• Capitulo 83 •
Nota: Preparem o emocional de vocês... Pq o meu se foi escrevendo!
Josh Beauchamp
Não consegui falar com os meninos e não tenho ideia de onde possam estar.
Já passava das 1h da manhã, tudo o que Any me disse é que seu pai confiscou o outro celular e que Bianca ia tentar falar com ele.
Ela me disse que seu pai ficou nervoso, mas ela não quer se afastar de mim, e se o pai dela não entender isso ela vai aprontar. A única coisa que pedi era pra ela ter calma, com o tempo ele aceita, eu espero.
Eu estava até agora na rua, meu pai já me ligou e eu só ignorei as chamadas. Estou a ponto de explodir com esse cara também.
Já estava indo para casa, mas só porque não tenho mais o que fazer. Any me disse que ia tentar dormir e qualquer coisa era só ligar.
...
Coloquei o celular no bolso e abri a porta de casa. A luz ainda estava acesa e eu olhei em volta.
— Olha só. — me virei para o lado vendo meu pai com uma garrafa na mão.
Cerrei meus punhos com força e contei até dez.
— Não quero papo com você. — caminhei em direção às escadas, mas ele entrou na minha frente me fazendo parar.
— Você mora comigo ainda, não vai sair por aí sem dar notícia. — sorri debochado.
— Vai pro inferno. — suas sobrancelhas levantaram em um ato surpreso.
— O que disse? — se aproximou me fazendo dar um passo para trás.
— A bebida deixa as pessoas surdas também? — retruquei. — Vai pro inferno. — digo pausadamente. — Você, e essa sua bebida. — tento passar, mas ele me segura pelo braço. — Me solta! — gritei me separando.
— Deu para me desafiar agora moleque? — apontou o dedo na minha cara.
— Quero mais é que você se foda! — gritei. — Você acabou com 11 anos da minha vida. Você bebia essa merda porque era fraco!
— Cala a boca!
— Não calo! — gritei sentindo meu sangue ferver. — Sabe como era ter que ir coberto para a escola para esconder as merdas de marcas que você deixava? O que era alguém perguntar e você dizer que bateu em algo? — passei a mão no rosto limpando a lágrima que caiu.
— Sou seu pai.
— Você pode ser qualquer coisa, mas não é meu pai. — falei com desprezo. — Tenho nojo de você! — apontei o dedo em seu peito.
— Nojo? — debochou rindo. — Vai ficar com sua namoradinha então.
— Como se já não bastasse você acabou com isso também. — me olhou rindo. — Eu perdi a menina que amo por um erro que eu cometi achando que era o certo!
— Isso é falta de apanhar. — avançou pra cima de mim.
— Encosta só mais um dedo em mim e eu te denuncio. — ele parou no mesmo instante. — Cansei de ter medo de você, cansei de ver você destruindo minha vida por essa merda. — apontei para a bebida.
— Você ainda é fraco demais pra isso Josh. — me pegou pela gola da camisa. — Você não me denuncia justamente porque é fraco.
— Fraco é você! — tirei suas mãos de mim. — Que batia em uma criança inocente para descontar suas dores. — ele deu risada.
— É melhor sumir daqui Josh. — ele saiu indo para o segundo andar.
Quando escutei a porta bater me ajoelhei no chão e voltei a chorar... Não vou conseguir isso sem você Gaby!
Narradora
Assim que saiu do quarto, Alberto desceu em direção a cozinha. Jade não estava em casa pois havia tirado o dia livre depois das compras.
Seu corpo ainda estava quente pela raiva que sentia. Ele pegou um copo e colocou água dentro com as mãos tremendo…
Alguns segundos depois de beber a campainha tocou.
Beto saiu em passos largos e ficou surpreso ao abrir a porta.
Bianca entrou sem ser convidada e ele olhou ela confuso.
— O que faz aqui? — perguntou ele fechando a porta.
— Você gritou com ela? — perguntou Bia cruzando os braços. — Gritou com sua filha sem ao menos saber de tudo? — o tom sua voz não estava nem um pouco bom.
— Não tem o que saber, a escola não tem respeito com os alunos. — passou ao lado dela seguindo até a sala. — E se vier ficar do lado dela, é melhor ir embora! — Bianca abriu a boca desacreditada.
— Não acredito que esse é o mesmo homem que conversei ontem. — ela parou na frente dele. — Alberto ela é sua filha, Josh se arrependeu...
— Desde quando sabe disso? — ela deu um passo para trás e alisou de leve seus cabelos. — Ótimo, enganado por todos!
— Ei pera lá. — ela tirou sua bolsa e jogou no sofá. — Any não mentiu pra você.
— A não? — cruzou os braços e ela negou.
— Ela omitiu. — cruzou os braços também.
— É a mesma coisa Bianca. — ele se sentou irritado no sofá.
— Não é não. — disse ainda de pé. — Omitir é quando ela simplesmente não conta, mentir é quando você pergunta e ela não te conta a partir daí. — Beto ficou calado, Bianca disse aquilo por dizer, mas se pensar bem fazia sentido.
— Maltrataram minha pequena de novo Bia. — sua voz saiu mais suave e ela se agachou na sua frente.
— Eu sei que você ama ela, mas tenta se colocar no lugar dela. — ele negou. — Foi errado da parte dela achar que passaria, mas ela não queria te ver assim...
