030| Reunião encerrada!
𓇬 ݀ ̫ Point of View ˎˊ˗
. ˇ𓂃 𖥻 Any Gabrielly ⸼ 𓏲 ꕤ᎐݊
Ouvir aquelas duas palavras fez meu coração parar em questão de segundos, e em poucos segundos minha mente processou só coisa ruim.
— O que aconteceu? Meus amigos estão bem? — pergunto preocupada.
— Por favor, sente-se. — neguei.
— Me responde Guilherme!
— Calma Gabrielly. — ele se levantou. — Eles estão bem. — fechei os olhos e soltei um suspiro aliviada.
— O que aconteceu então? — me sentei. — Veio nos dar os parabéns pela missão bem sucedida? — sorri.
— Você não muda nunca, não é? — soltei uma risada vendo ele cruzar os braços.
— Enfim, o que aconteceu? — perguntou Joalin enquanto eu me servia.
— Assim que partiram, Derek veio conversar comigo. Ele me disse que encontrou você afastada e conversaram bastante. — senti o olhar de Joalin cair sobre mim e parei de mastigar. Algo me diz que eu deveria ter contado isso para ela…
— Algo assim. — digo após engolir a comida.
— Enfim, ele comentou algo que me deixou pensando. — Guilherme voltou a falar. — Nós realmente nunca nos aprofundamos no assunto da perda de memória.
— Isso me impressionou. — dou um gole no meu suco. — Não desmereço o esforço de vocês, mas não acham que deveriam ter estudado mais antes de mentirem para os meus amigos?
— Achamos que não iria sobreviver...
— Vocês acham coisas demais. — digo interrompendo Guilherme.
— Olha, entendemos seu desapontamento. — suspirei. — Vamos voltar a estudar sobre isso e deixar tudo mais claro. — assenti.
— Agora me diz, como está a situação? — pergunto voltando a comer.
— Sem sinal de Charles ainda, nenhum dos especialistas consegue localizar ele. — ele suspirou.
— Acho que vão precisar da Shivani para isso. — digo e eles me olham.
— No que ela ajudaria? — perguntou Derek.
— Me disseram que foi ela quem encontrou a aura dele no meu armário. — me escorei na cadeira. — Seus especialistas não conseguem, mas ela é um pilar, ou seja, tem mais força para isso.
— Acha que deveríamos chamar ela aqui? — perguntou Jojo e eu neguei.
— Disseram que não iam incomodar elas até o fim do ano, não podem quebrar a palavra de vocês. — digo me levantando. — Não temos outra alternativa a não ser esperar. Afinal, o alvo de Charles sou eu. — suspirei.
— É melhor ir descansar, não sabemos quando será o próximo ataque. — disse Guilherme e eu apenas me despedi seguindo até o quarto.
Bati aquela porta com força e levei a mão na cabeça respirando fundo.
Não posso deixar esse cara destruir todos os mundos.
Tomei um banho e depois me joguei na cama exausta.
10-05 Domingo | 20 dias para a lua de sangue.
Acordo com alguém batendo na porta e me levanto meio desorientada.
— Sim? — digo abrindo a porta.
— Bom dia bela adormecida. — cocei o olho após ouvir a voz de Derek. — Teremos uma reunião, pediram para te chamar. — assenti e escutei ele se distanciar.
Me dirigi até o banheiro e fiz minhas higienes.
Coloquei a primeira roupa que vi na minha frente e deixei o quarto fazendo um coque no cabelo.
Passei na cozinha antes de sair e peguei uma xícara de café.
…
Cheguei na sala do conselho e a porta abriu sozinha. Dei um gole no meu café e entrei na sala vendo todos se curvarem. Acho que já até me acostumei com isso.
Subi no palco e me sentei em uma das cadeiras. Joalin estava do meu lado e eu sorri rapidamente para ela.
Apoiei a xícara no meu colo e fiquei batendo minha unha do indicador ali esperando alguém começar a reunião.
Meus olhos percorreram todo o local e vi que metade das pessoas me olhavam. Algumas sorriam, outras acenavam, algumas até pareciam ter medo…
Dei mais um gole no meu café e Guilherme deu início na reunião.
O assunto foi basicamente sobre mim, como não tivemos tempo ontem, ele está fazendo isso agora. "A líder está bem, se lembra de tudo, não teve efeitos colaterais, blá, blá, blá".
Joalin deve ter percebido o meu nível de tédio, visto que levou a mão na boca para segurar o riso.
…
Não sei quanto tempo se passou, mas Guilherme estava avisando a todos sobre o possível ataque que pode acontecer em Ilvermorny. Todos estavam cochichando algo preocupados. Até parece que já não sabiam que estavam correndo perigo.
Neguei lentamente com a cabeça e comecei a prestar atenção lá fora.
Vi a cena dos meus amigos andando juntos, todos estavam com mochila nas costas e pareciam rir de algo.
Um sorriso se instalou no meu rosto, mas logo foi cortado quando chamaram minha atenção.
Encarei Guilherme e ele me olhava com os braços cruzados.
— Você ouviu o que eu disse?
— Não. — digo. — Parei de prestar atenção quando começou a falar dos ataques e eles ficaram preocupados. — apontei o dedo para a plateia.
— Você sabe do seu papel aqui, não sabe? — revirei os olhos após a fala de Guilherme.
Me levantei de onde estava e deixei minha xícara na cadeira.
— Não vou mudar o meu jeito de agir, só porque recebi tal responsabilidade. — digo caminhando até a frente do palco. — Enquanto a vocês. — olhei todos na minha frente. — Não ajam como se não soubessem de tal ameaça. — digo séria. — Estamos sim, correndo perigo, e os outros mundos estão tentando se proteger como podem. Como líder, prometo não deixar nada de ruim acontecer com o meu povo. E mesmo que eu não fosse um pilar, me colocaria à frente para proteger vocês. — meu olhar parou sobre a minha mãe que me olhava. — Não ligo se sou uma pirralha que não tem noção do que faz, que só sabe aprontar e não se preocupa com ninguém à sua volta. — voltei a olhar para minha frente. — Posso não ser a melhor pessoa a se seguir e nem a melhor a dar conselhos, mas eu quero tentar. De tudo que já causei, peço desculpas. Então parem de me olhar com essas caras me julgando. Estou longe de ser como a minha mãe que vocês tanto idolatram, mas não vai ser por isso que vou abaixar minha cabeça e fugir das minhas responsabilidades. E se alguém aí não estiver de acordo com a minha forma de agir, que venha falar diretamente comigo. — finalizo me afastando. — Reunião encerrada!
Desci do palco e deixei a sala do conselho.
Sempre odiei ficar sob pressão, simplesmente soltei tudo o que estava engasgado na minha garganta.
…
Continuei a caminhar sem rumo, queria ir para qualquer lugar que não fosse meu quarto. No final das contas cheguei no mesmo local de ontem. Me sentei na grama novamente e voltei a encarar o lago.
Em movimentos pequenos com os dedos, fiquei brincando com água fazendo formas com elas. Não sabia que era possível, mas isso é muito legal.
Rodei meu dedo fazendo se formar um moinho e fui subindo ele. Quando me dei conta, a água inteira daquele lago estava rodando em um único ponto.
Sorri fascinada com aquilo e desci meu dedo lentamente, devolvendo a água para o seu local.
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