CAPÍTULO 23
♡ Oii leitor(a). Coloquei essa música que conheci a pouco tempo embora já conhecia o cantor e algumas músicas dele, eu não conhecia essa e resolvi colocar na cena final do capítulo para caso você queira ouvir na hora. Espero que gostem do capítulo e boa leitura.
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Estamos acelerando pela cidade porque você verá o fim
Apenas nos diga para onde ir e nós estaremos lá em dez
E ela desce
Eu notei como ela faz isso de verdade agora
E ela fala alto
Ela está me dizendo o que eu quero ouvir agora
Isso é real agora?
Como eu sei com certeza? - Chase Atlantic
Chego no meu quarto e guardo a foto na gaveta da minha escrivaninha.
Depois vou mostrar a Quinn o que descobri.
Preciso colocar um brinco agora. Eu tenho algumas naquele meu porta-joias em cima da minha penteadeira.
Pego dois brinquinhos de flores vista de cima e vejo que meus cordões estão todos embolados.
Este é cristão. A maioria deles são presentes dos meus avós maternos.
Eu gosto deste pingente de coração. Irei usá-lo hoje. Eu só preciso desenrolá-lo dos outros. Está uma embolação que só Deus.
Desenrolando, eu tiro um anel prateado do meio. O anel que tenho há muito tempo. Ele me lembra do Nathan e seus anéis.
Será que era daquele roqueiro ao meu lado na foto?
Agora eu tenho certeza de que aquele all star não é meu. É de algum deles.
Eu coloco o bolo de cordões em cima da penteadeira e volto a olhar para o anel em minha mão.
Nunca reparei o quanto ele é lindo, grande e prateado. Eu nunca liguei em usá-lo. Será que eu devo usá-lo hoje? Nathan deve gostar.
Eu o coloco no famoso dedo da aliança.
Mas agora eu sinto que isso pertence a alguém e quero muito descobrir quem.
Tudo organizado. Hora de me vestir.
Pronta para sair, eu me olho pelo espelho da minha penteadeira. Tem uma foto de polaroid de mim junto com a Quinn colocada aqui no espelho de quando tiramos no Aquarium of the Bay de São Francisco. Foi ali que eu tive a certeza de que queria ser Bióloga Marinha.
Achei que essa fosse minha única foto com um amigo, mas estava enganada.
E se eu ainda posso encontrá-los?
Eu respiro fundo, estou de cabelo solto. Realmente Nathan me fez se sentir bem com o cabelo assim. Graças a isso eu me sinto elegante.
Devo usar maquiagem hoje? Mas eu não tenho nada, somente a minha mãe. Devo entrar no quarto dela e pegar algo escondido? Pois eu tenho certeza de que ela estranhe se eu pedir alguma coisa emprestada. Ela vai perceber que tem garoto envolvido nisso e começar a me fazer perguntas.
Eu pressiono meus lábios. Acho que eu vou ter que ir assim mesmo, pura, sem um pingo de maquiagem. Mas eu queria tanto passar pelo menos um batom.
Que se dane. Eu vou lá.
Saio do quarto e vejo que Helena está entretida no yoga lá embaixo.
Ah não. Vou assim mesmo.
Chego até a porta do quarto dos meus pais e toco na maçaneta, respiro e a abro.
Eu piso em silêncio e vou até a penteadeira deles que pertence mais a minha mãe. Eu quase não entro aqui. Isso é tão errado, sigiloso e inusitado.
Tanto faz, eu só preciso de um batom.
Sigo até o local que parece ter maquiagem. Mexo nas gavetas, vejo pente, prancha, secador de cabelo. Onde será que está sua maquiagem?
Tem uma foto de um bebê aqui nos braços da minha mãe. Eu era um lindo bebê. Eu queria poder voltar a ser criança. Quantos meses ou anos será que eu tinha?
Meus pais têm muitas fotos da época em que eu era criança pequena.
Eu abro mais uma gaveta e encontro um blush, bases e finalmente os batons.
Pego o batom de Helena rapidamente.
Olho para o espelho grande em minha frente e aproximo o batom da minha boca. Acho que consigo passar. Não é muito difícil. Quinn passou em mim na última vez em que dormi na sua casa.
Eu me senti bem naquela noite.
Eu passo o batom em todo meu lábio e me olho. O tom é vermelho escuro. Quase vinho. Helena gosta de cores escuras, sempre a vejo com batons escuros quando vai ao trabalho.
Meus lábios estão maiores e mais chamativos assim como os dela. Sinto-me uma mulher madura com eles.
Eu sorrio para mim mesma e resolvo guardar isso no lugar onde estava antes que me descubram.
Tem um objeto enrolado num lenço escuro na mesma gaveta. Eu o pego e parece pesado. Tiro o lenço com cuidado e vejo uma arma de fogo.
Meus olhos se arregalam de imediato.
Por que eles teriam justamente aquilo que eles sempre disseram para se manter distante.
Eu guardo a arma no mesmo local de onde tirei.
