C A P Í T U L O 11
Ah!
Ah!
Ah!
AH!
Isso!
Ah!
Ah!
Vai jubileu!
Me fode, vampirão!
Mete esse jubileu!
E ele ia, com força, com potência, apertando as roupas de sua bunda e metendo o pau fundo. Gostoso!
A cabeça de pênis roçava seu ponto G, os mamilos ficavam em atrito com os músculos daquele homem. Sem pudor algum, ele gemeu em seu ouvido.
Gostosa!
E grunhiu.
Ninfeta deliciosa!
E metia, com vigor e tesão.
Ah! Boceta! Vou te foder todinha!
Então ele saía e então mergulhava no calor de seu corpo em completo êxtase como se não conseguisse tirar o pau dela.
Oh! Oh caralho!
Então Camilla o apertava, contraia seus músculos e gemia.
Isso!
Ele jogou a cabeça para trás e gemeu completamente rouco.
Abre mais, ninfetinha! Me deixe ir mais fundo!
Ela obedeceu e ele mergulhou tão intensamente que até doeu. Camilla gritou de prazer.
Ah! Delícia! Porra, caralho!
Aquela maldita voz veio alta ao seu ouvido, mexendo com seus nervos e se acumulando na em seus pontos de prazer.
Me aperta! Isso! Rebola essa bocetinha pra mim!
E ela fez, levando ambos ao delírio. O macho possessivo, sua força aumentando. Ele grunhiu, rosnava e falava em outro idioma. Sua voz parecia mudar completamente perante a chegada do ápice.
Estava vindo.
Quase…
Quase.
Quase!
Ele sorriu, amplo com seus olhos dominados pelo dourado animalesco. As presas cresceram, garras começaram a cortá-la e pelos brancos surgiram em seu peito.
Ele atacou sua garganta.
Camilla se levantou, gritando. E imediatamente se arrependeu quando sentiu seu cérebro girar dentro do crânio e seu braço doer como o inferno.
— Tudo bem?
Camilla não desmanchou a careta, abaixou a cabeça e se encolheu.
O vampirão se ajoelhou ao seu lado tão rápido que ela poderia jurar que ele sempre esteve ali. A pontada nas têmporas diminuiu, mas Camilla ainda sentiu a inquietação no braço.
Ela respirou fundo e confirmou.
O calmante foi a visão dos músculos daquele homem expostos à neve. Branco como um vampiro, ele parecia totalmente à vontade no ambiente. Sequer havia indícios de frio nos prováveis -37°C.
Os olhos azuis como o mar trovejava em sua direção. Não havia sinal algum de algum dourado de lobo que ela tinha a impressão de ter visto.
— O que houve? — Sussurrou.
— Você gozou e desmaiou — Camilla piscou verdadeiramente pasma.
— Como é?
O vampirão sorriu, largamente. Os caninos ajeitados em meio aos dentes retos…
— Você, minha ninfeta, não aguentou minha língua. Foi o que houve.
Camilla ficou vermelha.
Foi instantâneo seu rosto corar completamente, seja de vergonha ou raiva por ter desmaiado depois de gozar. Não que não tenha sido ruim. Na verdade, se alguém lhe falasse, ela ficaria toda engomadinha.
Mas não recebeu a surra de pirocada que desejava…
E provavelmente não mais teria.
Se um macho desmaiasse depois de gozar com uma mamada dela, nunca mais que Camilla tocaria no cara. O estranho gostoso deveria pensar algo similar.
Que lástima!
Camilla precisava disfarçar, fazer pouco caso, dar pouca importância apesar de saber que sonharia com o pau de osso — tão duro e branco quanto — que aquele homem tinha.
— Você não está com frio, não? — sussurrou.
O macho encarou o próprio peito. O contorno dos músculos, a sua atitude de agir como se tivesse em uma das praias tropicais do Brasil e não no inverno rigoroso do Alaska.
— É preciso mais do que -38°C para me fazer sentir frio — confessou.
Só então Camilla notou estar corretamente limpa e agasalhada como se nunca tivesse tido um maravilhoso oral. Um olhar e ele confirmou que foi ele quem a vestiu.
Ela ficou ainda mais constrangida.
Seja por instinto, por coceira ou qualquer outra coisa, Camilla levou a mão ao pescoço. Ela gemeu com sensibilidade no local. O inchaço perfeito em um círculo padronizado.
— Mas o que é isso?
Ela não teve respostas.
E fechou os olhos.
Apenas para lembrar de pares dourados de olhos caindo em sua direção. O ronronar em seu ouvido.
O rubor de seu rosto deu origem à palidez total de sua face. Camilla paralisou seu olhar no homem, sentindo já ardência por ter dormido com lentes de contato.
— Você me mordeu… — constatou.
Os olhos do estranho contraíram num gesto intenso, concentrando totalmente na mulher. O filho da puta ficou ainda mais bonito.
