• Capitulo 66 •

Any Gabrielly

Acordei com o despertador e procurei por ele confusa.

Joguei a coberta para o lado e fui até o banheiro fazer minhas higienes.

...

Coloquei minha roupa, fiz um rabo de cavalo no cabelo e peguei minha bolsa deixando o quarto.

— Droga! — resmunguei voltando para o quarto e peguei o presente de Josh.

Coloquei na minha mochila e saí do quarto.

Desci as escadas correndo e segui para tomar café.

— Bom dia. — digo para o meu pai.

— Bom dia. — sorriu e eu dei um beijo em sua bochecha.

Tomamos nosso café em silêncio, até ele pegar seu celular e eu olhar ele confusa.

— Celular na mesa? — pergunto e ele ri.

— Recebi uma foto hoje. — me mostrou a tela.

Quase me engasguei quando vi que era minha foto que biquíni que postei no insta.

— Quem te mandou isso? — pergunto e ele guarda o celular.

— Hm, uma pessoa aí. — sorriu. — Você que postou? — assenti.

— Incomoda? — negou.

— Você tem entrado em uma grande evolução. — encarei ele confusa. — Primeiro amigos, depois festa e bebida, agora postou uma foto. — revirei os olhos e ele riu.

— E a Bianca em? — ele retirou o guardanapo de seu colo e se levantou.

— Quer carona? — soltei uma risada.

— Cuidar da minha vida é bom, não é? — digo pegando minha mochila.

— Sou seu pai. — piscou.

— E eu sou sua filha. — pisquei indo para a porta.

Saímos juntos e eu aceitei sua carona.

...

Me despedi dele e caminhei em direção a escola.

No caminho para a sala parei bruscamente ao ver um cartaz na parede.

Cruzei os braços e analisei aquilo.

— Diga não ao bullying. — leio o que está escrito.

Cadê a diretora quando o bullying está acontecendo?

Às vezes acho uma boa deixar meu pai ter uma conversa com a diretora… Mas isso resultaria em muita coisa acontecendo de uma vez.

Suspirei fechando os olhos e senti alguém me abraçar por trás.

— Olá, dona dos meus pensamentos impuros. — soltei uma risada pela fala de Josh.

— Sai pervertido. — digo e me viro encarando ele. — Tenho. — me interrompeu dando um selinho. — Que falar. — me interrompeu dando outro. — Com. — me deu outro e sorriu. — Vai me deixar falar? — negou me dando um selinho demorado.

— Você não acha estranho eu estar aqui tão cedo? — neguei. — Que isso Gaby? Achei que me conhecia. — dei risada. — O que você tem para me falar? — perguntou sorrindo.

— Tem um jantar na próxima quarta, queria te convidar. — seu sorriso sumiu. — O que foi?

— Tenho um compromisso na próxima quarta. — franzi o cenho. — Desculpa.

— Posso saber o compromisso? — alisou minha bochecha.

— Vou te contar, mas não agora. — abaixei meu olhar.

— Porque não confia em mim... — tirei sua mão da minha bochecha.

— Eu confio Any. — neguei e ele segurou meu rosto com as duas mãos. — Juro para você que confio. — fechei os olhos suspirando. — Confia em mim, só por essa semana? — abri os olhos encarando ele.

— Ok. — retirou sua mão.

— Ficou brava?

— Se eu escondesse algo você também não iria gostar. — cruzei os braços.

— Mas... — coloquei um dedo na sua boca.

— Mas nada. — dei um selinho nele. — Vamos para a aula. — seguimos para a sala.

Nunca vou entender o que se passa na cabeça dele, e é isso que me deixa chateada. Custa me dizer o compromisso?

Resolvi focar nas aulas e esquecer um pouco isso. Se pensar demais no Josh vou acabar enlouquecendo.

...

O sinal encerrando a última aula tocou e eu fiquei sentada terminando minhas anotações.

— Vocês estão bem? — perguntou Krys e eu assenti.

Josh e eu não passamos o intervalo juntos, deixei ele sozinho com os meninos já que parecia querer conversar sem eu estar perto.

Agora ele joga basquete, então não tem muito o que fazer.

— Inclusive. — terminei minhas anotações. — Me passa o número da sua mãe.

— Pra quê? — arrumei minhas coisas.

— Vamos no shopping domingo. — digo com um sorriso.

— O quê? — ri alto. — Minha mãe já está me trocando? — neguei e fechei minha mochila.

— É para quarta, o jantar e blá, blá, blá. — seguimos para fora da sala.

— Vou junto e não quero saber. — rimos.

Edu veio me buscar e Krys disse que não precisava de carona, então entrei ali sozinha e segui meu caminho.

...

— Obrigada. — digo descendo do carro.

Entrei em casa e olhei em volta pensando no que fazer.

— Senhorita. — Jade chegou me cumprimentando e eu sorri. — Vai almoçar agora?

— Vou. — assentiu. — Só vou trocar de roupa.

— Tudo bem. — seguiu para a cozinha e eu subi para o quarto.

Abri a porta e coloquei minha mochila no canto. Assim que dei dois passos me lembrei de algo…

— Merda! — resmungo e olho para minha cômoda. Esqueci de entregar o porta-retrato... — Amanhã eu faço isso. — dei de ombros.

Segui até meu closet, coloquei a primeira coisa que vi e fiz um coque no cabelo deixando o quarto.

Me sentei na mesa e comecei a comer. Fiquei zanzando pelo insta para ver se algo me entretinha e não, as mesmas caras de sempre...

Terminei de comer e segui até o meu quarto. Coloquei meu celular para carregar e me joguei na cama.

Entrei na Netflix e procurei alguma série nova. Achei uma coreana chamada Vincenzo e me interessei.

Coloquei para iniciar e fui fechar as cortinas.

...

Não faço a mínima ideia de quanto tempo passei aqui, mas me assustei quando a porta do meu quarto abriu me dando a imagem do meu pai.

— Any? — pausei a tv.

— Meu Deus. — digo imaginando a hora.

— O que aconteceu com seu celular? — olhei para a cômoda e vi ele ainda conectado com o cabo. — Ah. — olhei ele.

— Desculpa, fiquei entretida na série. — dou risada me sentando na cama.

— Não é a mim que deve desculpas. — franzi o cenho confusa. — Josh te ligou milhares de vezes. Perguntei do presente e ele disse que você comentou ontem mas não recebeu nada. — fechei os olhos. — Ele acha que está brava com ele. — alisei minha testa. — Você está brava com ele?

— Não, é que aconteceu muita coisa hoje e eu esqueci. — cocei a cabeça. — Vou mandar mensagem pra ele. — assentiu.

— Te vejo no jantar? — assenti e ele sorriu fechando a porta.

Me deitei novamente e dei play na minha série. Josh pode esperar mais um pouco.

...

Saltei da cama desligando a tv quando escutei batidas na porta. Merda de série que te prende!

Abri a porta e meu pai me olhava com os braços cruzados.

— Desculpa. — forcei um sorriso.

— Vamos. — me abraçou de lado e seguimos para a mesa de jantar.

Não sei como passei tanto tempo sem comer, fiquei lá que nem me toquei, só agora que notei a fome que estava.

Na vida eu sou a Any quando começo uma série boa...

Xoxo - Sun⭒

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