Capitulo 17
Narrador...
Em algum lugar no passado...
O celular de Chris, não parou de tocar durante a tarde inteira. Ele ignorou todas elas, estando em semana de provas, precisa se concentrar o máximo possível sem distrações de nada. Voltando para casa, para seu apartamento de solteiro, como seu irmão mais novo chama, ele verificou sua caixa de mensagem de voz, ouvindo todos os recados não tão agradáveis de se ouvir.
O que tanto foi adiado, agora todo mundo sabe, seu namoro com a Stella Campbell. A última mensagem foi da sua mãe, "que história é essa que você engravidou a Stella? Falei para você se cuidar, em qual parte de se cuidar em vocês não entenderam?"
Voltando a calçar os sapatos, o rapaz correu para o elevador. Clicou no nome da sua namorada na agenda do seu celular.
Ligação on ...
*Você é idiota, ou quê?
Ele reconheceu a voz do seu cunhado.
*Me diz que Stella está bem, me diz que a sua mãe não fez nada com ela.
*O que você acha que minha mãe é, seu idiota?
*Você conhece a sua mãe tão bem quanto eu, me diga que ela está bem.
Scott ficou em silêncio o que fez Christian pensar o pior.
*Eu consegui pegar o celular dela, Stella está trancada no quarto, acabamos de voltar do hospital. E sua família foi convocada para uma reunião. Esteja aqui.
...
Chegou na casa dos seus pais com o coração apertado. Seus pais estão a sua espera na sala, aparentam estar a par de tudo.
— Sabe que isso muda tudo né? — Jeremy falou para sua esposa, que se levantou quando viu o filho.
— Tomamos cuidado. — foi a primeira coisa que falou.
— Não tanto quanto necessário. — Seu pai disse visivelmente desapontado.
— Não estamos te crucificando, por nada filho. Esperávamos que você tomasse mais cuidado, principalmente se tratando da Stella. Só isso.
— A senhora quis dizer a mãe dela.
— São a mesma pessoa. — Jeremy falou olhando as horas.
— Não são não, pai. O senhor não conhece a Stella. É completamente o oposto da mãe. Às duas não tem nada a ver. — mesmo às vezes não sendo, pensou.
— Ai que você se engana garoto. Conheço Charlotte desde criança. E a filha dela, é uma cópia fiel.
— O que vocês têm um contra eles? É uma amizade falsa entre a nossa família e eles. — sua mãe suspirou olhando para o marido.
— Não se dá para virar as costas para as pessoas, Christian. Simples assim. — Francesca disse com pesar na voz.
— Não dar para vocês virarem as costas, mas querem que eu vire à costas para o amor da minha vida?
— Amor da sua vida? — Seu pai desdenhou. — Vocês são jovens, superariam. Agora já é tarde, você já fez um filho na garota. Seja homem e assuma.
— Não farei diferente além de assumir, pai.
— Então por que ainda estamos aqui, porque estamos tendo essa conversa?
— Não precisa disso Jeremy. Não podemos mudar o que estar feito. — Francesca disse pela quinta vez ao marido.
...
Ao serem recebidos por David, pai de Stella, Christian praticamente correu para o lado de sua namorada. O rapaz se agachou de frente a ela, ignorando a repreensão de seus pais e o olhar que daria medo a qualquer homem, que Charlotte o lançou. Stella o abraçou enlaçando seu pescoço e começou a chorar baixinho.
— Está tudo bem, amor. Estou aqui agora. — Chris tentou a consolar, mas quanto mais ele lhe dizia que ficaria tudo bem, mais ela chorava.
— Mary? — Charlotte chamou a empregada. Mary apareceu rapidamente — Água com açúcar.
Ficaram em silêncio, apenas o choro de Stella era ouvido. Após tomar alguns goles de água com açúcar, a jovem se acalmou um pouco, ou melhor, se forçou a se acalmar.
— Conversei com Charlotte e chegamos a uma conclusão que seria melhor, que casassem. — David falou calmante.
— Casar? — Francesca olhou para o jovem casal — Essa não é a única alternativa e eles são jovens demais.
— Para casar, mas não para ficarem de safadezas, claro. — Charlotte ironizou olhando com um certo desprezo para a outra mulher.
— Deus, Charlotte. Eles são jovens e apaixonados...
— Então você sabia? — ela ficou de pé apontou com desdém para os demais — Então você é tão irresponsável quanto eles.
— De qualquer forma... — Jeremy começou a falar — Casa-los não é a única alternativa e meu filho não fugirá de sua responsabilidade.
— Ele não ousaria. — Charlotte praticamente rosnou.
