UM :
Capítulo Um :
" - A vida é sempre difícil ou só quando somos jovens.
- Ela sempre é assim.
Filme : O profissional.
3:00 am
É madrugada de sábado, há um silêncio ensurdecedor nesse apartamento, estou deitada na minha cama, olhando para o teto branco, a luz está apagada, a única luminosidade vem do abajur ao lado da cama. Ouço o tique - taque do relógio que marca 3hrs. Puxo o cobertor na altura do meu queixo, algumas gotas de água começam a cair intensamente na pia do banheiro do quarto.
Fito o olhar sob um retrato do dia em que completei 18 anos, recordome dos gritos eufóricas do Pablo. Das piadas sem graça da Agatha, e do sorriso bobo que estava estampado na cara do papai.
Sinto um dor latejante no peito que não cessa. Derrepente me vejo aos 17 anos com cabelos castanhos na altura dos ombros, um pouco ondulados no início e encaracolados no Final.
As lembranças do ano de 2019, voltam em meio a um turbilhão de sentimentos. Dor, raiva, amor... todos aqueles sentimentos que estavam guardados nos lugares mais obscuros da minha alma, surgem como uma tempestade após o sol.
Fico me perguntando se fiz algo de errado, ou se não era boa suficiente para se sentir tão insegura assim. Lágrimas rolam pelo meu rosto, me sinto cansada de chorar. Ordeno para mim que pare de chorar, porque no fim lágrimas não vai cessar a minha dor.
Me levanto vou ao banheiro e olho meu reflexo no espelho, estou uma bagunça meu cabelo está despenteado e os fios quebradiços. Estou um caos. Lavo meu rosto, e penteio o cabelo.
Passo na cozinha e pego uma taça de vinho, levo a taça e a garrafa até a sala, me sento na ponta do sofá , coloco a garrafa no chão após encher o copo, e começo a beber. Olho para a parede fixamente, inevitavelmente começo a ter lembranças do 2 ° ano do ensino médio.
Lembro - me das pessoas que conheci naquele ano, alguns rostos vem em minha mente ... É aí que algumas memórias são trazidas na minha cabeça como uma manhã de ventania.
Adormeço e meus pensamentos e minha mente me levam de volta para a garota de 17 anos.
Bipe- Bipe. Nãoooo - Digo erguendo minha mão sob o despertador na cômoda a direita da minha cama.
Dou um gemido ao pegar o meu celular, e vê que já eram 7 hrs da manhã. Escuto passos largos vindo da escada até a porta do meu quarto.
- Pâmelaaaaaa... Desce logo, não quero chegar tarde na casa do seu pai. - Reconheço a voz leve e calma da Betty. Que na verdade é minha mãe, tenho uma certa dificuldade de chamar ela de mãe as vezes, na verdade quase sempre.
- Já vouuu. Só preciso de cinco minutinhos, por favor! - Digo com a voz melosa. Escuto seus passos mais distantes, e um ok vindo da escada.
Seguro o celular na altura do queixo com os olhos semi- abertos. Blip- blip. Odeio o toque exagerado do watsaap desse celular, digo em voz alta. Ligo a tela, havia 2 ligações perdidas do Pablo, que é meu irmão, e minha implicância diária. Junto das ligações perdidas vejo duas mensagens de texto do pai.
2 mensagens não lidas...
Pai: Paminha ! Volta para casa hoje, amanhã vc deve tá novinha em folha e descansada.
Pai : FALTA UM DIA PARA O SEU INTERCÂMBIO !!
Não sei se sinto raiva pelo apelido ridículo " Paminha" fala sério. Só o pai mesmo. Mas, o intercâmbio me faz esquecer rapidamente a raiva pelo apelido ridículo. É agora que eu conto um pouco sobre mim, e explico melhor essa confusão que é a minha vida.
Os meus pais se separaram quando eu tinha 4 anos de idade, na maioria dos casos de separação os filhos ficam sob a custódia da mãe. Isso não aconteceu no meu caso, eu e o meu irmão do meio Pablo que era dois anos mais novo que eu, fomos criados pelo nosso pai.
O Pablo não toca no assunto, mas eu sei que ele nunca esqueceu o fato.