— Assim como? — Bia ficou encarando ele, a resposta estava bem ali na verdade. — Você ainda participou disso, você é mãe, deveria fazer o certo.
— Eu já estive no seu lugar. — ela suspirou de cabeça baixa. — Krys sofria na escola, mas nunca me contou. — Beto olhou para ela surpresa.
— Como? — ela levantou o olhar para não chorar.
— É o que você ouviu. — olhou ele. — Você não sabe o quanto me doeu quando cheguei na escola de surpresa e vi uns meninos chamando ele de bichinha. — sua voz ficou trêmula.
— E-eu... — Beto ficou sem reação.
— Machucou ele, mas ele sabia que aquilo não o definia, que não importava o que diziam, o amor que ele buscava estava próximo. — Beto passou o polegar no rosto de Bia tirando as lágrimas que caíram.
— Sinto muito. — ela forçou um sorriso.
— O Josh errou, assim como muitos naquela escola, mas ele mudou, ela mudou ele. — ele alisou o rosto. — Aquele garoto todo errado encontrou uma luz, sua filha. — sorriu em meio ao choro. — Ela é a peça do quebra-cabeça dele, por favor, não destrua a vida da sua filha dessa forma...
— Bia... — disse em um suspiro.
— Me escuta. — segurou nas mãos dele. — Aqueles dois se amam, você viu como ele cuida dela, você melhor do que ninguém sabe como ele fez bem a ela. — Beto fechou os olhos lembrando de poucos momentos dos dois juntos...
— Por que não me contaram antes? — olhou ela.
— Porque eles não sabiam que se gostavam. Beto são adolescentes, você gosta desse menino e sabe que é uma boa pessoa. — ele suspirou. — Conversa com sua filha, chama os dois amanhã e acerta tudo. Se naquele momento achar que não vai dar certo... — ela forçou um sorriso jogando no ar.
— Vocês mulheres. — disse ele fazendo ela revirar os olhos. — Any deve estar chateada, amanhã dou um jeito de trazer o Josh aqui. — Bia sorriu e pulou dando um abraço nele.
— Me passa o endereço dele que eu mesmo busco. — disse Bia animada se separando do abraço e sentando ao seu lado.
— Obrigado. — ela sorriu.
— Você é pai, não é normal agir assim, mas entendo seu lado protetivo. — ele sorriu fraco.
— Vou me desculpar com ela. — ela assentiu.
— Deixa eu ir, combinei com o Krys de assistir um filme. — ele deu uma leve risada e acompanhou ela até a porta.
Os dois se despediram com um selinho rápido. Beto olhou aquele carro se distanciar e sua ficha aos poucos caiu de que pela primeira vez gritou com sua filha...
Any Gabrielly
Não faço a mínima ideia de como aconteceram as coisas, nem se Bia conseguiu falar com meu pai...
Ele até me ofereceu comida de noite, mas eu disse que estava sem fome.
Estou chateada com ele e não é pouco. Pra que gritar daquele jeito? Nem quis me escutar.
Também errei em gritar, mas fiquei com raiva e não me segurei.
Quando deu 1h da manhã eu disse para o Josh que ia tentar dormir, já ele me disse que ainda estava indo para casa...
...
Domingo. 02:20h
Acordei com um toque de celular e me virei confusa olhando a tela.
Olhei rapidamente a hora e depois vi o nome de Josh.
Abri um pequeno sorriso e atendi a ligação.
— Nada romântico me ligar a essas horas. — me virei rindo na cama.
— Any me ajuda... — meu coração acelerou no momento que escutei sua voz fraca, quase que em um choro.
— Josh, o que aconteceu? Onde você está? — me levantei da cama e fui correndo até o closet.
— Gaby por favor... — senti meu peito apertar. — Aquela rua que a parede é decorada...
— Sim? — digo colocando uma calça moletom por cima do pijama.
— Estou aqui na calçada.
— Seja lá o que tiver acontecido me espera. — a ligação deu como encerrada.
Coloquei uma blusa de frio e calcei meu tênis sem meia.
Saí correndo do quarto e assim que cheguei na sala me assustei com uma voz.
— Any? — meu pai estava saindo da cozinha. — Onde vai?
— Pai o Josh me ligou pedindo ajuda, sua voz... — digo desesperada.
— Calma, onde ele está? — veio ao meu encontro.
— Na rua de trás. — ele pegou as chaves do carro e saímos correndo.
Entrei no carro e bati os pés impaciente.
O que aconteceu com ele?
Meu pai dirigiu rapidamente e assim que chegamos o farol mirou em uma pessoa jogada na calçada..
— Josh! — gritei descendo do carro. — Josh... — me agachei chorando na sua frente.
— Any não encosta nele. — disse meu pai com o celular já no ouvido.
— Loirinho fala comigo. — hesitei tocar em seu corpo.
— Gaby... — ele se virou no chão e meu choro aumentou.
Seu rosto estava inchado, o sangue escorria por toda parte, seu corpo parecia ferido já que sua roupa se encontrava rasgada.
— O que fizeram com você? — passei a mão de leve em seu cabelo e ele cuspiu um pouco de sangue. — Aguenta firme. — sussurrei em meio ao choro. — Por favor...
— A ambulância está vindo. — disse meu pai vindo ao meu lado e se agachando. — Josh não fecha os olhos…
⋆ Nossa, tô mal...
Xoxo - Sun⭒
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