023| Essa garota parece louca
A aula foi tranquila, o neném voltou a dormir e Sabi ficou mais tranquila.
O terceiro sinal tocou e nós fomos lanchar. Confesso que foi meio estranho, metade do lugar estava me olhando e muitas pessoas vieram falar comigo, queriam ver o cachorrinho.
Muitos também perguntaram o nome e eu ainda não sabia, na verdade o cachorrinho era de Sabina, então ela iria decidir.
Heyoon não parava de olhar para nós e de longe via o desconforto nela, não sei porque ela se incomoda tanto com as pessoas vindo falar comigo e não dar atenção para ela. Eu em.
— Só ignora Any. — Sabi me diz enquanto brinca com o cachorro.
— Essa garota parece louca. — digo olhando para Heyoon. Acho que ela percebeu que falei dela, visto que se levantou e veio na minha direção brava, agora pronto.
Contei até três e ele para na minha frente.
— Perdeu alguma coisa na minha cara, querida? — fala em um tom autoritário e as pessoas voltam a atenção para a gente.
Eu juro que tento ficar quieta, mas esse pessoal parece que gosta de me provocar...
— Eu que te pergunto. — sorrio olhando ela. — Minha cara deve ser mais interessante do que sua comida para você não comer e só ficar me olhando. — o pessoal que estava em volta começou a gritar.
— Você se acha muito esperta não é? — revirei os olhos. — Mas deixa eu te explicar uma coisa, aqui ninguém depende de ninguém, seu lugar não é aqui garota. — meu olhar parou sobre Josh que olhava tudo de longe, ao seu lado estava Noah que parecia preocupado…
Voltei a olhar Yoon e cruzei os braços.
— Quem é você para me dizer onde é ou não é meu lugar? — digo calma. — Você é só mais uma filhinha de papai que se importa apenas com dinheiro e a fama que vem da escola, se tem amigos certeza que é por interesse. — novamente todo mundo grita.
— Pelo menos eu tenho pais que me amam. — ao ouvir sua fala senti meu coração parar por segundos.
— O que disse? — ela deu risada.
— É isso mesmo, você não tem pais que se importam com você, eles te odeiam, certeza que foi por isso que te mandaram para tão longe do Brasil, até a sua tia já se mandou de volta para lá. — senti um aperto em meu peito e a vontade de chorar crescer dentro de mim...
Encarei Josh e sentia minha decepção cada vez maior. Não acredito que ele contou a história que eu disse no jantar para Heyoon, e ela estava distorcendo tudo desse jeito...
Deixei o cachorro com sabina e fui na sua direção.
— Por que você contou isso pra ela? — gritei irritada. — Isso era um assunto meu seu babaca! Você não tinha que se meter na minha vida e eu deixei isso bem claro pra você. — avancei na direção de Josh e meu sangue estava fervendo.
Sentia meus olhos arderem com a minha vontade de chorar cada vez maior...
— Ei, você não acha que vai xingar meu namorado e sair assim ilesa, não é? — Heyoon me puxou pelo ombro e eu fiquei ainda mais irritada.
Voltei para sala logo depois de Any e esperamos o terceiro sinal tocar para irmos lanchar...
Josh e eu saímos, pegamos nossos lanches e nos sentamos. Heyoon e suas amigas vieram junto me fazendo revirar os olhos.
Olhei para trás e tinha várias pessoas em volta de Sabina e de Any, todos pareciam amar o cachorrinho e Heyoon não parecia se sentir à vontade com aquilo, ela nem tocou na comida...
— Essa garota está falando de mim! — Heyoon se levantou da mesa com tudo e foi na direção das meninas.
Olhei para Josh e ele também não entendeu nada.
Nós não estávamos conseguindo ouvir nada, bati nas costas de Josh assim que se formou uma roda entre as duas e paramos atrás de Heyoon.
Primeiro começou com a provocação de ambas, mas ao ouvir Heyoon dizer aquilo dos pais de Any me deixou totalmente confuso… de onde ela tirou essa história?
Any tinha seu rosto vermelho e via que a qualquer momento iria chorar. Ver ela avançar para cima de Josh me deixou assustado, podia jurar que vi seus olhos vermelhos...
— Ei, você não acha que vai xingar meu namorado e sair assim ilesa, não é? — Heyoon puxou Any pelo ombro fazendo ela ficar de frente para ela.
— Cala a porra da sua boca! — gritou. — Não dirija a palavra comigo e não ouse nunca mais tocar em mim! — Any parecia que ia avançar pra cima de Heyoon e isso não poderia acontecer de jeito nenhum!
Cutuquei Josh desesperado e ele foi para o meio das duas. Achei que ele iria fazer a coisa certa, mas já vi que me enganei...
— Não encosta a mão nela Any, estou te avisando. — é Josh, parabéns, defendeu a pessoa certa mesmo.
— Senão o quê? Você vai correr e falar com a sua mamãezinha? — disse debochada.
— Cala a bo...
— Não! — interrompeu ele gritando. — Eu não calo a boca Josh! Você se meteu na minha vida e eu te avisei sobre isso. Você não presta, devia ter acreditado quando me avisaram que você não passava de um babaca que não se importa com ninguém ao lado, não está nem aí se suas atitudes estúpidas vão magoar alguém. — sua voz saia cada vez mais falha.
— Me abri aquele dia no jantar porque confiei em você, porque eu queria acreditar que tudo o que disseram sobre você era bobagem, mas estou vendo que essa foi a pior decisão da minha vida. Realmente achei que poderíamos ser amigos Josh, mas eu estava enganada. Nunca mais, está me escutando? — gritou apontando o dedo em seu peito. — Nunca mais se meta no meu caminho, porque eu faço questão de acabar com sua vida. — Any saiu correndo chorando e Sabina foi atrás.
Olhei para Josh e neguei lentamente com a cabeça, não acredito que depois de tudo isso ele foi defender essa garota que ele chama de namorada.
Tentei correr para encontrar Any, mas ela já não estava mais na escola, encontrei apenas Sabina na porta olhando para fora.
— Pra onde ela foi? — pergunto me aproximando dela.
— Ela foi pra casa, quer dizer, para a casa do Josh. — fiquei confuso.
— Espera, o que ela foi fazer na casa do Josh? — ela se virou para mim.
— Ele não te contou? — neguei sem saber do que se tratava. — Ela está passando um tempo lá, sua tia foi viajar e pediu para o pai de Josh cuidar dela. — fechei os olhos e suspirei.
— Ele me falou que a tia dela viajou, mas não me disse que ela estava na casa dele. — digo olhando ela novamente. Não acredito que ele não me contou isso. — Ela foi de quê? — pergunto.
— Eu emprestei meu carro para ela, fiz ela me prometer que ia para casa e levou o cachorrinho junto. — agradeci Sabina e sai correndo para pegar meu carro.
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