bufando.
— P-e-r-d-e-d-o-r! — repito de novo e fico com o meu rosto próximo ao seu. — Aceita querido, você perdeu e eu ganhei! — Ele revira os olhos.
— Não sabia desse seu lado competitivo — o garoto fala. — Vamos jogar mais uma partida, dessa vez eu ganho — diz todo confiante.
— Não cante vitória antes da hora Su, você sabe muito bem que não vou deixar você ganhar tão fácil meu amigo — digo. — Aliás, vamos tornar esse lance mais divertido, se eu ganhar, você vai ser o meu criado amanhã o dia inteiro, e se você ganhar, eu serei seu criado, é praticamente a mesma coisa que eu e On-jo fazemos — digo.
— Gostei da ideia, pode ser — diz.
Então começamos a jogar, eu era bastante observador então sempre descobria as táticas de Su-hyeok e logo conseguia me defender de todas as suas ofensivas. A vitória parecia estar bem perto, a vida de Su-hyeok estava quase acabando e eu conseguiria ter um ótimo dia amanhã tendo um empregado por um dia.
— Vai ser bom ter alguém para me mimar amanhã — digo para ele sem tirar os meus olhos da tv.
— Não devia comemorar antes da hora bebê — diz.
Então o impossível acontece, Su-hyeok usa um golpe especial que nem eu sabia da existência e acaba com a minha vida em questão de segundos. Fico sem reação por alguns segundos, sinto Su aproximar o rosto do meu ouvido, sua respiração quente vem de encontro com a minha bochecha.
— Então acho que alguém será meu empregado amanhã — sussura em voz baixa no meu ouvido me fazendo sentir um arrepio.
— Você trapaceou! — o acuso.
— Não sou de trapacear bebê — Su-hyeok afasta o rosto e ajeita a postura. — Ganhei de uma maneira totalmente justa, aceita que dói menos! — diz.
— Aish — coloco o controle do meu lado e cruzo os braços.
— Sem birra em, ganhei de um jeito totalmente justo! — diz.
— Não acredito que vou ter que ser seu empregado amanhã! — Eu realmente não tenho nenhum pouco de sorte mesmo.
— Só lembrando aqui que quem teve essa ideia foi você e não eu viu — Su-hyeok faz questão de me lembrar.
O quê eu tinha na cabeça para sugerir isso? Mas que merda Cheong!
— Eu sei, não precisa ficar me lembrando disso — digo.
— Preciso sim, vai que você decide me bater só porque ganhei — diz. — Você não vai me bater não né?! Olha Cheong, a ideia foi toda sua — fala.
— Não Su-hyeok, não vou te bater!
— Acho bom mesmo — resmunga deixando o controle atrás dele. — Se bem que com o seu tamanho, você obviamente não conseguiria — Ok, agora ele acaba de conseguir me estressar.
Simplesmente pulo encima de dele e acabamos caindo no chão, fiquei por cima dele e o peguei pelo colarinho, o puxando para perto.
— Se me chamar de tampinha de novo, vou te meter um soco — digo.
Então a porta do quarto se abre, revelando uma mulher que possivelmente era a mãe de Su-hyeok.
Agora pronto, a situação acaba de ficar pior.
— O quê está acontecendo aqui? — ela indaga com um olhar curioso.
Como eu sou sortudo.
Continua...
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