Eu o entendo, só não aceito que ele esconda essa dor, para não se mostrar vulnerável para ninguém. Quanto a mim, eu não sei exatamente oque sentir a respeito da decisão que a minha mãe fez ao preferir não ficar com nós.
Prefiro não falar muito sobre, não me traz recordações muito afetivas.
Hoje é o meu último dia no Brasil, ao contrário do que todos imaginem não estou muito feliz com a ideia dessa viagem, coisas novas me causam uma certo medo. Não só coisas em geral, mas sentimentos, pessoas e lugares. Me dá um arrepio só de imaginar estar em um país novo, a quilômetros de distância da minha família e amigos. Não que eu tenha muitos amigos, eu só tenho dois na verdade. Depois falo mas sobre eles, são os melhores amigos que eu poderia ter.
No começo não aceitei o intercâmbio por
culpa da minha completa incapacidade de se relacionar com pessoas, não me vejo morando com vários outros adolencentes, de todo o tipo de personalidade. Acredite, adolencentes podem ser bem mais confusos doque parecem ser. O meu não !. Não foi aceito, a Betty se juntou pela primeira vez com o papai e eles concordaram com alguma coisa em anos, os dois me prometeram fazer o possível para começar a ser menos rigorosos e esquecer o passado se, eu aceitasse o intercâmbio.
Eu os propôs outra coisa que ao em vez disso, me deixassem escolher a faculdade que eu quissserse, e onde eu preferisse. Já que a briga para escolher por mim era enorme, o papai queria direito a Betty medicina. Eles aceitaram com uma certa insistência, e eu disse sim para o intercâmbio e não para o meus medos e timidez.
Me alevanto da cama e deixo os meus pensamentos de lado, ageito o cobertor sob a cama. Dobro os lençóis, coloco eles no guarda- roupa na prateleira de colchas. Fecho a prateleira e abro à com cabides de roupas, não venho muito para a casa da Betty, por isso só tenho três peças de roupas aqui. Entre um vestido azul piscina na altura do joelho com manga longa, rendado com flores e uma calça preta cintura alta com um croped florido, e com mangas em formato V. Escolho o vestido para usar, já que não gosto que o meu corpo fique muito exposto. Além disso sou muito baixinha e magra, para usar roupas que não me favoreçam muito.
Pego o vestido e fecho o guarda - roupa. Vou até o banheiro, escovo os dentes e,em
seguida tiro meu pijama de ursos fofinhos coloco na cabide da porta, e entro no chuveiro. Já debaixo do chuveiro começo a cantarola um trecho da música da alessia cara.
There's a hope that's waiting for you in the dark
You should know you're beautiful just the way you are
And you don't have to change a thing, the world could change its heart
No scars to your beautiful
We're stars and we're beautiful
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Scars to your beautiful
Há uma esperança que está esperando por você no escuro Você deveria saber que é linda do jeito que é. E você não precisa mudar nada, o mundo pode mudar seu coração. Sem cicatrizes sua linda. Nós somos estrelas e nós é linda.
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Fico pensando como vai ser sem essa vida que eu estou tão acostumada a ter, sem o silêncio do meu quarto. Como vou conseguir cantar em paz debaixo do chuveiro, sem temer que ninguém escute. Alguns pequenos detalhes vão me fazer uma certa falta. Não gosto de se incomodada no meu lugar de paz, espero que os quartos não sejam mistos, imagina ter que dormir sob o mesmo teto que um garoto. Me lembro das palavras da Agatha nesse instante: Imagina você andado pelos corredores com seus livros na mão, ai de repente você tropeça num garoto. E todos os livros caem no chão, ele com os olhos mais perfeitos do mundo e cabelos esvoaçantes que brilham de tão lindo que são.. ele se agacha, você também. Aí vocês ficam sem graça competindo pra vê quem vai apanhar os livros, suas testas se chocam quando tentam se levantar. Ele te olha e diz :
Desculpa, deixa que eu pego. Você fica em silêncio porque é muito tímida, E tem vontade de sair correndo. Aí o sinal toca, ele te entrega os livros e sorri, você admira os dentes esbranquiçado dele e seus lábios cor de cereja. Ele se aproxima e... ela me encarou fez silêncio, e eu fiquei lá morrendo de nervosa até que ela completou : Aí Você vai me contar o resto quando acontecer ! Deitou na minha cama e começou a suspirar imaginado, essa cena melosa. Será que ela tem razão, bom quem sabe. Acorda Pâm! É só uma ilusão.
