Capítulo 32
KATE WHINTER
Setembro
- Katezinha, onde coloco essa caixa de livros? - Bella pergunta fazendo careta.
- Na porta do meio. - Digo passando por ela pra pegar as prateleiras.
Deixo as mesmas no sofá e sorrio ao ver minha futura cunhada aprovando o lugar.
- Queria eu morar aqui. - Ela suspira sonhadora analisando todo o apartamento.
Finalmente consegui meu cantinho.
Graças a Deus!
Guardei dinheiro por uns quatro meses resultando em grana suficiente pra dar no aluguel por dois meses e ainda sobrou dando para ir no shopping comprar umas meias calças, moletons e casacos de frio.
Minha sogrinha querida, ela me obrigou a chamá-la assim a partir de agora depois que eu e Matthew contamos que nos apaixonamos e estamos orando juntos, seu marido e filhos me ajudaram a trazer meus pertences pra minha nova residência. O apartamento estava mobiliado pela metade. Faltava cama, roupeiro, Tv e sofá pois Carol, a dona do apartamento deu ao seu irmão que precisava. E eu fiquei feliz que aconteceu isso porque o preço baixou bastante.
Rê e Daniel me doaram os móveis que faltavam e muitas outras coisas pra complementar como o Rack todo branquinho, lindo demais, também uma mesa de centro, ar condicionado, máquina de lavar faz tudo e flores pra decorar.
Meu apartamento vai ficar maravilhoso. Nunca que eu me imaginei morando sozinha. Um lugar só pra mim.
E tudo eu dou Graças a Deus. Nada daria certo se Ele não tivesse comigo.
- O que acha de morar comigo? - Seu pescoço se vira rápido em minha direção mostrando sua surpresa.
- Sério? - Por um momento ela só assente animada mas logo seu semblante se torna triste. - Mamãe não vai deixar, ela e meu pai são protetores com os filhos.
- Eles poderão vir te visitar a hora que quiserem e você não vai estar sozinha. Vamos nos divertir pra caramba. - Comemoro chacoalhando seus ombros tendo várias ideias das nossas noites juntas. - Sua mãe vai chegar daqui a pouquinho e eu vou convencer ela.
- Tomara. E mudando de assunto o que rola entre você e meu irmãozinho? Me diga que finalmente vai ser minha cunhadinha. - Junta as mãos em súplica me fazendo revirar os olhos e rir.
- Vamos sentar até sua mãe vir.
Assim que se assentamos ela arqueia as sobrancelhas ansiando por uma resposta.
- Tá bom, tá bom, eu assumo que me apaixonei por Matthew.
- Aleluiaaa!! - Isabel grita erguendo as mãos para cima. - Eu não disse? Se mamãe falou tá falado.
- Você e sua mãe são doidas.
- Papai faz questão de nos lembrar disso também. - Dá de ombros rindo. - E aí já rolou beijo?
- Você não sabe? Seu irmão vai dar o primeiro beijo no altar. Como é o nome...
- Côrte cunhadinha. E eu meio que esperava isso dele. Matt é tão certinho que dá medo. - Revira os olhos encostando a cabeça no sofá.
- E você como anda o relacionamento?
- É difícil pra caramba. Eu não acho que ele me trairia mas mesmo assim eu fico insegura. E se ele achar uma garota melhor que eu? E se com o tempo esfriar? O que posso fazer é só pedir a Deus pra me acalmar.
- Bella, eu tô aqui caso queira conversar. - Pego sua mão transmitindo apoio. - Olha eu não sei nada sobre namoro porém lhe asseguro que vocês dois nasceram pra ficar juntos. Pelo pouco que conheço o Enzo sei que ele não faria uma maldade dessas. E já viu como ele se comporta quando está contigo? Um completo bobão.
- Kateee!! Olha o respeito com o meu noivo. - Fala gargalhando e cerrando os olhos.
- É a verdade.
- Também acho. - Pulamos de susto ao escutar a voz de Dona Renata atrás de nós.
- Cruzes mãe. - Isa reclama espalmando o peito na tentativa de passar o susto.
- Pare dramática. Eu não te mandei mensagem que estava quase chegando? Aliás visualizou? - Joga a bolsa na cadeira e em seguida assenta ao lado da filha.
