• Capitulo 84 •

Any Gabrielly

Via os paramédicos colocando ele naquela maca para imobilizar seu corpo e não conseguia parar de chorar de desespero. Meu pai tentava me acalmar, mas era em vão. Eu não sabia o que fazer, não sabia o que tinha acontecido e ver ele desse jeito me destruiu por completo.

— Alguém vai acompanhar? — perguntou um dos paramédicos e eu me soltei dos braços do meu pai.

— Eu. — digo e entro na ambulância junto com os outros paramédicos.

Antes da porta se fechar escutamos uma sirene de polícia e segundos depois dois carros passaram em alta velocidade.

Meu pai foi para o seu carro e vai me encontrar no hospital.

Josh já não estava mais com os olhos abertos e eu apertava meus dedos com força. Analisava os paramédicos ajustando o soro e ninguém falava nada.

Pelos hematomas Josh foi agredido, eu só queria saber o porquê, se fosse assalto ele não teria me ligado...

— Ele vai ficar bem? — pergunto olhando os dois sentados do outro lado.

— É muito cedo para dizer. — mordi o lábio inferior. — Ele parece ter sido agredido, e não foi só com socos. — cobri meu rosto para segurar a nova onda de choro que queria vir.

...

A ambulância parou e eles se levantaram.

Desci da ambulância e Josh foi colocado em outra maca. Entrei junto com ele e passamos naquele vasto corredor.

Quando chegamos em uma porta fui impedida por um médico e meu coração apertou.

— Eu quero ir. — digo entre o choro.

— Não pode moça, desculpa. — saiu me deixando sozinha.

Levei uma mão na cabeça e comecei a andar de um lado para o outro...

— Any! — me virei vendo meu pai.

Corri no mesmo instante e abracei ele com força.

— Pai. — voltei a chorar.

— Ele vai ficar bem meu amor. — alisou minha cabeça.

— Por que fizeram isso com ele? — digo entre o choro.

— Não sei... — me apertou de leve. — Vem, senta aqui. — me levou até os bancos e se sentou do meu lado. — Sabe o número do pai dele?

— N-não. — digo com um soluço.

— Preciso avisar o pai dele... — passei a mão no meu rosto. — O endereço dele você sabe? — assenti.

Disse com dificuldade o endereço e o número da casa. Meu pai ligou para Bianca e pediu para ela vir ficar comigo.

No meio de sua ligação meu celular começou a tocar. Na tela apareceu o nome de Noah e eu limpei meu rosto novamente.

Any? — fechei os olhos.

— Noah, o Josh...

Por que está chorando? Cadê o Josh? Ele me ligou e só vi agora. — sua voz ficou em um tom preocupado.

— No hospital. — cobri meu rosto com uma mão.

O quê? — gritou.

— Bateram nele, não sei o que aconteceu Noah... — voltei a chorar e meu pai pegou o celular.

— Estamos no hospital particular. — disse meu pai andando de um lado para o outro. — Tudo bem. — me olhou.

Ele abaixou o celular e me entregou.

— Bianca também está vindo. — assenti.

— Olá. — um médico apareceu e eu me levantei. — Vieram com o garoto loiro? — assentimos. — Preciso de algumas informações. — meu coração acelerou.

— Quais? — perguntou meu pai.

— Nome, idade.

— É Joshua, Joshua Kyle Beauchamp. — digo nervosa. — Ele tem 17 anos. — digo e ele anota.

— Você é o que dele?

— Uma amiga próxima. — assentiu.

— Preciso falar com um parente dele.

— Como ele está? — pergunto no desespero.

— O estado dele é delicado. — coloquei a mão na boca. — Ele está com uma costela quebrada, várias fraturas no braço, sua cabeça parece estar machucada e ele vai passar por um raio x na cabeça. — meu pai me puxou para um abraço e eu voltei a chorar.

Não consigo acreditar que isso está acontecendo, eu não posso perder ele...

— Ele vai ficar bem doutor? — perguntou meu pai e eu olhei ele.

— Josh ainda está desmaiado, talvez pelas lesões. Mas faremos o possível. — ele deu um pequeno sorriso e saiu novamente.

— Por que ele? — abracei meu pai novamente.

Após alguns minutos meu pai conseguiu me acalmar, parei de chorar mas continuava nervosa.

— Beto? — escutamos uma voz feminina e viramos o rosto.

Bia estava junto com Krys e ele me envolveu em um abraço.

— Ele vai ficar bem. — disse ele alisando meu cabelo. — E você precisa ficar forte para quando ele sair. — ele se separou e eu forcei um sorriso.

— Any, eu já volto. — disse meu pai me dando mais um abraço.

Bia também me consolou e disse que ia pegar um pouco de água pra mim.

— Minha mãe me disse o que aconteceu, não te mandei mensagem pois achei que precisava de um tempo. — disse Krys e eu assenti.

— De qualquer forma, estou nervosa demais agora. — suspirei.

— Any? — inclinei minha cabeça e vi Noah junto com Bay.

Me levantei e abracei os dois ao mesmo tempo.

— Como ele está? — perguntou Bay.

— O estado dele é delicado, teve fraturas. — Noah passou a mão no cabelo. — Meu pai foi até a casa dele, avisar o pai dele...

— Não! — Noah disse alto e eu me assustei. — Any foi aquele desgraçado que fez isso. — começou a chorar.

Minha cabeça deu uma pequena travada e eu tentei processar isso... Como assim o pai dele fez isso?

— Como? — Krys se pôs ao meu lado.

— A gente pediu para ele fazer algo logo. — disse Bay colocando a mão na cabeça. — Sabíamos que isso ia acontecer.

— O que vocês estão falando? — pergunto nervosa.

— O pai dele Any. — disse Noah chorando. — Batia nele. — Noah encostou a testa na parede e eu fiquei sem reação nenhuma...

O pai dele... Batia nele... Isso ficou em um loop de segundos na minha cabeça.

Quer dizer que toda aquela relação ruim era ainda pior do que eu esperava. Não se dar bem eu até entendo, mas agredir um filho?

— Gaby. — Krys me segurou pelos ombros me tirando do pequeno transe.

— Que tipo de pai… bate em um filho? — pergunto lentamente e Krys abaixa sua mão.

Fiquei encarando um ponto fixo no peito de Krys e minha conversa com Noah na piscina voltou... "Há onze anos algo começou a assombrar ele e ele se deixou levar"

Não é possível que Josh apanhe desde criança!

Suas notas, seu desespero por passar de ano foi por isso, ele estava com medo do seu pai...

— Na segunda... — me virei olhando Noah. — Ele não caiu da cama? — pergunto segurando o choro.

— Não. — disse Noah. — No dia que ele ficou estranho com você, foi quando o pai dele bebeu e voltou a ameaçar ele. — neguei lentamente.

— Por que ele deixou chegar nesse ponto? Noah o estado dele é delicado! — gritei entre o choro.

Bianca apareceu no mesmo instante e me olhou.

— Liga para o meu pai. — digo para Bianca e volto a me sentar.

Dói não é? Calma que piora...

Xoxo - Sun⭒

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