029| É normal isso acontecer?
𓇬 ݀ ̫ Point of View ˎˊ˗
. ˇ𓂃 𖥻 Any Gabrielly ⸼ 𓏲 ꕤ᎐݊
Em questão de segundos chegamos ao local e eu ajudei Derek a descer. Abaixei minha cabeça agradecendo meu dragão e ele abriu as asas se curvando. A fumaça preta o envolveu e ele logo desapareceu.
Andei com Derek até a sala do conselho e assim que abri a porta vi algumas pessoas já em volta do portal. Os olhares vieram até mim e no mesmo instante todos se curvaram.
— Onde você estava? — Joalin correu na minha direção e olhou o estado de Derek. — O que aconteceu com ele?
— Longa história Jojo. — digo olhando ela. — O que aconteceu? — pergunto me aproximando de Guilherme.
— Onde estavam? Procuramos vocês por todos os lados. — respirei fundo após a pergunta de Guilherme.
— Esqueça isso, o que aconteceu? — pergunto novamente.
— Atacaram de novo, dessa vez Axiria. — disse Joalin vindo ao meu lado.
— Vou nessa missão com vocês. — digo indo para o lado do portal.
— Está fora de questão Any. — encarei Guilherme.
— Não estou pedindo permissão, Guilherme. — ele manteve seu olhar sério. — Eu vou e ponto final.
— Você não passou pela avaliação ainda Any, pode estar fraca. — segurei minha vontade de revirar os olhos.
— Acredite em mim. — disse Derek chamando nossa atenção. — Ela está em perfeito estado. — voltei a olhar Guilherme.
— Abram o portal. — Guilherme deu a ordem e o portal logo foi aberto.
Fui a primeira a atravessar e ao chegar no local acabei ficando espantada. Haviam pessoas lutando por todos os lados, até mesmo bruxos jovens…
Joalin parou ao meu lado e corremos para ajudar.
Dividimos os grupos e assim conseguimos defender melhor o local.
De longe notei uma mulher que parecia proteger uma criança, acredito que seja filho. Corri na direção deles e matei a criatura que iria atacá-los.
— Vocês estão bem? — perguntei me agachando.
— Sim, obrigada. — a moça sorriu e eu analisei rapidamente seu corpo.
— Você está fraca. — digo olhando em volta para ver se alguém ajudava. — Acha que pode ir até um local seguro? — ela mal teve tempo de responder. Três feras nos cercaram e eu pude ver seu olhar com medo.
— E agora? — perguntou ela abraçando seu filho.
— Fiquem aqui. — me levantei e fiz uma cápsula em volta deles. — Estarão seguros.
Me virei vendo os três na minha frente e fiz duas adagas de energia.
Eu não sei até que ponto meus poderes podem chegar ainda, mas não quero arriscar minha carga de energia e acabar machucando a moça com seu filho.
Estava lutando com o bicho e meu sentido de perigo me alertou de algo. Porém, meu tempo de ação não foi tão rápido quanto deveria. Meu corpo foi arremessado longe e eu fiquei zonza ao sentir minhas costas se chocar com algo.
Com a visão turva, tudo o que vi foi a cápsula sendo desfeita e os bichos prestes a matarem os dois… Não!
𓇬 ݀ ̫ Point of View ˎˊ˗
. ˇ𓂃 𖥻 Joalin Loukamaa ⸼ 𓏲 ꕤ᎐݊
Dessa vez parecia que tinha mais criaturas do que a última vez.
Quando notei que Any estava cercada, tentei ajudá-la, mas era quase impossível chegar até ela. Parecia que eles queriam me impedir de ajudar, por mais que eu matasse todos, mais e mais apareciam em minha frente.
Matei a última criatura que me impedia de chegar até a Any, mas já era um pouco tarde. Seu corpo foi arremessado longe e bateu com tudo em uma árvore.
— Any! — gritei seu nome e corri em sua direção.
Meus olhos começaram a intercalar entre ela e a moça que estava prestes a ser atacada.
O que eu faço?
Um grito alto preencheu o local e quando olhei Any já estava de pé. Parei de uma vez quando vi ela cravar uma espada no chão e um vento se formar em volta dela.
Escutei barulhos de raios e quando olhei o céu ele estava vermelho.
— Mas o quê… — não tive tempo de processar nada, Any bateu suas mãos e uma onda de energia saiu de seu corpo.
Me agachei rapidamente e cobri meu rosto me protegendo.
O vento estava tão forte que parecia cortar minha pele, mas isso não me machucava.
Foi então que o vento parou e tudo ficou em completo silêncio. Não havia mais criaturas.
Olhei na direção de Any e tudo o que vi foi seu corpo indo de encontro ao chão.
— Any. — sussurrei e corri em sua direção. — Gabrielly fala comigo. — bati de leve em seu rosto mas ela não respondia.
Passei uma luz verde em seu coração e suspirei aliviada ao ver que ainda batia em ritmo normal.
— Ela vai ficar bem? — virei meu rosto ao escutar uma voz fofa de criança.
— Vai sim pequeno, ela só gastou muita energia. — digo com um pequeno sorriso.
— Quelo ser igual a ela. — o pequeno disse olhando Any desacordada e eu sorri.
— Você será um grande bruxo. — digo cutucando sua barriga e ele dá risada.
