054| Posso ter o meu prêmio?

Eu escutei aquela porta fechar e logo o silêncio se fez presente.

Fechei meus olhos respirando fundo e fui seguindo sua aura até o carro. Tudo indica que ela está realmente bem e não pensa em fazer nada, apenas ir pra casa e chorar, mas eu sei que amanhã já estará bem. Heyoon é uma menina forte, mas está na hora de ser ela mesma.

Voltei a suspirar aliviada e logo senti sua aura cada vez mais distante.

Quando abri meus olhos dei de cara com aquela imensidão azul me olhando de cima da cama.

— Você está meditando? — perguntou Josh me fazendo rir.

— Não, só estava pensando mesmo. — ele esticou sua mão e eu aceitei me levantando.

— Eu estou com medo dela fazer alguma coisa. — disse se deitando de barriga pra baixo.

— Não se preocupa, ela não vai fazer nada. — me sentei ao seu lado.

— Como você pode ter tanta certeza? — olhei ele.

— Tendo ué. — dei de ombros. — Agora eu acho melhor eu ir pra casa. — ia me levantar mas ele me puxou novamente.

— Não vai nada, você me deve algo. — se sentou na cama me abraçando por trás.

— Depois eu devolvo sua roupa. — digo dando risada.

— Você sabe que não é disso que eu estou falando. — senti seus lábios quentes em meu pescoço e meu corpo inteiro arrepiou.

— Joshua... — me separei olhando ele. — O que eu te disse que ia acontecer se você terminasse seu relacionamento?

— Não me lembro, estava ocupado demais admirando suas coxas. — sorriu de canto e eu dei um tapa em seu ombro.

— Idiota. — ele riu. — Eu disse que se você quisesse terminar com ela tudo bem, mas eu não prometi estar ao seu lado quando isso acontecesse. — ele olhou para os lados.

— Ainda bem que você não prometeu nada, não é? — revirei os e balancei a cabeça negando.

— Você me entendeu Josh. — me levantei da cama.

— Você vai me torturar até quando? — disse me olhando sentado.

— Não estou torturando você Josh. — suspirei. — Eu só preciso de tempo para pensar. — em como te contar que sou uma bruxa.

— Então tá, passa pelo menos essa tarde aqui? — ele bateu na cama para eu me sentar.

— Josh não faz isso. — resmungo jogando minha cabeça para trás.

— Não estou fazendo nada. — disse se levantando e veio na minha direção.

Eu sentia sua aura, e ele estava carregada de desejo, Josh é um completo pervertido!

— Não ouse se aproximar! — me afastei dele e subi na cama.

Não posso ficar aqui, tenho que ir embora antes que eu acabe cometendo a loucura de beijar ele.

Eu quero, mas não posso, sei que ele quer, mas eu realmente tenho que assimilar tudo isso, ele é um humano!

— O que você vai fazer se eu me aproximar? — disse provocativo e eu fiquei em pé na cama pegando um travesseiro.

— Eu tenho uma arma e não tenho medo de usar. — ele riu da minha cara.

— Tudo bem, eu me rendo. — ele levantou as mãos e sinal de rendição. — Noah? — ele olha para janela e eu acabei olhando também.

Josh pulou em cima de mim e nós dois caímos na cama.

— Nunca abaixe a guarda para o inimigo. — disse segurando minhas mãos com um sorriso de canto.

Como diabos eu caí nisso?

Quer brincar Joshua? pois bem.

— Tudo bem, você venceu. — ele arqueia uma sobrancelha.

— Então eu posso ter o meu prêmio? — assenti e ele sorriu.

Josh aproximou seu rosto do meu lentamente e eu pude sentir ele soltar minhas mãos. Te peguei!

Empurrei ele para o lado com tudo e dessa vez não parei em cima dele, apenas joguei ele e sai correndo.

Eu não posso continuar nesse quarto, esse garoto vai me enlouquecer.

— Any volta aqui! — Josh deu um grito e eu passei correndo pela porta.

Passei naquele corredor e estava prestes a descer, até sentir uma mão na minha cintura me fazendo perder o equilíbrio.

— Você já deveria aprender que eu sempre te pe… — Josh não terminou de falar, senti sua mão me saltar e um barulho alto veio junto.

Minha visão desviou para a escada e eu vi seu corpo rolando

— Josh! — corri em sua direção vendo ele caído no final.

A parte boa é que eu sei que ele não morreu e também não quebrou nada.

— Josh, fala comigo! — me agachei ao seu lado e coloquei sua cabeça nas minhas coxas.

Balancei seu rosto e queria muito rir. Tadinho, se ele soubesse que eu sei que ele está fingindo desmaio… iria ficar desapontado.

— Meu Deus. — finjo estar apavorada. — Eu vou ser culpada pela morte dele, é melhor eu fugir daqui! — larguei sua cabeça com cuidado no chão.

Eu estava me segurando muito para não rir, mas não posso perder a chance de zoar com ele.

Estava prestes a me levantar, mas sua mão agarrou meu braço me fazendo voltar.

— É sério que você ia embora e ia me deixar aqui desmaiado? — ele me olhou desacreditado.

Eu não consegui mais segurar, tive uma crise de risos e acabei caindo sentada no chão.

— Se você pudesse ver a sua ca... — sou interrompida quando Josh me puxou pela nuca e juntou nossos lábios.

Tentei resistir a isso, mas quando sua língua pediu passagem eu apenas cedi a tentação.

Era um beijo calmo e eu senti aquelas benditas borboletas no estômago. Levei minha mão em sua nuca e logo subi em seu colo. Josh me abraçou pela cintura e aproximou mais os nossos corpos.

Não sabia ao certo o que estava sentindo, mas eu conseguia sentir o coração dele acelerado, seu corpo arrepiado e sua aura carregada de amor. Eu me senti bem com isso, embora pareça errado, eu sei que os sentimentos dele por mim são reais.

Porém tudo que é bom dura pouco, senti alguém se aproximando e antes que a falta de ar se fizesse presente, me separei dele interrompendo o beijo.

Josh me olhou e eu contrai os lábios.

— Por quê? — abri um sorriso de canto.

— Nada nessa vida vem fácil Joshua. — ele riu me fazendo roubar um selinho dele.

Me levantei e ele fez o mesmo. Senti a aura mais próxima e quando a porta se abriu ajeitei minha blusa para cobrir a cueca novamente.

Erick passou pela porta e nos olhou.

— Any? — disse ele surpreso ao me ver.

— Oi Erick! — acenei tímida para ele e Josh deu risada.

— Vocês dois estavam…

— Não estávamos nada pai, fica tranquilo. — Josh interrompeu ele e eu senti meu rosto corar. — Se Any deixar, depois eu te explico tudo. — Josh me olhou e eu assenti.

— Erick, você sabe se a minha tia está em casa? — ele entrou em casa e fechou a porta.

— Aparentemente sim. — deu um sorriso e foi para cozinha.

— Josh, pode ir no carro pegar meu celular, por favor? — ele me olha.

— Claro! — ele me roubou um selinho e saiu correndo antes que eu pudesse dar um tapa nele.

Abusado!

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