- Esqueci.
- Trate de olhar seu celular Bella Isabel ou dará adeus a ele. - Adverte recebendo um sim da filha no próximo segundo. Rê apenas tem cara de boazinha. Mexe com ela pra ver o que acontece.
Sem enrolar Renata perguntou o que tanto almejava. Qual era a minha história. Desde antes de conhecer seu filho até hoje.
Talvez se fosse antes eu contaria de jeito nenhum mas agora, sou capaz de falar tudo que ela me pedir, qualquer coisa. Essa mulher se tornou a minha família. Minha mãe. A considerei no dia em que ela foi no hospital e me "obrigou" a morar na sua casa mesmo não sabendo o porquê. Provavelmente ela ficava se corroendo pra perguntar sobre minha vida porém não o fez e é por isso que a amo e a vejo como uma mãe. Deixou sem pestanejar uma estranha conviver perto de seus filhos e esposo.
Hoje sei que tudo foi propósito Dele. Eu encontrei a felicidade e foi Nele. Não adiantaria procurar em outro lugar, pessoas ou no mundo, eu não encontraria pois a felicidade é só em Jesus. Ele é a verdadeira felicidade.
A cada palavra minha o choque de Rê era maior. Teve uma hora em que ela não se aguentou e chorou. Mas ela não me olhava com pena e sim com... Orgulho.
Ao terminar de relatar não tive oportunidade de falar nada pois seus braços me rodearam no mesmo instante.
- Eu tenho orgulho da menina que se tornou minha filha. Não permita que ninguém te diga o contrário. Apenas os fortes aguentam por tanto tempo passar pelo que você passou. - Se distancia minimamente pra beijar minha testa. - Que bom que decidiu seguir em frente e esquecer o passado. Você será muito feliz minha linda. Deus não esquece dos seus.
- Eu sei Rê, mesmo eu o rejeitando Ele não desistiu de mim. Teve misericórdia e ainda me ensinou a amar. Obrigada por tudo. Tudo que sua família fez por mim. Que Deus lhe pague porque eu ainda não tenho como. - A puxo pra mais um abraço alegre de a ter como amiga.
- Deus já fez isso meu amor. Vê-la feliz é minha recompensa.
Terminamos de organizar o que faltava e após assistir um filme de comédia, "A esposa de mentirinha" com pizza, elas foram embora.
Dona Renata iria conversar com o marido primeiro e depois me ligaria se caso o mesmo deixasse Bella morar comigo. Eu apelei para o emocional claro. Choraminguei dizendo que não queria ficar sozinha a noite. Bom, funcionou pra convencer minha futura sogra.
E algo me diz que ela vai usar a mesma tática que eu, só que de um modo diferente e mais quente porque o olhar que ela me lançou quando falou "Deixa comigo" deu a entender isso. Daniel que se prepare. Sua mulher vai jogar pra valer.
Coitado, vai ir pelo ponto fraco dele. Que homem resiste a uma mulher dessas?
Agora eu estava me trocando pra ir no culto. Seria um congresso de jovens. E esses eventos é extremamente cheio. Teria umas três bandas, dois pregadores e um cantor oficial. Me convidaram pra fazer parte mas eu não ensaiei e nem os ajudei a arrecadar fundos. Não seria justo. Garanti que na próxima participaria.
Vesti uma roupa simples mas que me agradou bastante.
Uma camiseta preta que amo, saia vermelho bordô e sandália salto alto nude.
Fiz uma maquiagem simples porque estava indo na igreja. Ir como uma palhaça toda pintada não dá. O cabelo prendi apenas o lado de cima em um simples rabo de cavalo deixando a parte de baixo solta.
Me olhei no espelho e gostei do resultado.
Apanhei minha bolsa colocando minha bíblia, harpa, uma rasteirinha caso eu canse de salto e meu celular.
Sem sucesso dizer não a família Romanov. Eles contra minha vontade compraram um celular. E não qualquer um, tinha que ser um Iphone.
Eu nem sei mexer em quase nada nele, só tirar foto e jogar. Minha querida cunhadinha está tendo muita paciência ao me ensinar porque pela amor, eu sou muito lerda pra esse negócio de tecnologia.