E isso bastou.
O medo, a incerteza, a dúvida e o desespero começou a dominar a mulher. Ela estremeceu e o homem ainda não disse nada.
Uma movimentação na floresta chamou sua atenção para as costas do estranho. Três outros homens derraparam suavemente na neve, não usando nada além de uma calça branca para ocultar a nudez. Eram gêmeos igualmente pálidos, com os mesmos olhos azuis e, diferente dos cabelos loiro escuro daquele quem a fez gozar, os dele eram brancos. Apenas a sobrancelha escura dava indícios de não serem albinos.
Eles pararam ao redor de Camilla.
— Quem são vocês?!
— Ninguém acreditou quando você disse que viu um lobisomem na janela, não é?
Camilla o encarou, em choque. Ele ouviu quando seu coração disparou.
— C-Como sabe disso?
Os olhos do vampirão se alteraram, na sua frente. Primeiramente, a pupila dilatou até cobrir completamente a íris. Em seguida, empurrada pelo ponto negro, a íris se expandiu até ocupar quase completamente o espaçamento de seus olhos num azul majestoso, belo e intenso.
— C-Co-C-Co-Com-C-Co-Como?
— Pode me chamar de Grhyamor — ele sorriu e… porra, os caninos estavam alongados como um vampiro. Os dentes vizinhos haviam se tornado afiados e crescido conforme os da frente continuavam retos.
Camilla apertou o machucado, sentindo os padrões de seu dente.
A mulher se mexeu, jogando seu corpo para o lado e mal se preocupando com a dor no braço quando cambaleou. Apenas uma árvore a segurou no local.
Mas para sua surpresa, ela estava cercada por todos os lados pelos quatro homens. Não havia caminho viável para correr e todos lhe encaravam como se fosse a próxima galinha do natal.
Se ao menos tivessem pelados para diminuir o pavor…
— De onde vocês vieram? O q-que querem de mim? — O desespero aumentou conforme a pergunta até que lágrimas estivessem saindo dos olhos da mulher. — Vão me m-ma-matar?!
— De onde viemos, é para onde você vai — afirmou um dos gêmeos. Ele tinha olhos âmbar e estava encostado na árvore com os braços cruzados e encarando a cena sem muita paciência para a situação. — Nem que eu tenha que matar a cidade inteira para isso.
Camilla recuou, medrosa.
Ela se tornou a ovelha em meio aos lobos. Todos pareciam igualmente medonhos à sua visão.
— O que vocês vão fazer comigo? — A pergunta veio em meio ao desespero e ao medo. Ela tremia e sua voz estava completamente aguada quando soluçou.
— Oh, minha ninfeta — Grhyamor saiu do chão revelando um porte levemente diferente dos demais. Seja pelo reconhecimento que ela tinha dele, pelos olhos azuis se destacarem em meio aos âmbar ou o cabelo loiro em meio ao branco. — Não queremos e nem pretendemos te machucar. Você ficará ilesa.
— O q-que vai acontecer comigo? — ela murmurou, nem um pouquinho calma.
Pelo contrário, seu coração batia acelerado. A mulher já chorava e começava a se movimentar, desesperada.
Ela surtou e tentou correr.
Um dos gêmeos simplesmente lhe agarrou a cintura, lhe rodopiou e a fez voltar para o centro. Camilla agarrou a árvore como se fosse sua última salvação.
— Pode voltar para a cidade se desejar — Grhyamor se aproximou, pegando o próprio casaco da neve, limpando-o e colocando como seu disfarce perfeito para se aproximar. — Mas não voltará ao Brasil. Nunca. Ficará aqui. Comigo.
— C-Como é? P-Por quê? Como?
Grhyamor olhou para as árvores atrás, quase como se esperasse mais alguém surgir e assustá-la, mas entre as vegetações, havia apenas olhos dourados ocultos em sua direção. Para seu pesadelo da noite.
— Te levarei para a cidade — disse, por fim.
E assim fez.
Ele lhe estendeu a mão. Camilla o olhou desconfiada.
Alternou entre os dedos e seus olhos, já normais.
Sem truques. Ilesa.
Ou quase…
Ela pegou, trêmula. Dava para sentir o quanto sua mão estava gelada mesmo com a luva a esquentando.
Grhyamor a conduziu por entre os homens que nada fizeram para impedir. O olhar de todos estava fixo nela, quase penetrando sua alma, mirando seu corpo, sentindo seu cheiro. A mordida no pescoço coçou.
E ela se desesperou.
Camilla correu.
E mal deu alguns passos antes de tropeçar em algo na neve e uma grande besta lhe agarrou com um grunhido selvagem. Mãos grandes a imobilizaram, olhos dourados lhe encararam, presas enormes estavam expostas em meio a todo aquele corpo peludo lhe suspendendo no ar com um abraço de urso.
Como na janela.
Camilla gritou.
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