• Capitulo 113 •
Any Gabrielly
— Como eu estou? — encarei ele na minha frente.
— Krys já te disse que está lindo, não precisa ficar tão nervoso. — ele balançou as mãos.
Hoje é quinta, o dia em que resolvemos nos reunir para o jantar. Krys convidou Josh pois eu expliquei o que aconteceu. De começo ele riu muito, depois disse que o Josh é louco.
Nesse meio tempo eu consegui ajudar Mariano. Saímos juntos e foi difícil despistar o Krys, tanto que eu tive que levar o Josh. Pelo menos o mesmo se desculpou e Mariano disse que já estava tudo bem, ele também não iria gostar de ver um desconhecido abraçando o namorado dele... Enfim, os dois agora são quase best friends.
A gente chegou a olhar milhares de anéis, de todos, Mariano ficou em dúvida entre dois, então perguntando a minha opinião e de Josh, conseguiu se decidir. Ele escolheu o que a gente não votou!
Enfim, cá estamos nós, eu com um vestido soltinho que vai um pouco acima do joelho, e que tem uma cor verde que ainda não soube identificar, um tênis baixo branco e cabelos soltos. Krys está vestido casualmente, mas com o seu toque extra.
— Boa noite família. — Josh apareceu na porta e eu sorri.
Josh tem essa maldita mania de usar calça jeans com uma blusa social, mas tudo nele fica ridiculamente sexy.
— Nossa. — disse ele se aproximando de mim. — Deixa eu ver minha namorada. — pegou minha mão e eu me levantei da cama.
Josh me fez dar uma volta e fez questão de girar lentamente quando chegou na minha bunda. Dei risada e depois olhei para ele.
— Pervertido. — digo dando um selinho nele. Passei meu polegar em seus lábios pois havia ficado a marca de batom.
— Gostosa. — resmungou e eu sorri.
— Se querem fazer safadeza, que seja longe de mim. — olhamos Krys e rimos.
Escutamos o toque da campainha e ele automaticamente arregalou os olhos.
— Chegaram. — ele saiu correndo e eu ri passando minhas mãos em volta dos ombros de Josh.
— Vai dormir aqui hoje? — fiz carinho por trás de sua cabeça.
— Se você quiser. — deu um beijo em meu nariz. — Animada para sábado? — assenti.
— Embora eu ache que vá dá merda, um bando de adolescente no meio da mata. — digo negando lentamente. — Realmente, é pedir demais um acampamento perfeito. — rimos.
— Vai ser perfeito, mas do nosso jeito. — me deu um beijo na testa. — Agora vamos conhecer a família do meu cunhado. — dei risada.
Josh e eu saímos de mãos dadas e ao terminar de descer as escadas vimos Mariano junto de seus pais.
— Any! — Mariano veio na minha direção e me envolveu em um abraço.
— Olá. — digo me separando. — Sejam bem-vindos. — digo não vendo meu pai.
— Senhorita. — Jade veio ao meu lado. — Bianca passou mal, mas disse que já desce. — assenti.
— Obrigada. — ela sorriu e saiu.
— Bem, deixe-me apresentar vocês. — Mariano chamou nossa atenção. — Mãe, pai, esses são Josh e Any. — cumprimentei os dois.
— É um prazer. — digo sorridente e eles sorriem também.
— Você é linda mesmo. — senti meu rosto corar.
— Não é? — brincou Mariano nos fazendo rir.
Logo ele e Krys se colocaram lado a lado e eu sorri.
Escutamos alguns passos mais atrás e eu me virei. Meu pai e Bianca apareceram, ambos com um sorriso.
— Boa noite, me desculpem a demora. — disse meu pai cumprimentando os dois.
Bia explicou o que aconteceu e a moça se prontificou dizendo que não havia problema. Os quatro primeiros meses eram repletos de enjôos e ela entendia bem.
A gente conversou um pouco na sala, os pais deles se conheciam enquanto nós fazíamos piadas de coisas aleatórias.