Por que eles tem uma arma?
Eu me retiro do quarto e volto para o meu.
Minha mãe continua sala.
Eu não vou nem perguntar sobre essa arma.
Eu vou até meu celular para pegá-lo, pois a qualquer momento, Nathan pode me ligar.
Está próximo das seis horas. Eu levo o polegar até a tela do meu celular e desbloqueio para ver se recebi alguma notícia.
(Você tem uma nova mensagem)
“Estou te esperando aqui fora. Quando vai descer?”
Caramba. Ele já está lá em baixo. Eu só espero que meus pais e os vizinhos não percebam o movimento.
Eu vou até a janela, olho para rua e vejo-o parado em cima da moto me esperando com aquele capacete estiloso. Ele está todo de preto, como sempre. Parece a versão sexy do motoqueiro fantasma.
Eu coloco meu celular no bolso da minha calça, pego uma pequena bolsa de uma alça só e minha jaqueta jeans. Eu checo meu hálito, desodorante, perfume.
Tudo certo.
Estou descendo agora, correndo para os braços fortes daquele tentador. Preciso vê-los de perto.
— Filha? Já vai sair?! — exclama minha mãe me olhando da sala.
— Vou. — aviso segurando firme a alça da minha bolsinha em minha volta. Eu estou indo até a porta de saída — Quinn está me esperando lá fora.
— Sua amiga está de carro? Você não vai buscá-la? — pergunta ela surpresa.
— Ah, a mãe dela deixou usar o carro. Quinn que vai me levar dessa vez. — minto.
— Que legal filha. Tome cuidado. Beijos. — Helena se despede e eu saio rapidamente, antes que ela desconfie, abra a porta e me veja com ele.
Eu fecho a porta e lá está ele escorado na sua moto, encarando-me sorridente.
Desço a escadinha da entrada e vou em sua direção.
Hoje o sol resolveu sair de trás das nuvens.
— Olha ela de cabelo solto. — ele me repara de imediato.
Eu solto risos nervosos enquanto brinco com meu cabelo e dou uma rodadinha, balançando-o.
— Soltei.
— Tá linda. — ele elogia e eu coro.
— Valeu, mas, coloca o capacete agora. Vamos sair daqui antes que minha mãe abra aquela porta. — eu o apresso.
— Tudo bem. — ele leva sua mão até o outro que está ao lado — Usa esse capacete para se proteger.
— Ah, valeu. — gostei, é vermelho. — De quem é?
— Seu. — ele avisa — Eu comprei hoje de manhã. Eu só não sabia qual era sua cor preferida.
— Lilás, Violeta, mas, esse vermelho é lindo. Combina mais com a sua moto. — eu sorrio e ele solta risos. Eu me apoio para subir na moto. — Pode subir?
— Claro. Só toma cuidado para não cair. — ele pede.
— Ok. Eu nunca andei em uma moto antes, isso é novo para mim. — confesso.
— Hmm... Bom saber. — ele parece gostar disso.
— Por quê? — eu pergunto curiosa.
— Porque eu irei mostrá-la o que esteve perdendo. — ele avisa e eu subo e me sento atrás dele. — Se segure em mim.
Eu envolvo meus braços em sua volta e ele começa a agitar o motor. O barulho é emocionante. Eu sinto frio na barriga. Ele está mais cheiroso do que do que antes. Estou o abraçando por trás. Isso é excitante.
— Preparada? — ele me pergunta.
— Sim. — eu respiro fundo. Estou ansiosa.
— Então vamos. — ele acelera e nós partimos para o tal lugar aonde ele vai me levar.
Isso é incrível.
Ele vai tão depressa, parece que eu estou viajando na velocidade da luz, com tudo passando tão rápido.
Eu não faço ideia do que tem pela frente, no fim da estrada. Sinto um medo que me faz rir.
Ele parece que não tem medo, ele vai sem se preocupar, apenas sentindo adrenalina nos devorar.
— O que está achando? — ele pergunta em voz alta por conta do barulho dos carros e da cidade.
— Bom demais! — eu grito. Estou rindo de nervoso. Como Quinn diria — Isso é muito irado!
Ele ri.
— Olha só o que eu vou fazer... — ele anuncia — Segure-se firme!
— Ok! — eu o seguro forte e ele acelera mais na estrada.
Tão rápido que a frente da moto chega a levantar e eu grito de medo, pois parece que eu vou cair.
Nathan está rindo de mim. Ele desce a frente da moto e eu sinto uma sensação radical. Sem igual. Ele sabe exatamente o que faz nessa moto.
Estou flutuando.
— Isso é muito louco! — eu grito rindo de nervoso.
— Bem-vinda ao meu mundo, Violet! — ele brinca e eu dou risadas junto a ele.
Agora passamos pela ponte Golden Gate.
Isso é inacreditável.
Esse doido está mexendo comigo de uma maneira inexplicável.
Eu realmente estou gostando dessa experiência. Não quero parar.
Eu quero mais.
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