4.Lembranças... #1
Marinette
Minha cabeça doía e eu mal sentia o resto do meu corpo. Abri os olhos bem devagar e olhei para um teto branco, mas tive quase certeza que não era o do meu quarto.
Quando consegui reunir forças para olhar para o lado, vi o rosto angelical de Adrien, descansando ele respirava regurlamente, mas às vezes fazia caretas de medo ou dor... Fiquei o observando pelo que pareceram horas, mas eu sabia que haviam só se passado alguns minutos.
Ah, se eu te perdesse... O que seria de mim?
Pensei comigo, enquanto o olhava fixamente.
Fiquei me lembrando de cada bom ou mal momento... De cada briga... De cada beijo... De cada partida de video game... De cada carícia... De cada toque... De TUDO!
Enfrentamos o "mundo" pelo amor que sentíamos...
Posso me lembrar tão bem do dia em que ele me pediu em namoro.
Flashback...
Estávamos sentados em um banco na praça perto da minha casa e Adrien disse:
Adrien: Mari, eu marquei de encontrar o Nino pra terminarmos um trabalho na casa dele e eu tenho que ir... Eu sinto muito... — Me senti um pouco mal da nossa tarde juntos ter que acabar mais cedo, mas eu não poderia fazer muito contra isso, então tudo que fiz, foi assentir.
Marinette: O-ok... — Eu não consegui esconder minha tristeza muito bem.
Adrien: Não fique triste comigo, por favor... — E eu não estava. Só não gostei muito de ter que acabar com a nossa tarde maravilhosa.
Marinette: E eu não estou... — Sorri sem muita alegria. Ele deu um sorriso meio triste, mas a tristeza não chegou aos seus olhos. Será que ele não gostou da tarde que passamos juntos?
Adrien: Eu gostei muito do tempo que passamos juntos... — Desta vez seu sorriso chegou aos seus lindos olhos verdes. Como eu o amava! Adrien se levantou e deu um beijo em minha testa, para depois sair acenando e seguindo seu rumo...
Fiquei o olhando até que o mesmo sumisse da minha vista. Me levantei e comecei a andar bem devagar, até a saída da praça, quando ouvi alguém me chamando.
Xxx: MARINETTE! — Me virei e vi Alya me chamando do mesmo lugar que Adrien havia saído da praça. Fui andando a passos largos até ela e quando parei em sua frente ela disse. — Vamos a um lugar? — Eu não entendi muito bem.
Marinette: Claro. Mas aonde? — Falei e minha curiosidade transpareceu pela minha voz. Ela sorriu sapeca e eu não gostei nada daquele sorriso.
Alya: Surpresa. Agora vamos! — Ela começou a me empurrar e eu apenas fui andando.
*10 minutos depois*
Chegamos a estufa da cidade. Era um lugar muito bonito. Logo que olhei para o lado, vi Alya me sorrir empolgada e dizer:
Alya: Duvida da luz dos astros,
De que o sol tenha calor,
Duvida até da verdade,
Mas confia em meu amor. - William Shakespeare. — Ela recitou o pequeno poema e me entregou uma rosa vermelha. Abri a boca para falar, mas ela pos o dedo nos lábios me pedindo silêncio. E logo depois apontou para a porta.
A abri e quando encontrei, Rose que estava no meio da estufa com uma rosa vermelha nas mãos. Quando cheguei mais perto ela começou a recitar outro poema.
Rose: Saberás que não te amo e que te amo posto que de dois modos é a vida, a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.
Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito e para não deixar de amar-te nunca: por isso não te amo ainda.
Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.
Meu amor tem duas vidas para amar-te. Por isso te amo quando não te amo e por isso te amo quando te amo. - Pablo Neruda. — Ela me entregou outra rosa vermelha e apontou para a outra porta da estufa. Rose, estava com um vestido parecido com o de Alya, mas a cor era diferente. O de Alya era preto e o de Rose era branco.
Saí pela porta da estufa e fui parar no jardim do lado de fora. Logo avistei Juleka com um vestido lilás e outra rosa vermelha em suas mãos. Parecido com o de Rose e Alya. Eu já não sabia mais o que estava acontecendo.
Quando me aproximei, ela recitou outro poema.
Juleka: Amo-te quanto em largo, alto e profundo minh'alma alcança quando, transportada,sente, alongando os olhos deste mundo, os fins do ser, a graça entresonhada.
Amo-te a cada dia, hora e segundo
A luz do sol, na noite sossegada
e é tão pura a paixão de que me inundo, quanto o pudor dos que não pedem nada.
Amo-te com a dor, das velhas penas
com sorrisos, com lágrimas de prece,
e a fé de minha infância, ingênua e forte.
Amo-te até nas coisas mais pequenas,
por toda vida, e assim DEUS o quiser
Ainda mais te amarei depois da morte. - Elizabeth Barret Browning. — Juleka me entregou a rosa que estava em suas mãos e apontou para um labirinto que havia no jardim. Fui andando até ele e na entrada, Mylene me esperava com um vestido rosa claro e uma rosa vermelha em mãos.
Me aproximei e ela logo começou a recitar.
Mylene: Amo-te tanto, meu amor... não cante...
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude. - Vinicius de Moraes. — Ela me entregou a rosa vermelha e apontou para às pétalas de rosa branca que trilhavam um caminho pelo labirinto.
Quando parei na primeira curva, dei de cara com Sabrina, que usava um vestido laranja e segurava outra rosa vermelha em suas mãos. Logo ela começou a recitar.
Sabrina: Se você quer ser minha namorada
Ai, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarzinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porquê
Porém, se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois. - Vinicius de Moraes. — Ela sorriu me entregando sua rosa e eu já tinha quase um 'buquê' em minhas mãos. Com aquele poema eu comecei a desconfiar do que estava acontecendo e meus olhos se encheram de lágrimas. Ela apontou para o caminho e entrei em outro corredor...
Continua...
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E aí? Estão gostando? Eu fiz a partir do que o namorado da minha irmã fez quando eles fizeram 1 ano de namoro, o cenário era diferente, é claro! E ele usou partes de músicas mas é praticamente a mesma coisa e também não teve o negócio da intercalação das cores dos vestidos das meninas... Mas depois vocês vão descobrir por quê isso dos vestidos...
Com amor,
Candy Caramelo😻😻💟
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