Retrato
Em minhas mãos eu tenho o mar
Mas sempre que posso
Vou atrás de poças da chuva
Apesar de conhecer tão bem
Ambas as águas, e seus valores
Eu me encanto sempre pela mais reles
Fazendo aos outros, aquilo que eu
Não queria que fizessem a mim
E o pior, é que eu sei das minhas falhas
E todos os dias, cometo o mesmo erro
Parecendo um pateta, mais pessimista que Schopenhauer
Eu cansei de filosofia e simultaneamente da vida
É tudo tão abstracto que quando eu olho o meu retrato
Eu já nem sei o que retrato
Talvez eu seja uma representação
De uma replica
Reprimida pela sociedade
Que tal como eu
Está podre, e com hora marcada
Para a morte
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