• Capitulo 107 •

Any Gabrielly

Já era domingo à noite e tudo em casa estava em completo silêncio. Josh não dormiu aqui hoje, sua mãe queria a companhia dele para o jantar e ele ficou por lá.

As meninas e os meninos estão na festa, e eu fiquei acompanhando tudo pelos stories. Já vi que amanhã ninguém vai para a escola.

...

Dormia tranquilamente quando um barulho de raio me fez acordar. Meu coração disparou por uns segundos, mas eu logo me acalmei.

Peguei meu celular e olhei a hora. 2:00h da manhã.

Outro barulho de raio me fez assustar e isso foi o suficiente para saber que eu não ia conseguir voltar a dormir.

— Você nem tem mais medo da chuva Gabrielly. — murmurei me levantando.

Calcei minhas pantufas e segui até o quarto de Krys. Abri a porta e ao acender a luz fiquei surpresa ao encontrar a cama vazia.

— Nunca vi gostar tanto de uma festa — resmungo e escuto outro barulho de trovão. Fechei os olhos e deixei o quarto.

Passei no quarto do meu pai, mas já era de se esperar que ele não estaria. Nem sei como esses dois têm disposição para acordar cedo e ir trabalhar.

Voltei para o meu quarto e me joguei na cama. Peguei meu celular e liguei para Josh. No segundo toque ele atendeu e sua voz saiu completamente mole devido ao sono.

— Desculpa, não queria te acordar. — digo encarando a janela do quarto.

Não tem problema meu amor, aconteceu algo? — sorri.

— Não consigo dormir. — suspirei. — O som dos trovões está alto. — após dizer isso mais um ecoa pelo quarto.

Nem vi que estava chovendo. — dei risada. — Pensei que não tinha mais medo.

— Não tenho… — mordi o lábio inferior. — Mas acabei de notar que meu pai não chegou ainda.

E o Krys?

— Também não voltou ainda. — escuto um barulho alto do outro lado. — O que está fazendo?

Nada, abri a janela para ver o estrago. — dou risada ao escutar o barulho alto da chuva.

— Fecha isso, você acabou de sair das cobertas, vai pegar um resfriado.

Me obrigue. — dei risada virando na cama. — Ai, esse vento está muito forte, não gostei.

— Joshua, fecha essa janela! — ele ficou em silêncio e só escutava a chuva. — Joshua?

Eu? — dei risada.

— Fecha essa janela e vai deitar. — escuto sua risada e segundos depois o barulho para.

Nossa, bem melhor. — escuto sua voz aliviada. — Onde a gente estava? — dei risada.

— Do Krys não estar em casa?

Verdade. — disse baixo. — Aí, me faz um favor?

— O quê? — pergunto sorrindo.

Abre a porta do seu quarto porque está frio aqui. — me virei na cama.

— Joshua você... — escutei duas batidas na minha porta e corri até ela.

Minha boca abriu ao ver ele e o abracei com um sorriso.

— Você é doido. — digo e ele entra fechando a porta.

— Doido por você. — me deu um selinho e seguimos até a cama.

Já faz um tempo que Josh tem a chave de casa, isso aconteceu porque ele passou a vir muito aqui...

Dá para acreditar que ele correu até aqui agora só para dormir comigo?

— Quer cantar um pouco? — encarei ele.

— O que quer ouvir? — ele ficou em silêncio.

— Qualquer coisa. — dei uma risada risada fraca.

— Ok. — respirei fundo.

Poderia pensar em uma música em inglês, mas gosto de ver a cara de confusão dele.

E já pensou? O ar-condicionado no quinze e a gente suando. — olhei para a cara dele. — A tv no volume mais alto e a gente se amando. O que é que cê tá esperando? Um dia sem você parece um ano. — sorri

— Você já cantou isso uma vez. — assenti. — Isso é o que? — perguntou sério.

— Uma declaração de amor. — digo e ele assente.

Eu não presto!

— Ainda está sem sono? — assenti. A chuva lá fora já havia diminuído e na tv passava um filme aleatório apenas para me distrair.

— Quer ir assaltar a geladeira? — perguntou animado e eu ri.

— Vamos. — desliguei a tv e saímos do quarto.

Josh Beauchamp

Abrimos a geladeira e olhamos tudo.

— Tem mousse. — sussurrou ela rindo.

— Quero sorvete. — sussurro de volta.

— Então abre o congelador burro. — retrucou e nós rimos.

— Grossa.

— E grande. — encarei ela. — Droga, esqueci que não tenho pau.

— Gabrielly! — gritei em um sussurro.

— Por que estamos sussurrando? — perguntou ainda sussurrando.

— Não sei. — sussurrei de volta e rimos.

Ao escutar a porta principal abrir nos olhamos.

— Fudeu! — disse ela fechando a geladeira.

Nos jogamos no chão e ficamos atrás da parede.

— Shih! — digo com o dedo na boca.

— Amor para. — escutamos a voz de Bianca e Any colocou a mão na boca.

— Não estou fazendo nada. — escutamos a risada de Beto. — Vou passar no quarto da Any. — no mesmo instante ela me olhou.

— Tomamos no cu. — Any disse baixo.

— Não, ela avisou que o Josh está com ela, deixa os dois. — disse Bianca e nós nos inclinamos um pouco.

Tivemos a visão de Bianca e Beto com o terno em mãos.

— Mas eu quero me despedir da minha filha. — Any riu baixo.

— Você pode acordar ela. — Any inclinou a cabeça e eu olhei ela.

Eu estava por cima e com medo dos dois nos ver.

— Sua chata. — disse Beto e Bia abriu a boca.

— Chata? — cruzou os braços. — Ok Alberto.

— Estou brincando amor. — Any deu risada e eles olharam. Nos escondemos ao mesmo tempo e prendemos a respiração.

— Vamos dormir logo. — escutamos a voz de Bianca e logo os passos subindo às escadas.

Voltamos a nos inclinar e esperamos ouvir o barulho da porta.

Assim que ouvimos Any se deitou no chão.

— Meu irmão vem aí. — disse rindo e eu fiquei por cima dela.

— Será? — ela riu.

— Já pensou? Nossa meu pai provavelmente iria enlouquecer, de um jeito bom. — dei risada e aproximei meu rosto do seu iniciando um beijo.

Any passou a mão na minha nuca e aprofundou o beijo. Puxei ela do chão fazendo ficar em meu colo e nossas línguas logo começaram a brigar por espaço. Puxei seu corpo contra o meu e ela rebolou no meu colo.

— É muito errado eu querer estar dentro de você agora? — sussurro alisando sua cintura.

— É muito errado eu dizer que não? — rimos baixo. — Podemos voltar com nosso plano de roubar a geladeira?

— Podemos. — sorri dando um selinho.

Pegamos o pote de sorvete e nos sentamos no chão novamente. Na verdade eu me sentei no chão, Any ficou no meu colo pois reclamou do chão gelado.

Dividimos apenas uma colher e rimos um pouco quando deixávamos cair sorvete.

Após alguns minutos de bagunça olhamos a hora e eram quase 3h da manhã.

Arrumamos o pote novamente e devolvemos para o congelador. Corremos até o quarto e seguimos até o banheiro.

Escovamos os dentes rapidamente e nos enfiamos debaixo das cobertas.

— Agora está com sono? — pergunto vendo ela apoiar a cabeça em meu peito.

— Sim. — me deu um selinho. — Boa noite novamente. — dei risada.

— Boa noite. — digo e fico alisando seu braço de leve.

Que beijinho doceee, que ele temmmm… KKKKKK

Xoxo - Sun⭒

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