quatorze

             Já chega de temer, chega de fugir da minha guerra,  está na hora de enfrentar de frente essa batalha!
  
                                          [...]

            Os policias agem como loucos para conseguir a localização do celular que Paulo telefonou. Mesmo sabendo que a essa altura, ele já deve ter se livrado do celular. Meus pensamentos voam, não paro de pensar, não para de ligar os pontos.... Paulo não ia fazer a grande burrice de ligar, não sabendo que estou cercada de policias.  Começo a andar de um lado para o outro, com a expressão intrigada. É uma armadilha!
         Meus olhos se arregalam, pois praticamente a escolta inteira foi atrás dele.
    ---- precisamos ligar pro delegado, agora! --- digo muito tensa, estou assustada.
  --- por quê? O que houve, Raquel?--- Minha mãe pergunta assustada com a minha reação.
    --- essa ligação foi uma armadilha para distrair os policias... Ele não se arriscaria ao ponto de ser pego atoa, Paulo quer me matar! Ele distraiu os policias para vir atrás de mim.--- concluo completamente apavorada, mas não vou deixar ele machucar a gente.  Não depois de tudo que passei!
           Todos arregalam os olhos assustados
     --- não dessa vez!--- diz Ysabella audaciosamente---- eu deixei ele te machucar uma vez, não vou deixar isso acontecer de novo.--- conclui pegando o telefone
     --- alô? Aqui é Ysabella Gambouah, sim sou a esposa do foragido, sim isso mesmo, do caso Raquel.  Paulo armou uma armadilha para afastar nossa escolta. Deve está vindo pra cá neste momento, precisamos de ajuda.--- diz Ysabella disposta a resolver esse problema. Após desligar o celular, pega o controle e liga a televisão, no canal de notícias.
        Uma reportagem sobre o meu caso apetece na televisão,  no bloco de notícias urgentes.

                                     [...]

----
       Atenção! Notícia urgente. Novas notícias sobre o caso da menina de chamas. Acabamos de receber uma ligação urgente da casa de Ysabella Gambouah. Onde a menina está sendo escoltada. Recebemos a noticia de que o criminoso, Paulo Gambouah , ligou agora pouco para a casa da menor e a ameaçou. Isso foi uma armadilha para despistar a escolta da jovem e de sua família.  No momento estão sem escolta. Aguardamos mais informações a qualquer momento.---- diz a jornalista. Imediatamente, a notícia é transmitida para toda a região. Paulo nesse momento acaba de assistir a reportagem por trás da vitrine de um loja de televisões.  Sua expressão está furiosa, mas se mantém calado, não pode chamar atenção.

                                        [...]

      Depois de explicar a situação para o investigador e o delegado, desligo o celular.
       --- estão vindo pra cá.---- digo colocando o celular na mesa de centro da sala, onde estamos minha familia, Ysabella e eu.
    --- vai ficar tudo bem agora---- diz Walase.
   ---- espero.--- responde Maria aflita. Karla está brincando com as crianças na sala de jantar.
   ---- gostaria de ver a cara dele quando ver que seu plano falhou novamente! ---- rio maliciosamente, ver Paulo tão submerso, fazer ele engolir as palavras dele.... Tudo isso me satisfaz, porque parte da minha vingança está acontecendo.

(      Barulho de helicóptero )

   ---- estão ouvindo?---- pergunto intrigada
   --- sim- -- Ysabella responde
   ---- parece helicópteros- -- minha mãe comenta
   --- e são. Com a notícia da televisão, os repórteres não perderam tempo e vieram para cá.--- diz Ysabella
            Vamos todos para fora ver

      ---- estamos nesse exato momento as 8:00 em ponto, sobrevoando a residência de Ysabella Gambouah, mulher do atual foragido, Paulo gambouah.  À exatamente alguns minutos, recebemos a informação de que Paulo teria feito uma ligação e ameaçado a jovem Raquel.---- diz a jornalista, que está sendo filmada dentro do helicóptero.
            Me surpreendo ao ver, que mal Ysabella ligou para o canal de notícias,  e a nossa casa já está cercada de policias e jornalistas.  O portão está lotado pela imprensa, dprte que ele está lotado,  senão seriamos engolidos por ele. A polícia acaba de chegar com várias viaturas,  o barulho de sirenes contagiou este lugar.
           Eu vou até os repórteres, vouostrar para Paulo que já não estou mais submersa a ele. Eu vou dizer com os meus olhos que eu o venci usando apenas o meu cérebro. Mesmo que eu me exponha, não me interessa,  as pessoas precisam saber de sua força, precisam saber o que são capazes de fazer, precisam saber que elas que fazem o país!