Termino de me vestir, desço as escadas correndo o máximo que posso. No fim da escada a Betty/ mãe me espera com panquecas num prato branco e café em uma xícara preta com estampa de ursos. Eu sou apaixonada por ursos. Eles são tão mega fofos.
- Não esquece do carregador, e carrega o seu celular pra mim te ligar quando chegar em casa. - Diz me entragando o prato e a xícara.
Como o mais rápido possível, coloco o prato na pia da cozinha,e lavo as mãos. Tem uma longa viagem pela frente, o meu pai mora a 200 km de distância da Betty.
Visto o meu casaco de veludo que estava na cabide de trás da porta, pego a minha bolsa de alça preta com estampa de ursos. Procuro a Betty pela casa, mas não a encontro. Olho pela janela da sala e a vejo rencostada sob o capô do carro. Saio de casa, me certificou que a porta está bem fechada. Eu sou tão azarada que tenho sempre que conferir tudo que vou fazer duas vezes, e ainda tem perigo de dá errado.
- Tem certeza que vai ficar bem ? - Perguntei me aproximando.
Ela me olha com os olhos quase tão tristes com da vez em que o papai veio nos buscar para morar com ele e diz :
- Se você ficar bem, eu também vou ficar. - Ela me puxa ao seu alcançe e me entrelaça em seus braços. Íamos passar uma ano sem se vê, ela ligaria todo dia, mas me vê só em frente a uma tela não é como se eu estivesse lá.
Me afastando do seu abraço digo :
- Vou sentir saudades ! . - Ela destrava o carro para que eu entre e completa:
- Também vou . - Preferi encerrar aquele diálogo ali, porque se bem a conheço ela não seguraria as lágrimas por muito tempo.
O caminho até a casa do papai foi tranquilo e silenciososo, de vez em quando ela me olhava sem que eu pensa -se que ela estava me olhando. Faltava só um quarteirão até chegamos até que ela diz :
- Me liga quando for embarcar no aeroporto ! - Sim, eu ligo. Ela parecia estar mais preocupada com a viagem que eu.
- Promete que vai ligar sempre que precisar. - Diz quando chegamos na porta de casa, mas ainda sem que tivéssemos saído do carro.
- Prometo !! - Digo com firmeza. - No fundo ela só não queria que eu a esquecesse, E que a incluísse mais na minha vida. Até porque sempre que preciso desabafar e pro ombro do pai que eu corro, não é que eu a exclua, é só costume mesmo.
Saio do carro quando estou a meio metro da porta de casa ela grita dentro do carro :
- Te amo ! - E vai embora acenando. Não respondo só sorrio em forma de agradecimento, eu não espero que eu diga um eu te amo assim tão fácil. Tenho uma dificuldade enorme de pronunciar essas duas palavrinhas, sempre que tento sinto um nó na garganta ou nunca acho que é a hora certa. Ela não é uma exceção, eu nunca disse um eu te amo pra ninguém. Pelo menos até hoje.
Antes que eu me aproxima da marceneta da porta o meu vizinho / melhor amigo sai gritando da casa ao lado, só de short jeans azul escuro e sem nada mais.
- Pietro !!! - Grito baixinho para só ele escutar. - Pâm - Ele Grita alto, mas bem alto mesmo. Nem parece que tava tão perto de mim. A vizinha passa e olha de cara feia ao vê- lo só de camisa perto de mim.
- Cadê sua blusa! - Digo um pouco vermelha de vergonha, e tentado não olhar muito para seus braços com traços monumentais.. e bem fortes.
- Foi mal ! Tava jogando bola ele diz com um sorriso safado. Seus cabelos cacheados loiros caíam perfeitamente sob o seu rosto rosado.
Se orienta Pâmela!! Falo um pouco alto demais. E, ele escuta fico corada.
- Oque cê falou. - Diz com a mão por trás das costas passando a mão na nuca.