— E sábado, estão ansiosos? — perguntou Mariano animado.
— Muito. — digo. — Serão dois dias no meio do mato. — rimos.
— O jantar será servido. — escutamos Jade e nos levantamos.
Todos se sentaram e eu sorri quando Josh puxou minha cadeira.
— Obrigada. — digo me sentando.
Jade serviu primeiro as entradas e logo os pais de Mariano puxaram assunto com Krys. De longe vi o nervosismo dele, mas sabia que era coisa momentânea. Eu querendo fugir da situação apenas botava vinho para dentro.
— Só não fique bêbada meu amor. — Josh sussurrou no meu ouvido e eu ri.
— Cuida de mim qualquer coisa. — dou um beijo em sua bochecha e limpo o batom.
Josh Beauchamp
O resto do jantar se passou muito bem, Krys parecia ter relaxado mais e falava mais solto. Any puxava assunto com todo mundo, ou seja, a mesa não ficava em silêncio nem um segundo. É incrível como o álcool faz efeito rápido nela.
Após algumas horas já estávamos reunidos na sala, em uma sessão de karaokê foi como decidimos encerrar a noite.
— Ok, agora eu quero a atenção de todos. — Mariano bateu de leve em uma taça. — Primeiro, adorei o jantar. — olhei Any que estava com a cabeça apoiada em meu ombro.
Algo me dizia que ela estava com sono, o que era de se esperar, acordou cedo com Krys para planejar um cardápio e os arranjos do jantar.
— Eu não vou fazer uma linda declaração de amor, porque em uma conversa com Krys ele diz achar muito brega. — rimos.
— Mas é mesmo. — confirmou ele rindo.
— Então só vou ressaltar algo. — se aproximou dele e o chamou para ficar em pé. — Obrigado por ter esbarrado bêbado em mim naquela festa, e ter dito que eu tinha a cara do amor da sua vida. — Krys riu de cabeça baixa.
— Você me disse que eu estava bêbado, e eu respondi que era só me dar seu número que eu confirmava sóbrio. — rimos.
— E eu te passei. — ele sorriu. — Obrigado por fazer meus dias mais felizes, por contagiar todos à sua volta com esse seu jeito maravilhoso. — Any passou a mão no rosto, provavelmente limpando uma lágrima. — Krystian, a pergunta é bem simples. — ele pegou uma caixinha e abriu. — Aceita namorar comigo? — Any saltou do sofá e começou a aplaudir com um sorriso de orelha a orelha. Já Krys ficou encarando o garoto com um sorriso.
— Vou matar você por isso. — disse rindo. — Óbvio que eu aceito. — todos se levantaram e começaram a gritar.
Os dois deram um selinho demorado e logo Any me puxou para um.
— Eu te amo. — sorri.
— Também te amo. — digo dando mais um selinho e ela me abraça.
Alguns aplausos e abraços depois, Any se rendeu ao cansaço e eu pedi licença levando ela para o quarto.
Coloquei seu corpo na cama sentado e tirei seu tênis.
— Quer tomar um banho? — pergunto tirando sua meia e ela assente.
Peguei uma toalha e segui com ela até o banheiro. Ajudei ela a se livrar das roupas e a coloquei embaixo do chuveiro. Ela resmungava alguma coisa debaixo da água, mas não entendia nada e apenas ria.
Any desligou o chuveiro por conta própria e eu a enrolei na toalha.
Peguei seu pijama e ajudei a bonita a colocar.
— Ainda bem que eu sou a bêbada da relação. — disse rindo enquanto se deitava. — Imagina ter que cuidar de você? — dei risada me sentando ao seu lado.
— Não iria cuidar de mim? — me olhou.
— Eu ia, mesmo você pesando muito. — neguei lentamente. — Boa noite loirinho.
— Boa noite meu amor. — dei um beijo em sua testa e ela fechou os olhos.
Agora é minha vez de tomar banho... Por que eu não tomei banho com ela mesmo?
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