          Quando chego nos portões, os jornalistas ficam desesperados para que eu grave uma entrevista. Abro os portões e deixo eles entrarem. Em questão de segundos, fico cercada por câmaras,  gravadores e microfones. Não sei se algum dia vou me acostumar com reviravolta que a vida me deu.
      --- Raquel, você pode dizer a respeito do que acabou de acontecer? --- pergunta uma repórter desesperadamente apontando seu microfone para mim
   --- Raquel, como se sente mediante a tudo isso?--- pergunta outra repórter
    ---- você está com medo?---- e outro
   ---  você se sente presa?---- e outro
   --- como você superou aquela tragédia?  --- e mais outro
   ---- Paulo Gambouah realmente quer te matar?--- mais um
    --- ele realmente te ameaçou?--e outro
   --- qual foi a armadilha que usou para despistar sua escolta?--- e mais um.
         Me sinto agoniada com todas essa perguntas feitas a mim de uma só vez, com todos esses flashs em meu rosto, todo esse pessoal me engolindo. Minha expressão demonstra isso.
    --- vou responder tudo que quiserem saber, mas por favor , um de cada vez- --- finalmente consigo dizer
--- a resposta da primeira pergunta é... O canalha do Paulo Gambouah teve a audacia de me ligar, para me ameaçar, eu não sei como ele descobriu que eu estou aqui, mas descobriu. Ele falou que ia matar cada membro da minha família,  um por um, que ia me deixar por último... Ele fez isso pra fazer a escolta procurar por ele, no local onde deixou o celular que me ligou, enquanto ele viria pra cá para me matar!--- todos ficam espantados conforme vou dizendo, até mesmo o publico que assiste ao jornal
   --- quanto a segunda pergunta.... Me sinto prestes a morrer, tem um estuprador assassino na minha cola, mas apesar disso, me sinto protegida, e não vou deixar que ele consiga o que quer. E me dá muito gosto ver como o jogo virou, como agora ele está pagando e vai pagar mais ainda pelo que me fez passar!---- digo audaciosamente com a expressão séria- -- quanto a terceira pergunta, um dia eu tive medo, hoje não mais, porque o medo só ajuda você a falhar,  ele sempre vai te atrapalhar, e agora eu não estou resposta a perder, não vou deixar o medo me vencer! --- respondo. Conforme todos me assistem mais ainda me sinto protegida, sei que as pessoas ouvem a minha voz, sei que essa voz toca cada nervo delas, sei que elas agora vão se encarregar de encarar a sua luta!
   --- não me sinto presa, me sinto protegida e acolhida,  todos aqueles que me assistem agora se juntaram a mim, me sinto apoiada e grata, a todos que se identificaram e a todos que vem me apoiado!--- abro um sorriso