Recupero a fala e digo : nada, veio se despedir ! - Digo mudando de assunto
- Sim. - Ele se agacha na altura do meu rosto, me dá um beijo suave na testa e diz :
- Você vai fazer falta ! Sabe disso ner ! - Não respondo. Faço um gesto de afirmação com a cabeça e sigo em direção a porta de casa. Antes de entrar olho para ele mais uma vez, ele coloca as mãos dentro do bolso da frente do short sorrir para mim e sai.
Fico paralisada o obersevando ele ir, é então que sinto alguém me cutucando por trás.
- Ei !! - Grito. Olho para trás, o idiota do meu irmão tá me olhando com cara de riso. O Pietro é meu amigo imaginário na verdade porque na real, ele é melhor amigo do meu irmão.
- Você precisava vê a sua cara. - Diz rindo.
Dou dois tapas nas costas largas dele e entro finalmente em casa, ele entra em seguida rindo.
Vejo o Pai sentado no sofá assistindo x - men o apocalipse. Ele já viu esse filme umas dez vezes, mas sempre diz que nunca cansa. Acho que ele já decorou até as falas.
- Paminha !! - Ele diz feliz em me vê!!
- Pai !! - Digo com raiva . Ele completa
- Oque?? - Não importa quanto tempo passe, ele vai sempre me chamar assim. Ele rir quando percebe o porquê da minha raiva.
Subo até o meu quarto as vezes é horrível isso de tá pra lá e pra cá, mas foi o geito que eu encontrei de passar mais tempo ao lado dos dois, assim não tenho que escolher um lado ou ficar com medo de magoar eles.
Empurro a porta com preguiça de abrir quando adentro o meu irmãozinho caçula tá deitado na cama,mexendo no celular rindo para tela.
Ele da um pulo da cama ao me vê e diz :
- Você tá um caco !! - Diz com uma sinceridade implacável. Nem parece que só tem 9 anos.
- Teta !! Tem que ser mais cuidadoso, algum dia você machuca alguém com tanta sinceridade. Ele bufa ao escutar o apelido.
- Eu só sou sincero é problema de quem leva pro lado pessoal. É, não me chama de Teta ! Meu nome é Peter.
Chego perto dele e começo a fazer cosquinhas em seguida digo : Reclama com o Pablo ele te deu esse apelido maravithoso. - Nos dois começamos a rir. Ele para de rir fica sério e pergunta:
- Não vai esquecer de nós ! Você vai voltar ner ? - Diz enconstando sua face solenemente nos meu peito. Completo :
- Jamais ! Nunquinha! - A Victória apareceu na porta do quarto e eu gritei:
- Mãeee ! - Ela veio até mim e me abraçou, fazia dez dias que não vejo ela. Ela é médica pediatra na verdade, então trabalha muitooo. E passei os últimos sete dias na casa da Betty. É meio estranho que eu chame a Vitória de mãe eu sei, mas é que ela me viu crescer.. Ela me ensinou a ler , a escrever meu nome enxugou minhas lágrimas algumas vezes. Me viu virar mocinha ... Ela simplesmente sempre tava lá. O Pablo a tem como sua única mãe, já eu não. Quando me perguntam nas festas de família eu sempre respondo : Eu amo as duas igual. Elas duas são minha mãe. E eles nunca se contentam com essa resposta.
Mas eu sei que elas me entendem, isso já basta.
- Então é hoje que você embarca na sua jornada para o infinito e além. - Diz sorrindo e acariciando o meu ombro. - Sim. - Digo engolindo a saudade que já tava sentido de goela a baixo.
O Teta sai do quarto porque como ele sempre fala : eca ! Meloso demais já!!
- Já arrumou suas coisas . - Diz olhando para as caixas abertas em cima da cama.
- Não consigo escolher que livros levar ! - Ela se senta na cama e diz :
- Você é a única garota que tá dividida entre livros, e Não roupas.
- É essa sou eu! - Digo sorrindo.
O dia vai passado com forme as horas do relógio vão mudando. Depois que decido que vou levar os seguintes livros :
Um amor para recordar
Como eu era antes de você
Orgulho e Preconceito
Um dia
After
Fazendo meu filme - todos os 4.
Minha vida fora de série- todos os 3.
