Capítulo 01


Olá! Aqui está oficialmente o primeiro capítulo de Amor com culpa. Se tiverem esperando um romance água com açúcar, bem, está na história errada. Tem romances de morrer de chorar? Tem, mas principalmente uma provação. Uma lutar até o tão esperado "felizes para sempre". Terá essa proeza? Os últimos três capítulos ainda não foram feitos, então me ajudem com isso e assim quem sabe sera o seu final ideal. Boa leitura!

Essa história começou muito antes daqui, com outras pessoas e assim se seguiu. E dessa vez conta como foi que Stella se apaixonou, se entregando totalmente a isso.


Dava para ouvir a risada de todos, a quilômetros de distância, dos meus irmãos.

— Que zona! — falei descendo as escadas.

— Chataaaa! — a pequena Cloe mostra a língua. Reviro os olhos.

Ela é tão infantil.

— O que aconteceu para toda essa farra?

— Vamos viajar. — meu irmão Scott disse terminando de fazer a trança da minha irmã. Eles não desgrudam.

— Óbvio. É verão.

— Sim. Mas os Harris vão conosco.

— Eles ainda são piores que vocês. — falei voltando para o meu quarto, mas antes, ouvir Cloe dizer "ela é tão chata".

Eu não consigo ser como meus irmãos, na verdade, não consigo ser social com ninguém. Implico e... eu só não tenho paciência para tanta coisa.

— Senhorita... — uma das empregadas me parou no corredor.

— Sim, Mary.

— Senhora Charlotte está lhe chamando no quarto.

— Obrigada, Mary.

Me apressei até o quarto dos meus pais. Bati na porta entrando em seguida.

Minha mãe está de pé ao lado da cama, enquanto Loise pegava algumas roupas no closet e mostrava para ela.

— Mandou me chamar, mamãe?

— Sim. — nem me olhou.

— Fiz algo de errado?

— Você fez? — finalmente me olhou.

— Não senhora.

— Ótimo. O assunto... este não Loise. É muito espalhafatoso. O outro. — apontou para o vestido longo e de cor neutra — Melhor continuarmos depois.

— Sim, senhora. — Loise saiu.

— Bom, é sobre seu aniversário de quinze anos.

— E a viagem?

— Já estaremos lá. A festa também será lá.

— Festa?

Detesto festas, principalmente quando é essas que minha mãe organizar.

— Sim. Algumas pessoas próximas. O de sempre. — sacudiu a mão no ar.

Algumas pessoas, ela quer dizer várias, até se perderem de vista.

— Sim.

Minha mãe começou a falar sobre os preparativos, lista disso e lista daquilo, isso tomou o restante da tarde.

Viajamos em família todo verão, lugares diferentes, outras vezes para nossa casa na Columbia britânica, no Canadá. Particularmente gosto. Litoral do Pacífico, cadeias de montanhas. Áreas naturais como o Parque Nacional Glacier têm trilhas para caminhada e ciclismo, sem conta na estação de esqui. E para a minha sorte, é para lá que vamos.

— Mudança de planos. — minha mãe falou olhando para o meu pai, na cabeceira da mesa — Los Angeles.

— O quê? — soltei o garfo.

— Mudança de planos. — ela falou entre os dentes sem me olhar.

— Papai, é meu aniversário.

— Stella... — mamãe chiou.

Olhei para meu irmão, que só balançou a cabeça como se dissesse "não adianta insistir" e realmente não.

— Querida, não vamos dessa vez, outro dia hum? Tudo bem? — meu pai disse.

Meus pais são tão diferentes, impossível pensar que são casados e pior, que se amam.

...


Faz calor, o sol está quente demais, o protetor solar me deixa pegajosa e não aguento toda a alegria idiota da minha irmã.

— Da para mudar essa cara? — Scott disse me entregando um sorvete, que já está derretendo.

— Que cara eu estou? — coloquei a mão à frente do meu rosto, fazendo sombra sobre a testa.

— De que está com uma bomba nuclear no estômago.

— Na verdade, ela está ali. — apontei para o sol.

Meu irmão riu.

— Está atacada hoje. — ele sacudiu a mão no ar, para Cloe que está na beira do mar, pegando algumas conchinhas.

— Eu só não gosto daqui.

— Não gosta de ninguém pelo, o visto.

— De você eu gosto. — o sorvete sujou meus dedos, fiz uma careta vendo o estrago.

— Obrigado? — espreitou os olhos devido ao sol.

— Gratidão é algo estranho. — lhe entreguei o restante do sorvete. Fiquei de pé.

— Não dizem quem realmente é... — olhei feio para ele.

— Pelo, o que eu devo ser grata? Não é só no dia de ação de graças que isso funciona?

— Stella...

Meu irmão não completou o sermão, pois Liam gritou seu nome, logo atrás dele vinha sua irmã, minha melhor e única amiga.


No final da tarde, ventava um pouco. Sentada de frente ao mar, Naomi foi buscar algumas mantas, segundo ela está frio.

Os Harris chegaram a umas horas atrás, barulhentos, eufóricos. Dá para ouvir a música tocando, as gargalhadas e barulho de crianças.

Sentir alguém por uma manta sobre meus ombros, olhei para a pessoa, Christian. Filho mais velho de Francesca e Jeremy Harris.

— Obrigada. — falei voltando minha atenção para o mar.

— Você não é muito social. — olhei para ele, que está de pé ao meu lado com as mãos nos bolsos, seus cabelos balançando ao vento. Ele virou o rosto na minha direção, me pegando no flagra. Sustentei o olhar. — Gosta da solidão ou de ficar sozinha.

— O que você quer?

— Nada.

— E por que está aqui fora comigo e não lá dentro, com todas as pessoas "não solitárias e sozinhas?" — riu.

— Por que eu gosto da sua companhia.

Rir. Não dá para levá-lo a sério quando diz essas coisas.

— Ninguém gosta. Você não seria o primeiro.

— E a sua amiga lá dentro? — a areia farfalhou quando ele se sentou.

— Ela só se aproximou de mim, devido ao meu irmão.

— Sério?

— Sim. Ele não a vê assim e nunca verá.

— Não dá para afirmar algo, principalmente quando se trata dos sentimentos de outras pessoas.

— Eu os conheço. Posso afirmar.

— Você está errada.

— E você está errado, em pensa que eu estou errada. — ele riu, olhei para ele.

Ficamos em silêncio, o pouco do sol se foi o vento ficou mais forte. A noite caiu, entramos.

...

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