Cap. 09 - Amor regado a Vodca
O restaurante era muito bonito. Ficava a leste do centro da cidade. A iluminação era feita por pequenas e grandes lâmpadas incandescentes que pendiam quase que como uma cascata sobre todo o lugar.
No seu lado direito havia um enorme lago, as paredes que davam acesso a ele, eram de vidro e havia um pequeno acesso para mesas externas com a mesma iluminação interna. As mesas eram bem separadas uma das outras. A moça de nome July nos guiou até uma das mesas externas que já estava com uma garrafa de vinho a nossa espera.
Nos sentamos, a moça nos deu o cardápio e se afastou. Ele me olha com um sorriso no rosto.
-Gostou?
- Sim é muito bonito. - disse com um sorriso no rosto.
Foi então que o garçom veio em nossa direção, como o ambiente não era tão bem iluminado e a iluminação se concentrava nas mesas mesmo que fracamente porque aquele era um restaurante romântico por só terem duas cadeiras cada mesa, então eram para casais eu não pude ver o rosto do nosso garçom que ficou estático ao focar seus olhos nos meus.
- Frederico?
Ele me olhou surpreso e olhou para Nicholas. Abaixou a cabeça e disse sem muita emoção.
- O que desejam?
- Eu não sabia que... - disse olhando para ele que parecia envergonhado.
- É... eu consegui esse emprego para ele - disse Nicholas sem ao menos olhar para ele ou cumprimenta-lo.
- Você fez de propósito. - olhei para Nicholas.
Ele me fitou, ele parecia confuso.
- Não. Claro que não. Eu não tinha essa...
- Não é o que está parecendo. - disse me levantando da mesa.
- Chaves. - ele se levantou e veio atrás de min. - Me desculpe eu não sabia que era ele quem nos atenderia. Isso nunca aconteceu antes.
Ele parecia suplicar, seus olhos me pediam com urgência.
- Você acha mesmo que eu seria capaz de fazer isso com você? Eu não estragaria a única chance de te ter comigo com uma idiotice dessas.
O olhei nos olhos e suspirei.
- Tudo bem. - disse por fim.
Quando voltei a mesa, ele não estava mais lá. Quem estava era outro rapaz que anotou nossos pedidos e nos acompanhou durante todo o jantar, Nicholas me levou até em casa e ao abrir a porta do carro para mim e fecha-la após minha descida ele segura minha mão.
- Espero que tenha gostado, e desculpa mesmo, não foi a minha intenção.
- Tudo bem Nicholas.
Ele segurou minha mão forte e me olhou nos olhos se ajoelhando no chão.
- Chaves, eu... bem... me dá a honra de ser meu... meu namorado?
- Nossa. - fico vermelho - Bem... Nicholas será que eu posso pensar um pouco nisso?
Ele deu um sorriso envergonhado.
- Ah... Claro tudo bem. Você tem todo o tempo do mundo.
O que ele esperava um sim imediato? As coisas não funcionam assim... Então ele se aproximou de mim e me beijou levemente e se afastou.
- Até amanhã.
- Ate.
Acenei enquanto ele ligava a caminhonete dele e saia da propriedade da minha família.
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- Chaves! - a voz gritava.
Eu acordei com meu nome sendo chamado várias vezes seguidas. Olho para o relógio que marca duas horas da manhã. Me levanto e vou até a janela de onde vejo Frederico com uma garrafa de vodca nas mãos e a continuar a gritar pelo meu nome.
- Quico cale essa boca se não arrebento suas bochechas de buldogue velho. - retorqui evitando gritar. - Quer acordar meus pais.
- Já acordou. - disse meu pai sorrindo da janela ao lado da minha.
- Que bonitinho. Ele está bêbado e veio te procurar. - completou minha mãe - Só os apaixonados fazem isso.
- Que? Mae... isso não é bonito.
- Mas funciona - gargalhou meu pai. - Continue filho e se de sorte você vai se casar com nosso filho.
- Pai!
- Ok, ok. Vamos deixar os pombinhos amor... - concluiu meu pai rindo e entrando no quarto com minha mãe.
- Chaves! - ele gritava.
Então desci as escadas o mais rápido que podia e encontrei Frederico em pé me olhando e logo depois caindo no chão.
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