E também não gosto muito. Não quero ficar dependente. Só uso pra casos de necessidades.
Até pra falar com Matthew prefiro que seja pessoalmente ou por carta como nos comunicamos toda semana. Separei até uma caixinha onde as guardo para me lembrar e seguidamente as ler. As vezes ainda não acredito que é real.
Vai demorar pra minha mente ter certeza que Matthew Romanov se apaixonou por mim.
Eu achei que se eu me apaixonasse por ele tudo seria diferente. Nossas atitudes, conversas. Que quando eu ficasse sozinha com Matt, seríamos tímidos e o clima constrangedor, mas não, pelo contrário melhorou. Meu coração acelera toda vez que ele sorri pra mim ou põe meu cabelo atrás da orelha e sei que me apaixono um pouco mais.
Matt ansiava muito por esse dia do congresso, ele achava que se recuperaria bem rápido o que não aconteceu. Ainda assim não perdemos a esperança dele se curar. Os jovens e a maioria dos membros da igreja estão orando em favor dele.
Também queria Matt presente porém querer não é poder.
Vou gravar o culto pra ele ver depois. Ter um gostinho de como foi.
Na hora de sair eu paraliso quando vejo Jenifer parada ali com a mão levantada pronta pra bater na mesma.
Abro a boca pra pronunciar alguma coisa só que nada sai. Eu não faço ideia do que ela quer. Não mesmo.
Nos tratávamos como se nenhuma das duas se conhecessem e agora que eu saí da minha casa, deixei meu pai Jeni tem a brilhante ideia de me procurar. Tinha todo tempo do mundo pra fazer e justo agora quis conversar.
Se ela veio me ofender, não tenho certeza se conseguirei manter-me calada.
- Posso entrar? - Ela nota que não estou afim nenhum pouco de dar espaço pra ela passar. Ela sopra o ar cansada. E seu rosto aparenta estar. Jeni se embelezava toda a hora. Usava as melhores roupas e calçados e a vendo nesse estado não a reconheço. Era a poderosa e extravagante Jenifer Whinter. - Por favor, eu... Prometo ser rápida.
Posso não gostar dela porém eu me importo. E se ela procurou a minha pessoa é porque é sério.
Dou dois passos para o lado esticando o braço dando permissão pra ela entrar.
Em silêncio ela se senta, observando cada canto.
Jeni me olha e sorri sem mostrar os dentes.
- Bonito. Soube escolher bem.
- Obrigada. - Digo assentindo. - Hã, quer um suco ou uma água pra beber? Se tiver com fome tem torta na geladeira.
- Eu...aceito o suco e um pedaço de torna se não se incomodar.
Preparo tudo meio aérea. Pensando por qual circunstância minha madrasta viria aqui em casa. Relacionado ao papai não pode ser pois eu vi ele hoje de manhã na hora de pegar minhas coisas.
Levo a bandeja a largando na mesa de centro.
Sento na outra parte do sofá ficando de lado pra ela.
Espero pacientemente ela degustar da metade da torta e suco pra depois saber do motivo da sua "visita".
- Muito boa. - Elogia e eu apenas me limito a sorrir de lado. - Então... Eu vim aqui conversar rapidamente com você.
- Vai em frente. - Incentivo lhe dando liberdade pra continuar.
- Deveria ter dito antes isso... Eu vim te pedir perdão. Compreendo que por causa de tudo que lhe causei será difícil pra você. Mas eu me consertei com Deus e ele me mandou pedir perdão a quem eu causei mais mal. Me arrependo profundamente. - Abaixa a cabeça envergonhada e com a voz embargada. - Se pudesse voltava no tempo mas não dá. O que posso fazer é conviver com meus erros pro resto da vida.
- Eu lhe perdoei faz tempo Jeni. - Ela levanta a cabeça surpresa com minha fala. Lágrimas caem por sua face como enxurradas. E ela parece não se importar de estar vulnerável em minha presença.
- Mas... Tão rápido? - Funga enxugando as lágrimas.