Ou seja, com essa quantidade de livros não vou me preocupar se a biblioteca da escola não for bem recheada de romances água com açúcar que eu tanto amo.
Vou até a escrevania, mas antes pago a chave da gaveta. Abro.
- Minhas listas ! - Digo olhando para uma caixa de música com uma bailarina em cima que rodopiava com forme a letra da música. Desligo a caixa, e rodo a chave duas vezes até que a parte debaixo abre.
Tiro as sete listas e confiro para vê se não está faltando nenhuma, eu já li para todos os garotos que já amei duas vezes então, não vou correr o risco que alguém além de mim as leia.
Fecho a caixa e coloco dentro da mala com as listas ainda dentro. O Pai aparece na porta com um traje bem casual : blusa branca e calça preta de cetim. O Pablo vem logo atrás e com as roupas um pouco rasgadas : Blusa preta com estampa de exército e short preto com um all star.
- Vamos ! - O pai diz .
Pego a mala dou um olhanda no meu quarto pela centésima vez hoje e digo:
- É.. vamo !!
Enquanto o pai dirigia a Vick estava sentada no banco da frente olhando para o celular, acho que algum bebê da ala 04 estava em estado crítico, foi alguma coisa parecida com isso que eu ouvi. O Pablo estava pensativo ao meu lado, ela não me olhava muito não estava surpresa quanto ele não demostrar nenhum sentimento em relação a minha viagem, ele sempre gostou de esconder seus sentimentos ele faz isso,como ninguém no mundo faz. Dei uma breve olhada no Teta, ele estava no canto esquerdo do Pablo apesar de tudo ele não demonstrava mais estava lidando bem com tudo isso.
19 hrs .
Olhei para o relógio e tomei um susto ao vê como o tempo passou rápido hoje, ouço a voz do pai que diz : Chegamos !! Todos se entreolham, uma tensão toma conta dentro do carro... Respiro fundo, olho para o Teta mais uma vez ele acabou dormindo com o movimento do carro. Dou um beijo no rosto dele, a Mãe decidi ficar no carro com ele, o Pablo me acompanha e faz uma cara de bravo quando aponto para as malas. Ele passou dias falando que eu parecia que ia levar tijolo em vez de minhas coisas. Antes de se despedir a Vick diz : Liga pra sua mãe. E da um beijo no meu rosto, eu peço a bênçã a ela. Eu sempre pedia antes de ir pra algum lugar, isso me fazia sentir mais segura.
Sigo o pai e, o Pablo que andava bem lá na frente. Quando chegamos na sala para embarcar ouço:
O VÔO 637 - Direto para Estados Unidos. Senhores passageiros sigam para o embarquem.
Faço um gesto para que o pai me deixe a sós com o Pablo. Ele diz que vai comprar um café e sai.
- Cuida da mamãe pra mim! - Digo apertando seu ombro.
- Eu já cuido da minha mãe ! - Ele diz e, eu percebo que ele está referindo- se a Vick.
- Ela precisa de você... Vocêee tem que dar um chance pra ela . Por favor. - Ele fica calado, minhas palavras parecem ferir ele.
Ele interrompe o meio minuto de silêncio e diz:
- Você a perdoou ? - antes que eu responda ele completa : Me desculpe mas não a perdoei ainda .
- Vai odiar ela pra sempre ?
- Pra sempre é muito tempo, talvez amanhã eu a perdoei ou daqui a uns anos ... Não sei, mas você? - Ele me encara com os braços cruzados esperando uma resposta.
- Eu coloquei uma vírgula nesse assunto, mas no fundo eu queria dar um ponto final. - Ele não parece gostar doque ouviu, mas não fala mais sobre. O pai Volta com dois copos de café e corta o nosso assunto.
O abraço, em seguida seguro as mãos do Pablo e digo :
- Pelo menos tenta ! Por favor - Pai nos olha como quem já sabe sobre oque estou falando mas, prefere não comentar. O Pablo solta um : Ok. Meio frio .
- Tchau Paiii! - Digo virando - me em direção ao embarque.
- Será que ela vai virar ? - Pablo diz com os olhos fixos ao meu alcance.
- É a Pâmela, ela parece ser frágil mas não é. Ela não vai virar.
- Aposto cem reais que ela vira.