— Serei eternamente grata a sua amiga, não sei o que teria acontecido se ela não tivesse chegado. — a moça sorriu pegando seu filho no colo.
— Nosso dever é proteger vocês. — sorri.
— Joalin! — ouvi a voz de Jonas e me virei. — O que aconteceu? — perguntou ao ver Any.
— Aquela descarga de energia veio dela, acho bom ela ser avaliada. — ele assentiu e a pegou com cuidado no colo.
— Avisem que a líder está ferida e logo voltaremos. — disse Jonas e pude notar que a moça ficou surpresa com tal notícia. Está aí uma pessoa que ainda não sabia dela...
Levamos Any para uma casa e a deixamos no quarto.
Diarra chegou rápido ao local e começou a examinar Any.
— O que aconteceu? — perguntou Diarra ao analisar ela com uma luz azul. — Sua energia está baixa demais. — mordi o lábio inferior.
— Não faço ideia do que tenha sido. — digo calma. — Mas vi ela cravar uma espada no chão e logo a energia saiu de seu corpo.
Diarra não disse nada, apenas abriu sua bolsa e tirou um pequeno frasco. Com cuidado, ela abriu a boca de Any e despejou o líquido dentro.
— Ela vai ficar bem. — disse Diarra se levantando. — Any só teve uma queda de energia muito brusca.
— Seja sincera. — digo olhando para ela. — É normal isso acontecer? — Diarra suspirou.
— Diante do que Any sofreu, sim. — ela começou a organizar suas coisas. — Foram dois meses, ela deveria ter passado pela avaliação, mas a cabeça é dura demais. — acabei soltando uma risada.
Escutamos um gemido baixo e quando olhamos Any estava com a mão na cabeça.
— Ai. — resmungou baixo. — Onde eu estou? — abriu os olhos olhando todos. — Quem são vocês? — meu coração disparou.
— Como quem somos nós? — me aproximei. — Any, sou eu, Joalin. — ela franziu o cenho confusa.
— Any? Quem é Any? — senti meu corpo ficar mole e dei um passo para trás assustada.
Olhei para Diarra e Jonas esperando alguém fazer algo, mas os dois tinham a mesma cara.
Ia continuar a explicar tudo, mas no mesmo instante Any começou a rir.
— Vocês tinham que ver a cara de vocês. — disse em meio a risada e eu cerrei meus punhos.
— Vou matar ela. — caminhei irritada na sua direção, mas Jonas acabou me segurando. — Me solta, eu vou matar ela!
— Não pode atacar sua líder, Joalin. — disse Any se levantando e eu abri a boca inconformada.
— Não tão rápido. — Diarra disse se aproximando. — Não está sentindo nada?
— Agora eu você falou. — encarei Any. — Estou sim. — disse levando a mão na barriga.
— Está com dor? — me aproximei preocupada.
— Não, estou com fome mesmo. — fechei os olhos contando até dez. — O que foi Jojo? Eu só tomei café. — neguei lentamente e levantei as mãos deixando o quarto.
Segui para a parte de fora da casa e assim que abri a porta dei de cara com uma enorme multidão.
Any parou ao meu lado e todos se curvaram.
— O que é isso? — sussurrou Any ao meu lado e todos começaram a bater palmas.
— Acho que agradecimentos? — Any eu nos olhamos.
A moça que Any havia salvado apareceu com seu filho no colo. Any abriu um sorriso e se aproximou deles.
— Serei eternamente grata a você. — ela abaixou rapidamente a cabeça para Any.
— Era o meu dever. — Any sorriu. — Fico feliz em saber que estejam bem. — o pequeno brincava com os cabelos de Any.
— Vuce é bonita. — o pequeno disse tocando o rosto de Any. — Namola comigo? — Any soltou uma risada fraca e eu fiz um bico achando ele extremamente fofo.
— Eu já namoro pequeno. — ela mostrou seu anel. — Mas se ele pisar na bola, saiba que vou correndo te dar uma chance. — ela beijou a bochecha dele.
— Quelo conhece ele, aposto que ganho em um duelo. — ele fez um bico e eu tive vontade de apertar suas bochechas.
— Aposto que ganha mesmo. — Any sorriu.
— E vuxe ama ele? — contrai os lábios.
— Filho? O que é isso? — a mãe do menino repreendeu ele.
— Não tem problema. — disse Any. — Eu amo sim, amo tanto que não vejo a hora de reencontrá-lo. — vi uma lágrima escorrer pelo seu rosto e seu anel piscar azul.
— Num chola, eu deixo vuxe viver com ele. — Any soltou uma risada passando a mão no rosto.
— Se cuida pequeno, e cuida da sua mãe, ok? — ele assentiu. — Te dou a minha benção. — Any encostou o polegar em sua testa e depois colocou sobre a teste do pequeno.
Uma luz verde emanou e eu sorri com o ato. Isso é algo sagrado dos líderes, fico feliz em saber que ela já conhecia.
— Muito obrigada. — a moça sorriu em meio às lágrimas.
Seguimos nosso rumo e caminhamos em direção ao portal.
…
Chegamos em Ilvermorny e Any e eu seguimos direto para casa.
...
Entramos em casa e o cheiro da comida me fez sorrir. Porém, ao chegar na mesa de jantar demos de cara com Guilherme e Derek conversando.
O olhar de Guilherme caiu sobre nós e eu engoli seco.
— Precisamos conversar.
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