- A partir do momento que me entreguei por completo a Deus Ele sarou minha feridas. Não vale a pena te odiar porque quem sofre sou eu lembrando. Eu o questionei muitas e muitas vezes, chorei de litros do porque eu devia liberar perdão a quem me destruiu. E sabe a resposta que eu recebi? - Limpo a lágrima solitária que escapou. - Jesus sofreu pior. Quem aguentaria ser chicoteado, humilhado, martelado e machucado? Ninguém. Só Ele aguentou todas as dores por amor a nós. E se não somos capazes de perdoar quem nos feriu significa que o amor dele não nos preencheu o suficiente. Eu deixei o passado no passado. Estou seguindo minha vida renovada e te digo Jenifer, não precisa pensar mais nos seus erros. Se preocupe em não os cometê-los novamente, em mudá-los. Ser melhor. Você também foi infeliz como eu e merece a felicidade.
- Eu... Não... Sei.. O que... Fazer... - Chora mais ainda porém em desespero.
- Em relação o que? - Levanto indo em sua direção. Pego sua mão preocupada com seu desespero.
- Est..ou grávida.
Demoro alguns segundos pra encaixar a frase.
Meus olhos se arregalam e meu subconsciente repete várias vezes a frase até finalmente entender o que "Eu estou grávida" quer dizer.
- Não sei... O que dizer.
- Eu não tenho noção do porque dei essa notícia a você... Saí pra espairecer e me vi aqui. Eu ia dar meia volta quando você abriu a porta. Uma confirmação de que era pra você saber.
- Eu vou ter um irmãozinho ou uma irmãzinha. - Rio de emoção por poder ter mais um membro da família. - Quando descobriu?
- Faz uma semana. Seu pai está estranhando meu mal estar. Ele quer me levar pro hospital ainda hoje.
- Porque não contou a ele? Sabe que papai se alegraria de ter mais um filho.
- Depois de tudo que fiz a você ainda acha que serei uma boa mãe? - Ela se ergue andando de um lado pro outro. - Não fui capaz de criar você direito como pode acreditar que com ele eu não vou surtar novamente?
- Jeni... Se acalma, não faz bem pro bebê. - Agarro seus dois braços a fazendo se aquietar. - Não acha que Deus está lhe dando uma segunda chance? Uma maneira de concertar seu erro? Mostrar a mim e principalmente a Deus que você mudou? Eu, Jenifer, estou confiante que essa criança veio pra transformar ainda mais a sua vida. Um filho seu. Do seu ventre. Não pensa na mãe que foi mas sim na que você quer ser. Faça pra ele ou ela o que não fez pra mim. Esqueça de uma vez seu passado. Hoje, aqui e agora você sabe que não tem porque se condenar. Jesus te perdoou, eu lhe perdoei. Está livre da culpa agora.
- Você confia que posso ser melhor pra ele? - Põe a mão na barriga e automaticamente um sorriso se forma em seu lábios. - De verdade?
- Eu não mentiria pra você num momento desses.
- Tudo bem. Tudo bem. Eu consigo.
[...]
Eram 19:50 quando Dante estacionou no pátio da igreja.
Convenci minha madrasta a vir também.
Emprestei uma roupa minha que comprei maior e que combinou com a rasteirinha que Jeni usava.
Foi engraçado a cara de surpresa de Dona Renata ao nos ver caminhando juntas pelo corredor. Dei de ombros quando ela arqueou a sobrancelha me perguntando silenciosamente o que Jenifer fazia comigo.
Me acomodei na mesma fileira que eles estavam. Graças a Deus os dois lugares ao lados deles permanecia vago. Não duvido que Rê espantou quem tentou sentar aqui.
O culto estava divino. Uma bênção. Nos outros congressos que vinha eu não via a hora de voltar pra casa e dormir. Esquecer por algumas horas a minha vida. Hoje foi a primeira vez que não quis ir embora. Chorei pra caramba. Me arrependi de ter passado rímel.
Ficamos eu e os Romanov batendo papo com o cantor, os pregadores e a banda no final do culto. Jeni também permaneceu conosco mas uns minutos depois ela não se sentiu bem e resolveu encerrar seu dia. Papai não quis vir pois trabalhou o dia inteiro. Dante que se tornou meu motorista até seu mini patrão voltar levou minha madrasta. Me deu medo de chamar um táxi. Vai que ela piore ou aconteça algo com o bebê? Dante tem meu número e sabe que o que ele achar suspeito é direto pro hospital.