    --- ainda é difícil pra mim falar sobre isso!--- digo mudando de tom e expressão- - eu ainda não superei aquilo, aquilo ainda me atormenta nos meus sonhos,  nas minhas lembranças, e quando me olho no espelho... Não me reconheço mais. Mas a vida está me dando a oportunidade de renascer, eu não vou perder essa chance pra fazer o que Paulo quer, eu estou vendo minha vida sendo transformada, e nada nem ninguém vai impedir que isso aconteça, Nem mesmo você,  Paulo Gambouah!--- digo olhando seriamente para a camera e no fim da frase solto um sorriso malicioso. Quanto a outra pergunta,sim Paulo quer me matar, quer matar todos nós, só não fez isso ainda porque nós não demos oportunidade a ele. Como eu disse antes a armadilha foi essa que eu havia dito,  sim ele me ameaçou.--- finalmente consigo responder todas as perguntas--- ele quer me silenciar,  Paulo , meu caro, quando vai entender que acabou pra você?  Você não vai conseguir me calar!---  outra vez sorrio maliciosamente.
        Quando menos espero, o portão se lota novamente,  mas agora de pessoas. Eu nunca poderia esperar esse apoio todo, as pessoas estão protestando por minha causa.  Um monte de gente com cartazes com fotos minhas, com fotos que a imprensa tirou. Eu estou encantada, os meus olhos se enchem de lágrimas.  A pouco tempo atrás eu não passava de um nada,  eu só conhecia maldade nas pessoas, era tanta maldade que eu achava que não existia pessoas boas no mundo, mas eu estava enganada, agora eu posso ver, as pessoas boas também estão aqui, em algum lugar, eu só não tinha conhecido elas ainda.
     O delegado Martines chega com Edgar e outras viaturas. Eles cercam acasala e impede que as pessoas se aproximem. Mas ainda posso ler aqueles textos, os textos que fizeram sobre a minha vida, as coisas boas que dizem de mim. Mesmo no tumulto eu posso ouvir os gritos " estamos com você! " " apoiamos você ". Nada poderia me fazer tão feliz. Antes me desenhavam pela minha história e pela pessoa que eu era, agora eles admiram a minha origem e a minha força.
      Estão me chando de vários nomes, como: a revolucionária,  menina da chama da esperança, e a vingadora! Eu jamais poderia imaginar que viraria um símbolo para as pessoas, e agora vendo isso, não posso conter a emoção e nem as lágrimas. Eu posso ouvir a voz das pessoas ao gritar meu nome em uníssono,  ao erguer seus cartazes e me idolatrando, essa era a força que eu precisava pra continuar! Agora eu sei que nada vai me parar!
           O delegado foi dar entrevista para os jornalistas,  Edgar me puxa pra dentro,  me tirando do meio da multidão. Todos entramos para casa, parte da escolta faz guarda do lado de fora, a outra entra connosco.  Depois que entro posso ver os jornalistas gravaram as pessoas me apoiando.
     Não quero perder isso. Pego o o controle e ligo a televisão. Como eu esperava eles transmitem tudo que aconteceu, e agora o protesto das pessoas lá no portão.
--- u não acredito! Aquelas pessoas estão lá fora, por minha causa!--- digo completamente emocionada e surpresa. E a menina do lixão se transformou em um símbolo.

                                            [...]

Depois que o tumulto acabou, o delegado entrou novamente e passei o tempo conversando com Edgar.
    ---- Paulo sabe onde você está, ele não vai descansar até conseguir te pegar.--- ele diz preocupado
    ----- Mas... --- começo ---- se nós sairmos, pode ser mais perigoso--- concluo
   --- sim, mas precisamos pega- lo. Não podemos ficar esperando ele dar sinal de vida.---- diz Edgar.
            Conversamos,até que vimos os meus professores entrarem pela porta.
    ---- Raquel, como está?---- pergunta a professora Suzana depois dela e dos outros professores cumprimentarem todos.
   