- Ok. Mas se ela não virar você vai lavar a louça por um ano.
Por um breve momento eu desejei ter virado e sair correndo até eles e dizer que não ia pra ligar nenhum, mas ... Não podia eu prometi pra mim mesma que ia me arriscar a viver novas coisas, mesmo que viver coisas novas me caussasem tanto medo.
Então eu não olhei para trás só segui reto até o avião, mas as minhas pernas tremeram quando me dei conta que nenhum dia seria mas como antes. Não ia mas vê a Agatha imaginado coisas que não ia acontecer, vê o Pietro todos dias .. É aí que lembro de manda mensagem para A Betty .
Pâmela Laizaa : Tô embarcando... Vou sentir saudades, falei com o Pablo ele vai te visitar ok !
Bettyyy : Ok. Não liga pra isso, boa viagem. Ja tô com saudades! Bjs
Pâmela Laizaa : Bjs .. Quando desembarcar te ligo. Já tô com medo de me atrapalhar com o fuso horário.
Bettyyy: Tchau. Não se apaixone ok ? 😂
Pâmela Laizaa : Não mesmo!!
Bettyyy está Off-line
Rezo em voz baixa antes que o avião aterrissar, é a minha primeira vez andado de avião. Quando ele levantar sobre o ar, sinto calafrio por todo o corpo. A garota loira ao meu lado que parecia ter a mesma idade não esbouçava
nenhum pouquinho de medo. Sorte dela, eu já estava morrendo de medo que a minha primeira vez fosse a última. Com o passar das horas fui me acostumando com o avião.
Não teve nenhuma turbulência, graças a deus e nem tempestade que era oque eu mais temia. Eu tinha conferido ser haveria alguma chuva ou coisa do tipo no dia do meu vôo, eu só muito azarada então eu prefiro prevenir doque remediar. A garota do meu lado pergunta meu nome, mas em inglês. Ela tinha um sotaque britânico invejável eu respondo, ela faz algo com o rosto e volta a dormir. Dou graças a Deus em pensamento já que a escola Backstage é composta de 90 % de brasileiros e os outros 10 % falam português. Fiz um curso de inglês, e até de espanhol mas na prática deve ser bem mais que só oque aprendi no curso. Meus olhos começam a pessar, decido dar um cochilo.
Sete horas depois...
E esse cochilo durou só sete horas faço do Teta as minhas palavras eu estava um caco, faz dias que não durmo pensado nessa viagem.
Acordo com o som do piloto avisando que daqui a 10 mim chegaremos ao nosso destino. Amém: digo em voz alta. A maioria dos passageiros eram estrangeiros então, não fazem a mínima idéia do que eu falei. Eu acho.
Saio do avião pego as malas, vou até a são de desembarque tiro o celular do modo avião. Ajusto na hora local e me assunto ao ver que sai do Brasil a noite, e cheguei aqui de noite. Dá um nó na minha cabeça, olho o chat de conversas do pai. Ele havia mandado o endereço da escola a uns 5 dias, eu só olhei hoje. A minha empolgação pra essa viagem tá zero mesmo. Vou até o segurança e peço uma informação, ele percebe que sou de menor e, pede pra ver a autorização dos responsáveis e da aufradega. Mostro e depois ele me acompanha até um ponto de táxi.
Segurando a mala com uma mão aceno para o táxi com a outra que estava livre.
Um dos táxis para, eu suspiro de alívio. Quando começo a me preparar para entrar um garoto alto com uns 1, 80 de altura entra na minha frente e abre a porta do táxi. Não vejo o seu rosto pois estava coberto com um moletom preto da Nike, só vi sua tatuagem no ante braço direito, uma fenix.
- Seu escroto ... - Falo batendo os pés o chão e respirando fundo para não falar um filha da p... bem ali.
Antes que o táxi vá embora escuto uma voz masculina que diz :
- Poh foi mal gataaa! - Seu sotaque inglês com uma mistura de português era evidente, sua voz firme era intrigante. Mesmo sem vê o rosto dele só a voz já dizia que ele era do tipo que não prestava. Poxa meu táxi.
Que capitulo grande... Votem e cometem, o próximo capitulo já está prontinho.. preciso da ajuda de vcs pra continuar a
história.
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