- E aí cunhadinha, seu pai vai deixar você ser minha colega de apartamento? - Mexo as sobrancelhas brincalhona assim que ocupo o assento do lado.
- Mamãe provocou o papai tenho certeza. Quando pedi ele nem hesitou em dizer sim. Só me fez prometer que ligaria todos os dias e não sairia sozinha. E lógico Carlinhos vai continuar me levando pros lugares.
- Só provocou Belzinha? - Gargalho baixinho e depois mais ainda por ela ter feito cara de nojo.
- Para sua doida. Não posso imaginar os dois se pegando é estranho demais, por mais que eu saiba que eu e meus irmãos não viemos de mágica.
- Seus pais não perdem tempo né? - Acarreto pra deixá-la irritada e recebo uma cotovelada na costela. - Parei. E aí, vai amanhã mesmo já?
- Melhor né? Domingo faço nada mesmo.
- Perfeito. Que bom que não ficarei...
Sou interrompida pelo meu celular tocando.
Olho o visor impossibilitada de esconder o sorriso.
- Boa noite meu moreno, como vai? - Bella revira os olhos e bufa ao meu lado pelo apelido. Rio e mostro a língua pra ela.
- Ka..teee, vemm aquiii porrr favorrr!! - Grita chorando. Levanto na hora do banco correndo pra fora com o coração acelerado e temendo o que vem a seguir. - Mee ajudaaa amorrr. Elll...aaa morreeeuu.
- Matthew se acalma, meu amor por favor se acalma. - Peço já chorando. - Não posso te ajudar se não me explicar direito o que está acontecendo. Eu tô apavorada Matt. Por favor me ajuda a te ajudar.
- Dooii demaisss Katee. Eu a amaavaa como um irmão e ellaaa se foii.... - Soluça ignorando tudo que eu disse.
- Matt quem se foi? Por favor fala o que aconteceu. - Imploro me escabelando, querendo saber logo o que o aflinge.
- Júliaaaa!! Meu amoorr minhaa princesinhaa me deixouu. Veeem ficaaarr comigo. Preciso... De... Você... Amorr.
Desligo a chamada impossibilitada de lhe responder.
Não, não, não...
Julinha.
Não é possível que ela faleceu.
Matthew a ajudou com o lance do irmão que ela pensou que não queria vê-la. Depois disso os dois não se desgrudaram mais. Era lindo de ver a ligação e o amor presente neles. Eu logo que a vi me apaixonei. Uma garotinha de 12 anos de personalidade forte e língua afiada mas que não deixava de te encantar.
Matt a amava demais. Intensamente.
- Kate, o que houve? - Isabel segura meu rosto entre as mãos preocupada. Seus pais e irmão atrás dela pretendendo saber também o que seu filho queria.
- Jú...lia morr...eeuu. Eu.. Ten..ho que ir... Ver o... Matt. - Sou incapaz de conter o soluço. Uma dor profunda se instalando em meu peito chegando a me sufocar.
Matt falou meio por cima quem era a garotinha. Rê e Daniel a viram umas quatro vezes mas foi só oi e sorrisos. Ju não fazia amizades facilmente.
O trajeto todo choro.
Minha mente projetando seu sorrisinho, suas caretas de brava, os abraços e beijos que recebi.
Sei que os quatro pensavam em uma forma de me ajudar mas não havia nenhuma.
Eu perdi uma amiguinha e só Deus e o tempo seria capaz de arrancar essa dor.
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NÃO ESQUEÇA DE VOTAR E ADICIONAR A BIBLIOTECA
OBRIGADA!💜
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Não fiquem bravas. Eu tinha que colocar uma perda aqui. Meu livro relata a realidade e infelizmente não são muitos que vencem o câncer.
Apesar de aparecer apenas em um capítulo eu me emocionei pois perder alguém que ama é doloroso demais. Nunca aconteceu comigo porém eu sei que não é fácil.
Beijos lindas(os)😘
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