   --- insegura, mas confiante de que tudo dará certo.--- respondo sorrindo
   --- eu fico feliz! Raquel,  devo dizer que fiquei muito orgulhosa de ver como você moveu o mundo com apenas algumas palavras!---- ela diz.
    --- eu devo tudo isso a você! Naquele dia, quando a senhora disse " não deixe que as pessoas definam você " neste dia, minha vida mudou para sempre.  Devo tudo isso a você,  porque se não fossem aquelas palavras eu teria desistido.--- digo
    ---- eu não fiz nada a não der lhe mostrar o que você já sabia.---- ela diz sorrindo
    ----- não, a senhora mudou a minha história. --- insisto
   --- não, Raquel.  Eu apenas te dei um conselho,  você mudou sua história! --- ela diz sorrindo. Eu não penso duas vezes e a abraço.  A professora tem orgulho de ver que, consegui mudar a minha história,  que achei outro amanhecer. As pessoas sofrem com a refeição do mundo, mas ainda existem pessoas boas, elas estão por ai, ainda tem gente como eu, que precisa mudar uma história. E quando vemos uma vitoria, em meio a varias derrotas,  nós simplesmente nos alegremos também.
--- bom, você ficou muitos meses estudando,  não podemos parar agora, certo?--- pergunta
   --- claro que não. Mas e Paulo? --- pergunto
    --- Você precisa descansar um pouco deste assunto, aliás,  está de escolta, ele não pode pega- la aqui!--- responde Ysabella
   --- você precisa focar nos estudos agora---- responde minha mãe.
   --- está na hora de ser uma adolescente comum como qualquer outra--- diz Walase.
     Vocês todos teem razão, já que todos os meus professores estão aqui, não precisamos perder tempo.--- digo
   --- queremos que saiba, que não vamos deixar você, você correu grande perigo para nos salvar naquela noite, seremos eternamente gratos! ---- diz Maria Antonieta.
   --obrigada, eu não sei o que dizer!
  --- um viva a Raquel. ... Ala bin, ala bal, ala bim, bum baul, A Raquel,  nos salvou, ha, ha, hall!!---- todos gritam em uníssono. As lágrimas decorrem de meus olhos, quero que daqui em diante, sejamos felizes assim.

                Os dias se passam, eu tenho tido muito trabalho para passar no meu supletivo diário.  É chegado o dia do julgamento de Wagner, hoje este infeliz irá pagar por ter se juntado a Paulo!
         Estamos todos aqui presentes neste tribunal. Ysabella, minha familia e meus professores. A juiza chega vestido para ocasião,  é cumprimentada com a nossa reverência, após se sentar, nos sentamos também. 
        As vitimas sentam- se do lado direito do tribunal, o acusado e seu advogado sentam do lado esquerdo, nossos advogados, os que Ysabella contratou, sentam-se ao nosso lado. Estamos no banco da frente a frente do juiz,  o promotor se senta longe de todos.  Estamos todos divididos, o delegado está segurando o braço do acusado, o investigador e meus professores sentam no banco atrás de mim. Nunca tive uma expressão tão justiceira, fria, severa e tudo mais... Hoje eu quero justiça!  Meus olhos tem sede de vingança,  meus dentes se controlam para não se serrarem.
        O delegado martines trás o prisioneiro, ele anda até o lado direito da juiza, onde há uma cadeira para que ele se sente, ele está algemado. Olho fixamente em seus olhos
Parece que o jogo virou, não é mesmo?!... Penso cheia de orgulho! É como se eu tivesse dito com os meus olhos.
©--- que comece o julgamento.---- diz a juiza, permaneço calada, com as pernas cruzadas e com a mesma expressão de antes, estou ebcontinuarei calada, quero saber no que isso vai dar, a fúria em meu olhar vai falar por mim!
         Jornalistas também assistem ao julgamento, estão espalhados pelos bancos daqui, outras pessoas também.
     ---   O réu é acusando, de ameaça a menor, cárcere privado,  sequestro  cumplicidade, agreção e tentativa debomisidio--- começa a juiza dizendo, lendo a fixa de Wagner--  paço a palavra ao advogado de defesa do réu- --- conclui, sua voz contem autoridade, fico admirada ao ver essa juiza, uma mulher, autoridade máxima em um país, ah, Paulo. Você já era!
    ---- meu cliente nega as acusações.---- responde o advogado de defesa dele.
   --- paço a palavra ao promotor---- diz a juiza, uma mulher negra, alta, magra, linda e autoritária,  mais que um tiro na cara do machismo, mais que tiro na cara dos preconceituosos.
       O promotor vai até o acusado.
    ---- levante a mão esquerda--- começa dizendo com autoridade no tom e na expressão,  Wagner ergue a mão. ----- jura dizer a verdade, somente a verdade, e nada além da verdade?---- pergunta o promotor no mesmo tom e expressão.
   --- eu juro--- responde.
Wagner. O juramento pra esses marginais não é nada, isso não significa nada pra eles.
    -
             

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