Ana

Na noite de Halloween, Ana estava indo para a torre do relógio, seu lugar preferido na cidade, quando começou a sentir como se estivesse sendo observada. Contudo, sempre que olhava para trás não via nada, o que a fazia andar cada vez mais rápido. Chegando perto da torre, ela olhou para trás e viu três homens vindo em sua direção.

— Quem são vocês? – Ana perguntou assustada, sem saber mais o que fazer.

— Fazemos parte de um conselho de vampiros. Soubemos da sua existência e viemos aqui para te buscar. – falou um deles, aproximando-se ameaçadoramente.

Ana ficou confusa. O que um conselho de vampiros queria com ela depois de tanto tempo?

— Olha... eu não sei o que houve, mas posso garantir, não matei nenhum humano – trêmula, ela se afastava, na medida que eles chegavam mais perto.

— Não fique nervosa, você vai entender nosso motivo se nos acompanhar. – disse o que estava na frente.

Mesmo apavorada e desconfiada, Ana achou que seria mais inteligente seguir os desconhecidos, ela não sairia ilesa se tentasse fugir.

Eles a escoltaram silenciosamente e em poucos minutos estavam em frente de um edifício antigo. As portas se abriram e os três homens a acompanharam até um salão enorme, onde havia outros 10 homens. Um deles se pôs de pé e caminhou na direção de Ana.

— Quanto tempo, Ana! Você cresceu muito desde o nosso último encontro.

Sem fazer ideia de quem era o homem, nem de como ele a conhecia, Ana externou corajosamente:

— Desculpa, eu te conheço?

— Ah! Perdoe minha memória. Sou Arthur, líder deste conselho. – se apresentou, com um sorriso calmo e pouco confiável.

Ana não imaginava o que ia acontecer com ela naquela noite, depois de ter sido levada àquela mansão, mas sabia que algum dia o Conselho viria buscá-la. Estava destinada a morrer pelas mãos do Príncipe dos vampiros, de quem passara a vida fugindo, eles precisavam acabar com a maldição que era a sua vida, a filha de um vampiro com uma humana.

Um rangido ecoou por todo o salão e o pesadelo de Ana parecia prestes a ser realizado, pois um jovem com roupas extravagantes entrava pela grande porta, e apenas sua aura denunciava quem ele era.

Um silêncio se fez e apenas o som de seus passos podiam ser ouvidos, ritmando com a respiração apavorada de Ana.

— Príncipe Christian. – Arthur se curvou em reverência e os demais o seguiram, enquanto entoavam "Alteza". – Encontramos a mestiça.

— Finalmente – o jovem se aproximou com um sorriso presunçoso – Você se escondeu muito bem, – disse segurando o queixo de Ana - mas não o suficiente.

Ana só conseguia encará-lo, mas em um fôlego de coragem, afastou o rosto de suas mãos e disse o que pensava, depois de tudo o que teve que suportar por causa dele:

— Fugi de você até agora, acha que vou me render assim tão fácil?

O príncipe a olhou admirado, não esperava que a menina fosse ousada. Sua risada pôde ser ouvida e Ana sentiu-se arrepiar.

— Você é muito corajosa pra quem vai morrer daqui a pouco.

— Não tenho mais medo de você. E não vou ceder a essa perseguição sem sentido. Eu não tenho culpa do amor dos meus pais. Nem eles. Então deixa a gente em paz.

Mais uma vez, ele chegou muito perto e a olhou nos olhos antes de sussurrar entre dentes:

— A falta de sentido está em não obedecer às leis, mas você não vai mais precisar se preocupar com isso. – Afastou-se e tornou a dizer em alto tom enquanto caminhava para a porta pela qual tinha entrado – Levem-na, depois verei como dar um jeito nessa mestiça.

***

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