Amparada pelo os braços do namorado, Stella ainda está chorando. Os pais de ambos continuaram a conversarem com bastante troca de farpas até chegarem num acordo. Que é, os dois irão se casar, quando e se quiserem, quando ambos terminarem a faculdade. Outro ponto a ser discutido, a gravidez. Gravidez de risco no caso, por isso todo o choro de Stella. A placenta está mal formada, o que está causando dificuldades de nutrição no bebê. Se a gravidez persistir, a criança precisará de ajuda de aparelhos, para respirar, por exemplo, até está totalmente saudável ou próximo a um recém-nascido não prematuro, só assim poderá ir para a casa. Esse foi o diagnóstico, das consultas de hoje a tarde depois que Stella foi levada às pressas ao hospital, após desmaiar e demora a recobrar a consciência.
Acordei com a campainha tocando. Vestir um roupão, calcei as pantufas e fui atender a porta.
Naomi se jogou nos meus braços.
— Faz dias não vai trabalhar. — falou indo até minha geladeira — Vejo que tirou férias.
— Algo assim. — falei me encostando na banca e cruzando os braços.
— Parece descansada e estava merecendo um tempinho para si mesma, longe de todo o problema. — deu ênfase na palavra problema. Concordei com um aceno.
— Sim.
Esses dias em que estou de repouso, foram tranquilos. Tranquilo até demais. Desliguei o celular, Sofia vem me visitar todo final de tarde após o seu horário de trabalho terminar, ficamos conversando até depois do jantar, tirando isso nada aconteceu, ninguém ligou, poderiam já que eu tenho um telefone fixo. Mas ninguém apareceu, nem deram notícias. Parando para pensar, o que eu tenho é bastante tempo para pensar nesses dias, está sendo assim a anos.
Ninguém se interessa, ninguém se importa. Com os anos só foi piorando. Todas às vezes sou eu que tenho que ir atrás, que me importar.
Espera, meu pai mandou mensagem, disse para eu me cuidar e me alimentar direito na viagem. Não fez muito sentido para mim.
— Pensei que quando resolvesse tirar férias, seria algo diferente disso. — Ela apontou para o meu apartamento. — Quando foi a última vez que viajou, que curtiu alguma coisa além de... — Novamente olhou em volta para o meu apartamento.
— Faz algum tempo. — Falei indo me sentar no sofá.
— Não tem que se isolar do mundo viver eternamente culpada, Stella. O que você faz 90% do tempo. Os outros 10% está se consumindo de tanto chorar. — Apenas fiquei encarando a minha amiga, vendo que eu não falaria mais nada, ela veio sentar ao meu lado me entregando uma taça de vinho, que peguei coloquei no chão. — Tem alguma coisa que não está me contando?
— Por que você continua vindo, porque ainda é minha amiga?
Nossa amizade não são flores, um jardim completo. Às vezes ela some por dias, semanas. Brigamos não raras vezes. Discordamos muito em alguns pontos. Sinto que, de alguma forma, ela me culpa pelo distanciamento do irmão dela e por tantas outras coisas. Todo mundo me culpa por algo.
— Essas perguntas não se fazem aos amigos sabia? — Ela sorriu olhando para o outro lado da sala, menos para mim. Deu de ombros. — Eu sou fiel. Sou leal.
— Estamos falando sobre lealdade, então?
— E sobre o que é amizade, Stella?
— Eu não sei. Talvez não tenha percebido, mas não tenho muitos amigos.
— Qualidade, não quantidade. — Apenas concordei com balança leve de cabeça. — Está estranha, mais que o normal.
— Eu sempre fui assim? — Naomi negou.
— Não. Você nem sempre foi assim. Ranzinza sempre, mas não melancólica e alto depreciativa. — ela veio para mais perto, me olhou mais atentamente.
— Não tenho mais forças para correr atrás de ninguém, nem correr atrás de mim mesma. Também não tenho motivos para nada disso. — gesticulei — Esses dias tenho pensado bastante, que talvez eu não faça tanta diferença, realmente não faço diferença alguma.
Estou tão esgotada. Não consigo mais.
— Não diz isso amiga. Você faz diferença para mim, você é importante para mim. — colocou sua mão sobre a minha.
— Eu posso até ser importante para você, mas não tanto. Naomi passei dias sem te ligar, sem manda mensagem, nada. E você só apareceu depois de quatro dias. E só veio aqui para contar alguma coisa e pelo seu sorriso quando chegou, tem a ver com homem. — afastou sua mão bruscamente da minha.
— Você não pode descontar sua frustração da sua família em mim. — passei a mão no cabelo calmante.
— Não estou fazendo isso. — E realmente não estou, só estamos conversando, só estou pontuando as coisas.
— Você sempre coloca as frustrações da sua família nas outras pessoas que te cercam, que tentam se aproximar de você. Por isso não tem amigos. — com uma certa raiva, Naomi bateu com a taça na mesinha de centro o que fez a base da taça quebra, espalhando vinho e vidro por todo lado.
E lá se foi a semana de terapia que fiz.
"Tem que se abrir mais, dizer como se sente com alguém próximo" — foi o que é terapeuta me aconselhou. Parece que não deu certo.
Desculpem a demora, minha irmã teve bebê e está aqui em casa, sabem como é com um recém nascido.
Não esqueçam de votarem e comentar o que acharam do capítulo. Até mais!
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